Argentina segue sem perspectiva de recuperação

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05/08/2019

São Paulo – O cenário futuro no curto prazo para a situação econômica da Argentina segue pessimista, segundo Frederico Servideo, presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira. Ele não vê perspectiva de melhoras ao menos até outubro, quando será realizado o primeiro turno da eleição para presidente.

 

“Teremos mais 75 dias de agonia. Se as eleições não forem decididas no primeiro turno, esse impasse continuará até o fim de novembro, quando o povo votará em seu candidato no segundo turno”.

 

Para Servideo desenhou-se dois cenários, cada um com 50% de chances de vitória. "No mais alarmante a oposição assumirá o governo com prática mais populista, o que trará uma série de impactos negativos na economia, fazendo com que o país demore alguns anos para voltar à rota do crescimento".

 

No outro cenário o presidente da Câmara de Comércio Argentino Brasileira considera uma vitória de Maurício Macri, atual presidente. Neste caso a expectativa de Servideo é a de que o PIB argentino volte a crescer de 2% a 3% a partir de 2020, com a inflação em recuo ano após ano e o retorno do País ao ritmo esperado. Questionado sobre uma possível recuperação do setor automotivo no país ele foi taxativo:

 

“Ainda bem que existem outros mercados na região. A indústria automotiva brasileira está mais do que certa em procurar novos mercados para exportar e depender cada vez menos da Argentina, porque as incertezas que cercam o país ainda são muito grande e, mesmo diante desses dois cenários, não sabemos ao certo o que acontecerá daqui para a frente”.

 

A médio e longo prazos, com as questões políticas atuais solucionadas, a expectativa do presidente da Câmara de Comércio é a de que a Argentina volte a ser um país interessante para receber novos investimentos: “Temos setores que são muito fortes ali. No longo prazo eles crescerão e puxarão outras áreas para cima”.

 

Com relação ao acordo com a União Europeia Servideo aposta em uma sintonia maior de Brasil e Argentina para que sejam mais competitivos: “As cadeias produtivas precisam se integrar  para que novas oportunidades apareçam. Questões simples também precisam ser solucionadas para que os países tenham um relacionamento comercial melhor e que desenvolvam o real potencial econômico que possuem”.

 

Fotos: Christian Castanho.