Vitória da oposição chacoalha a Argentina

São Paulo – A vitória da oposição argentina nas eleições primárias de domingo, 11, provocou turbulência na economia local e gerou impacto direto no setor automotivo. A disparada do dólar, já na manhã da segunda-feira, 12, valorizado em mais de 30% – segundo especialistas pelo temor do retorno ao poder de Cristina Kirchner, ainda que como vice-presidente na chapa encabeçada por Alberto Fernández –, fez com que as concessionárias locais interrompessem o faturamento de veículos até a situação acalmar e ser possível enxergar um cenário no horizonte de novo patamar da moeda estadunidense, segundo publicou o Autoblog.

 

As prévias mostraram ampla vantagem da chapa de oposição sobre a liderada por Mauricio Macri, o atual presidente que, com seu governo de tendências neobilerais tenta, sem sucesso, tirar o país da recessão. Uma vitória de Fernández era esperada, mas não com a grande superioridade: foram mais de 15 pontos porcentuais de distância, o que daria a vitória à chapa já no primeiro turno.

 

No acumulado do ano, ainda de acordo com a publicação local Autoblog, as vendas de veículos registram queda de 47% com relação ao mesmo período do ano passado, mesmo com o plano de descontos Juli0KM, estendido até o fim de agosto – e batizado de Agost0KM.

 

Na semana passada o presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira, Frederico Servideo, afirmou durante o Workshop AutoData Exportação que o impasse naquele país seguirá ao menos até novembro, quando as eleições de fato ocorrerem. Ele sinalizou também que a vitória da oposição poderia atrapalhar uma possível recuperação da economia local.

 

Com o dólar em disparada o Banco Central argentino precisou reagir e elevou mais uma vez sua taxa básica de juros, que agora chegou a 74% ao ano – 10 pontos porcentuais acima da anterior.

 

No Brasil a vitória da oposição também caiu como um duro golpe sobre o governo, que apoia Macri. Segundo o site do jornal O Globo o presidente da República, Jair Bolsonaro, ameaçou sair do Mercosul caso Kirchner vença – o que afetaria de forma direta os planos de longo prazo do setor automotivo e prejudicaria o andamento do acordo com a União Europeia, anunciado há pouco mais de um mês.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen promete Golf GTE até dezembro

São Paulo – A Volkswagen confirmou na segunda-feira, 12, a chegada da versão híbrida do Golf, a GTE, até o fim do ano às concessionárias da sua rede. O carro será importado da Alemanha, onde é produzido em Wolfsburg, sobre a plataforma MQB, a mesma utilizada para o Polo, Virtus, T-Cross e Golf com motor a combustão. O preço do veículo ainda não foi divulgado.

 

Esão nos planos da VW o lançamento de seis veículos híbridos e elétricos na região nos próximos cinco anos, com o Golf GTE sendo o pioneiro. De acordo com o comunicado o veículo tem autonomia de cerca de 50 quilômetros apenas com o motor elétrico em funcionamento. Sua autonomia total, incluindo o motor a gasolina, ultrapassa 900 quilômetros.

 

O Golf GTE tem dois motores: TSI a combustão de 1,4 litro, com 150 cavalos, e elétrico que gera  75 kW, ou 102 cavalos de potência. Para carregar toda a bateria são necessários, segundo a VW, 2 horas e 45 minutos em uma tomada convencional de 220 volts ou em uma estação de recarga. O componente pesa 120 kg, aproximadamente 8% dos 1 mil 524 quilos referentes ao peso total do carro.

 

O GTE tem transmissão automática DSG de seis marchas com função Tiptronic, desenvolvida especificamente para veículos híbridos. Essa transmissão, denominada DQ400E, possui três embreagens: duas atreladas ao motor a combustão interna e outra específica para o motor elétrico.

 

Foto: Divulgação.

Consórcios cresceram 15% no semestre

São Paulo – As vendas de novas cotas de consórcios cresceram 14,7% até junho na comparação com o mesmo período do ano passado, com 1,4 milhão de novos cotistas no sistema, segundo a Abac, entidade que representa o setor de consórcios. Em valor as vendas de novas cotas chegaram a R$ 61 bilhões, alta de 26,4% na mesma base comparativa.

 

O setor de veículos apresentou expansão de 12,3% nas vendas de novas cotas, acumulando 1,2 milhão. Os negócios durante o primeiro semestre cresceram 24,1%, chegando a R$ 16,2 bilhões.

