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Mesmo que venda de carro 0 KM cresça 15% mercado ainda estará 31% abaixo do pico

SÓ PARA ASSINANTES: Presidente da Fenabrave, Andreta Jr, reforçou no Congresso Latino-Americano a necessidade de incentivar indústria para ocupar capacidade ociosa

São Paulo – Diante da aprovação do marco de garantias no início do ano, da redução da Selic e da maior oferta de crédito a perspectiva da Fenabrave é ampliar em 15% as vendas de automóveis e comerciais leves até o fim do ano, totalizando 2,5 milhões de unidades. Ainda assim este volume estará 31% aquém do melhor resultado já obtido pelo mercado brasileiro, de 3,6 milhões, em 2012.

Quanto se trata de caminhões, o cenário é o mesmo. Mesmo que se cumpra a previsão de crescimento de 12% nos emplacamentos, para 116,7 mil, o volume fica 32% abaixo dos 172,7 mil comercializados em 2011, melhor ano para o setor. No caso dos ônibus, diante da expectativa de empatar as vendas com o ano passado, de 24,6 mil unidades, a diferença é de 34% frente às 37,3 mil de 2013.

Foi o que apresentou o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, durante o Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado por AutoData de 19 a 23 de agosto.

Os únicos segmentos que destoam deste movimento são as motocicletas, que ainda que ampliem o comércio em 20%, para 1,8 milhão de unidades, estarão 2% inferiores aos 1,9 milhão de 2011, quando houve o pico, e os implementos rodoviários, que se crescerem 10%, para 99,3 mil, estarão 10% acima dos 90,6 mil de 2021.

“Nós temos de aumentar o volume de produção da indústria e ocupar a capacidade ociosa. Fabricar mais tanto para o mercado interno como para o externo. Precisamos ter escala para tornar viável inclusive a operação dos concessionários.”

O dirigente lembrou que em maio a Fenabrave reuniu em Brasília, DF, representantes de 27 entidades, ministérios e academia para a realização do evento Oficina Técnica Mobilidade e a Frota Brasileira: Descarbonização, Modernização e Desenvolvimento, com o objetivo de discutir caminhos para promover o maior acesso aos 0 KM e, assim, frear o envelhecimento da frota brasileira.

O Brasil possui atualmente frota de 65,2 milhões de automóveis com idade média de 18,3 anos, além de 10,7 milhões de comerciais leves com 16,8 anos. Quando se trata de pesados o tempo de rodagem é ainda superior, tendo os 3,8 milhões de caminhões existentes 22,5 anos, na média, e os 756 mil ônibus 19,6 anos.

Um dos veículos com idade menor são as motocicletas: 32,5 milhões com idade média de 13,7 anos. Mas o título de mais jovens do mercado brasileiro cabe aos 1,1 milhão de implementos rodoviários e tratores, com 11,3 anos.

“Precisamos continuar no processo de maior acesso à renda, financiamento, redução dos juros. Porque o que vende carro é taxa de juros e melhora do crédito. Assim como o que vende caminhão e máquinas é o crescimento da economia.”

O dirigente contou que a Fenabrave realizou análise pós-oficina e afirmou que é preciso pôr em prática projeto para tornar viável a troca dos veículos usados por novos: “Se tivermos este programa tenho a certeza de que levaremos nosso mercado ao patamar de 4 milhões a 5 milhões de veículos”.

O presidente Andreta Júnior não se estendeu aos pormenores do projeto citado.

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