Omoda Jaecoo investe R$ 13 milhões em centro de distribuição

Cajamar, SP – A importadora chinesa Omoda Jaecoo está desenvolvendo seus negócios no Brasil levando em conta algumas prioridades. Além da chegada de três novos produtos, em breve, outra delas é o atendimento ao consumidor. Por isto investiu R$ 10 milhões em um centro de distribuição que já acumula R$ 30 milhões de peças armazenadas, com a intenção de dobrar seu estoque até o fim do ano.

“Depois de quase quinhentas unidades negociadas tivemos, agora, o primeiro veículo que fará sua revisão de 10 mil quilômetros”, contou André Maranhão, responsável pelo pós-venda. “Mas já temos aqui estocados todos os itens necessários para as revisões desses veículos ou qualquer eventualidade que possa ocorrer, inclusive se houver necessidade de trocar as baterias.”

A expectativa é que esse volume de veículos que já está nas ruas tenha que fazer a primeira revisão a partir de agora até os próximos seis meses. Por isto o inventário de peças desta demanda já está no Brasil, garantiu Maranhão.

Quando aberta, em abril, a operação nos galpões da DSV em Cajamar, SP, ocupava 600 m2, mas a partir de agora já são 1,5 mil m2 de espaço para armazenar todos esses componentes. E com a chegada dos modelos Omoda 5 HEV, híbrido, e Jaecoo 7 PHEV, híbrido plug-in, a partir de outubro, haverá uma nova ampliação do espaço da importadora nos galpões da DSV, com investimento de mais R$ 3 milhões.

“Passaremos a ocupar um espaço de 3 mil m2 e o nosso objetivo é atender em menos de um dia qualquer necessidade na Região Sudeste, especialmente em São Paulo, nosso maior mercado. Nos outros dezessete estados em que operamos o prazo máximo será de sete dias”, disse Vítor Santos, responsável pela logística da Omoda Jaecoo.

O responsável geral pelas operações da Omoda Jaecoo no Brasil, Peng Hu, contou, durante o rápido encontro em Cajamar, que o plano é fortalecer a percepção da marca oferecendo inicialmente atendimento imediato às necessidades dos cliente: “Aprendemos com outras marcas que chegaram ao Brasil. Por isto vamos primeiramente oferecer imediatamente todas as peças e qualquer outra necessidade que os nossos clientes tenham com nossos veículos”.

Hu também confirmou que está na programação o lançamento de mais um modelo, que pode chegar até o fim do ano ou no início de 2026: “Os resultados estão de acordo com nosso plano e esperamos melhorar com os dois novos veículos até o fim do ano e trazer um terceiro modelo, para aumentar nosso portfólio”.

Imposto de importação de eletrificados sobe no começo de julho

São Paulo – A última etapa do cronograma de elevação do imposto de importação para veículos eletrificados, estabelecido no fim de 2023, será iniciada na terça-feira, 1º de julho. A alíquota para elétricos passa de 18% para 25%, para híbridos plug-in de 20% para 28% e a dos híbridos de 25% para 30%. O porcentual integral, de 35%, será restabelecido em julho de 2026, apesar do pleito da Anfavea para recomposição imedata.

Dados da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, apontam que de janeiro a maio ingressaram no país 71,1 eletrificados importados, sendo mais da metade, 39,5 mil, da BYD, 12,2 mil da GWM, e 3,6 mil da Volvo. No mesmo período do ano passado o volume foi de 57,1 mil unidades, acréscimo de 14 mil unidades ou 24,5%.

E, mesmo com a elevação da tarifa de importação, o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, projetou, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, realizado em 25 de junho, em São Paulo, aumento de mais de 20% nas vendas deste ano sobre 2024.

O crescimento menos vigoroso aguardado, conforme Bastos, deve-se ao fato de que os consumidores estão mais familiarizados com as tecnologias eletrificadas e que a escolha deixa de ser movida pela curiosidade apenas, e tornou-se mais consciente.

Com relação ao impacto nos preços as montadoras com maiores volumes de vendas têm se precavido com o ingresso de grandes quantidades de veículos antes da elevação da alíquota, que poderá demorar a refletir no bolso do consumidor. É o caso da BYD, que em 28 de maio desembarcou no Porto de Itajaí, SC, o navio Shenzhen com mais de 7 mil de seus carros a bordo, na maior movimentação de veículos da história

Algumas das unidades importadas no segundo semestre ainda serão isentas de imposto, por meio das cotas estabelecidas no fim de 2023. Para híbridos as cotas remanescentes serão de US$ 43 milhões até julho de 2026, híbridos plug-in, US$ 75 milhões, e elétricos, US$ 141 milhões. E aos caminhões a bateria US$ 6 milhões.

