Bradesco projeta segundo semestre fraco

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Caxias do Sul, RS – Diante do ritmo da retomada da economia brasileira nos primeiros cinco meses do ano, inferior ao esperado, o economista do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Thiago de Angelis, alertou empresários que a transição para o segundo semestre deve ser fraca. Ele foi o palestrante convidado do Seminário Econômico 2019, promovido pelo Simecs, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, em Caxias do Sul, RS.

 

Os dados divulgados até o momento indicam indústria ainda sem sinais claros de recuperação, arrefecimento da confiança de empresários e consumidores e mercado de trabalho perdendo tração. Esses itens podem limitar a expansão do comércio observada no primeiro bimestre:

 

“Seguimos entendendo que a economia brasileira reúne todas as condições para retomar o crescimento adiante. Há menor endividamento das famílias, maior propensão ao crédito, taxas de juros em patamares baixos, inflação com expectativas ancoradas e uma agenda positiva de reformas econômicas. Mesmo assim o resultado mais tímido no primeiro trimestre e os sinais iniciais do segundo comprometem a expectativa para o ano, levando-nos a revisar a expansão para 1,1%, que ainda pressupõe forte aceleração nos trimestres à frente”.

 

De acordo com De Angelis a visão do Bradesco é a de que a reforma da Previdência será aprovada, projetando definições a partir de agosto. O banco acredita que o potencial da economia oscilará de R$ 700 bilhões a R$ 800 bilhões.

 

Foto: Luiz Erbes/Divulgação.