Uberlândia tem nova concessionária Mercedes-Benz

São Paulo – O Grupo Tecar inaugurou concessionária Mercedes-Benz em Uberlândia, MG. A unidade se junta a outras revendas inauguradas em 2019, todas com a nova identidade visual da companhia. De acordo com Holger Marquardt, diretor de marketing de vendas de automóveis na América Latina e Caribe, essa é a estratégia da empresa:

 

“Essa é a nossa terceira loja com o novo padrão de identidade corporativa da marca, um conceito que continuará a ser aplicado em toda a rede. Na proposta trazemos mais elementos digitais para os nossos pontos de venda, que proporcionam experiências com maior conectividade para os clientes”.

 

A Tecar venderá todos os modelos da marca, incluindo os esportivos AMG e unidades seminovas, e oferecerá serviços de pós-vendas com maior estoque de peças.

 

Foto: Divulgação.

Toyota Yaris ganha espelhamento com smartphone

São Paulo – A central multimídia, compatível agora com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay — que espelham o smartphone na tela — é a novidade da linha 2020 do Toyota Yaris. A versão aventureira, a X-Way, agora tem opção de pintura em dois tons e nova roda exclusiva.

 

As concessionárias da Toyota serão abastecidas ao longo do mês com a linha 2020 do Yaris, mas os clientes já podem fazer suas reservas.

 

Em 2019 a versão hatch do Yaris registrou 20 mil 534 licenciamentos, sendo o vigésimo carro mais vendido no Brasil, e o sedã chegou a 17 mil 238 vendas, ocupando a vigésima-quarta posição do ranking, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave até julho.

 

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Quem já é cliente pode atualizar seu sistema multimídia atual por R$ 429,99 e espelhar o smartphone na tela do seu Yaris.

 

 

Veja abaixo as versões e os preços do Toyota Yaris:

 

Hatch

Yaris XL 1.3 MT             R$ 66 mil 490

Yaris XL 1.3 CVT           R$ 68 mil 590

Yaris XL 1.3 Plus Tech   R$ 71 mil 990

Yaris XS 1.5                 R$ 77 mil 990

Yaris X-Way 1.5            R$ 81 mil 990

Yaris XLS 1.5               R$ 83 mil 990

 

Sedã

Yaris XL MT                R$ 68 mil 490

Yaris XL CVT              R$ 69 mil 990

Yaris XL Plus Tech      R$ 75 mil 190

Yaris XS                    R$ 80 mil 990

Yaris XLS                  R$ 85 mil 990

 

Fotos: Divulgação.

FPT Industrial supera os 500 mil motores na América do Sul

São Paulo – A  FPT Industrial superou a marca de 500 mil motores produzidos na América do Sul. Segundo a companhia o resultado histórico só foi conquistado “por causa do empenho de duas unidades: Córdoba, Argentina, e Sete Lagoas, MG, que no ano passado produziram 42 mil 44 motores”. 

 

Com o volume do ano passado e o acumulado até julho a FPT Industrial chegou a 508 mil 511 unidades produzidas para o segmento de veículos comerciais e para aplicação na agricultura, na construção, na geração de energia e no segmento marítimo. No Brasil são produzidos os motores F1, NEF e S800 e na Argentina são feitos os NEF e Cursor.

 

Foto: Divulgação.

Audi traz o A4 Avant e o A5 Sportback S-Line

São Paulo – A rede de concessionárias Audi começou a vender o A4 Avant e o A5 Sportback S-Line, ambos equipados com motor 2.0 TFSI de 190 cv e câmbio automático S tronic de sete velocidades e dupla embreagem.

 

O A4 Avant é vendido por R$ 219 mil 990 e o A5 Sportback S-Line por R$ 248 mil 990.

 

Segundo Johannes Roscheck, CEO da Audi do Brasil, o A4 Avant é uma boa alternativa para a companhia no segmento de peruas, pouco explorado no Brsil. Já a nova versão do A5 completa o portfólio do modelo, com visual mais esportivo.

 

 

Foto: Divulgação.

Nissan usa drones para contagem de veículos em Resende

São Paulo – A Nissan já utiliza drones para a contagem do inventário de veículos produzidos na fábrica de Resende, RJ. De acordo com a empresa o uso do equipamento em dois pátios da unidade reduziu o tempo empregado na atividade e aumentou o nível de confiança da operação com dados mais precisos.