Inadimplência volta a crescer em maio e supera os 5%

São Paulo – O índice de atrasos nos pagamentos de financiamentos de veículos 0 KM superiores a noventa dias por pessoas físicas voltou a crescer em maio, alcançando o maior patamar desde dezembro de 2023. Segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil a inadimplência do setor alcançou 5,2%, aumento de 0,3 ponto porcentual com relação a abril.

Na comparação com maio de 2024 a inadimplência avançou 0,4 pp. Desde o início do ano o crescimento é de 1 ponto porcentual.

Em contrapartida a taxa média de juros recuou, segundo o BC. Em maio alcançou 27,6% nos financiamentos de veículos 0 KM por pessoas físicas, menor resultado desde dezembro.

Ficou, entretanto, 2,1 pontos porcentuais superior à taxa média praticada em maio do ano passado, o que torna mais cara a aquisição de veículos financiados e, por consequência, provoca uma menor demanda por crédito.

Anef vê crédito mais difícil

O presidente da Anef, Enílson Sales, disse que a projeção de liberação de crédito para 2025 será negativa na comparação com o ano passado, já revendo a expectativa inicial, divulgada em janeiro, de expansão de 8,5%.

Fatores como maior restrição no crédito e o que chamou de “volatilidade tributária”, ao citar as incertezas com relação à IOF, com a possibilidade de judicialização da decisão do Congresso por parte do governo, têm sido entraves para a recuperação do setor.

“O vai e vem nas discussões sobre o imposto tem preocupado o setor automotivo. A instabilidade fiscal gerada por incertezas em torno do IOF afasta o mercado e dificulta o planejamento. Negócios que dependem de financiamento precisam de previsibilidade. O atual cenário de indefinição é muito prejudicial à tomada de decisão de consumidores e empresas.”

Segundo ele o potencial de crescimento está no segmento de usados e seminovos: “Apesar do cenário adverso o setor automotivo segue atento a oportunidades de movimentação, com foco em eficiência, digitalização e aproximação com o consumidor final, principalmente por meio do mercado de seminovos e usados, que se mantêm resilientes”.

Desvalorização dos elétricos ainda é alta

São Paulo – Com o crescimento da venda de veículos elétricos no Brasil, que bateu recorde em maio, o mercado de seminovos vai ganhando forma. Crescem as opções para quem deseja ter um modelo 100% elétrico mas não quer desembolsar o valor de um 0 KM. A desvalorização, entretanto, ainda é alta, segundo a plataforma OLX, que reúne os dados de anúncios e negociações de seminovos.

No caso do Caoa Chery iCar, o carro elétrico mais vendido de janeiro a março pela plataforma, em 2023 o seu preço médio na OLX era de R$ 120 mil e caiu para R$ 97,3 mil em 2024, com desvalorização de 18,9%. O Nissan Leaf foi negociado em média, por R$ 197,7 mil em 2023, baixando para R$ 144,1 mil no ano seguinte, com queda de 27,1% no preço médio. Já o Volvo XC40 caiu de R$ 307,2 mil em 2023 para R$ 278,8 mil em 2024, desvalorização de 9,2%.

Já nos modelos a combustão, os três mais vendidos de janeiro a março foram Volkswagen Gol, Fiat Palio e Chevrolet Onix. Dos três modelos, apenas o Fiat Palio apresentou leve desvalorização de 0,7% no preço médio praticado de 2023 para 2024, enquanto Volkswagen Gol e Chevrolet Onix apresentaram valorização de 7,4% e 12,1% respectivamente.

Ranking

O ranking dos elétricos mais vendidos da OLX tem na liderança o Caoa Chery iCar, representando 19% das vendas, seguido pelo Nissan Leaf, com 18% e pelo Volvo XC40 com 13%. Nas outras sete posições estão Renault Kwid E-Tech, Jac E-JS1, Fiat 500E, Mustang Mach-E, Renault Megane E-Tech, BMW i3 e BYD Tan EV.

Flávio Passos, vice–presidente da área de automóveis do Grupo OLX, disse que as razões para os elétricos desvalorizem mais está em itens como a bateria e a rede de recarga no País. Ele ressaltou, porém, que a vida útil da bateria é longa: “É possível encontrar modelos elétricos seminovos em ótimo estado e a sua bateria terá 100% da capacidade por oito anos, caindo para 70% depois disso. Então, o veículo elétrico deverá ter uma vida útil longa”.

