Mercosul e União Europeia fecham acordo comercial

Imagem ilustrativa da notícia: Mercosul e União Europeia fecham acordo comercial
CompartilheComércio Exterior
28/06/2019

São Paulo – Após vinte anos de longas negociações os blocos econômicos Mercosul e União Europeia entraram em acordo, enfim, para o tratado de livre-comércio. O anúncio foi oficializado em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na tarde da sexta-feira, 28.

 

Segundo a nota os dois blocos representam cerca de 25% do PIB mundial e um mercado de 780 milhões de pessoas. Para o Brasil o benefício direto é a eliminação de tarifas para exportação de suco de laranja, frutas e café solúvel, além de redução de tarifas de exportação de 100% dos produtos industriais.

 

Até o fechamento da reportagem, porém, os pormenores do acordo não haviam sido revelados. Sabe-se que a indústria automotiva pleiteava um período de transição de até dez anos antes do livre-comércio de fato, com redução gradual das tarifas de importação até que se equalize a competitividade da indústria local.

 

Em nota a CNI, Confederação Nacional da Indústria, classificou o acordo como “o mais importante acordo de livre comércio que o Brasil já firmou, pois abre o mercado europeu para bens agrícolas e prestadores de serviços brasileiros”. Segundo a entidade os produtos daqui passarão a ter acesso preferencial a 25% do comércio do mundo com redução ou isenção de imposto de importação, frente aos 8% de atualmente.

 

“O acordo reduz, por exemplo, de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico.”

 

Dos 1 mil 101 produtos que o Brasil tem condições de exportar para a União Europeia 68% enfrentam tarifas de importação ou cotas, segundo um estudo da CNI.

 

Procurada, a Anfavea afirmou que se manifestará apenas na sua próxima entrevista coletiva à imprensa, agendada para a quinta-feira, 4. Mas em declarações recentes o presidente Luiz Carlos Moraes sinalizou apoio aos acordos comerciais, de forma a abrir novas frentes de exportação para a indústria brasileira – sempre com a ressalva da competitividade.

 

Foto: Andrzej Rembowski/Pixabay.