São Paulo – Depois de quase sete anos da introdução dos caminhões a gás da Scania no Brasil o mercado começa a entrar em uma nova fase. As primeiras renovações de frota já impulsionam a formação de mercado secundário para estes veículos, criando oportunidades para transportadores e fortalecendo a cadeia de descarbonização.
A movimentação ocorre principalmente porque os modelos lançados em 2019 começam a retornar ao mercado de segunda mão. Como resultado transportadoras passam a renovar suas frotas e abrir espaço para novos compradores interessados na tecnologia.
Segundo Fábio D’Angelo, diretor comercial do Scania Banco, a instituição já financia caminhões usados a gás por meio do CDC Verde, linha de financiamento de caminhões e ônibus elétricos e a gás exclusiva da marca. Como resultado em abril e maio o banco financiou aproximadamente vinte veículos seminovos movidos a gás.
Mercado secundário reduz barreiras de entrada
A formação de um mercado de usados representa um passo decisivo para ampliar a adoção da tecnologia. Afinal o menor valor de aquisição dos seminovos permite que empresas de menor porte e transportadores interessados em testar a solução tenham acesso aos veículos.

Além disto a existência de financiamento dedicado de fábrica reduz riscos financeiros e aumenta a liquidez do ativo: “Estamos ajudando também o desenvolvimento do mercado secundário”.
Segundo o D’Angelo as operações podem ocorrer tanto por meio da rede de concessionárias quanto em negociações diretas de frotistas. Neste processo o caminhão usado pode, inclusive, servir como entrada para a compra de um veículo novo.
Valor residual fortalece o gás
Seja como for especialistas do setor apontam que o valor residual constitui um dos pilares para o sucesso de novas tecnologias. Sem um mercado secundário consolidado empresas costumam adiar investimentos em combustíveis alternativos. O avanço dos seminovos, porém, muda este cenário pois, com compradores e financiamento disponíveis, o ciclo econômico do ativo torna-se mais previsível.
O plano adotado pela Scania busca justamente fechar a equação. Ao apoiar a venda do veículo novo e, posteriormente, financiar o usado, a montadora cria um ecossistema mais sustentável e financeiramente viável.
Infraestrutura e financiamento impulsionam expansão
Nos últimos anos a Scania ajudou a fomentar corredores azuis, infraestrutura de abastecimento e projetos para ampliar a autonomia dos caminhões a gás. A consolidação da tecnologia, todavia, depende também da maturidade do mercado. Neste contexto o mercado secundário surge como peça-chave para acelerar a expansão da frota sustentável.

Além disto a disponibilidade de crédito específico permite que novos perfis de clientes ingressem na tecnologia. Enquanto grandes empresas renovam suas operações pequenos e médios transportadores, e mesmo autônomos, passam a acessar veículos com menor investimento inicial.
Com isto o gás amplia sua competitividade frente ao diesel e fortalece sua posição como uma das principais alternativas para a descarbonização do transporte rodoviário brasileiro.
De 2019 até o momento a Scania vendeu 2 mil caminhões a gás no Brasil. E a previsão é de encerrar 2026 com mais quinhentas unidades vendidas.





