Mais de 1,2 mil testes de caminhões da VWCO na Fenatran

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus realizou mais de 1,2 mil teste-drives durante a Fenatran 2019. Os visitantes puderam dirigir o e-Delivery, primeiro caminhão elétrico nacional e que entrará em produção em 2020, toda a família Delivery, o novo Constellation 24.280 automatizado, o Constellation 25.360 e o MAN TGX 29.480 — os oito modelos disponíveis.

 

De acordo com Luciano Cafure, gerente executivo de marketing da VWCO, oferecer essa experiência chega a ser mais importante do que mostrar as novidades na feira: “Mais importante que mostrar nossas novidades aos visitantes é permitir a experiência ao volante, para que eles de fato conheçam os atributos dos modelos VW e MAN”.

Vivo fará a gestão da conectividade do M-B Actros

São Paulo – A Vivo Empresas foi a escolhida para gerir a conectividade dos dispositivos baseados em IoT, sigla em inglês para Internet das Coisas, da nova geração do Mercedes-Benz Actros. A divisão da Telefônica Brasil acompanhou todo o processo de desenvolvimento dos dispositivos e aplicativos do caminhão, o que garante a transmissão correta dos dados.

 

Dentre os serviços que contarão com o suporte da Vivo está a plataforma digital MB Uptime, que dá uma visão geral de todos os processos de logística e transporte, e os aplicativos exclusivos para o Actros, como o game de treinamento Fleetboard Liga na Estrada, o Fleetboard Jornada na Estrada, que controla a jornada de trabalho, dentre outros.

 

Segundo Diego Aguiar, chefe de IoT, Big Data e Inovação B2B da Vivo, o SIM Card passa a ser embarcado nos equipamentos durante o processo de fabricação dos dispositivos. “Este tipo de tecnologia é a tendência do mercado IoT, pois potencializa um novo modelo de negócio com as indústrias de manufatura, principalmente no setor automotivo com seus projetos de veículos conectados”.

 

Foto: Divulgação.

Hyundai antecipa vendas do novo HB20S

São Paulo — Após entregar a primeira unidade da nova geração do HB20 para uma cliente de Vitória, ES, a Hyundai decidiu antecipar o início das vendas, previstas para novembro, da versão sedã: atendendo a pedidos dos consumidores, especialmente pela carroceria, as vendas começaram neste semana.

 

“Para cada dois clientes que entravam nas lojas, um perguntava sobre a configuração sedã”, disse Angel Martinez, vice-presidente comercial da Hyundai no Brasil. “A repercussão provocada pelo lançamento da família completa em setembro e o início da campanha publicitária nacional, também mostrando todas as versões, despertaram forte interesse pelo sedã”.

 

O HB20S chegará, inicialmente, em volumes limitados na rede para atender os primeiros clientes que se cadastraram na pré-venda.

IncentivAuto, enfim, torna-se lei

São Paulo – Anunciado em março pelo governador de São Paulo João Doria, o IncentivAuto, programa que busca atrair investimentos do setor automotivo para o Estado, enfim virou lei. A sanção do governador foi publicada na edição de terça-feira, 22, do Diário Oficial do Estado, mantendo as premissas: investimento mínimo de R$ 1 bilhão para novas fábricas, expansão de unidades existentes ou desenvolvimento de novos produtos e geração de, no mínimo, quatrocentas novas vagas de trabalho em São Paulo.

 

De acordo com o governo já houve manifestação de “vários interessados”, que agora aguardam a publicação de normas complementares. General Motors e Scania são duas fabricantes que têm interesse assumido em participar do IncentivAuto. Toyota e Volkswagen, que anunciaram investimentos recentemente, não se enquadram em todas as regras e, ao menos por enquanto, estão de fora do programa.

 

Na terça-feira, 22, o governador anunciou que, além da GM, outras sete fabricantes serão alcançadas com o programa, sem citar nomes. Os interessados deverão protocolar seu projeto à Comissão de Avaliação da Política de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

 

Quem se inscrever, e tiver seu projeto aprovado, terá direito de receber de volta até 25% do ICMS incidido nos produtos gerados por meio dos investimentos anunciados – há uma tabela escalonada do retorno do tributo, com o teto de R$ 10 bilhões, valor que enquadra a empresa nos 25% de desconto no imposto.

