Rio de Janeiro – A ordem é crescer. Fabiana Figueiredo, vice-presidente da Peugeot para a América do Sul, não revelou a meta, mas disse que o seu objetivo é conquistar uma fatia maior do mercado brasileiro de 2,6 milhões de veículos leves projetado para 2025, que representa alta de 4% sobre o volume vendido no ano passado.
Até agosto a Peugeot conquistou participação inferior a 1%, com 15,1 mil unidades comercializadas. A chegada da linha 2026 do 208 e do 2008, dois modelos que marcaram a entrada da Peugeot na era dos híbridos flex, é um dos atrativos que poderá ajudar a crescer este porcentual
No caso do 208, segundo Figueiredo, as expectativas são grandes, pois trata-se do primeiro híbrido flex do segmento B hatch. Existem, na sua avaliação, grandes oportunidades de crescimento, dependendo da aceitação do público.
Ela calcula que a versão híbrida do Peugeot 208 deverá representar 20% das vendas, enquanto a de entrada 1.0 Style terá o maior porcentual, cerca de 40%, com o restante dividido pela nova Active T200 AT e pela Allure T200 AT. Já no SUV 2008 a versão híbrida deverá representar 30% das vendas e os outros 70% serão divididos pelas outras duas configurações, a de entrada e a intermediária.
Sobre a decisão de iniciar as vendas dos híbridos no Brasil, e não na Argentina, onde a empresa se posiciona como uma das líderes, Fabiana Figueiredo disse que tudo depende do momento do mercado:
“O plano foi definido de acordo com o mercado, com base no que analisamos o momento de cada país. No contexto do Brasil era o momento certo, enquanto na Argentina acabamos de lançar o 3008 e o 5008 importados da Europa. Lá lançaremos os híbridos em 2026”.
Nos últimos anos, até por questões logísticas envolvendo sua operação na Argentina, a Peugeot sofreu no mercado regional. Figueiredo disse esperar resultados melhores em 2025 e nos próximos anos, com uma gama toda nova de automóveis, comerciais leves e utilitários. Em 2022, lembrou, a Peugeot encerrou com 2,3% de mercado somente com o 208 no portfólio.
Atualmente a Peugeot mantém cerca de 180 revendas no País e não tem projeto de expansão, acreditando que este tamanho é suficiente para atender à demanda local.