Futuro do campo será um enxame de pequenas máquinas autônomas

Piracicaba, SP – Pequenas máquinas, autônomas, operando em conjunto com robôs 24 horas por dia no campo. Essa foi a visão apresentada pela CNH Industrial para o futuro das máquinas agrícolas no CNH Industrial Day, realizado na terça-feira, 20, no Pulse, hub de inovação que reúne startups em Piracicaba, SP.

 

É uma reversão da tendência dos últimos anos, quando as máquinas cresceram para elevar a produtividade no campo. O motivo, segundo Sergio Soares, diretor de engenharia e desenvolvimento de produtos da CNH Industrial, foi a busca por ganho de eficiência por operador. “Quanto maior for o equipamento, maior será a produtividade. E assim será nos próximos anos. Mas mudará no médio prazo, com a chegada das máquinas autônomas – e, no caso do campo, elas estão mais próximas do que se imagina”.

 

Soares acredita que o futuro das operações será bem diferente do atual: “Vejo um enxame de máquinas pequenas e autônomas, junto com robôs, operando 24 horas por dia, entregando um trabalho cada vez mais preciso e eficiente”.

 

Soares disse que um dos problemas causados pelo uso de máquinas grandes é a compactação do solo, algo que será resolvido com equipamentos menores e autônomos – mesmo que em maior quantidade na comparação com as máquinas atuais, que cobrem área maior. Outra vantagem das máquinas pequenas apontada pelo executivo será a eletrificação, que facilita a mudança no tipo de propulsor usado.

 

Gregory Riordan, diretor de tecnologias digitais, ressaltou que atualmente a tecnologia embarcada que será usada em tratores autônomos já está bem avançada, mas existem alguns entraves que a indústria precisa encarar e encontrar soluções, como conectividade e infraestrutura. Hoje a cobertura de 4G no campo está em torno de 1% e, no caso do 3G, não passa de 20%.

 

Outro ponto que o setor precisa evoluir é na geração e no armazenamento de dados, área que de acordo com Riordan é a mais avançada com relação ao futuro do agronegócio, mas que esbarra na análise das informações geradas pelas máquinas: “O grande desafio é avaliar todos os dados das máquinas e transformar tudo isso em informação útil para os agricultores, como uma possível melhora no desempenho de determinado equipamento”.

 

No Brasil e na América do Sul a legislação que regulamenta veículos e máquinas autônomas também precisa avançar para que eles possam operar.

 

Foto: Divulgação/Agrishow.

Grand Siena 2020 tem mudanças de design e novas cores

São Paulo – As concessionárias Fiat começam a receber a linha 2020 do sedã Grand Siena, que traz pequenas alterações de design – como a logomarca Fiat na tampa traseira, grade modificada e novas molduras do farol de neblina. Lanterna e faróis trazem, também, máscara negra, e as calotas foram renovadas.

 

São duas as versões: Attractive 1.0, por R$ 50 mil 490, e Attractive 1.4, por R$ 55 mil 590 — para esta é possível instalar, de fábrica, o kit GNV por R$ 690. Há ainda pacotes de opcionais para ambas as versões. Duas novas cores estão disponíveis para o cliente: vermelho, sólida, e cinza, metálica, que se juntam às preto e branca, sólidas, e prata, metálica.

 

De janeiro a julho foram licenciados 10,5 mil Grand Siena, de acordo com a Fenabrave.

 

Foto: Divulgação.

Nissan digitaliza manuais do proprietário

São Paulo – Estarão disponíveis, pelo endereço www.nissan.com.br/servicos/manuais, manuais do proprietário de todos os modelos Nissan, incluindo os fora de linha. A partir da linha 2020 o material impresso será entregue em versão reduzida, com 48 páginas, oferecendo apenas informações rápidas e importantes. O manual completo, bem como os livretos de garantia e manutenção, sistema de áudio e manual de segurança de trânsito, passarão a estar disponíveis apenas on line.

Testes da Ambev com elétricos VW superam as expectativas

São Paulo – Completou um ano a parceria da Volkswagen Caminhões e Ônibus com a Cervejaria Ambev para testar a viabilidade da aplicação de caminhões elétricos na operação de distribuição de bebidas em grandes centros. Em um ano o caminhão elétrico e-Delivery rodou mais de 15 mil quilômetros em São Paulo, reduzindo a emissão em mais de 11 toneladas de CO2 na atmosfera e o consumo de 3,3 mil litros de diesel, de acordo com as contas das duas empresas.