 

O IncentivAuto foi criado pelo governador e sua equipe econômica após a General Motors sinalizar que poderia deixar as fábricas do Estado por falta de competitividade. Após o anúncio de Doria e acordo com fornecedores, concessionários e sindicalistas, a companhia decidiu investir R$ 10 bilhões em suas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos.

 

Doria vetou um parágrafo do projeto que lhe foi enviado pela Assembleia Legislativa: uma emenda aglutinativa que previa condições diferenciadas para concessão do desconto de acordo com etapas fabris ou desenvolvimento sistemas alternativos de propulsão. O governo alegou dificuldades na fiscalização do acompanhamento dos projetos para justificar seu veto.

 

Foto: Divulgação.

Mercedes-Benz prepara ofensiva de SUVs no mercado

São Paulo – A Mercedes-Benz planeja renovar toda a sua gama de SUVs disponível no mercado brasileiro nos próximos nove meses. Aos dois primeiros modelos apresentados, GLC SUV e GLC Coupé, se juntarão outros cinco modelos, de acordo com Holger Marquardt, diretor administrativo de marketing e vendas de automóveis para a América Latina e Caribe:

 

“Estão programadas a nova geração do GLA, GLE SUV, GLE Coupé, GLS e GLB. Ainda estão no radar os SUVs da nossa divisão esportiva, AMG, que deverão chegar ao mercado mais para frente”.

 

O segmento de SUVs é um dos que mais cresce no mercado brasileiro, o que justifica a ofensiva da Mercedes-Benz para essa faixa do mercado. “O segmento se torna cada vez mais relevante. Vemos muitos clientes migrando dos sedãs para os SUVs e queremos aproveitar essa demanda crescente. Hoje, 42% das nossas vendas são de SUVs”.

 

Além da demanda crescente por SUVs o diretor ressaltou alguns modelos que tiveram bom desempenho de vendas no acumulado do ano: Classe A, nas versões sedã e hatch, e o CLA.

 

No acumulado do ano a Mercedes-Benz vendeu 7 mil 332 unidades, queda de 17,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Ainda assim Marquardt acredita que nos últimos três meses do ano a companhia conseguirá chegar ao volume de dez mil unidades comercializadas no Brasil, próximo do registrado em 2018:

 

“Essa queda ocorre porque estamos com um estoque reduzido na nossa rede de concessionários para a chegada dos novos modelos. Não queremos ter um grande volume quando as novidades chegarem, quando isso acontece temos que fazer algumas campanhas promocionais para encerrar as unidades do modelo antigo, algo que não faz parte do nosso planejamento “.

 

Sobre o mercado do ano que vem, tudo depende da aprovação das reformas da previdência e tributária, para que a economia nacional volte a crescer em ritmo mais acelerado, justifica o executivo: “Mesmo com essa expectativa, temos bons sinais para apostar em um crescimento do mercado premium no ano que vem, como o grande crescimento que o setor de caminhões conquistou em 2019”.

 

Foto: Divulgação.

Dois SUVs GLC são as novidades da Mercedes-Benz

São Paulo – A Mercedes-Benz apresentou o novo GLC SUV, que traz como grande atrativo o novo motor diesel 2.0 de 194 cv acoplado ao câmbio automático de nove marchas. O conjunto equipa as duas versões vendidas no País: a GLC 200 d Off-road e GLC 200 d Enduro, com preços de R$ 294,9 mil e R$ 329,9 mil.

 

Segundo Dirlei Dias, gerente sênior de vendas e marketing, o novo motor diesel traz a quarta geração de injeção direta usada pela companhia e turbo de duplo estágio, que ajudam a melhorar o consumo do modelo – importado da Alemanha com uma missão importante:

 

“Olhando para o segmento do GLC e comparando com as outras duas marcas alemãs, o SUV da Mercedes-Benz representa, hoje, 29% das vendas, enquanto as outras duas empresas possuem 33% e 38%. Com o lançamento do novo GLC, queremos retomar a liderança nos próximos meses”.

 

O novo SUV também tem outra missão relevante no mercado: cativar o público feminino. De acordo com a Mercedes-Benz 81% das vendas são fechadas por homens, mas a empresa espera que, com as mudanças, as mulheres aumentem seu interesse pelo GLC SUV.

 

O modelo faz parte de um processo de renovação dos SUVs da Mercedes-Benz no mercado nacional – outros cinco chegarão até julho do ano que vem. O GLC SUV é o primeiro da empresa vendido com o MBUX, sistema inteligência artificial que permite controlar diversas funções do veículo por comandos de voz, no Brasil.