Segundo o executivo a alta desvalorização dos veículos elétricos é uma realidade, mas a comparação com modelos similares a combustão não deve ser feita pois são tecnologias diferentes e uma delas ainda é muito nova no País:

“Estudos de especialistas mostram que essa desvalorização é maior mas ainda não é possível realizar comparações porque o segmento elétrico é novo no Brasil e os consumidores e revendedores estão aprendendo a conviver com essa tecnologia. No futuro, quando o veículo elétrico for mais popular, a expectativa é de que as desvalorizações sejam menores”

Mercado global eletrificados plug-in deverá crescer 25%

São Paulo – As vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in deverão chegar a 22 milhões de unidades no mundo todo em 2025, volume que representa uma alta de 25% sobre 2024, de acordo com o relatório EVO, Electric Vehicle Outlook, produzido pela BloombergNEF.

Esse avanço é reflexo da queda no preço das baterias de íons de lítio e do aumento da produção de veículos eletrificados com preço mais acessível.

Segundo o relatório um a cada quatro veículos vendidos no mundo será elétrico ou híbrido plug-in, tendo a China como o principal mercado consumidor, representando 66% das vendas. Em segundo lugar ficará a Europa com 17% do total comercializado no ano, seguida pelos Estados Unidos com 7%.

Todo este avanço comprova a mudança na mobilidade global, uma vez que há alguns anos os eletrificados não passavam de 5% do total de veículos vendidos no mundo todo, segundo o relatório. 

Ainda que a projeção seja de aumento nas vendas o segmento de veículos eletrificados possui alguns entraves, como o maior custo da energia elétrica em alguns mercados e a falta da infraestrutura necessária para o carregamento dos veículos, dois pontos que precisam avançar.

Continental anuncia Ricardo Rodrigues como novo chefe da divisão automotiva no Brasil

São Paulo – O Grupo Continental informou que sua divisão automotiva, que desde abril passou a atender como Aumovio, agora tem um novo chefe para o Brasil: Ricardo Rodrigues, que acumulará a nova função com a posição de diretor do segmento de veículos comerciais e aftermarket e se manterá à frente da área de negócios ANS, Architecture and Network Solutions. 

Rodrigues ingressou na companhia dezoito anos atrás, período pelo qual passou pelo setor de desenvolvimento de negócios e vendas e pelo de gestão de operações. 

Formado em engenharia elétrica pela Unesp o executivo fez mestrado na Alemanha e, durante a passagem de dois anos no país, atendeu a distintos clientes e mercados da Continental.

Argentina se prepara para a invasão de marcas chinesas

São Paulo – A Argentina vive momento de crescimento de sua economia e consequente expansão de marcas presentes em seu mercado. O PIB deverá encerrar o ano em alta de 5% ou 6% e, para 2026, a projeção é de que avance outros 4%. A inflação, que em 2023 foi de 330% e no ano passado baixou para 117,8%, para 2025 tem a perspectiva de que se estabeleça em 24,5% e, no ano que vem, em 10,7%, para então chegar, finalmente, ao tão almejado um dígito, ainda que algo em torno de 8% a 9%.

Foi o que apontou o economista Dante Sica, ex-ministro da Indústria da Argentina e diretor da consultoria Abeceb, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, realizado em São Paulo.  

Ele citou que estes são resultados do programa de déficit zero e estabilidade no câmbio do governo de Javier Milei, que busca diminuir o risco país para que o acesso ao financiamento seja mais facilitado. Porém a iniciativa também propôs a redução de impostos para a importação, principalmente as tarifas para 50 mil veículos eletrificados de até US$ 17 mil.

“A desburocratização e consequente dinamização do mercado refletem nos preços, uma vez que ele também se abre para outros veículos e começam a aparecer muitas marcas que não estavam antes por aqui.”

Sica complementou que, por um lado, tem havido forte recuperação por parte da demanda no setor automotivo mas, por outro, tem sido visto processo de transformação também na oferta: “A abertura da concorrência está dando espaço a novos jogadores. A Argentina tinha uma oferta muito limitada e antiga, era um mercado desabastecido”.

