Indústria espera por mais recursos do Plano Safra

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Foto Jornalista  Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

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10/02/2020

São Paulo – Uma reunião agendada para a terça-feira, 10, com representantes da Anfavea, do setor agrícola e do Mapa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, deverá bater o martelo para a liberação de mais de R$ 2 bilhões para o Plano Safra 2019/2020. Ao menos essa é a esperança dos fabricantes de máquinas agrícolas, com base em sinalizações de gente do próprio governo federal.

 

“A expectativa que temos, até porque o ministério já sinalizou, é de que o Pronaf receba cerca de R$ 1,5 bilhão e o Finame Rural um aporte parecido”, disse Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor de máquinas agrícolas e rodoviárias. “Com isso os produtores terão recursos disponíveis para planejar as suas compras”.

 

O setor espera que até março as linhas de financiamentos estejam operando normalmente com os recursos disponíveis. O Finame Rural, que é uma novidade do Mapa, foi anunciado no começo do mês e, de acordo com o governo, terá crédito disponível a partir de 10 de março. Será dedicado, principalmente, aos médios produtores, porque os grandes conseguem taxas e condições mais atrativas pelos bancos privados.

 

Já o Pronaf é dedicado aos pequenos produtores, que na visão de Miguel Neto são os mais prejudicados com a falta de recursos para financiamentos com taxas atrativas e carência adequada. Mas que terão nos próximos meses a tão sonhada previsibilidade, com a possibilidade de se programar para fazer a compra sabendo que o recurso estará disponível até o fim do Plano Safra.

 

Mesmo com as notícias boas o setor começará a sentir os reflexos positivos dos novos recursos apenas em março, quando os valores estarão disponíveis para os produtores. Até lá as vendas devem continuar em ritmo abaixo do esperado pela falta de financiamentos. De olho nessa demanda do mercado o Banco do Brasil também já ofereceu recursos para financiar vendas de máquinas e equipamentos agrícolas, em condições parecidas com as do BNDES, funcionando como uma opção a mais para os agricultores.

 

Fotos: Divulgação.