Continental doa máscaras para hospitais de Guarulhos

São Paulo – A Continental anunciou a doação de máscaras de proteção facial para profissionais da saúde de Guarulhos, SP, onde mantém sede. Os equipamentos foram produzidos localmente e tiveram a participação dos seus engenheiros no desenvolvimento.

 

Segundo Iaran Gadotti, gerente de engenharia de desenvolvimento, o material utilizado nas máscaras é o mesmo aplicado no painel de instrumentos dos automóveis, onde ficam impressas as marcações de velocidade: “Reprogramadas, as máquinas de corte a laser entram em ação para dar agilidade e precisão ao trabalho. Após uma última etapa final de montagem as máscaras já estão prontas para serem usadas”.

Exportações equilibram as contas da Zen

São Paulo – O dólar valorizado frente ao real tem criado dificuldades para empresas que dependem de importações ou possuem compromissos em moeda estrangeira. Mas o quadro pode ajudar empresas com forte perfil exportador, como é o caso da fabricante de autopeças Zen, que mantém produção em Brusque, SC. O cenário colabora para equilibrar as contas ou, pelo menos, proteger sua operação em tempo de economia retraída.

 

“Estabelecemos três cenários possíveis para o ano. O mais provável é aquele em que terminamos com uma queda de até 25% no faturamento”, disse na terça-feira, 19, seu diretor comercial, David Catasiner. O discurso de queda, recorrente na indústria automotiva quando considerado os reflexos da covid-19 nos negócios, difere, no entanto, no que diz respeito aos ânimos da empresa em torno do possível resultado: “Esta queda poderia ser maior não fossem as exportações”.

 

Acontece que no caso da Zen, segundo o executivo, o dólar alto – cotado a R$ 5,74 na terça-feira – criou um ambiente propício para que a perda de volume exportado fosse compensada por um faturamento não tão baixo quando convertido em reais, embora a empresa, ainda, dependa pouco da importação de insumos. Durante o tempo em que enfrentou forte pressão no Brasil, com montadoras e lojas fora de operação, a Zen conseguiu manter os embarques de seus produtos para grandes mercados, como China e Estados Unidos.

 

“No caso da China o país conseguiu retomar a produção industrial e atender à sua demanda interna. Lá nós temos produção local que recebe partes feitas em Brusque. Nos Estados Unidos a queda foi pouca, beirando a zero, nos clientes que atendemos ali exclusivamente com produtos fabricados no País que atendem tanto ao mercado OEM quanto o de reposição."

 

Este último, especificamente, hoje é visto pela companhia como uma espécie de balaio de oportunidades – há a crença de que nos próximos meses, sem saber quais e quantos, o mercado de veículos seminovos e usados proporcionará ganhos mais interessantes do que os veículos novos por causa de perspectiva de consumo: “Enxergamos que o consumidor ficará mais tempo com o seu veículo. O contexto é favorável ao mercado de reposição, que é considerado mais resiliente no momento”.

 

Por ora, entretanto, o mercado dá sinais de que ambos os segmentos, novos e usados, enfrentam dificuldades em termos de financiamento. Segundo dados da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o volume de veículos novos financiados caiu 61,4% na comparação com o registrado em abril do ano passado. Já a queda nos usados, na mesma base de comparação, foi de 53,6%.

 

De qualquer forma há otimismo na fábrica instalada no Vale do Itajaí, que completa 60 anos neste maio. O câmbio valorizado, novamente ele, é visto como agente que abrirá espaço para as autopeças nacionais no mercado de originais em futuro não tão distante: “O dólar chegou a quase 6 reais e acho que, mesmo após a pandemia, ficará acima dos 5. Isso é bom para a indústria nacional porque a torna competitiva frente às estrangeiras”.

 

Se há dois anos a Zen se via em meio a um cenário muito promissor com relação às exportações, inclusive com expectativa de crescimento de 20%, hoje o assunto é considerado crítico porque, afora os mercados grandes, os demais onde a empresa buscava expansão fecharam suas portas. São os casos de Argentina, Chile, Colômbia e Peru, que compunham importante parcela no seu mix de exportações.

 

Havia também entusiasmo em torno da possibilidade de explorar o mercado OEM com oferta de componentes para sistema start-stop, a polia de roda livre. De acordo com David Catasiner alguns projetos foram suspensos, outros seguem em negociação com empresas sistemistas. A Zen, hoje, trabalha com jornada reduzida em 70% da linha de peças para o mercado de reposição. A linha de peças para OEM está paralisada. Seu quadro é composto por oitocentos funcionários.

 

Foto: Divulgação.

Live AutoData com Pablo Di Si tem nova data

São Paulo – A Live AutoData com Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América Latina, foi reagendada: será na terça-feira, 26 de maio. O horário permanece 16h00. 

