Adefa: indústria argentina segue sem reação.

São Paulo – A produção argentina de veículos apresentou recuo de 9,5% em julho, comparada com junho, apesar do crescimento das vendas impulsionado pelos planos de desconto Juni0KM e Juli0KM, esforço conjunto da indústria com o governo local. Segundo a Adefa, entidade que representa as montadoras argentinas, saíram das linhas de montagem 21 mil 646 mil veículos no mês – que, comparado com julho de 2018, representa queda de 47,8%.

 

Em nota o presidente Luiz Fernando Pelaez Gamboa justificou: “A melhoria dos volumes não é registrada na produção devido à sazonalidade e à interrupção na produção de algumas fábricas para férias e manutenção”.

 

No acumulado do ano foram produzidos 182,8 mil veículos, recuo de 35,6% com relação às 284,1 mil unidades fabricadas de janeiro a julho de 2018.

 

As exportações cresceram em julho com relação a junho – 14,4%, para 19,9 mil veículos –, mas recuaram 21,5% na comparação com junho de 2018. No ano a queda chega a 13,2%, com 127,6 mil veículos enviados a outros mercados.

 

Foto: Divulgação.

Renault lança Duster GoPro

São Paulo – A Renault lançou o Duster GoPro, uma versão limitada equipada com uma câmara GoPro Hero 7 Black que traz, no interior, um suporte para a GoPro instalado no para-brisa.

 

Por fora a versão traz algumas mudanças no visual: kit alargador de para-lamas, proteção de para-choque frontal com faróis de longo alcance, barras de teto na cor preta e adesivo GoPro abaixo dos retrovisores.

 

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O Duster GoPro será vendido em duas versões, a 1.6 CVT X-Tronic e a 2.0 4×4, sendo que na última as rodas também são exclusivas. A central multimídia usada será a Media Evolution, com Android Auto e Apple Carplay.

 

Veja o preço de cada versão:

Duster GoPro 1.6 CVT     R$ 81 mil 890

Duster GoPro 2.0 4×4     R$ 85 mil 790

 

Foto: Divulgação.

Produção de veículos cresce 8%

São Paulo – A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus cresceram 8,4% em julho, comparada com a de mesmo mês do ano passado. Segundo a Anfavea saíram das linhas de montagem 266,4 mil unidades, volume que também superou, em 14,2%, a produção de junho.

 

O presidente Luiz Carlos Moraes destacou o desempenho no acumulado do ano, cuja alta chegou a 3,6% no janeiro a julho com relação aos sete primeiros meses de 2018: “Melhorou um pouquinho com relação ao resultado do primeiro semestre. É um bom resultado, considerando o cenário que encontramos na economia”.

 

Foram produzidos até julho 1 milhão 740 mil veículos. A projeção para o ano é de 3 milhões 140 mil unidades, um avanço de 9% sobre o ano passado.

 

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O ritmo de crescimento da produção, mais lento do que o projetado, pode ser acelerado caso o governo atenda aos pleitos da indústria no sentido de alavancar as exportações – é a queda nas vendas externas que vem prejudicando o desempenho das linhas de produção das montadoras, uma vez que o mercado doméstico segue em trajetória ascendente.

 

Está nas mãos do governo federal um plano de fomento à exportação de veículos com base em elevação do Reintegra, um crédito tributário para a exportação, que resolveria parte da falta de competitividade da indústria nacional com relação aos seus principais concorrentes no jogo internacional. A expectativa dos executivos do setor é a de que o governo sinalize, positivamente, até o fim do mês.

 

A Anfavea trouxe novos números na terça-feira, 6. Uma simulação apontou que a cada R$ 100 milhões em crédito tributário de exportações retidos pelos governos federal e estaduais cerca de R$ 20 milhões são perdidos em operações financeiras e custo de capital: “Perdemos 20% do valor exportado com a retenção de créditos tributários”.

 

Em junho a indústria tinha, no total, R$ 13 bilhões em crédito retido em governos estaduais e federal. Só de ICMS em São Paulo, importante polo exportador, o valor superava os R$ 5 bilhões no mês passado.

 

Foto: Divulgação.

Argentina perde relevância nas exportações

São Paulo – Dos 264,1 mil veículos exportados pelas fábricas brasileiras de janeiro a julho, 149 mil tiveram como destino o mercado argentino – ou 55% do total. Como os embarques para aquele país recuaram 51%, ritmo mais acelerado do que a queda de 38,4% nas exportações totais, a participação do principal cliente dos carros brasileiros caiu 20 pontos porcentuais, reduzindo sua relevância na pauta brasileira de exportação de veículos.