 

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O modelo tem novo quadro de instrumentos, agora totalmente digital com tela de 12 polegadas, kit multimídia com nova tela de 10,2 polegadas e sensível ao toque, carregamento de celular sem fio, câmera 360º que auxilia na hora de manobrar, faróis full led com luzes de condução diurna e alerta para mudança de faixa involuntária que ajuda a manter o veículo na faixa correta.

 

Por fora, o dianteira do novo GLC passou por mudanças nos faróis, grade frontal e para-choque e, na traseira, as novidades ficam por conta das novas lanternas e das saídas de escapamento.

 

Novo GLC Coupé – A Mercedes-Benz trouxe também ao mercado o GLC Coupé, que oferece as mesmas mudanças visuais do seu irmão SUV, com uma grande diferença: o cupê será vendido em apenas uma versão, sempre com motor movido a gasolina, 2.0 turbo de 258 cv, também inédito, acoplado ao câmbio de nove marchas.

 

O modelo conta com o mesmo nível de equipamentos que a versão topo de linha, mas terá um preço um pouco mais alto: será vendido por R$ 362,9 mil.

 

Fotos: Divulgação.

General Motors inaugura linha de motores em Joinville

São Paulo – A General Motors inaugurou na terça-feira, 22, nova linha de motores na fábrica de Joinville, SC. O investimento consumiu R$ 1,9 bilhão em expansão da área construída e aquisição de novos equipamentos, como robôs de manufatura. A nova linha produz os motores 1.0 turbo e o aspirado de três cilindros do novo Onix, em suas versões hatch e sedã produzidas em Gravataí, RS.

 

“A fábrica de Joinville, que já era uma das mais modernas e sustentáveis da região e do mundo, agora é uma das operações de sistemas de propulsão com maior nível de automação. Isto foi viável graças aos investimentos recentes”, disse Marcos Munhoz, vice-presidente na América do Sul.

 

Dentre os avanços tecnológicos implementados na fábrica está o monitoramento de consumo de utilidades de água, ar comprimido e energia por linha e processo produtivo, tanto no setor de usinagem de componentes, como na linha de montagem de motores.

 

Foto: Divulgação.

Toyota confirma produção de SUV em Sorocaba

São Paulo – A Toyota produzirá um modelo SUV na fábrica de Sorocaba, SP, onde hoje são fabricados o compacto Etios e o Yaris nas versões hatch e sedã. A informação foi confirmada por Miguel Fonseca, vice-presidente comercial na América Latina e Caribe, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na terça-feira, 22.

 

A produção do veículo será fruto do investimento de R$ 1 bilhão anunciado para a unidade em setembro. O parque de fornecedores construído ao lado do terreno, que abriga onze empresas, também deverá atrair novos investimentos e gerar novos empregos. 

 

Com o novo investimento a Toyota soma, nesta década, R$ 6,7 bilhões em investimento no Brasil: na construção e modernização das fábricas de Sorocaba e a de motores em Porto Feliz, SP, e a modernização de Indaiatuba, SP, de onde sai, agora, a nova geração do Corolla. A companhia construiu, também, um Centro de Distribuição em Suape, PE.

 

Foto: Fábio Arantes.

Itaú projeta um ano mais positivo

São Paulo – Na palestra sobre o mercado financeiro do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, em São Paulo, Fernando Machado Gonçalves, economista do Banco Itaú, deu um panorama favorável à economia e ao setor automotivo.

 

Um dos senões é o cenário internacional, menos favorável para economias emergentes como a brasileira, com crescimento mais fraco e PIB global de 3% em 2019 e 3,2% em 2020.

 

“Temos um exercício econométrico nosso de que um ponto porcentual a menos de crescimento no mundo gera impacto no Brasil com menos um ponto porcentual também, regra de um para um. Menos crescimento fora, o mesmo ocorre aqui.”

 

Ele adiciona, ainda sobre mercado externo, que os desdobramentos do próximo governo na Argentina, pode manter a crise no país vizinho e gerar impacto nas exportações de veículos do Brasil.

 

Gonçalves também citou as expectativas do Itaú sobre taxa de câmbio: R$ 3,90 no final deste ano e R$ 4,25 em 2020. Os reflexos disso para as montadoras – que apostam em R$ 3,80 a R$ 3,90 – pode ser positivo.