Tanto é que no início do ano estimava-se que o mercado pudesse chegar a 550 mil unidades, ao passo que no ano passado foram comercializados 414 mil veículos. Hoje, o economista afirmou, as estimativas apontam para vendas de 670 mil a 700 mil veículos, reflexo do maior acesso ao crédito para o consumo de bens duráveis e melhora nos ingressos de dólares – em 2023, vale lembrar, havia restrição da entrada da moeda. 

A cada cem carros adquiridos na Argentina setenta são importados e trinta produzidos localmente. Embora o Brasil continue sendo a principal fonte o país começa a perder participação, o que vem sendo provocado, especialmente, por marcas chinesas. 

Sica chamou atenção ao fato de que a participação de veículos made in China cresceu 233,8% no acumulado de janeiro a maio, com 11,2 mil unidades e 6% do mercado, ao passo de que os brasileiros ampliaram presença em 150%, para 145,4 mil veículos, ainda detentores de fatia de 82%.

“Obviamente os chineses hoje têm níveis quase inexistentes, mas logo começarão a representar parcelas expressivas de participação no mercado. Ainda mais com um mercado que eliminou muitas restrições, muitas necessidades de registros, mudou o marco regulatório que facilita e baixa muito os custos tanto na introdução de veículos por parte das montadoras quanto de importadores.” 

Ele ressaltou que, ainda que a oferta de veículos brasileiros seja muito mais diversificada, a velocidade de crescimento da China, especialmente com veículos híbridos e elétricos, em que o mercado da Argentina hoje é quase totalmente desabastecido, deverá ser maior.

“Acho que este é o grande desafio que tem o novo mapa do setor automotivo: estou convencido de que nos próximos anos tanto no Mercosul como na Argentina algumas montadoras que já estão instaladas desaparecerão, principalmente por problemas de competitividade e escala. Talvez apareçam algumas marcas, especialmente as asiáticas, muito mais para vendas do que para produção.” 

Vendas de veículos crescem pelo segundo mês seguido na Europa

São Paulo – O mercado de veículos leves manteve a retomada do crescimento em maio na Europa após registrar a primeira alta do ano em abril. No mês passado foram vendidos 926,6 mil veículos, expansão de 1,6% na comparação com igual período de 2024 e leve incremento de 0,1% sobre abril, de acordo com os dados divulgados pela Acea, entidade que representa o setor automotivo local.

Com o segundo mês seguido de crescimento na região a queda no acumulado do ano foi reduzida para 0,6% na comparação com iguais meses do ano passado, somando 4,5 milhões de unidades comercializadas.

Os veículos eletrificados seguem ganhando cada vez mais participação nas vendas, representando 58,7% do total de janeiro a maio – até abril o porcentual foi de 58,5%. Os veículos híbridos representaram 35,1% desta demanda, seguidos pelos elétricos com 15,4% e pelos híbridos plug-in com 8,2%.

Já os veículos a combustão seguem perdendo espaço, com participação de 38,1% até maio, contra 38,2% até abril.

Abraciclo acredita que produção de motocicletas supere 2 milhões até 2027

São Paulo – O mercado de motocicletas no Brasil apresenta resiliência e crescimento, impulsionado pela busca por mobilidade acessível e alta demanda do setor de delivery. Apesar de desafios macroeconômicos e variações climáticas que afetam a logística a indústria das duas rodas está se recuperando, expôs Marcos Bento, presidente da Abraciclo, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025.

De janeiro a maio de 2025 o setor observou um crescimento de 11,2% na produção com relação ao mesmo período do ano passado. O executivo manteve a projeção do início do ano, de 7,5% de alta para chegar a 1,8 milhão de motocicletas produzidas.

Mesmo enfrentando desafios como a pressão da oferta de crédito e as incertezas econômicas, o mercado está em um caminho de recuperação: “A motocicleta tem sido uma alternativa de logística importante, principalmente no delivery. É um produto de mobilidade urbana com custo acessível, pelo preço de aquisição, manutenção e facilidade de deslocamento”.

O executivo reforçou que a indústria das duas rodas instalada em Manaus, AM, enfrenta desafios logísticos que vão desde as variações climáticas, que dificultam o transporte fluvial, à insuficiência de infraestrutura rodoviária adequada, como a BR-319, que prejudica a conexão com outras regiões.

2 milhões em 2027

Existem preocupações com relação ao investimento necessário para sustentar o crescimento até 2027, especialmente considerando a necessidade de competitividade frente a mercados externos, como o chinês.

Marco Bento. Fotos: Bruna Nishihata.