 

Os dados são da Anfavea e foram divulgados na terça-feira, 6, em seu balanço mensal. Outros mercados ganharam participação nesse período, apesar dos volumes ainda pequenos: para a Colômbia as exportações triplicaram e chegaram a 30,1 mil unidades, ou 11% do total dos embarques – há um ano essas vendas representavam 3% do total.

 

Ao México, país com o qual o livre-comércio entrou em vigor, as exportações cresceram 50% no janeiro a julho, para 38,7 mil unidades. É o segundo mercado mais relevante para as exportações brasileiras, com 14% dos embarques – há um ano era 6%.

 

Os esforços das montadoras em diversificar os destinos das vendas externas começaram a aparecer em julho, quando foram embarcados 42,1 mil veículos, 4,2% a mais do que em junho. Comparadas com julho do ano passado, porém, as exportações caíram 15,3%.

 

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Em valores o saldo também ficou negativo na comparação anual, com US$ 909,5 milhões de receita em julho – 26,8% abaixo de julho do ano passado mas 10% acima de junho. No ano as fabricantes faturaram US$ 5,9 bilhões com as vendas externas, 38,1% a menos do no janeiro-julho de 2018.

 

Foto: José fernando Ogura/ANPr.

Vendas de usados crescem 2% no ano

São Paulo – As vendas de veículos usados, até julho, chegaram a 8 milhões 182 mil 309 unidades, contra 8 milhões 9 mil 638 unidades no mesmo período de 2018, alta 2,2%, segundo a Fenauto, entidade que representa os revendedores de seminovos e usados.  

 

Em julho foram comercializados 1 milhão 334 mil 32 veículos, crescimento de 11,1% com relação a julho do ano passado — ante junho passado houve alta de 24,5%, que segundo a Fenauto foi puxada pelos dois dias úteis a mais.

 

Ilídio dos Santos, presidente da entidade, disse que o crescimento registrado em julho mostra que a confiança do consumidor está aumentando, mas que a cautela para os próximos meses ainda é necessária:

 

“Esses resultados indicam que um certo ânimo pode estar se consolidando e as incertezas sobre o futuro próximo começam a ser menores. Devemos lembrar que embora a economia ainda não tenha deslanchado como esperávamos já tivemos a aprovação preliminar da reforma da Previdência, o que esperamos possa ser o início de um ciclo mais duradouro de aquecimento dos negócios”.

Indústria de chassis recua 6% até julho

São Paulo – A produção nacional de chassis de ônibus até julho ficou 6,2% menor do que no mesmo período do ano passado, com 16 mil 704 unidades fabricadas, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na terça-feira, 6. Em julho foram produzidos 2 mil 640 chassis, queda de 7,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado e alta de 11,2% ante junho.

 

As vendas no acumulado do ano cresceram 54,2%, puxadas pela maior demanda por chassis de ônibus urbanos, 11 mil 434 unidades. Considerando apenas julho foram vendidas 1 mil 811 chassis, alta de 19,5% ante junho e queda de 1,8% com relação ao mesmo mês de 2018.

 

Foram exportados 4 mil 309 chassis até julho, queda de 17,8% com relação ao primeiros sete meses do ano passado. Em julho as exportações chegaram a 512 unidades, queda de 15,1% ante junho e alta de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Vendas de caminhões superam o volume de todo 2017

São Paulo – Em sete meses de 2019 o mercado brasileiro de caminhões registrou vendas superiores a todo 2017. Segundo a Anfavea foram comercializados 55 mil 720 caminhões de janeiro a julho — em todo 2017 foram 51,9 mil caminhões emplacados. Os dados foram divulgados na terça-feira, 6, pelo presidente Luiz Carlos Moraes.

 

Na comparação com janeiro a julho do ano passado houve expansão de 44,3% nas vendas de caminhões. Considerando apenas o mês de julho, foram licenciados 8 mil 941 caminhões — o melhor julho desde 2014 — com crescimento de 16,3% ante junho e de 35,7% com relação ao mesmo mês do ano passado.

 

Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor de caminhões, disse que o crescimento no ano ainda está sendo puxado pelo segmento extrapesado, porém outros segmentos começam a mostrar bons sinais de recuperação: “As vendas de pesados estão indo bem há alguns meses e o segmento médio também mostrou números melhores. Só o segmento leve ainda não se recuperou como esperávamos”.

 

O presidente Moraes, disse que o agronegócio segue criando impacto positivo sobre o segmento de caminhões, com a expectativa de um novo recorde na safra de grãos em 2019, que pode chegar a 240 milhões de toneladas: “Essa safra de grãos precisa ser transportada e, para isso, a demanda por caminhões crescerá, principalmente no segmento extrapesado”.

