Cummins expande oferta com dois novos motores

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São Paulo – Dois novos modelos passam a integrar a gama de motores da Cummins na América Latina. A empresa anunciou na terça-feira, 1, a chegada do X13, uma a diesel de 13 litros e potência variável de 480 a 560 cv e da linha ISL G, com sete versões movidas a gás que geram potência até 400 cv. As duas famílias de motores serão produzidas em linhas mantidas na China e nos Estados Unidos a partir de 2020, respectivamente, e serão os protagonistas Cummins durante a Fenatran deste ano.

 

Os motores integram planejamento de diversificação da Cummins no mercado global, o qual também considera o mercado latinoamericano. De acordo com o presidente Luis Pasquotto ambos os modelos têm sinergia com as atuais demandas das montadoras: “No caso do motor de 13 litros, para o segmento de pesados, os veículos precisam de mais potência e menor peso. Já no caso do motor a gás vemos uma demanda crescente por redução de emissões nos próximos anos”.

 

O X13 vem de um projeto de 2017 pautado pelo downsizing para que constituísse um motor intermediário do X12 ao X15. Diminuindo o seu tamanho, e mantendo a potência alta, a empresa acredita que aumentará a sua gama de aplicações, chegando a veículos de outras categorias afora o pesado.

 

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Pasquotto disse durante evento prévio à Fenatran que o novo motor chega a ser 300 quilos mais leve do que os da concorrência: “Essa redução de peso é significativa para nós, que passamos a consumir menos material na produção, e para o cliente, que consegue aumentar a eficiência do caminhão”.

 

Já a família ISL G a gás é um projeto de 2007 para o mercado dos Estados Unidos. No total são sete plataformas diferentes para ônibus e caminhões que variam de 5,9 litros a 12 litros e potências de 195 cv a 400 cv. Para a Cummins o mercado para a aplicação desses motores se concentra em veículos para transporte urbano e vocacionais, como caminhões de coleta de lixo.

 

Estão em curso, disse Pasquotto, testes com o motor a gás na Agrale e na Marcopolo, e também são matidas conversas para a realização de testes com outras duas companhia no País. Produção local, por ora, não está nos planos. O presidente disse que a empresa espera para ver, antes, a reação do mercado aos modelos. De todo modo, segundo ele, é algo possível e demandaria um "investimento relativamente baixo".

 

Com relação às emissões as salvaguardas do X13 atendem às exigências Euro 6 com sistema de pós-tratamento Euro 6 Single Module, outra novidade da empresa na Fenatran. Os da família ISL G, por sua vez, atendem aos padrões atuais de emissões da EPA, Agência de Proteção Ambiental, dos Estados Unidos.

 

A Cummins encerrou o primeiro semestre com 7% de market share no segmento de caminhões pesados, 66% de fatia no de médios e 53% no de leves. No mercado de ônibus, no período, a fatia foi de 25%.

 

Foto: Divulgação.