São Paulo – A Teld, fabricante chinesa de eletropostos, anunciou investimento de R$ 400 milhões no Brasil até o fim de 2027 para desenvolver sua rede de recarga para veículos elétricos e híbridos plug-in. Parte deste valor já foi aplicado na inauguração de quatro hubs de recarga na cidade de São Paulo, todos na Zona Sul, que oferecem de quatro a seis vagas.
Nos pontos a empresa também oferece área de conveniência para os clientes, com espaço para descanso que pode ser usado para trabalhar, e com comércio de itens como refrigerante e água. Os eletropostos tem potencial de 40 kW cada um, mas a potência total dos hubs é somada, o que significa que se algum eletroposto não estiver em uso a potência entregue nos outros será maior.
Até o fim do ano a empresa pretende instalar mais dezesseis hubs no Brasil e até o fim de 2026 a meta é chegar a cem eletropostos instalados, avançando para outras regiões do País. Para 2027 a meta é chegar a duzentos carregadores instalados, apostando no crescimento da frota eletrificada até lá, uma vez que no fim de 2026 o Brasil deveá ter uma frota circulante de 1 milhão de modelos com alguma tecnologia de eletrificação.
Evaristo Lai, diretor da Teld no Brasil, disse que a empresa adotará o modelo de franquias: “Seremos parceiros dos nossos franqueados sem cobrar taxa de adesão. O franqueado investirá apenas na preparação do local para instalação dos eletropostos e nós entramos com os equipamentos e a administração do sistema”.
Neste modelo de negócio a expectativa da Teld é chegar a quatrocentos franqueados em 2026 e mais de oitocentos em 2027. Sem cobrar taxa de adesão a lucratividade das recargas a partir de cada ponto será dividida pelas partes, sendo que o valor inicial cobrado pela empresa será de R$ 1,99 por cada kW.
Produção nacional
Parcela do investimento de R$ 400 milhões também será usado para produzir localmente parte do seu portfólio de eletropostos, a partir do ano que vem. Segundo o diretor a matriz informou que precisa de seis meses para instalar uma linha de produção no Brasil e os planos estão em andamento.
Por enquanto a Teld estuda em qual Estado instalará sua linha de produção, assim como o modelo de produção, se terá prédio próprio ou se usará parte da instalação de outra empresa.
São Paulo – A Clarios, fabricante das baterias Heliar, foi escolhida como fornecedora exclusiva da GWM no Brasil. A GWM inaugurou em agosto sua primeira fábrica no Brasil, em Iracemápolis, SP, na antiga unidade da Mercedes-Benz – trata-se da única operação da GWM no Ocidente, uma vez que as demais estão na China, Tailândia e Rússia.
Do portfólio da Heliar duas baterias da linha AGM, a AGM H5 60Ah e AGM H8 92Ah, foram as escolhidas pela empresa para equipar os três modelos que serão produzidos no Brasil: os SUVs Haval H6 e Haval H9 e a picape Poer P30, tanto para as versões híbridas como a combustão.
A Clarios já fornece baterias para a GWM na Ásia e, de acordo com a empresa, está presente em dois de cada três veículos fabricados no Brasil.
São Paulo – Especializada em soluções de purificação e higienização do ar, e com foco exclusivo no segmento de transporte, a Airlife anunciou sua chegada ao Brasil. Para apoiar seu estabelecimento local a empresa, com sede no Chile, contará com a experiência de Besaliel Botelho, ex-presidente da Bosch para a América Latina, como executivo representante da Airlife.
O plano inicial prevê trabalho em parceria com concessionárias, que podem oferecer o serviço durante a execução de revisões periódicas, além de locadoras e frotistas que queiram contar com esse diferencial em sua frota de veículos.
O carro-chefe da Airlife é a tecnologia exclusiva Oxion, que promete purificar o ar e as superfícies internas dos veículos em 20 minutos. O sistema transforma o ar e a umidade presentes no ambiente em higienizantes naturais, como o peróxido de hidrogênio, que tem alto poder de neutralização contra vírus, bactérias, fungos e outros agentes biológicos nocivos, atuando diretamente na sua origem.