 

Segundo comunicado divulgado pela VWCO o caminhão em teste é recarregado com energia elétrica 100% proveniente de fontes limpas, como eólica e solar – e 43% da energia provém do sistema regenerativo de freios do e-Delivery. A Ambev instalou painéis solares em seu Centro de Distribuição na Mooca para gerar a energia necessária para recarregar a bateria do caminhão.

 

Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO, afirmou em nota que a primeira etapa dos testes superou as expectativas: “[Os testes] provaram que a tecnologia da VW Caminhões e Ônibus está na rota de desenvolvimento mundial e, mais do que isso, em plena viabilidade da aplicação elétrica junto com a Cervejaria Ambev”.

 

A Ambev deseja ter mais de um terço de sua frota, ou 1,6 mil caminhões, na forma de elétricos da Volkswagen até 2023. A companhia anunciou em julho que construirá trinta plantas solares pelo Brasil até março de 2020 para produzir a energia necessária para abastecer os caminhões e os seus 94 centros de distribuição no País.

 

Foto: Divulgação.

Prefeitura levará plano de contratação às montadoras de SBC

São Paulo – O movimento que envolve contratações de ex-funcionários da Ford Taboão pela General Motors de São Caetano do Sul, SP, deverá ser estendido às montadoras instaladas em São Bernardo do Campo, SP, em uma espécie de segundo movimento orquestrado pelo município para realocar os cerca de 1 mil funcionários que ficarão sem emprego depois que a montadora decidiu encerrar as atividades da fábrica de SBC.

 

De acordo com fonte ouvida por Agência AutoData bater na porta da GM, uma empresa instalada no município vizinho, fez sentido pelo fato da montadora ter a mesma origem da Ford: “Os funcionários estão acostumados com a cultura de uma empresa cuja matriz também está nos Estados Unidos. Isso faz diferença em um processo de adaptação dentro de uma nova organização”.

 

Dentre todas as empresas instaladas na região do ABCD Paulista, a General Motors é a que tem planejamento mais maduro com relação às demais em termos de ciclo de investimentos. A unidade de São Caetano do Sul receberá parte dos R$ 10 bilhões programados pela montadora para suas operações paulistas para produzir novos modelos.

 

A chegada de novos modelos e as obrigações impostas pelos termos do IncentivAuto, a política estadual para o setor automotivo, incidem sobre a montadora como demandas que justificam aumento do quadro de funcionários em breve. Hoje, na unidade, trabalham em dois turnos 8,5 mil trabalhadores na produção do Chevrolet Onix Joy, do sedã Cobalt, da picape Montana e da Spin.

 

Instalada em São Bernardo do Campo, a Scania é outra montadora que, assim como a GM, também está habilitada ao IncentivAuto e, em tese, tem condições de absorver outra parte dos trabalhadores ex-Ford – afora a produção do hatch Ford New Fiesta, encerrada no mês passado, na fábrica do Taboão também são produzidos veículos comerciais. A Scania anunciou R$ 1,4 bilhão para a unidade de SBC em ciclo que dura até 2024.

 

Mercedes-Benz, Toyota e Volkswagen são outras montadoras instaladas em São Bernardo do Campo e que automaticamente se credenciam a absorver parte dos trabalhadores da Ford dentro do programa da prefeitura.

 

Foto: Roberto Parizzoti/Divulgação.

General Motors absorverá parte dos funcionários da Ford Taboão

São Paulo – A General Motors sinalizou disposição em absorver em sua fábrica de São Caetano do Sul, SP, parte do contingente dos metalúrgicos da Ford Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, cuja produção, já em fase descendente, se encerrará até novembro. Houve uma primeira conversa sobre o tema na segunda-feira, 19, em reunião realizada na sede da GM, da qual participaram o prefeito de SBC, Orlando Morando Junior e Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul.

 

Neste primeiro momento a montadora acenou de forma positiva para a proposta da prefeitura de SBC. Segundo fonte ouvida por Agência AutoData, a GM achou conveniente proposta de contratação de um quadro que já passou por treinamento em linha de montagem de automóvel, e o cenário é aderente às pretensões futuras – uma vez signatária do IncentivAuto, deverá contratar, no mínimo, quatrocentos funcionários para ter acesso aos incentivos estaduais.

 

Em março a companhia confirmou investimento de R$ 10 bilhões, até 2024, nas fábricas instaladas em São Paulo, dentre elas a de São Caetano do Sul, que já está testando a linha onde será produzido o novo SUV Chevrolet Tracker.

 

“É uma excelente ideia. Primeiro porque são profissionais já treinados. Segundo, estamos fazendo um forte investimento e vamos precisar de talentos para operar. É um ganha-ganha tanto para São Bernardo do Campo quanto para a GM”, disse Zarlenga por meio de comunicado.

