Fenabrave aguarda autorização para reabrir concessionárias paulistanas

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Foto Jornalista  Bruno de Oliveira

Por Bruno de Oliveira

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02/06/2020

São Paulo – A Fenabrave espera para ainda esta semana a autorização da Prefeitura de São Paulo para que as concessionárias da Capital paulista reabram as portas. O protocolo com as medidas de segurança foi entregue na segunda-feira, 1º, e o presidente da entidade, Alarico Assumpção Junior, afirmou torcer para uma resposta até a quinta-feira, 4.

 

Por enquanto o município não seguiu os passos do Estado, que apresentou planejamento de abertura gradual de alguns setores e incluiu as concessionárias de veículos na primeira onda. As medidas propostas pelo setor de distribuição, segundo o presidente da Fenabrave, estão alinhadas com as estabelecidas pela gestão pública, como higienização de pontos de vendas e veículos.

 

Assumpção Jr disse, ainda, que os associados estão otimistas com a retomada das vendas, usando como exemplo a alta de 10% nos licenciamentos registrados de abril para maio. Segundo ele parte deste crescimento ocorreu pelo fato de, no período, a fatia de lojas operando no Brasil tenha saltado de 33% para 57%. Mais cidades estão reabrindo as lojas: no Rio de Janeiro, RJ, a autorização vigora a partir da terça-feira, 2.

 

Segundo balanço divulgado na terça-feira, 2, os emplacamentos de automóveis e comerciais leves registrados em maio somaram 56,6 mil unidades, 10% a mais sobre abril e 76% a menos do que o volume registrado em maio do ano passado.

 

O presidente da Fenabrave recorda que, afora a base de comparação baixa que foi o mês de abril em termos de vendas, a volta do funcionamento dos Detran trouxe efeito positivo nos números do setor em maio: "Não há como negar que muitos dos licenciamentos registrados tenha como origem negócios fechados meses atrás, quando os Detran não estavam funcionando. Mas, ainda assim, houve aumento da procura por veículos, sobretudo aqueles acima de R$ 60 mil".

 

Seria nesta faixa de preço, disse o presidente, que estaria o consumidor que baseou sua compra em questões sanitárias – se discute hoje no setor que no pós-pandemia haverá aumento da demanda pelo transporte individual, no caso o automóvel, em detrimento do transporte público. "É ruim porque nós também vendemos veículos comerciais, mas é isso o que enxergamos a partir do segundo semestre: um consumidor que busque veículos novos como uma forma de se proteger da exposição física que ocorre no transporte público".

 

As condições para que isso ocorra dependem de um cenário favorável ao crédito para aquisição de veículos, o qual, acredita Assumpção Jr, estaria em níveis aceitáveis para compromissos financeiros firmados em até 36 meses: "Em negócios com mais tempo é evidente que aumenta o risco bancário e torna menos viável a aprovação de fichas".

 

Foto: Divulgação.