Anfavea revisará sua projeção de vendas de máquinas

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05/09/2019

São Paulo – Sem recursos nas linhas subsidiadas de financiamentos do BNDES no segundo trimestre do ano, o setor de máquinas agrícolas e rodoviárias segue com vendas abaixo do esperado. Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, reconheceu que não será possível recuperar este prejuízo até o fim do ano e, por isso, a entidade deverá rever suas projeções para o setor.

 

“Por causa dessa falta de recursos notamos que o ano não será tão bom quanto esperado. Então revisaremos as nossas projeções já no mês que vem”.

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, disse que mesmo com problemas o setor conseguirá crescer até dezembro, mas não no patamar esperado: “Ainda não podemos falar qual será a nova projeção porque estamos avaliando alguns dados. Mas ela será de um dígito, até porque a atual é de crescimento de 10,9% nas vendas”.

 

Sobre novas projeções de produção e de exportação ele disse que ainda não sabe se serão revisadas: tudo dependerá das próximas notícias do mercado argentino, que até agora afetou pouco o setor nas vendas externas.

 

As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias até agosto somaram 27 mil 914 unidades, queda de 5,8% na comparação com o mesmo período de 2018. Em agosto foram licenciadas 4 mil 163 máquinas, queda de 17,4% com relação a agosto de 2018 e, ante julho, alta de 6%.

 

A produção amarga queda em todas as bases comparativas, com 36 mil 469 unidades produzidas nos oito primeiros meses do ano, retração de 9,8% com relação ao acumulado do ano passado. No mês passado saíram das linhas de montagem 5,6 mil máquinas, recuo de 17,5% com relação a agosto de 2018 e de 9,1% se comparado a julho deste ano.

 

As exportações cresceram 1,1% até agosto – o setor depende menos do mercado argentino e uma das empresas vendeu um bom volume de máquinas rodoviárias para os Estados Unidos. Foram embarcadas 8 mil 717 unidades de janeiro a agosto.

 

Em agosto foram exportadas 1 mil 205 unidades, queda de 0,1% na comparação com o mesmo mês de 2018 e de 16,3% com relação a julho deste ano.

 

Fotos: Divulgação.