O resultado, de acordo com a Airlife, é a eliminação de até 99,99% de vírus, bactérias, fungos e odores do ar, dutos e superfícies do automóvel sem necessidade de agentes químicos, aditivos ou insumos, e sem a geração de resíduos.
São Paulo – As vendas de ingressos para o Salão do Automóvel de São Paulo serão abertas em 1º de setembro. O primeiro lote estará disponível no site www.salaodoautomovel.com.br com valor promocional de R$ 116 para entrada inteira para dias de semana, R$ 145 para entrada inteira para fim de semana, e meias-entradas por metade destes valores.
O ingresso VIP, que garante acesso ao Dream Lounge, espaço premium em parceria com a Motorgrid Brasil que promoverá a exposição de carros e capacetes históricos, custa R$ 440 para dias de semana e R$ 530 para fim de semana.
Há ainda uma cota limitada de ingressos para o avant première, noite dedicada a VIPs, patrocinadores e convidados marcada para 21 de novembro, com atrações musicais, por R$ 1 mil.
O evento está agendado para 22 a 30 de novembro no Distrito Anhembi, em São Paulo. A expectativa da RX, organizadora do Salão, é receber mais de 700 mil pessoas nos nove dias de evento.
São Paulo – A nova geração do Audi Q3 será produzida na fábrica de São José dos Pinhais, PR, a partir do ano que vem. Segundo a empresa a unidade passa por reformas para a inclusão de novos equipamentos e para adaptar sua infraestrutura para receber o modelo.
Sairão das linhas os novos Q3 e o Q3 Sportback, com o mesmo nível de refinamento e qualidade de construção de outras plantas globais. Oferecerão tração quattro e transmissão tiptronic de oito velocidades em veículos com motor transversal, tecnologias até então inéditas no Brasil. A Audi monta os modelos, no Paraná, em sistema SKD, com as peças chegando desmontadas.
Os mesmos modelos, da geração anterior, foram montados lá desde 2022, quando a Audi retomou sua produção local pela segunda vez – já havia feito em 2015, com o Audi A3 Sedan e, depois, com o mesmo Q3. A fábrica, que é dividida com a Volkswagen, foi inaugurada em 1999 com a primeira geração do A3, que seguiu em linha até 2006.
São Paulo – A Cantu, distribuidora brasileira de pneus importados da Ásia com forte presença online por meio do seu e-commerce PneuStore, recentemente concluiu fusão com a GP Pneus em transação de R$ 1 bilhão 80 milhões. Com a operação inaugura capítulo em sua trajetória de dezenove anos e passa a ter acesso a 127 lojas físicas e centros de distribuição em 24 Estados brasileiros.
“Era o que faltava para ter o contato real do fornecedor com o prestador de serviços e o cliente. O movimento com a GP Pneus vem como um potencializador para criarmos este ecossistema da Cantu, em que passamos pela experiência do online cascateando para a do físico e nos tornamos o principal player, talvez o único, capaz de reproduzir isto”, assinalou Bruno Brambilla, diretor de fusões e aquisições da Cantu.
A complementariedade dos dois negócios é bastante ampla, nas palavras do executivo, ao ressaltar, principalmente, o ingresso no varejo físico. As vendas da Cantu para clientes pessoa física até então eram só online, apesar de massa de vendedores fazer as vezes de representantes comerciais no atacado e realizar vendas no B2B e B2fleet, em que o contato era presencial.
“A fusão traz incremento tanto em termos de abrangência do território nacional quanto de posicionamento e produto. Agregamos novos fornecedores e novas relações. A GP Pneus tem relações longevas com importantes fabricantes nos quais não tínhamos entrada. E conta com uma rede bem nacionalizada. Com ampla presença em termos territoriais.”
Segundo Brambilla a GP Pneus, assim como a Cantu, é forte em pneus de passeio e carga, mas adaptada ao varejo: “E como as lojas têm as bandeiras dos fabricantes eles obtêm penetração muito interessante no mercado por causa deste contato com os clientes na ponta final”.
Juntas, as empresas somam 240 unidades, com sessenta centros de distribuição e unidades de atacado, 127 lojas e oito unidades no Exterior, sendo quatro nos Estados Unidos, uma no México, uma na Colômbia, uma em Luxemburgo e uma na China.
