São Paulo – Os primeiros dias de operação do Move Brasil Táxi e Aplicativos frustraram a todos: governos, concessionárias e motoristas. Apesar de o governo ter direcionado R$ 30 bilhões, via BNDES, para que carros 0 KM de até R$ 150 mil sejam adquiridos pelos trabalhadores, os bancos estão endurecendo e rejeitando muitas fichas.
Desta forma foram poucos que conseguiram a aprovação e deram sequência ao processo, que poderá alavancar as vendas – Anfavea e Fenabrave calculam em torno de 200 mil veículos vendidos por meio do programa. O que gerou críticas do ministro da secretaria-geral da presidência, Guilherme Boulos:
“Os bancos estão rejeitando os cadastros pela taxa de risco do banco. Isso é inadmissível, porque a diferença do Move Brasil para uma linha de crédito normal de um banco é o fundo garantidor, que o governo está entrando”.
Segundo ele os bancos, que são os responsáveis pela liberação do crédito, estão colocando condições que não se adequam a esta linha. O ministro citou também casos de instituições exigindo pagamento de entrada e da taxa de cadastro, que estão isentas pelas regras do programa.
Fundo Garantidor entrando em operação
De acordo com Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, o governo prometeu na quarta-feira, 1º, a operação do FGI, fundo garantidor de investimentos, e acelerar as aprovações. “A informação que temos hoje [quinta-feira, 2] é que já está operacional. Vamos acompanhar”.
Ele disse que, apesar dos esforços do governo, a liberação cabe aos agentes financeiros.
A procura nas concessionárias está grande, afirmou o presidente da Fenabrave. “Tivemos registros de filas grandes nas primeiras semanas”.






