Produção de chassis de ônibus segue em queda

São Paulo – Saíram das linhas de produção no acumulado até setembro 21 mil 783 chassis de ônibus nacionais, volume 5,5% menor do que o produzido no mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados pela Anfavea, na segunda-feira, 7. Em setembro a produção foi de 2 mil 413 chassis, queda de 9,5% na comparação com o mês anterior e alta de 7,2% ante o mesmo mês de 2018.

 

Mesmo com a queda da produção, as vendas no mercado interno cresceram 45% até setembro, com 15,2 mil unidades vendidas. Segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, o ritmo até agora foi bom: “O segmento de ônibus, que faz parte dos pesados, também está crescendo e chegará a 20 mil unidades negociadas até dezembro”.

 

No mês de setembro as vendas foram de 1 mil 736 chassis, alta de 15,9% ante o mesmo mês de 2018. Na comparação contra agosto houve queda de 14,5%.

 

Já as exportações puxam a produção para baixo, com queda de 19,3% até setembro na comparação com o mesmo período de 2018 e 5 mil 219 unidades exportadas. Em setembro foram vendidos 464 chassis para outros países, volume 29,8% menor do que o registrado no mesmo mês do ano passado e, com relação a agosto, as exportações aumentaram 4%. 

 

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Venda de máquinas cai 6% no ano e Anfavea revisa projeção

São Paulo – As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias foram de 32 mil 584 unidades até setembro, retração de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2018, segundo os dados divulgados pela Anfavea, na segunda-feira, 7. De acordo com Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da entidade que responde pelo setor agrícola, essa queda é reflexo da falta de recursos para financiamentos no começo do ano:

 

“O desempenho do setor no primeiro trimestre foi afetado pela falta de recursos para financiamentos do Plano Safra e a nossa expectativa era de recuperar esse prejuízo ao longo do ano, mas isso não será mais possível. Por isso revisamos nossas projeções”. Essas mudanças já estavam em estudo desde o mês passado e, agora, a Anfavea projeta vendas de 46 mil máquinas até dezembro, queda de 3,6% com relação a 2018, sendo que a expectativa inicial era de crescimento de até 10,9%.

 

A produção do setor nos nove meses do ano somou 41 mil 265 unidades, queda de 10,6% ante igual período de 2018, também causada pela falta de recursos para financiamentos. Mais uma vez isso motivou a revisão das projeções, que era de 66 mil máquinas produzidas e alta de 0,5% para 60 mil unidades e queda de 8,6% contra o ano passado.

 

As exportações de máquinas até setembro chegaram a 9 mil 679 unidades, queda de 0,4% na comparação com o acumulado do ano passado, mas o setor espera recuperar o prejuízo até dezembro e fechar 2019 com alta de 2,5%, sendo este o único dado que a Anfavea não revisou: “Conseguimos driblar a crise na Argentina explorando outros mercados na América do Sul e Estados Unidos, assim o setor conseguirá aumentar suas exportações, que poderiam crescer mais se a economia na Argentina estivesse em alta”.

 

Resultados de setembro – Foram vendidas em setembro 4 mil 656 unidades, alta de 11,4% na comparação com agosto desse ano e queda de 5,2% contra o mesmo mês de 2018. Já a produção foi de 4 mil 797 máquinas, retração de 14,2% ante agosto e de 16,6% ante o mesmo período do ano passado. Em setembro foram exportadas 965 máquinas, queda de 19,7% na comparação com agosto e de 11,6% contra setembro de 2018.

 

Plano Safra preocupa novamente – Segundo o vice-presidente da Anfavea, os financiamentos que serão feitos pelo Plano Safra até dezembro já estão ameaçados, porque faltará recurso em algumas linhas a partir deste mês e, em dezembro, todas as linhas estarão esgotadas. Este é o mesmo problema enfrentado no início do ano, só que dessa vez ele chegará antes:

 

“Essa situação nos preocupa porque a falta de previsibilidade afeta demais o nosso setor e o planejamento dos agricultores para o ano todo. Como já sabemos que os recursos se esgotarão até dezembro, vamos nos reunir com o governo no final de outubro e começo de novembro para buscar uma solução antes dos recursos acabarem”.

 

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Segue o drama da indústria argentina em setembro

São Paulo – Os principais indicadores do mercado automotivo argentino seguiram em queda em setembro na comparação com o desempenho registrado no ano passado. Segundo dados da Adefa as fábricas lá instaladas produziram 241 mil 330 unidades até setembro, um volume 35% menor do que o produzido no janeiro-setembro de 2018.