 

O sistema, instalado pela Ernst Young, identifica os veículos em imagens capturadas pelos drones e, por meio de sobreposição de fotos, faz a contagem das unidades em estoque. Antes, a contagem era manual exigia muitas checagens para reduzir a margem de erro.

 

Foto: Divulgação.

Venda direta: exagero ou nova realidade?

São Paulo – Apesar do discurso contrário dos concessionários, que procuram ao menos frear o avanço das vendas diretas no mercado brasileiro, a tendência é a de que a participação, na casa dos 45%, alcançada nos últimos meses se mantenha daqui para frente. AutoData conversou com executivos, analistas e pessoas ligadas à indústria e ao varejo para tentar medir o impacto nos negócios das montadoras e da rede e a opinião majoritária é que, sim, estamos no meio de uma mudança no modelo de negócio e as vendas diretas não devem recuar muito. Mas ainda há espaço para todos.

 

Até julho as vendas diretas cresceram 21% na comparação com os sete primeiros meses de 2018, chegando a 668 mil automóveis e comerciais leves. O varejo cresceu, no período, 3,5%, para 813,1 mil unidades. São consideradas vendas diretas, porém, aquelas em que a nota fiscal sai com o CNPJ da montadora – entram, aí, vendas a taxistas e PcDs, por exemplo, que são feitas dentro de uma concessionária.

 

Ainda não há dados concretos sobre vendas PcDs, mas estima-se que representem de 10% a 15% do mercado de automóveis e comerciais leves. O índice justifica a atenção das empresas que, na maior parte das vezes, busca oferecer versão especial para o público, com transmissão automática e preço inferior a R$ 70 mil, condição necessária para fazer valer os descontos tributários.

 

O que incomoda mesmo os concessionários é o avanço das locadoras. São elas que fazem encomendas grandes e conseguem generosos descontos nesses lotes, que contribuem para o bom funcionamento das fábricas. A encrenca é que esses modelos retornam ao mercado de seis meses a um ano depois, como seminovos. A Localiza, por exemplo, comercializou 33,1 mil seminovos no segundo trimestre, volume 40% superior ao mesmo período de 2018. A receita da companhia com a revenda de veículos foi superior a conquistada com o aluguel, em tese o seu principal negócio.

 

Mas, para as montadoras, o negócio compensa. Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul, disse, sobre o desempenho do Chevrolet Onix, modelo mais vendido no mercado brasileiro tanto no varejo quanto nas vendas diretas – até julho foram 59 mil 354 unidades que saíram com a nota com o CNPJ da fabricante, 48,5% a mais do que no mesmo período do ano passado: “É um modelo que tem forte aderência às demandas das empresas frotistas”.

Segundo o executivo a venda direta é uma realidade e precisa ser vista como oportunidade de negócios no mercado de veículos: “Ainda que o veículo seja vendido pela montadora ele passa pela concessionária, onde podem ser aplicados modelos de negócios que aumentem a rentabilidade do negócio”.

 

Mauro Correia, presidente do Grupo Caoa – que administra, além da fabricação de veículos Hyundai e Caoa Chery, redes Ford, Hyundai, Subaru e Caoa Chery – concorda que é preciso evoluir o modelo de negócio atual praticado pelo varejo de veículos, mas acredita que o processo já acontece de forma gradual: “A maioria dos grupos concessionários iniciaram processo de digitalização, por exemplo. De qualquer forma, é fundamental que haja isonomia na relação comercial rede-montadora”.

 

Charlie Gilchrist, chairman da NADA, associação das concessionárias dos Estados Unidos, contou que no mercado da América do Norte existe “forte diálogo” da rede com fabricantes, e que o avanço dos serviços nos pontos de venda rumo ao universo da digitalização e oferta sob demanda é um futuro inevitável.

 

Foto: Divulgação.

Lexus registra vendas maiores na América Latina

São Paulo – A Lexus vendeu 10% mais carros no primeiro semestre na comparação com igual período no ano passado. Os licenciamentos da divisão de luxo da Toyota, até junho, chegaram a 360 mil 45 unidades no mundo. Segundo a empresa houve aumento da demanda pelos modelos ES 300h e UX 250h na China.

 

Segundo comunicado, houve mais vendas na América do Norte, chegando a 148 mil 521 unidades, crescimento de 1%. Na América Latina, 1,3 mil unidades, alta de 16%. No Brasil foram vendidas 457 Lexus no primeiro semestre, volume que representou 35% das vendas totais no mercado latino-americano.