A Zona Franca de Manaus desempenha papel fundamental na indústria de motocicletas do Brasil ao oferecer incentivos fiscais, como a isenção do IPI, que reduzem os custos de produção e permitem preços mais acessíveis aos consumidores, observou Bento. A região se consolidou como um polo de produção com alto índice de nacionalização de componentes, gerando empregos e impulsionando a economia local.

A expectativa é que a produção alcance cerca de 2 milhões de unidades anuais a partir de 2027, demonstrando potencial de crescimento sustentável. Mas Bento reforçou que será preciso investir mais para alcançar este volume.

A introdução de motocicletas elétricas ainda é incipiente, com uma participação de mercado abaixo de 1%, mas segundo o executivo as grandes montadoras estão atentas a esta tendência.

Médias são as que mais crescem

Na segmentação de mercado as motos de média cilindrada, de 161 a 449 cm³, são as que mais crescem, com avanço de 17% nas vendas de janeiro e maio deste ano versus o mesmo período de 2024. Mas essas motos representam apenas 19,1% do mercado.

Modelos até 160 cm³, que dominam com 78,7% do share, vêm na sequência, com alta de 10,6% nos primeiros cinco meses do ano. 

Para o segundo semestre os altos juros e a instabilidade econômica pedem cautela, embora o mercado continue forte, com crescimento no segmento de média cilindrada e investimento contínuo em tecnologia.

E30: impactos técnicos

Bento mostrou restrição também com relação ao aumento do etanol na gasolina, elevando a proporção para 30%. Segundo ele a medida pode afetar o desempenho e a durabilidade das motocicletas que não são flex, que podem apresentar problemas ao receber misturas de etanol superiores às especificadas inicialmente.

Indústrias e fabricantes discutiram a importância de avaliar cuidadosamente esses impactos técnicos, como a eficiência e a confiabilidade dos motores, especialmente para as motos já em circulação.

Tera impulsiona o momento da Volkswagen no mercado brasileiro

São Paulo – Antes da chegada do Tera, o Volkswagen mais importante da última década no Brasil, a companhia já registrava bons resultados. Segundo Roger Corassa, vice-presidente de vendas e marketing, contou no Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2025, a participação de mercado em maio alcançou 17,3%, subindo 0,9 ponto porcentual com relação ao ano passado.

O desempenho, naturalmente, é superior ao do mercado. E assim deverá ser ao longo do ano, ele disse, agora que o Tera chegou, apesar dos desafios com relação às taxas de juros e à inadimplência dos consumidores, em um mercado que depende 60% de financiamentos.

Ainda assim as projeções do executivo são de mercado de 2 milhões 620 mil a 2 milhões 650 mil veículos leves vendidos, alta estimada de 5% a 6%: “Observamos uma melhora em junho, e o segundo semestre tem a sua positividade natural, tradicional na indústria automotiva”.

Ele considera crescimento nos segmentos de vendas diretas na ordem de 16%, mas em ritmo menos acelerado do que no ano passado para a Volkswagen, que faz um trabalho construtivo no varejo: “Isso é bom porque este volume passa por dentro dos concessionários, gera rentabilidade para eles, gera fidelidade, volume em pós-venda e serviços”.

Tera: case de sucesso.

Corassa apresentou a robusta estratégia de comunicação para lançar o SUV compacto Tera, com direito à preparação unificada de todas as 473 concessionárias e uma campanha de marketing agressiva. No dia do lançamento 63 mil clientes visitaram as lojas e as vendas superaram as metas, com 12 mil 296 unidades adquiridas em apenas 50 minutos – o objetivo era 10 mil.

Roger Corassa. Fotos: Bruna Nishihata.

Sobre a possibilidade de canibalização das vendas, principalmente nas versões mais caras do Polo e na mais barata do Nivus, Corassa disse que o mercado surpreendeu: desde a chegada do Tera o Nivus vem apresentando bom desempenho nas vendas, superando as expectativas.

Produção e exportação

A Volkswagen está planejando exportar o Tera, mas não imediatamente. A previsão é para mais adiante, possivelmente para atender a um número crescente de mercados internacionais após estabelecer uma base sólida no mercado brasileiro. A companhia exporta para mais de vinte países.

O executivo mencionou que, independentemente da demanda local ou da necessidade de exportação, a Volkswagen não enfrentará problemas de volume de produção do novo SUV em Taubaté, SP. Existe uma grande ambição de que o Tera se torne um modelo de destaque, tanto no Brasil quanto no Exterior, “o que reflete a confiança da Volkswagen na sua capacidade de produção diversificada e na escalabilidade do novo modelo”.