São Paulo – Ainda este ano começará a circular nas ruas o primeiro chassi de ônibus urbano Volvo com opção de uso biocombustível, com uso de qualquer mistura de biodiesel. Segundo o presidente da Volvo Buses, André Marques, a tecnologia consolidada nos seus caminhões, que já rodam há alguns anos com a adaptação, começa a ser testada em alguns clientes de ônibus e poderá chegar ao mercado em breve.
É mais uma opção de descarbonização no portfólio da Volvo Buses, que já oferece modelos elétricos como o BZRLE piso baixo e o BZRT, articulado e biarticulado, todos produzidos em Curitiba, PR. Já foram vendidas mais de sessenta unidades de todos os modelos.
Desempenho abaixo de 2024
No ano passado a Volvo comercializou 1,1 mil unidades na América Latina, abaixo das 1,4 mil de 2024. No Brasil foram 553 unidades, abaixo das 709 do ano anterior. A companhia compete apenas no segmento de pesados.
A justificativa de Marques para a queda foi não estar habilitado ao Pró-Transporte, programa com recursos do FGTS que concede financiamentos a custos mais acessíveis pela Caixa Econômica Federal.
As compras são destinadas a projetos de modernização na mobilidade urbana, incluindo ônibus. As taxas de juros dependem do perfil do cliente, mas podem chegar à metade dos financiamentos regulares. Agora, segundo Marques, o Banco Volvo conseguiu sua habilitação e a empresa passará a oferecer também este tipo de negócio.
No recorte do segmento pesado a expectativa do executivo é de manutenção dos volumes registrados no ano passado, em torno de 3,5 mil unidades. Apesar do custo do financiamento ele está otimista, especialmente, no segmento rodoviário: “O ano tem muitos feriados e as passagens aéreas estão caras, o que torna atrativas as viagens de ônibus”.