À Agência AutoData o diretor garantiu que meta é, no longo prazo, dispor de quinhentas lojas no varejo físico, quadruplicando o número atual:
“Seguimos movimento de consolidação no setor. Sempre com o viés de mover nosso barco e também fortalecer o parceiro que hoje já é nosso credenciado na PneuStore a ir e se profissionalizar. E de trazer também o figital [tendência de unir os mundos físico e digital] ao parceiro que não é propriamente uma loja da Cantu, e ajudá-lo a diminuir ociosidade, colocar mais carros no elevador, trazer mais serviços para dentro de sua loja”.
Centro de distribuição da Cantu. Foto: Divulgação.
Juntas, empresas têm 12% de market share
A fusão elevou em 50% o faturamento bruto da Cantu, que no ano passado foi de R$ 3,7 bilhões. Somado ao da GP Pneus, de R$ 2 bilhões, elas têm R$ 5,7 bilhões e participação de 12% no setor de pneus.
O executivo evitou traçar projeções para as companhias combinadas, porque o negócio ainda está sendo integrado e a construção de orçamento realizada: “Este mercado, estimado em mais de R$ 75 bilhões, é gigantesco, mas muito fragmentado. Então ainda tem muito espaço para crescermos de forma orgânica e inorgânica”.
Em termos de volume de vendas a GP vem para agregar mais de 2,5 milhões de pneus comercializados ao longo do ano passado. Período em que a Cantu vendeu 5,7 milhões de unidades. Juntas venderam 8,3 milhões de itens.
Somente no primeiro semestre deste ano a Cantu comercializou 2,4 milhões de pneus, sendo 66,4% de marcas próprias – em 2022, foram 10%. São elas SpeedMax, Itaro e Gripmaster, empresa adquirida, líder do segmento fora de estrada.
Junto com a GP Pneus, que não tem marca própria mas que, assim como a Cantu, revende pneus de diversas origens, venderam 3,7 milhões de pneus no período.
“Sabemos que hoje, para que o setor seja competitivo, ter uma terceirização bem realizada é super importante. Ainda mais agora, com movimento de tarifaço, mudança de regras tarifárias por vários países. Mesmo no Brasil isto acontece com as leis antidumping. Ter este fornecimento multimodal e internacional, portanto, é essencial.”
O executivo disse que a empresa sempre estuda a possibilidade de ter nova marca própria, para se adaptar a um novo nicho. Sobre aportes adicionais afirmou que já é processo natural e corriqueiro da operação investir continuamente, mas não divulgou número, valores e índices.
“Costumo dizer que o rico aqui é usar as ferramentas que já temos. E, agora, conseguimos acessar a rede de abastecimento e atender de forma mais eficaz o cliente para que tenha o pneu que precisa.”
A GP Pneus foi fundada em Porto Alegre, RS, em 1996, enquanto que a Cantu nasceu em 2006 em Itajaí, SC. O processo de fusão teve início em outubro de 2024 e foi concluído em julho. Por ora Brambilla disse que os nomes permanecerão inalterados.
São Paulo – Brasil e México assinaram acordo de cooperação bilateral sobre produção e uso de biocombustíveis, além de intercâmbio tecnológico para promover crescimento ordenado e regulamentado do setor no mercado mexicano, aproveitando a experiência que o País possui na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar.
O Brasil é o maior produtor e exportador de cana-de-açúcar do mundo e também destaca-se no avanço do uso dos biocombustíveis com a adição de etanol à gasolina, por exemplo. O acordo prevê também o avanço no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação.
O acordo foi assinado durante visita do vice-presidente e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, à Cidade do México.
Na ocasião memorando de entendimento sobre cooperação em matéria de promoção de investimentos e fortalecimento de capacidades também foi formalizado pela Secretaria da Economia do México e a Apex, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
“A ideia é fortalecer as relações de amizade, entendimento e desenvolvimento econômico que unem o Brasil e o México com o objetivo de impulsionar um quadro de interação que facilite o intercâmbio de bens, serviços e investimentos, bem como a geração de novas oportunidades de negócios”, informou nota do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O objetivo do governo brasileiro é expandir o acordo comercial existente com o México para ampliar o fluxo de mercadorias com foco nos setores agropecuário, aeroespacial e farmacêutico, ainda mais neste momento de incertezas trazidas pelo tarifaço dos Estados Unidos.
