Fiat Titano tem novo motor, câmbio e visual

São Paulo – Agora produzida na Argentina a Fiat Titano, na sua linha 2026, chega às concessionárias com o motor turbodiesel Multijet 2.2, que gera 200 cv de potência, acoplado a novo câmbio automático de oito marchas. Com eles a picape ficou 16% mais econômica na cidade, chegando a 9,9 km/l, e na estrada o consumo melhorou 17%, crescendo para 10,8 km/l.

A suspensão foi recalibrada para oferecer mais conforto e estabilidade nos percursos fora de estrada e a direção agora é elétrica. O freio é a disco nas quatro rodas e a tração integral permanente 4×4.

A parte de segurança também foi expandida na Fiat Titano 2026, que conta com sistema ADAS, advanced driver assistance systems, como a frenagem automática de emergência, monitoramento de ponto cego e piloto automático adaptativo. A lista de itens de segurança ainda conta com assistente de descida, alerta de saída de faixa, detector de pressão dos pneus e seis airbags.

Internamente a picape também passou por mudanças e chega ao mercado com novo quadro de instrumentos digital de 7 polegadas na versão Ranch, novo console central em todas as versões, assim como a nova manopla de câmbio.

Visualmente a picape passou por pequenas alterações, adotando novo acabamento da parte inferior do para-choque frontal. O para-choque traseiro também passou por leves mudanças.

A Fiat Titano é a primeira picape produzida no hub de picapes da Stellantis na fábrica de Córdoba, Argentina, onde foram gerados 1,8 mil empregos, dos quais 50% serão ocupados por mulheres.

Veja abaixo os preços e versões da Fiat Titano 2026:
Titano Endurance – R$ 234 mil
Titano Volcano – R$ 264 mil
Titano Ranch – R$ 286 mil

Rodrigo Cardoso é o novo CEO da Ópera, as fábricas de vidros da Carbon

São Paulo – A Carbon anunciou Rodrigo Cardoso, até então chefe de operações do grupo, como o novo CEO das suas fábricas de vidros blindados, a Ópera. Com duas décadas de experiência nos mercados OEM automotivo e de blindagem o executivo será responsável por impulsionar a eficiência e escalar a produção.

Segundo o CEO e fundador da Carbon, Alessandro Ericsson, a nomeação de Cardoso marca mais um passo na consolidação do modelo verticalizado da companhia, que aposta na integração de ponta a ponta como diferencial competitivo para sustentar seu crescimento global.

“A operação fabril é um pilar estratégico para o nosso modelo verticalizado. Estamos investindo na otimização de processos, tecnologia e equipe para atender uma demanda crescente com máxima qualidade e agilidade.”

Cardoso acumula passagens pelo Grupo AGP, do qual foi CEO, Inergy Automotive Systems e Grammer AG, além de também ter sido CEO da Dr. Peanut, do setor alimentício. Engenheiro mecânico formado pela Universidade Positivo o executivo tem especialização em planejamento e gestão empresarial e MBA em gestão estratégica pela FGV.

HPE confirma negociações com outras marcas para produzir em Catalão

São Paulo – A HPE mantém conversas com mais de uma marca para ceder espaço em suas linhas de Catalão, GO, para a produção de veículos sob encomenda. Em entrevista à Agência AutoData, o CEO Mauro Correia, sem citar nomes, confirmou o interesse de empresas estrangeiras em utilizar a capacidade da fábrica.

A chinesa GAC, por exemplo, já sinalizou ter na fábrica goiana uma de suas opções para localizar a montagem de seus veículos.

“Pela qualidade da nossa manufatura e dos nossos produtos, que são robustos e têm durabilidade muito grande, a operação chama a atenção de quem está de fora. Várias marcas vieram nos procurar e estamos conversando com elas para entender o que melhor se adequa à nossa operação”.

Montadora com capital 100% nacional, a HPE foi criada pelos empresários Eduardo Souza Ramos e Paulo Ferraz para representar a Mitsubishi no Brasil. Na fábrica atualmente são produzidos os modelos Triton e Eclipse Cross. A empresa mantém também a representação da Suzuki, apenas com carros importados.

O acordo, caso concretizado, não seria inédito: no mesmo Estado de Goiás a Caoa, também 100% de capital nacional, produz modelos das marcas Caoa Chery e Hyundai, a segunda por encomenda desde o ano passado, quando um novo acordo foi assinado pelas duas empresas.

