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Honda suspende plano de elétricos e joga suas fichas nos híbridos

Plano global inclui expansão industrial na América do Norte, aumento da produção de motos e revisão da estratégia de eletrificação

São Paulo — A Honda divulgou o lançamento de quinze novos modelos híbridos até o fim do ano fiscal de 2030, priorizando mercados da América do Norte. A nova geração contará com plataforma inédita, sistemas avançados de assistência à condução, ADAS, e modelos maiores para o segmento D. A empresa também apresentou dois protótipos globais: o Honda Hybrid Sedan e o Acura Hybrid SUV, previstos para chegar ao mercado nos próximos anos.

Segundo a empresa o novo sistema híbrido terá custo mais de 30% inferior ao da geração lançada em 2023 e deverá melhorar a eficiência energética em mais de 10%. O projeto faz parte de uma ampla reestruturação do negócio automotivo apresentado pelo CEO global Toshihiro Mibe. O plano prevê redução de custos industriais, reorganização de investimentos e maior uso de parceiros externos diante das mudanças no mercado global de eletrificação.

Segundo a empresa a reorganização será baseada em três pontos: realocação estratégica de recursos, fortalecimento da estrutura de manufatura e utilização de recursos externos.

Como parte desta reorganização industrial a Honda transformará suas fábricas da América do Norte para ampliar a produção de veículos híbridos. A companhia também converterá parte da produção da joint venture de baterias com a LG Energy Solution para atender modelos híbridos em vez de elétricos puros.

A Honda também suspendeu por tempo indeterminado o projeto de construção de uma cadeia completa de veículos elétricos no Canadá. Informou que seguirá avaliando os investimentos em eletrificação conforme a evolução da demanda global.

A Honda afirmou ainda que pretende reduzir drasticamente custos e tempo de desenvolvimento de veículos. O plano, chamado internamente de Triple Half, prevê cortar pela metade os custos, os prazos e a carga de trabalho dos processos de engenharia em comparação com os níveis atuais. O plano inclui maior uso de ferramentas digitais, inteligência artificial e simplificação de projetos.

A fabricante também quer elevar em cerca de 20% a eficiência produtiva de suas fábricas nos próximos cinco anos.

Prioridades e expansões

Além da América do Norte a Honda definiu Japão, Índia e China como mercados prioritários para crescimento.

No Japão a montadora ampliará a linha de veículos elétricos compactos, incluindo o futuro N-Box EV, previsto para 2028, além de lançar novos híbridos equipados com sistemas avançados de assistência ao motorista.

Na Índia a Honda pretende expandir sua produção anual de motocicletas de 6,2 milhões para aproximadamente 8 milhões de unidades até 2028. O país será transformado em um dos principais polos globais de exportação da companhia, abastecendo mercados da América Latina e do Sudeste Asiático.

A ideia geral para a Índia também prevê o lançamento de novos automóveis compactos desenvolvidos especificamente para o mercado local e a criação de operações financeiras e plataformas digitais voltadas ao aumento das vendas.

Na China a fabricante pretende aumentar o uso de componentes locais e desenvolver veículos eletrificados em parceria com empresas chinesas para reduzir custos e ganhar velocidade no mercado de NEVs, os chamados veículos de nova energia.

Motocicletas

No segmento de motocicletas a Honda projeta que o mercado global alcance cerca de 60 milhões de unidades até 2030. A companhia pretende ampliar participação principalmente na Ásia e na América Latina, além de acelerar lançamentos de motos elétricas conforme a demanda e as regulamentações ambientais avancem em cada país.

A empresa também destacou tecnologias proprietárias, como o sistema Honda E-Clutch, como parte da estratégia para diferenciar seus produtos da concorrência chinesa.

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