 

A produção do mês, indicam os dados da entidade, chegou a 27 mil 687 unidades, o que representa queda de 25% sobre o volume produzido em setembro do ano passado.

 

As vendas aos concessionários, por sua vez, também chegaram a setembro sem demonstrar reação. Nos nove meses foram vendidas 291 mil 219 unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus. O volume representa recuo de 48% ante o volume licenciado em igual período no ano passado.

 

As vendas, no mês, somaram 26 mil 876 unidades em 21 dias úteis, um decréscimo de 37% ante as realizadas em setembro de 2018. Foi o pior resultado de vendas do ano no mercado argentino. Até então o menor volume tinha sido registrado em maio, com 27 mil 947 unidades.

 

As exportações de veículos produzidos na Argentina somaram 168 mil 23 unidades no acumulado do ano, queda de 15% sobre os embarques realizados nos nove meses do ano passado. Em setembro a queda foi de 37% na comparação com setembro do ano passado, chegando a 26 mil 876 unidades.

 

Até setembro os embarques ao Brasil representaram 65,4% do total exportado pela indústria argentina, com 109 mil 956 unidades. Com este volume, segundo o balanço da Adefa, para o mercado local foram exportados 29 mil 715 veículos a menos na comparação com os nove meses do ano passado.

 

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Brasil e Argentina assinam acordo comercial

São Paulo – Representantes do Brasil e da Argentina assinaram na quinta-feira, 3, em Montevidéu, Uruguai, o novo acordo comercial bilateral para o setor automotivo, cuja negociação fora concluída em 6 de setembro, no Rio de Janeiro, RJ.

 

O 43º Protocolo Adicional ao Acordo de Complementação Econômica 14 prevê o livre comércio de bens automotivos a partir de 1º de julho de 2029, sem quaisquer condicionalidades, com aumentos graduais dos volumes intercambiados sem cobrança de tarifas.

 

Para entrar em vigor o tratado precisa ainda ser incorporado aos ordenamentos jurídicos de ambos os países. Segundo o Ministério da Economia as exportações automotivas do Brasil para a Argentina somaram US$ 7,5 bilhões no ano passado.

GM lidera mercado total, varejo e vendas diretas

São Paulo – A Chevrolet ocupa o primeiro posto em todas as modalidades de vendas do mercado brasileiro: varejo, vendas diretas e, naturalmente, no mercado total. A três meses do fechamento do ano a marca da General Motors expandiu a sua diferença sobre a vice-líder, Volkswagen, e praticamente sacramentou mais um ano de liderança nas vendas.

 

Até setembro a participação de mercado da GM chegou a 17,9%, de acordo com a Fenabrave. No varejo ficou um pouco menor, 16,9%, com maior força nas vendas diretas, no qual sua fatia chegou a 19,1%.

 

A Volkswagen ficou com a segunda posição no mercado total, 15,4% de market share, e no varejo, 14,4%. Nas vendas diretas perdeu o posto para a Fiat, 18,4%, e ficou na terceira posição, com 16,7%. No mercado total a terceira posição ficou com a Fiat, 13,7%, e no varejo com a Hyundai, 10,5%.

 

No varejo a Fiat ocupou apenas o quinto posto, com 9,8% das vendas. Foi superada, também, pela Toyota, com 10,5% de participação.

 

Confira o ranking das dez mais vendidas no mercado total:

 

  1º General Motors  345,7 mil
  2º Volkswagen       298,4 mil
  3º Fiat                  265,2 mil
  4º Renault            174,5 mil
  5º Ford                159,3 mil
  6º Toyota             156,2 mil
  7º Hyundai          154,7 mil
  8º Honda              96,3 mil
  9º Jeep                94,0 mil
10º Nissan             68,7 mil

 

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Cummins prestará serviço de troca de motores

São Paulo – Afora os novos motores importados a diesel e a gás a Cummins prepara um pacote de serviços para apresentar na Fenatran deste ano. Dentre eles o Repower, que consiste em promover a substituição de motores originais de veículos comerciais, fora de estrada e de máquinas agrícolas por um propulsor da gama da fabricante. O modelo segue a lógica do custo baixo na comparação com a subsituição do veículo por um novo.

 

Ainda que o serviço venha a ser apresentado durante a feira a Cummins já testou o serviço em pás-carregadeiras de clientes do Centro-Oeste. Há também um caso em que a companhia substituiu motores de caminhões Hyundai HR por motores Cummins ISL 2.8. Segundo o presidente Luis Pasquotto o serviço é prestado por meio do distribuidor Cummins instalado mais próximo à região do frotista.