Segundo Correia a fábrica de Catalão, com capacidade para 120 mil veículos por ano, não precisaria passar por muitas alterações para produzir modelos de uma nova marca. “O maior investimento precisaria ser feito na área de montagem da carroceria, que é muito específico para cada produto. O resto são pequenos investimentos, adequações que precisaríamos fazer na linha de montagem”.

Há capacidade disponível, porque para 2025 a projeção da empresa é produzir 27,4 mil veículos. “Nosso objetivo é gerar mais emprego e utilizar a nossa capacidade, promovendo o crescimento da região. Então sim, temos conversas com várias empresas”.

A fábrica dispõe de armação de carroceria, linha de pintura, montagem final, de monoblocos e carrocerias sobre chassis, e PDI. São mais de 2,2 mil trabalhadores, dentre diretos e terceirizados.

BYD renova o visual do Song Plus

São Paulo – A BYD lançou o Song Plus 2026 com novo visual, alinhado às mudanças globais pelas quais o veículo passou, como os faróis redesenhados e o novo para-choque frontal. O SUV híbrido plug-in também ganhou mais tecnologia embarcada com a adoção do head-up display que projeta a velocidade e informações do sistema ADAS no seu parabrisa.

Por meio do aplicativo da BYD com chave NFC/Bluetooth é possível controlar, também, o veículo de forma remota, mesmo que o smartphone esteja sem internet. 

A versão Song Plus Premium adiciona uma nova bateria de 26,6 kWh ao conjunto híbrido plug-in, que é maior do que a bateria de 18,3 kWh que era usada na linha 2025. A nova bateria leva menos tempo para carregar 100%, cerca de 90 minutos, se conectada a um carregador DC de 18 kWh ou mais.

O BYD Song Plus será vendido por R$ 250 mil e o Song Plus Premium por R$ 299,8 mil.

HPE reconhece seus melhores fornecedores diretos e indiretos

São Paulo – Em cerimônia organizada na tarde de quarta-feira, 28, a HPE, representante das marcas Mitsubishi e Suzuki e que produz veículos em Catalão, GO, premiou pelo segundo ano consecutivo seus fornecedores. Desta vez foram reconhecidos também fornecedores indiretos, de materiais auxiliares e serviços, além dos fornecedores de peças, serviços e componentes diretos.

Na ocasião o CEO Mauro Correia fez um balanço dos resultados do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 26,4 mil veículos, quase 10% acima do volume do ano anterior, e projetou a produção de 27,4 mil unidades em 2025. Em Catalão são produzidos, atualmente, a picape Mitsubishi Triton e o SUV Mitsubishi Eclipse Cross.

O Mitsubishi Outlander PHEV ainda é importado: “Estamos estudando se vamos começar a produzi-lo por aqui”.

A HPE tem mais de duzentos fornecedores produtivos e 1,5 mil não produtivos. Veja os premiados de 2025:

Compras Indiretas – Material Auxiliar
Excelência em Atendimento: Saint-Gobain
Excelência em Qualidade: Copa Energia
Excelência em Custos: Seiki
Fornecedor do Ano: Saint-Gobain

Compras Indiretas – Serviços
Excelência em Atendimento: Integrar Recursos Humanos
Excelência em Qualidade: Evergreen
Excelência em Custos: Pronutri
Fornecedor do Ano: Integrar Recursos Humanos

Fornecedores Diretos:
Excelência em Qualidade: Mangels
Excelência em Pós-vendas: Pilkington
Excelência em Logística: Vexilom
Excelência em Custos: Pirelli
Fornecedor do Ano: Vexilom

Navio com mais 7 mil carros BYD desembarca no porto de Itajaí

São Paulo – O navio BYD Shenzhen chegou ao porto de Itajaí, SC, na quarta-feira, 28, com mais de 7 mil carros da marca a bordo. É a maior movimentação de veículos da história do Brasil, segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos.

Os carros, todos híbridos ou elétricos, serão desembarcados ao longo dos próximos cinco dias, em atividades ininterruptas. Para Bastos este é um sinal de retomada do porto de Itajaí.

“O porto estava abandonado, parado, e agora trazendo esta carga de grande valor agregado, que significa emprego, tributação, recolhimento de ISS para a Prefeitura”.