 

A mudança foi necessária pela possibilidade de antecipação do feriado de 9 de julho. O governador do Estado de São Paulo, João Dória, encaminhou proposta à Assembleia Legislativa solicitando a alteração – e a tendência é de aprovação. De toda forma nós nos antecipamos e reagendamos a Live, a segunda entrevista ao vivo com líderes do setor automotivo promovida pela AutoData Editora.

 

A Agência AutoData também terá sua circulação modificada, por causa dos feriados municipais antecipados pelo prefeito Bruno Covas: após a edição de 20 de maio a newsletter circulará apenas na terça-feira, 26. O portal funcionará em sistema de plantão.

 

A Live AutoData será transmitida pelo canal da AutoData Editora no YouTube. Pablo Di Si será entrevistado pelos jornalistas André Barros e Leandro Alves e pelo convidado João Anacleto. A apresentação será de Márcio Stéfani.

 

Foto: Rafael Cusato.

Quinzena registra média de 2,5 mil licenciamentos por dia

São Paulo – Ainda sob efeito das medidas de isolamento e de restrição à abertura de comércio em diversos estados as vendas de veículos fecharam a primeira metade de maio com pouco mais de 27,6 mil unidades, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData, com registro até a segunda-feira, 18.

 

A média diária foi de pouco mais de 2,5 mil unidades, em onze dias úteis. Resultado superior ao da primeira quinzena de abril, quando nos mesmos onze dias úteis foram licenciados 23,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, média de cerca de 2 mil veículos/dia.

 

Os varejistas não acreditam, entretanto, em volume muito superior ao do mês passado: “A projeção é de 56 mil a 58 mil unidades vendidas no mês”, disse uma fonte – em abril as vendas somaram 55,7 mil unidades.

 

Há demanda represada por alguns modelos, que deverá ser resolvida com o retorno da produção de algumas fábricas. O Chevrolet Onix foi o mais vendido do período, com 1,8 mil licenciamentos, seguido por Hyundai HB20, 1,1 mil unidades, e Volkswagen Gol, 1 mil veículos vendidos.

 

O SUV mais vendido foi o Chevrolet Tracker, em sétimo lugar do ranking na quinzena, com 856 licenciamentos.

 

Foto: Freepik.

BMW 330e M Sport é o primeiro lançamento no Instagram

São Paulo – Poucos dias depois de lançar sua loja no Instagram a BMW fez seu primeiro lançamento na plataforma — e também o primeiro por meio das redes socias: o do novo 330e M Sport, por R$ 298 mil. O modelo é um híbrido plug-in que será importado da Alemanha e estava confirmado para o mercado brasileiro desde o fim de abril.

 

O sistema híbrido trabalha com um motor 2.0 turbo de 184 cv e um motor elétrico de 113 cv que, juntos, entregam 292 cv. Rodando apenas no modo 100% verde o modelo tem autonomia para até 66 quilômetros.

 

Foto: Divulgação.

Pré-venda esgota Audi R8 em uma semana

São Paulo – A Audi vendeu, em uma semana, todas as unidades disponíveis na pré-venda do esportivo R8. A ação de venda direta permitiu que os clientes, que pagaram mais de R$ 1,2 milhão pelo veículo, escolhessem algumas configurações antes da sua produção.

 

A empresa projeta entregar as unidades comercializadas em setembro, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. O R8 segue disponível, mas os interessados terão que esperar até 2021 porque há fila de espera pelo esportivo. 

 

Foto: Divulgação.

Ford volta a produzir Ranger em Pacheco

São Paulo – A produção da Ford em Pacheco, Argentina, retorna na quarta-feira, 20, bem como os seus centros de distribuição de peças e acessórios. É a quarta montadora de veículos a retomar operações fabris após a parada pela quarentena, segundo o Autoblog, site parceiro da Agência AutoData naquele país: Honda, Toyota e Volkswagen já operam.

 

Como nas demais a Ford promete “implementar medidas de segurança e cuidados a nível global para criar ambiente de trabalho seguro e saudável a todos”. Máscaras, aumento no distanciamento e um manual de boas práticas, dentre outras medidas, compõem as novas diretrizes para funcionamento das linhas de montagem.

 

O processo de retorno será gradual, tanto para que os trabalhadores se acostumem aos novos protocolos como para que a cadeia de fornecedores possa acompanhar o ritmo. A produção da picape Ranger será retomada em um turno, informou a Ford em comunicado.

 

Foto: Divulgação.

