Ação no carnaval do Rio de Janeiro apresenta ao grande público a marca e seus dois modelos e antecipa financiamento de 60 meses com taxa zero
Rio de Janeiro, RJ – A Omoda Jaecoo, ou O&J, marca chinesa cujo portfólio de veículos leva um desses dois nomes, é uma das mais recentes criações do Grupo Chery. Lançada oficialmente em 2023 tende a agrupar modelos mais ousados em termos de design e sofisticação para um público igualmente exigente, classificado segundo o presidente da Chery International, Zhang Guibing, como a “elite da moda”. Por isto fez todo o sentido levar seus principais representantes no País, o Omoda 7 e Jaecoo 7, para a passarela do samba na Marquês de Sapucaí, onde desfila a elite do carnaval do Brasil. Em ação de marketing os veículos apareceram como abre alas de todas as doze escolas de samba, nos três dias do carnaval no Rio de Janeiro.
De acordo com Roger Corassa, vice-presidente executivo da O&J no Brasil, a velocidade dos chineses impressiona e a decisão de colocar a marca como um dos patrocinadores do carnaval no Rio de Janeiro às vésperas do evento é uma demonstração. Corassa está há pouco mais de dois meses na O&J e teve que vender a ideia e receber a aprovação para colocar os dois carros na Marquês de Sapucaí em tempo recorde:
“Todos compreenderam como seria importante aproximar a marca a algo icônico no Brasil. Aproveitei o contato e proximidade junto à Liga das Escolas de Samba para fechar rapidamente esta ação”.
Ele se impressionou com essa velocidade e citou, durante conversa antes do segundo dia de desfile das escolas de samba no Rio, como “os chinseses prezam a agilidade” para ilustrar um pouco mais essa nova experiência: “No meu terceiro dia de trabalho tive que montar estratégia comercial para apresentar ao senhor Shawn Xu, o CEO global”.
Próximos passos
No ritmo acelerado do samba é que a Omoda Jaecoo pretende seguir crescendo no Brasil. O entendimento é que a oferta de modelos com a propulsão híbrida plug in deve ser o carro-chefe por aqui, apostando em tendência não apenas da China, mas de outros mercados: os preços de veículos com esta tecnologia estão muito próximos ao dos carros híbridos puros e até de modelos a combustão interna.
Outras marcas do Grupo Chery, como a própria Chery – em parceria com a Caoa no Brasil – e mais recentemente a Jetour, oferecem modelos com a mesma configuração: um motor a combustão 1.5 litro com um ou dois motores elétricos e algumas opções de bateria para o sistema híbrido plug in.
Corassa contou que o preço está caindo não apenas pela utilização da mesma tecnologia, a Kunpeng Super Hybrid do Grupo Chery para todas as suas marcas, mas pela versatilidade de sua utilização, predominantemente elétrico no perímetro urbano e combinado com a combustão na estrada, prometendo uma autonomia de 1 mil quilômetros ou mais. Considerando este raciocínio o executivo informou que a participação dos seus híbridos plug in no mercado brasileiro já chegou a 8,6% do segmento dos modelos de nova energia, ou NEV, em janeiro. E que em onze meses de operação no Brasil venderam mais de 10 mil unidades.
“Este ano a expectativa inicial é vender de 45 mil a 48 mil unidades. Mas estou confiante que é possível chegar a 50 mil. Temos o Omoda 5 como um dos híbridos com sistema fechado com preço mais competitivo do mercado. E teremos muitas outras novidades.”
Corassa quer imprimir agilidade aos seus negócios para atingir essa meta ousada. Por isto anunciou que está oferecendo um financiamento de 60 meses com taxa zero no Brasil.
“Faz mais de dez anos que ninguém tem um plano com taxa zero. Em celebração ao carnaval nossa rede está oferecendo essa taxa, com 60% de entrada e sessenta meses, que é uma condição realmente interessante.”
Fábrica no Brasil
Enquanto promete um sistema híbrido plug in flex para o ano que vem e tem no seu cronograma de lançamentos a chegada do Jaecoo 5 no primeiro semestre, do Jaecoo 8 e do Omoda 4 no segundo semestre, a O&J tem procurado um local para abrigar sua produção nacional.
Segundo Corassa a ideia é ter no Brasil, “carros a combustão, carros flex, elétricos e híbridos”. A O&J não descarta qualquer dessas opções para a produção nacional, mas a tendência é que seja um híbrido plug in.
Este processo envolve relacionamento com governos estaduais para compreender quais serão as melhores condições para a instalação de uma unidade produtiva. As opções de fábricas já consolidadas no Brasil e que estariam disponíveis, como a própria unidade da Chery em Jacareí, SP, parecem descartadas no momento. Mas nenhuma opção está totalmente fora da equação. Inclusive uma produção combinada com outras marcas do Grupo Chery.
No entanto Corassa descreveu que ocorreram conversas promissoras dos executivos da O&J com interlocutores de governos estaduais do Paraná, de São Paulo e Rio de Janeiro: “Temos boas possiblidades nestes Estados”.
O relógio corre acelerado na passarela do samba e também nos escritórios da O&J. Ao que tudo indica muito em breve teremos mais novidades sobre esta novata marca chinesa, que diz que veio desfilar em muitos outros carnavais.