 

“Distribuidor não é apenas para vender componente, é para participar de nossos projetos de engenharia também”, disse o executivo. “Nossa ideia é oferecer um baixo custo operacional atrelado a uma rede de assistência técnica. Também, neste caso, existe a possibilidade de financiamento do motor via BNDES.”

 

A empresa também apresentará, durante a Fenatran, ainda dentro do pacote de serviços, o Cummins Connected Diagnostics, sistema de monitoramento remoto: uma vez conectado o motor envia dados por meio dos quais os frotistas podem verificar, afora informações sobre o desempenho mecânico e eletrônico, falhas em componentes e, assim, antecipar planos de manutenção.

 

A Scania, que produz seus próprios motores em São Bernardo do Campo, SP, pretende oferecer serviço semelhante ainda neste ano.

 

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Grupo Freudenberg encerra produção em Diadema

São Paulo – O Grupo Freudenberg encerrará a produção de sistemas de vedação e de peças para o segmento de reposição em Diadema, SP, até o ano que vem. Todo o abastecimento, segundo comunicado divulgado na sexta-feira, 4, será mantido por meio de importação – e a companhia tem como objetivo ampliar seu portfólio dos produtos Freudenberg-NOK Sealing e Corteco com componentes produzidos em mais de sessenta fábricas ao redor do mundo.

 

Em comunicado o grupo justifica que os investimentos realizados no País nos últimos anos não geraram o retorno sustentável esperado. Aliado a este fator, bilionários aportes estão sendo feitos em outras unidades ao redor do mundo para criar alto volume de produção com custos mais competitivos.

 

“Com isso em mente e os acordos de livre comércio, tanto os vigentes como os que virão, a mudança de modelo de negócio na América do Sul nos possibilitará dar suporte aos clientes na região por muitos anos”.

 

Os trabalhadores não serão desligados imediatamente: a empresa, no comunicado, levantou a possibilidade de transferir alguns deles para outras unidades. Tudo deverá ser definido até outubro do ano que vem, incluindo pacote com benefícios aos eventuais demitidos.

 

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Dürr chega aos 13 mil robôs produzidos

São Paulo — A Dürr, fornecedora de robôs para o setor automotivo, chegou à marca de 13 mil robôs produzidos com o modelo EcoRP E043i, fornecido na Coreia para a General Motors, que o usará para pintar o interior e o exterior dos automóveis.

 

Essa é a terceira geração de robôs da Dürr, que faz todo o trabalho de pintura de forma autônoma, sendo o primeiro negócio fechado com a GM desse modelo, que encomendou um total de 78 unidades.

Faturamento das autopeças cresce 8% até agosto

São Paulo – O faturamento das empresas produtoras de autopeças cresceu 7,9% de janeiro a agosto na comparação com o mesmo período do ano passado,  informou o Sindipeças. A alta foi puxada pela maior demanda do mercado interno, tanto nas vendas para montadoras quanto para o mercado de reposição, nos quais o setor registrou elevação de 11,1% e 6,5%, respectivamente.

 

Considerando apenas agosto o faturamento recuou 0,5% com relação ao mesmo mês de 2018 e aumentou 1,8% ante julho.

 

Já nas exportações o setor registrou seu ponto negativo ao longo do ano, com queda de 5,6% no faturamento em reais e de 13,4% em dólares. Na comparação mês a mês a retração foi de 19,7% na moeda brasileira e de 21,5% na moeda estadunidense.

 

A utilização da capacidade instalada das fábricas no Brasil ficou em 72% em agosto, contra 71% no mesmo mês do ano passado, mantendo a média acima de 70% desde março. Mesmo com o aumento do faturamento o nível de empregos registrou queda pelo sétimo mês seguido – de 3% no acumulado do ano.

 

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Conceito comemora os três anos do Nissan Kicks

São Paulo — Em comemoração ao terceiro aniversário do SUV Kicks a equipe de design da Nissan América Latina criou um conceito inspirado nas culturas dos cinco países onde o SUV é fabricado: Brasil, China, Índia, México e Tailândia.

 

Pintado de vermelho e branco, cores que representam o Japão, com alguns pormenores em preto, o conceito tem um grafite desenhado na sua carroceria que representa o multiculturalismo do Kicks, segundo a Nissan. Uma bola de futebol representao Brasil, um cacto o México, um dragão a cultura chinesa, um elefante a Índia e a flor de lótus a Tailândia.

 

O SUV somou 39 mil 507 unidades comercializadas até setembro, o modelo mais vendido da companhia no Brasil.

 

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