Em fevereiro um navio com 5,5 mil carros eletrificados da BYD, também de propriedade da empresa, desembarcou no porto de Vitória, ES, e gerou reação da Anfavea, que sinalizou ao governo que os carros importados estavam chegando com mais força e reforçou seu pedido para a recomposição imediata do imposto de importação de 35% aos eletrificados.

Existe um cronograma, entretanto, que foi estabelecido no fim de 2023 e que o governo segue cumprindo, apesar dos pedidos da entidade. Em julho as alíquotas subirão para 30% nos híbridos, 28% nos híbridos plug-in e 25% nos elétricos.

Experiência em operações brasileiras credencia executivos ao cargo de CEO global

São Paulo – É um adágio da vida corporativa do setor industrial brasileiro: executivos estrangeiros que passam por aqui estão aptos a enfrentar qualquer tempestade em qualquer lugar, pois o inferno empresarial é aqui mesmo. Daí não surpreender a indicação de Antonio Filosa como CEO da Stellantis.

Mas é digno de nota que ele não faz parte daqueles que ascenderam aprendendo a lidar com índices estratosféricos de inflação. Não: ele sempre fez a lição de casa para enfrentar as complexidades habituais que envolvem uma operação automotiva no Brasil, do emaranhado jurídico, principalmente, à selva burocrática, também principalmente.

Quem?

Rick Wagoner, primeiro, foi diretor financeiro da General Motors do Brasil. E depois voltou como seu presidente. É um dos especialistas em sobrevivência em ambientes superinflacionados que se tornaram presidente e CEO de sua companhia.

Rick Wagoner

Herbert Hubert Demel deixou a presidência da Volkswagen do Brasil e, logo depois, a própria companhia para assumir a direção mundial da Fiat. Em sua passagem pelo País o executivo se envolveu em algumas polêmicas, como quando ameaçou fechar a fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, PR, caso um apagão de energia se confirmasse na cidade — depois ele alegou que foi mal interpretado.

Herbert Hubert Demel

Demel também se envolveu em outra polêmica no Brasil, quando anunciou a demissão de 3 mil funcionários da fábrica Volkswagen Anchieta, em São Bernardo do Campo. Mais uma polêmica: bate-boca que se tornou público com o presidente da Anfavea na época, José Carlos da Silveira Pinheiro Neto.

Dieter Zetschke

Poucos anos depois de deixar a posição de diretor de desenvolvimento da Mercedes-Benz no Brasil Dieter Zetschke tornou-se presidente do conselho de administração da Daimler AG e presidente e CEO da Chrysler. A DaimlerChrysler foi fundamental para a recuperação das operações Chrysler no mundo. Hoje integra a Stellantis.

Colaborou Soraia Abreu Pedrozo

Festival Interlagos 2025 tem 19 marcas confirmadas

São Paulo – O Festival Interlagos 2025 Edição Automóveis tem mais duas marcas confirmadas: Mercedes-Benz e Mini. Com elas o número de confirmações subiu para dezenove: Abarth, BMW, BYD, Fiat, Ford, GAC, GWM, Honda, Hyundai, Jaecoo, Lexus, MG, Mitsubishi, Omoda, RAM, Toyota e Volvo.

Outras oitenta empresas de segmentos ligados ao setor automotivo, como seguradoras e fabricantes de acessórios, também já confirmaram presença no festival, que será realizado de 11 a 15 de junho, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Além da exposição dos veículos os visitantes poderão testar alguns modelos na pista. 

Os ingressos estão à venda no site oficial do Festival Interlagos 2025 e os preços começam em R$ 107, indo até R$ 1,3, mil, dependendo do que cada visitante pretende explorar, como test-drive na pista e acesso ao lounge vip.

BMW alcança a marca de 3 milhões de veículos eletrificados produzidos

São Paulo – O Grupo BMW celebrou a marca de 3 milhões de veículos eletrificados produzidos em todo o mundo. Um BMW 330e Touring híbrido plug-in, fabricado na unidade de Munique, Alemanha, que será exportado e vendido no mercado do Reino Unido, simbolizou o marco.

A produção em série de veículos eletrificados da BMW começou em 2013, com o elétrico i3, na fábrica de Leipzig, Alemanha, seguida do híbrido esportivo i8. No início a produção de modelos eletrificados tinha uma área exclusiva, algo que não existe mais.