 

Na primeira semana setembro, de acordo com a fonte, deverá ser assinado documento que estabelece a contratação de funcionários que trabalharam na Ford. Ficará sob responsabilidade da prefeitura o cadastro dos trabalhadores e envio da lista à montadora, que fará a seleção do pessoal. Cerca de 1 mil pessoas foram demitidas da fábrica do Taboão, e a expectativa é a de que a GM dê preferência à contratação de uma parte desse total.

 

Foto: Adonis Guerra/SMABC/Divulgação.

Rota 2030 tem 43 empresas habilitadas

São Paulo – Com a inscrição das fabricantes de autopeças Jtekt e Litens Automotive chegou a 43 o número de empresas habilitadas ao Rota 2030, a nova política industrial para o setor automotivo que se transformou em lei no fim do ano passado. A habilitação das fornecedoras de componentes foi publicada no Diário Oficial da União da segunda-feira, 19.

 

No caso da Jtekt, que mantém produção em São José dos Pinhais, PR, o gerente financeiro Ricardo Rodrigues disse que observa oportunidades em possível cenário de nacionalização de componentes nos próximos anos. Segundo ele as montadoras, principal destino da sua produção no Paraná, devem apostar mais no conteúdo nacional, sobretudo naquele com maior índice de inovação:

 

“Há também interesse nos benefícios fiscais e em como eles podem tornar a indústria mais competitiva. Mas as empresas que atendem às montadoras também precisam acompanhar as tendências, pensar no que elas eventualmente podem passar a produzir no Brasil. Nesse sentido o Rota 2030 é importante para garantir recursos em novos projetos”.

 

A empresa fabrica sistemas de direção em jornada de três turnos, com quadro formado por 530 funcionários. Dentre os seus principais clientes estão Volkswagen – vizinha ao terreno da Jetkt em São José dos Pinhais –, Nissan, General Motors e Toyota. A empresa, fundada em 1921 no Japão, opera no Brasil desde 1998.

 

A Litens, por sua vez, mantém produção em Atibaia, SP, de tensionadores e sistemas de sincronismo para motores de automóveis com quadro formado por cem funcionários. A companhia integra a cadeia de fornecedores da Honda, de quem recebeu, em maio, prêmio de melhor fornecedor.

 

O Rota 2030 foi transformado em lei em dezembro, e o ritmo das adesões das empresas ao programa é considerado lento – alguns pontos do texto, sobretudo aqueles referentes às contrapartidas, não estariam claros para as empresas do setor automotivo. De fabricantes de veículos ainda não estão habilitadas Audi, BMW, Caoa, DAF, Ford, Honda, HPE, Hyundai, Jaguar Land Rover, Nissan, Toyota e Volkswagen Caminhões e Ônibus, segundo o Ministério da Economia. Mas todas elas já firmaram registro de compromisso, de acordo com informações disponíveis no portal do ministério.

 

De todo modo o governo federal segue recebendo pedidos de cadastro de projetos dedicados ao setor. Estes passam pelo crivo de um conselho gestor formado por gente da indústria, do governo e de entidades financeiras. O grupo se reuniu pela primeira vez em março, em Brasília, DF.

 

Foto: Divulgação.

BMW importa versão topo de linha do Z4

São Paulo – A versão topo de linha do BMW Z4, M40i, chegou à rede de concessionárias da marca no País. Importada da Áustria, de onde sai das linhas de Graz, o conversível custa apartir de R$ 384 mil 950.

 

De acordo com o diretor comercial Roberto Carvalho o lançamento “faz parte da ofensiva de mais de dez novos modelos M para o Brasil nos próximos meses, como forma de consolidar nossa liderança no mercado premium de automóveis do Brasil”.

 

Foto: Divulgação.

Audi lança versão comemorativa do A3 Sedan

São Paulo – Para celebrar seus 25 anos de operação no Brasil a Audi lançou versão comemorativa do A3 Sedan, seu único modelo nacional, batizada como Prestige Plus 25 Anos. Serão seiscentas unidades, equipadas com motor 1.4 TFSI Flex que alcança até 125 cv.

 

Tem como base o catálogo Prestige Plus, mas traz como diferencial o design especial dos faróis Full LED com regulagem de facho e setas direcionais dinâmicas, ponteiras cromadas nas saídas do escapamento, pacote interno e externo com pormenores cromados e aço escovado, volante multifuncional com base reta e sistema de abertura de portas sem chaves.

 

Segundo o presidente e CEO da Audi no Brasil, Johannes Roscheck, a edição especial deverá dobrar a capacidade de produção para o modelo em 2019.

 

Foto: Divulgação.