 

“As cadeias globais de produção não têm tudo feito em um só país. As empresas importam peças para exportar o produto final. O sinal é positivo e deve ajudar a indústria de modo geral para esse equilíbrio econômico”.

 

Com a retomada da confiança dos setores da economia, inflação sob controle, melhora nas taxas de emprego e Selic caminhando para 4%, há expectativas de retomada de consumo. Colaboram ainda a vasta agenda pró-reformas e choque de investimentos para melhorar o ambiente econômico.

 

Nas projeções do banco para produção de veículos, os leves fecham este ano com alta de 8% em vendas e 3% na produção, e queda de 29% nas exportações. Em 2020, as projeções são de manter os 3 % na produção e 8% nas vendas e menor queda nos embarques, de 9%.

 

Dentre os pesados a expectativa dos economistas do Itaú é de 22% de alta nas vendas em 2019 e apenas de 3,6% em 2020.

 

Foto: Fábio Arantes.

Sistemistas apostam em crescimento modesto

São Paulo – Modestamente otimistas. Com esta afirmação Antônio Carlos Galvão, presidente da Eaton para a América do Sul abriu o painel dos sistemistas no segundo dia do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, na Capital paulista.

 

Para carros, o executivo acredita em alta de 4% a 6%, e de 6% a 8% para caminhões, com o segmento leve puxando o mercado, com expectativa de incremento de 15%. Para tanto, conta com a melhora progressiva dos índices econômicos e manutenção da oferta de crédito.

 

Já as vendas ao agronegócio deverão crescer 5%, contando com as boas previsões da safra agrícola. Mas o fiel da balança, ressalta, será mesmo como caminhar a peleja de Estados Unidos com China.

 

Nas contas de Besaliel Botelho, presidente da Bosch América Latina, que contabiliza as operações de Brasil e Argentina, a aposta é de 3% de crescimento no segmento de carros, com o Brasil à frente e o país vizinho num patamar estável de 350 mil a 400 mil unidades. No agro também apostam em 5% de expansão.

 

Para Raul Germany, presidente da Dana, as apostas são mais conservadoras com expectativa de alta de 5% em veículos comerciais. Por duas razões: mercado de ônibus, dentro do modelo em que trabalham, só deverá dar um salto caso o governo dê andamento ao projeto Caminhos da Escola. E o segmento de caminhões pesados e extrapesados já está em patamar esperado e não deve crescer muito mais – a não ser que haja um novo boom da safra agrícola.

 

“Nossas perspectivas estão moderadas porque, na verdade, acreditamos mesmo que o crescimento aconteça a partir do segundo semestre de 2020.”

 

Exportações – Quando a pergunta foi como serão as exportações, Germany comemorou o grande esforço da Dana desde 2014 ao dobrar os envios ao Exterior e ganhar participação de mercado, e sugerir que a empresa continuará ascendendo nas exportações, na casa dos dois dígitos.

 

O golpe do fechamento das operações de caminhões da Ford foi acusado pela Eaton, mas a empresa, afirma Galvão, continuará trabalhando forte em seus envios para mercados representativos, como Estados Unidos, Índia e as vendas intercompany. Com isso, a perspectiva é de crescimento da ordem de 10%. Na Bosch, os 28% a 30% da produção que seguem para mercados externos deverão permanecer, segundo Botelho.

 

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O que os três executivos concordam é que o Brasil precisa urgentemente se tornar competitivo para exportar. Para tanto, são prementes as reformas por parte do governo, especialmente a tributária de modo a reduzir as taxas. Mas não é só. Outras ações são necessárias, e para ontem, como investimentos em infraestrutura.

 

“Hoje temos um tíquete médio mais alto e produtos mais tecnológicos para competir com outros mercados. E isso deve continuar, mantendo oportunidades de consumo mais saudáveis. O impasse é resolver essas questões apontadas para que possamos ser competitivos de fato. Todo mundo aposta no Brasil porque o País tem enorme potencial”, explicou o presidente da Bosch América Latina. E emendou:

 

“Minha mensagem é que fiquemos atentos ao que está acontecendo lá fora e resolvamos nossa questão de competitividade. Só assim traremos mais investimentos das matrizes e geraremos mais empregos. E justamente o ajuste fiscal poderá não apenas proporcionar esse desejo, mas também gerar receita”.

 

Foto: Fábio Arantes.