O governo mexicano, por sua vez, destacou que existem muitas possibilidades de complementariedade econômica com o País, ao afirmar que vê oportunidades, além do setor farmacêutico, na produção de automóveis, uma vez que ambos abrigam grandes montadoras.
“O memorando de entendimento do Ministério da Economia com o Brasil fortalecerá as capacidades institucionais bem como aumentará a competitividade e o posicionamento internacional das empresas mexicanas e brasileiras.”
São Paulo – A Geely anunciou Alex Chen como seu diretor comercial no Brasil. O executivo reportará a Ariel Montenegro, presidente e diretor geral da Renault Brasil e, funcionalmente, a Michael Gao, gerente geral Geely Auto América do Sul.
Graduado em automação pela South China University desde 2013 Chen trabalha no mercado brasileiro. No Grupo Geely Auto o executivo ingressou como gerente sênior de vendas da divisão sul-americana em 2023.
São Paulo – A inauguração da primeira fábrica da GWM no Brasil foi um dos acontecimentos mais relevantes do setor automotivo em agosto. À frente do projeto está Márcio Alfonso, executivo com longa trajetória na indústria e responsável tanto pela implantação da unidade quanto pela adaptação dos produtos ao mercado brasileiro.
“Com quase 10 mil profissionais e milhares de patentes registradas a GWM mantém estruturas próprias dedicadas ao desenvolvimento de sistemas de propulsão. Eles desenvolvem tudo internamente, e isto nos permite ousar.”
Alfonso ressaltou que, graças a isto, a operação brasileira já pode iniciar seus trabalhos praticamente no estágio final das exigências do programa Mover, Mobilidade Verde e Inovação, o que, segundo ele, representará uma economia de quase quatro anos de desenvolvimento.
Além da fábrica já inaugurada a empresa confirmou a instalação de uma segunda unidade no País, cujo local ainda está em definição. A decisão, contou o executivo, levará em conta não apenas questões logísticas e a proximidade dos principais mercados consumidores mas, também. a possibilidade de formar mão de obra qualificada que compreenda a cultura da empresa.
O executivo também projetou mudanças importantes no perfil de consumo do mercado brasileiro. Para ele, em até cinco anos, os veículos híbridos poderão representar quase metade das vendas, com participação relevante dos híbridos plug-in. Neste processo a nacionalização de componentes terá papel estratégico: “Estamos analisando o carro inteiro com os fornecedores para que consigam desenvolver soluções aplicáveis à fabricação local. A fábrica já começou a operar com sessenta itens nacionalizados e a meta é chegar a cerca de 35% de conteúdo local em dois anos”.
Segundo Alfonso ter produção no Brasil é decisivo para consolidar a marca: “Ter uma chancela brasileira é muito importante para o crescimento da GWM no mercado”. E finalizou com uma avaliação sobre os próximos passos da indústria: “O Brasil precisa acompanhar a tecnologia que os chineses estão trazendo. Só assim conseguiremos ampliar nossa relevância no cenário automotivo mundial”.
São Paulo – A Anfavea anunciou a sua nova diretoria, liderada pelo presidente executivo Igor Calvet, que assumiu o cargo em abril. Após assembleia geral extraordinária Marcus Vinícius Aguiar foi eleito primeiro vice-presidente, Andrea Zámolyi Park vice-presidente tesoureira e Luiz Henrique Maia Bezerra vice-presidente secretário.
Reinaldo Muratori é o primeiro vice-presidente do Sinfavea
No Sinfavea, Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares, também há uma nova diretoria: Reinaldo Muratori, 1º vice-presidente, Andrea Zámolyi Park, vice-presidente tesoureira, e Alexandre Parker Machado, vice-presidente secretário.
Ambas as diretorias têm mandato até abril de 2028.
Marcus Vinicius Aguiar, o primeiro vice-presidente da Anfavea, é diretor de relações institucionais e governamentais na Renault do Brasil e também atua como presidente da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. Já Reinaldo Muratori, primeiro vice-presidente do Sinfavea, é vice-presidente de relações públicas da HPE.