Setor de máquinas vê oportunidade para nacionalização de peças

São Paulo – Com a escalada do dólar e o consequente aumento nos custos as montadoras de máquinas agrícolas discutem alternativas para driblar os seus efeitos em suas operações. Uma possível saída, segundo o diretor de marketing da AGCO América do Sul, Alfredo Jobke, é a nacionalização de peças e componentes.

 

“A tendência é localizarmos mais componentes, considerando o patamar atual do dólar”, ele disse no Workshop AutoData Máquinas Agrícolas e de Construção, na segunda-feira, 18. “Só assim conseguiremos avançar na competitividade e aproveitar o cenário rentável das exportações. Temos essa oportunidade de negócios após a pandemia."

 

O diretor de planejamento comercial da CNH Industrial, Thiago Wrubleski, concordou: esse movimento é necessário, “pois o câmbio coloca pressão nas nossas operações e certamente reveremos parte da nossa cadeia global de fornecimento após a pandemia. Temos que nos reinventar porque no cenário atual, com alta de 30% no preço do dólar, não é fácil fechar as contas. Enfim precisamos ser mais competitivos”.

 

Os executivos não revelaram quais componentes poderão ser nacionalizados, mas Wrubleski contou que, internamente, a empresa trabalha nisso diariamente, avaliando sua cadeia: “Após a pandemia o foco nessa área será ainda maior”.

 

Para o diretor da AGCO é hora de olhar para toda a gama nacional de produtos e avaliar como está o índice de nacionalização de cada máquina e, a partir disso, analisar toda a cadeia de fornecedores em busca de componentes localizáveis.

 

Produzindo mais componentes no País o setor também dependerá menos da importação, situação que atrapalhou o ritmo das fábricas em abril. Algumas empresas tiveram dificuldades parar importar e as linhas de produção de determinadas máquinas ficaram desabastecidas, cenário já normalizado.

 

De toda forma os consumidores sentirão o aumento nos preços, de acordo com Thomas Spana, gerente de vendas da John Deere no Brasil – que falou, no workshop, sobre o segmento de máquinas de construção: "A alta nos custos trouxe um impacto muito grande que acabará refletindo no preço dos equipamentos".  

 

Foto: Reprodução.

Coronavírus derruba vendas na Europa em abril

São Paulo – As vendas de carros de passageiros no mercado europeu caíram 76,3% em abril, primeiro mês inteiramente atingido pelas medidas de isolamento social provocadas pela covid-19. Segundo a Acea, associação que representa as fabricantes de veículos estabelecidas na Europa, foi “a maior queda mensal na demanda de carros desde o começo dos registros”.

 

Com a maior parte dos showrooms da União Europeia fechados as vendas recuaram de 1,1 milhão de unidades em abril de 2019 para 270,7 mil no mês passado. O resultado negativo foi puxado pela Itália, cuja queda chegou a 97,6%, e Espanha, 96,5% de recuo, dois dos países mais afetados pela covid-19. As vendas na Alemanha recuaram 61,1%, enquanto na França o declínio chegou a 88,8%.

 

No primeiro quadrimestre do ano o mercado europeu registrou queda de 38,5% com relação a janeiro-abril do ano passado. O novo coronavírus influenciou de forma negativa os resultados dos dois últimos meses.

 

A Itália foi o mercado mais atingido pelos resultados acumulados do ano, com vendas 50,7% menores. Na Espanha o mercado recuou 48,9%, na França 48% e na Alemanha as vendas foram 31% abaixo das registradas nos primeiros quatro meses de 2019.

 

Foto: jcomp/Freepik.

SEG desenvolve tecnologia mais limpa para alternadores

São Paulo – A SEG Automotive desenvolveu uma nova tecnologia para alternadores que promete aumentar a eficiência do componente, tão importante em motores a combustão interna – que, segundo a companhia, seguirá a representar mais de 85% das vendas de veículos em 2025. Quanto maior a eficiência na geração de energia no motor, contou a empresa em comunicado, “menor será o consumo total de combustível do veículo”.

 

A aplicação é simples, segundo a SEG Automotive: o diodo semicondutor é substituído por um novo, com tecnologia ARD, sigla em inglês para diodo retificador ativo. Este novo diodo possui as mesmas dimensões e pode ser validado da mesma forma que os antigos, assim como ser usado em novos projetos e até em veículos já em produção.

 

“Este salto de desempenho de nossos alternadores, já altamente eficientes, demonstra que mesmo pequenas inovações podem ter um grande efeito na proteção do clima”, afirmou, em nota, o CEO Peter Sokol. “Entregamos milhões de unidades de alternadores em todo o mundo, todos os anos. Uma nova tecnologia de semicondutores pode gerar uma economia de 1,2 bilhão de litros de combustível e de 3 milhões de toneladas de CO2 durante o ciclo de vida de um veículo”.

 

Foto: Divulgação.