Pistas e oficinas estão a disposição para montadoras, fornecedores, de leves e pesados e máquinas agrícolas fazerem seus testes
Iracemápolis, SP – Montadoras de veículos leves, pesados e máquinas agrícolas e fornecedores têm agora à disposição o CTVI, Centro de Testes Veiculares de Iracemápolis, no terreno ao lado da antiga fábrica de automóveis da Mercedes-Benz, hoje GWM, no Interior paulista. Parceria da fabricante alemã com a Bosch o centro abriu oficialmente suas portas na quinta-feira, 14, mas já está operando há algum tempo.
São cinco pistas e sete oficinas independentes, que podem ser contratadas por qualquer empresa para seus processos de desenvolvimento e homologação. Duas das oficinas são dedicadas a veículos comerciais pesados, com boxes que podem receber caminhões e ônibus de todos os tamanhos.
A estrutura já vem sendo utilizada pela indústria, segundo Andreas Hueller, gerente geral do CTVI. Vinte contratos foram fechados no primeiro ano de operação. “Temos clientes usando as pistas, tanto de forma esporádica como em desenvolvimentos contínuos”.
O CTVI garante sigilo total: todas as oficinas que atendem a veículos de passeio são isoladas. Os boxes oferecem escritório, sala de reunião, conexão à internet, ar-condicionado, copa, toalete, TV e controle de acesso individualizado.
“O CTVI permite que as empresas economizem”, disse Gastón Diaz Perez, presidente da Bosch América Latina. “Antes era preciso levar os veículos para estruturas no Exterior, em processos que demandavam, além de dinheiro, muito tempo. Agora oferecemos essa estrutura no Brasil”.
Denis Güven, presidente da Mercedes-Benz América Latina, ressaltou a localização do centro, próximo a aeroportos, rodovias e os principais fornecedores.
Estrutura
Bosch e Mercedes-Benz investiram R$ milhões no CTVI, que é 50% de cada. Ele ocupa área de 400 m². São cinco pistas: uma oval de alta velocidade, com 2,6 quilômetros de extensão, uma de comfort lanes, com quatro faixas de rodagem paralelas e cinco diferentes tipos de pisos e superfícies irregulares, uma VDA, de 88 mil m² de asfalto plano e 220 metros de diâmetro, uma área de medição de frenagem, com três faixas paralelas e irrigáveis, e a pista pavimentada de dirigibilidade, com 1,6 quilômetro de extensão e níveis de elevação variados.
Nelas podem ser feitos, dentre outros testes, os de ESP, frenagem automática de emergência, ADAS, eficiência energética e conduções autônoma e semiautônoma.