São Paulo — A BYD já é a responsável por 125 carregadores rápidos em operação pública, distribuídos por concessionárias nas cinco regiões do Brasil. A expectativa da companhia é a de que esta malha chegue a 225 pontos até o fim de 2026.
Hoje concentrada em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia, além de Brasília, DF, a rede segue em crescimento e começa a alcançar novos pontos fora dos grandes centros. Duque de Caxias, RJ, Altamira, PA, Cacoal, RO, e Pelotas, RS, já receberam equipamentos, indicando uma interiorização gradual da infraestrutura.
Os carregadores instalados são do tipo rápido em corrente contínua, DC, com potência de 60 kW a 120 kW. Na prática permitem recuperar cerca de 20 kWh em aproximadamente trinta minutos. O serviço é operado por meio do aplicativo da própria marca, que reúne funções como localização dos pontos e acompanhamento da recarga. O custo médio gira em torno de R$ 2,38 por kWh, com tíquete próximo de R$ 49 por sessão.
O crescimento da rede acompanha a evolução da base de usuários. Dados da empresa mostram que o número de cadastrados saltou de 59,9 mil em meados de 2025 para 166 mil em março deste ano, um avanço de aproximadamente 177% no período.
A próxima etapa envolve a introdução de carregadores ultrarrápidos, capazes de reduzir significativamente o tempo de recarga. Em testes globais, a tecnologia permite levar a bateria de 10% a 70% em poucos minutos. A previsão, segundo a BYD, é iniciar esta operação no Brasil ainda em 2026, com a primeira unidade prevista para Brasília. A meta é ter instalado 1 mil carregadores ultrarrápidos no País até 2027.