Resultado do PIB anima fabricantes de caminhões

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Caxias do Sul, RS – O anúncio de alta de 0,6% no PIB do terceiro trimestre repercutiu de forma positiva nas exposições do Fórum de Veículos Comerciais, que AutoData promoveu na terça-feira, 3, em Caxias do Sul, RS. O vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini, que manifestava confiança com o resultado do segmento de comerciais para o ano, comemorou: “Creio que poderemos colocar mais alguns pingos no copo de água já meio cheio para cima”.

 

Até então, Bonini sinalizava para vendas internas 123 mil unidades, dentre ônibus e caminhões, alta de 35%, exportações de 20 mil, com recuo de 41%, e produção na casa de 145 mil, avanço de 8,2%. “A possível expansão do PIB em 0,92% reforça a confiança para o próximo ano”.

 

A posição do dirigente da Anfavea ganhou respaldo no painel que reuniu representantes de montadoras de caminhões. Idam Stival, gerente comercial da Iveco, avaliou que a projeção de incremento de 15% para o próximo ano pode ser maior. “O PIB em alta vai puxar o consumo das famílias e isto pode representar algo mais nas vendas”.

 

Fernando Michetti, gerente sênior de vendas da Regional Porto Alegre da Mercedes-Benz, estima incremento entre 10% e 15% em 2020. Cita como fatores a safra agrícola crescente, a expectativa de aumento das vendas para a construção civil nos próximos seis meses e demanda maior por logística para consumo urbano, em função da redução do desemprego e juros baixos.

 

Cesar Neves, gerente comercial da Volvo, afirmou, sem manifestar porcentual, que o crescimento seguirá no próximo ano, sem euforia, sustentado por compras técnicas. “Nos primeiros encontros que fizemos com a rede de distribuidores, os sinais são positivos”.

 

Wilson Ferri, diretor comercial de implementos das Empresas Randon e representante da Anfir, projetou para 2020 incremento de 2% no segmento de veículos rebocados, girando em torno de 64 mil a 65 mil unidades, e índice mais expressivo nos leves diante da expectativa de recuperação do consumo com o PIB crescente.

 

Os representantes das montadoras de caminhões também acreditam no aumento de vendas de modelos médios e leves para atender demandas da construção civil, prestação de serviços e distribuição urbana.

 

Foto: Cleiton Thiele.