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Governo tenta destravar crédito do Move Brasil Táxi e Aplicativos

Motoristas de táxi e de apps encontram dificuldades para ter seu pedido de financiamento aprovado pelos bancos
São Paulo (SP), 19/05/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia alusiva ao lançamento do Move Aplicativos – linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas. Foto: Ricardo Stuckert/PR

São Paulo – Os primeiros dias de operação do Move Brasil Táxi e Aplicativos frustraram a todos: governos, concessionárias e motoristas. Apesar de o governo ter direcionado R$ 30 bilhões, via BNDES, para que carros 0 KM de até R$ 150 mil sejam adquiridos pelos trabalhadores, os bancos estão endurecendo e rejeitando muitas fichas.

Desta forma foram poucos os que conseguiram aprovação e deram sequência ao processo, que poderá alavancar as vendas – Anfavea e Fenabrave calculam em torno de 200 mil veículos vendidos por meio do programa. O que gerou críticas do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos:

“Os bancos estão rejeitando os cadastros pela taxa de risco do banco. Isso é inadmissível, porque a diferença do Move Brasil para uma linha de crédito normal de um banco é o fundo garantidor, com o qual o governo está entrando”.

Segundo ele os bancos, que são os responsáveis pela liberação do crédito, estão colocando condições que não se adequam a esta linha. O ministro citou também casos de instituições exigindo pagamento de entrada e da taxa de cadastro, que estão isentas pelas regras do programa.

Fundo Garantidor entrando em operação

De acordo com Arcélio Júnior, presidente da Fenabrave, o governo prometeu na quarta-feira, 1º, a operação do FGI, fundo garantidor de investimentos, e acelerar as aprovações: “A informação que temos hoje [quinta-feira, 2] é que já está operacional. Vamos acompanhar”.

Ele disse que, apesar dos esforços do governo, a liberação cabe aos agentes financeiros.

A procura nas concessionárias está grande, afirmou o presidente da Fenabrave: “Tivemos registros de filas grandes nas primeiras semanas”.

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