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Fenabrave revisa para cima a projeção para o ano: 2,2 milhões de veículos.

Antes a associação que representa o setor de distribuição acreditava em empate com 2022. Agora estima crescimento de 5,6%.

São Paulo – Restam três meses para o fechamento do ano e a Fenabrave revisou, pela primeira vez, suas estimativas de vendas para 2023. Agora a entidade que representa as associações de marca que representam as empresas concessionárias passou a projetar crescimento de 5,6% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, somando 2,2 milhões de unidades. No início do ano sua projeção era de empate com 2022: 2,1 milhões de veículos.

Desde janeiro, quando divulgou as primeiras estimativas, seu presidente José Maurício Andreta Jr,. dizia ter a sensação de que haveria crescimento: “E poderemos ter números ainda melhores caso o governo divulgue, junto com o Mobilidade Verde, medidas que alavanquem as vendas do setor”.

Segundo o presidente da Fenabrave o cenário está mais positivo neste segundo semestre, impulsionado pelos descontos gerados a partir da MP 1 175. A sua expectativa é a de que, junto com o Mobilidade Verde, a segunda fase do Rota 2030, algumas medidas sugeridas pela entidade sejam colocadas em prática: “Fizemos diversas sugestões, entregamos um estudo que mostrava que o aumento da escala, com redução do imposto, não prejudicaria a arrecadação. Algo mais para o longo prazo, não pontual como o programa”.

Resultados

As vendas de veículos avançaram 1,9% em setembro, comparado com o mesmo mês de 2022, para 207,7 mil unidades. Com relação a agosto houve recuo de 4,8%, “mas tivemos três dias úteis a menos no mês passado. Na média diária a alta foi de 10%”.

No acumulado dos três primeiros trimestres o setor registrou avanço de 8,5%, somando 1 milhão 629 mil unidades.

O segmento de automóveis e comerciais leves, o mais volumoso, puxou o crescimento no ano, com alta de 10% sobre janeiro a setembro do ano passado, 1,5 milhão de unidades. Em setembro foram 187,4 mil unidades vendidas, alta de 3,9% na comparação anual e queda de 4,8% na mensal, com os três dias úteis a menos.

Nas projeções divulgadas pela entidade quem puxa o crescimento é o segmento leve: alta de 7,3%, somando 2,1 milhões de unidades.

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