Prometeon transforma bitucas de cigarros em cadernos

São Paulo – Iniciativa da fabricante de pneus Prometeon, reconhecida em premiação de sustentabilidade socioambiental da Mercedes-Benz, põe em prática a economia circular ao dar novo destino às bitucas de cigarro de seus trabalhadores para que não contaminem o solo e a água e transformem-se em cadernos reciclados posteriormente distribuídos a clientes.

Em parceria com a Poiato Recicla, usina recicladora de cigarros de Votorantim, SP, as bitucas são recolhidas e, com tecnologia nacional criada pela UnB, Universidade de Brasília, o tratamento dos resíduos converte o lixo em papel.

Após lavagem especial com descontaminação o material é triturado e processado. O filtro e o papel são separados e encaminhados para processos específicos de reciclagem. O acetato de celulose é transformado em plástico reciclado, o papel dá origem aos caderninhos e o resíduo do tabaco é usado para biofertilizantes.

Somente de junho a agosto de 2024, no projeto premiado pela Mercedes-Benz, deixaram de ser descartadas 25 mil 258 bitucas na fábrica de Santo André, SP, que poderiam ter poluído 12 mil 625 litros de água. Fabiana Santana, diretora de recursos humanos da Prometeon nas Américas, contou à Agência AutoData que dos cerca de 2 mil funcionários da unidade do ABC Paulista, onde a ação foi adotada primeiro, 4% são fumantes.

Na fábrica de Gravataí, RS, para onde a ação foi estendida, foram coletadas 31 mil e 50 bitucas que poderiam ter contaminado 15 mil 525 litros de água – lá 8% dos 1,4 mil empregados são fumantes.

Fabiana Santana, diretora de RH da Prometeon nas Américas, ressaltou que o projeto não teve pretensões econômicas e que, com ele, o lixo ganhou outra finalidade. Por isto a iniciativa foi mantida. Foto: Divulgação.

“O melhor é que este papel não pode voltar a contaminar: ele fica limpo e não tem cheiro, por isto é circular. E também é circular porque a bituca é um tipo de lixo que demora muito tempo para ser absorvido pela natureza, e contamina a água e o solo.”

A executiva contou que a ideia surgiu do incômodo com as bitucas por um dos funcionários da unidade do ABC, Cleibson Gonçalves, especialista em ESG da Prometeon. Ele tomou conhecimento do trabalho da Poiato Recicla, que está no portfólio de empresas parceiras, e apresentou a proposta no comitê interno de sustentabilidade multiáreas e os colocou em contato.

“Esta é uma forma de demonstrar que, com um pouco de planejamento e vontade, é possível eliminar muito do lixo que se produz. Aproveitamos para criar um espaço com informação na área das lixeiras dos fumantes, como parte de campanha interna de combate ao vício.”

Até abril a Prometeon contabilizou a reciclagem de 150 mil bitucas, o que preservou 1,5 milhão de litros de água da contaminação, além de alinhar a ação com a política global da companhia de aterro zero.

Segundo Santana outra parceria, com o Serviço de Saúde Dr Cândido Ferreira e a Associação Cornélia Vlieg, de Campinas, SP, dá a oportunidade a pessoas com dificuldade intelectual de trabalharem com a massa celulósica e criarem capas de cadernos, blocos e agenda: “Isto ajuda a gerar renda, aprendizado e formação para quem está em tratamento de saúde mental”.

Quanto aos valores investidos na iniciativa a executiva relatou que, por mês, são desembolsados R$ 580 em cada uma das duas unidades da Prometeon para a realização da coleta das bitucas e a produção da massa celulósica. Cada caderno ou bloco de notas é comprado por R$ 22,75 e, depois de inserida a marca, são distribuídos: “São aportados o equivalente a cinco salários mínimos para reproduzir e divulgar os produtos”.

Bloquinho de notas gerado por bitucas é distribuído a clientes Prometeon. Foto: Divulgação.

De acordo com a diretora de RH antes do reconhecimento pela Mercedes-Benz a iniciativa já fora destacada em feira do ABC Paulista, a HR First Class, e também apresentada a outro cliente, a CNH Industrial:

“Participamos de concursos com o intuito de levar a iniciativa além dos nossos muros, e insistir que é possível dar a este lixo outra finalidade, investindo pouco perto do impacto ambiental que estamos gerando”.