Corrida contra o tempo para a competitividade já começou

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Foto Jornalista Roberto Hunoff

Por Roberto Hunoff

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03/12/2019

Caxias do Sul, RS – Na palestra de abertura do Fórum AutoData de Veículos Comerciais, na manhã de terça, 3, o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini, fez uma análise com relação aos efeitos do futuro acordo Mercosul-Comunidade Europeia sobre a competitividade nacional. Para ele, o acordo é ótimo, pois fixa data-limite para o país ser competitivo e confere previsibilidade. “A corrida contra o tempo para a competitividade já chegou”, definiu, ao destacar que a partir de 2022 começa a contar o período de sete anos de carência com cotas.

 

Até 2021, o acordo deve estar aprovado pelos parlamentos. De acordo com Bonini, o grande desafio do Brasil é superar o que chamou de manicômio tributário, que exige das empresas gastos de 2 mil 507 horas/homens/ano para o cálculo de impostos -- a média mundial é de 231 horas. Também citou o custo da burocracia tributária, que foi, em 2017, de R$ 37 bilhões na indústria em geral e de R$ 2,3 bilhões na automotiva. “O valor é superior ao estimado por ano em pesquisa e desenvolvimento no Rota 2030”.

 

Bonini também destacou que a carga tributária no Brasil é de 32% do PIB per capita, estimado em US$ 13 mil, enquanto no México é de apenas 14%. O principal efeito da falta de competitividade é a baixíssima presença do Brasil no cenário mundial automotivo. Com relação à maioria das regiões, a participação é inferior a 1%. Só tem presença mais significativa na América Latina.

 

“Quando comparamos tecnologias e capacidades produtivas somos semelhantes às maiores montadoras do mundo. O problema é do portão para fora. E isto precisa mudar para que o país seja competitivo. E o prazo para que isto ocorra já está correndo”.

 

Foto: Cleiton Thiele.