São Paulo – Em maio de 2025 a XBRI, que vende no Brasil pneus fabricados por empresas terceirizadas na Ásia, anunciou uma joint-venture com a Linglong Tire para erguer fábrica própria em terreno adquirido em Ponta Grossa, PR. Passado um ano nem a pedra fundamental, que estava prevista para ser assentada no segundo semestre do ano passado, tornou-se realidade. Pior: a gigante chinesa de pneus abandonou a parceria e o projeto precisou ser revisto.
Segundo a XBRI licenças ainda precisam ser liberadas para que o projeto avance. A Linglong Tire mudou seus planos por “questões financeiras de ordem global” e a sociedade, que prometia alavancar o investimento inicial de R$ 1,5 bilhão para R$ 6,2 bilhões, sequer chegou a ser formalizada. O interesse era calcado na referência em tecnologia e na escala global da chinesa, fornecedora de montadoras como Volkswagen, Stellantis, General Motors, Renault, Scania e BYD.
A XBRI sustenta que dará continuidade ao compromisso de erguer sua unidade no Paraná, como previsto no projeto original, anunciado em 2024, mas mais focada na produção. O desenvolvimento de tecnologias de inovação e a instalação de laboratório de P&D, que faziam parte da proposta da participação da Linglong, será engavetada por ora.
Desta forma, o projeto volta a ter o orçamento original de R$ 1,5 bilhão para estabelecer fábrica em terreno de 1,2 milhão de m², com 500 mil m² construídos. O plano era que a construção começasse no terceiro trimestre do ano passado e, até o fim deste ano, introduzida a fase de produção teste para que no início de 2027 tivesse início a fabricação em escala comercial.
Em nota, a companhia afirmou que “o projeto da unidade fabril de Ponta Grossa segue conforme o planejamento estabelecido, mantendo integralmente seu cronograma de desenvolvimento e implantação”. Novas datas não foram informadas porque dependem da liberação de licenças.
“Desde sua concepção, a iniciativa foi idealizada, estruturada e conduzida pela XBRI, que permanece responsável pela gestão do projeto, pela definição da estratégia industrial, pela estrutura tecnológica e pela viabilização dos investimentos necessários à sua execução.”
A empresa reforçou que “seguirá conduzindo o projeto de forma independente”, ao ser perguntada se pretendia ir em busca de outro parceiro, e “que não houve qualquer alteração nos objetivos, nas etapas previstas ou nos compromissos assumidos para a implantação da fábrica, que continua avançando normalmente.”