 

Acompanhando a expansão das vendas a produção até julho foi de 66 mil 314 caminhões, alta de 13,5% com relação ao mesmo período do ano passado. Em julho foram produzidas 10 mil 918 unidades, crescimento de 9,3% ante o mês anterior e de 23,3% na comparação com julho de 2018. Para o resto do ano a expectativa de Moraes é a de que as vendas de caminhões fiquem ainda mais aquecidas com a Fenatran, feira dedicada ao setor, sendo um bom momento para as montadoras fecharem novos negócios e lançarem tecnologias, serviços e produtos.

 

As exportações até julho somaram 7 mil 501 caminhões, queda de 54,6%, causada, principalmente, pela crise econômica na Argentina — como com os automóveis. Em julho as vendas para outros países chegaram a 1 mil 510 unidades, queda de 29,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado e crescimento de 44,5% ante junho.

 

Foto: Divulgação.

Licenciamentos: melhor julho desde 2014.

São Paulo – Os 243,6 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados no mês passado representaram o melhor volume para um julho desde 2014, segundo cálculos da Anfavea, que divulgou os resultados da indústria automotiva na terça-feira, 6, em São Paulo. O desempenho superou em 12% as vendas de julho do ano passado e em 9,1% as de junho, que teve três dias úteis a menos.

 

No acumulado do ano foram comercializados 1 milhão 551 mil 788 veículos, crescimento de 12,1% com relação aos primeiros sete meses do ano passado. O mercado mantém ritmo mais acelerado do que as projeções da Anfavea, que indicam avanço de 11,4% nas vendas de veículos para o ano, com 2 milhões 860 mil unidades.

 

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Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, os estoques seguem níveis adequados às necessidades da indústria. Ao fim do mês passado os pátios das fábricas guardavam 138,5 mil veículos e o das concessionárias 181,9 mil unidades, somando 320,4 mil veículos em estoque – o suficiente para abastecer 39 dias de vendas do mercado brasileiro.

 

Foto: Divulgação.

Setor de máquinas mira o mercado externo

São Paulo – A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias em julho somou 6 mil 194 unidades, alta de 40,2% na comparação com junho, resultado do crescimento do volume exportado para países como Estados Unidos, México e Peru, de acordo com o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto. Segundo ele, as empresas estão fazendo um esforço maior para ampliar as vendas a outros mercados, para compensar o mercado interno em retração.

 

Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve recuo de 8,1%, mesmo índice de queda no acumulado do ano, que registrou 30 mil 918 máquinas produzidas em sete meses. Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a queda no acumulado está dentro da previsão:

 

“O resultado no acumulado ainda é influenciado por um primeiro semestre fraco, mas acredito que recuperaremos os volumes até dezembro e, talvez, tenhamos resultado melhor do que o projetado”.

 

As vendas até julho foram de 23 mil 754 unidades, contra 24 mil 601 máquinas em igual período do ano passado, retração de 3,4%. Para Moraes a situação está sob controle e a expectativa é a de que até dezembro o setor registre crescimento nos licenciamentos: “Algumas compras estão paradas aguardando aprovação de financiamento. Até dezembro o setor deve reverter esse cenário”.

 

Considerando apenas o mês passado foram comercializadas 3 mil 924 unidades, queda de 17,2% com relação a julho de 2018 e de 9,4% ante junho passado.

 

As exportações de julho chegaram a 1 mil 438 máquinas, alta de 60,1% na comparação com junho, puxada pelo trabalho que as empresas fizeram para conseguir aumentar suas vendas externas. Com relação ao mesmo mês do ano passado houve crescimento de 18,3% e, no acumulado do ano, a expansão foi de 1,3%, com 7 mil 513 unidades comercializadas para outros países.

 

Foto: Divulgação.

México deve servir como inspiração para o Brasil

São Paulo – No âmbito das exportações o Brasil precisa se equiparar ao seu parceiro comercial, o México, em termos produtivos e ir além em questões tributárias. O ponto de vista defendido por Roberto Tavares, consultor da área fiscal automotiva da PwC, é considerado chave para que o País siga na busca de investimentos das matrizes das montadoras que mantêm produção aqui.

Na área produtiva, Tavares citou a criação de mecanismos fiscais que facilitem a importação de tecnologia análoga ao negócio automotivo: “Não estou falando de máquinas e equipamentos, estou falando, por exemplo, de software de gestão e outros sistemas sobre os quais incidem tributação. No México, China ou Coreia do Sul essas ferramentas são consideradas parte do processo de fabricação”.

O especialista disse, ainda, durante o Workshop AutoData Exportação: A Nova Prioridade da Indústria, realizado na segunda-feira, 5, no Milenium Centro de Convenções, em São Paulo, que na esfera tributária um exemplo mexicano a ser seguido pelo governo brasileiro – que desenha, neste momento, um modelo de reforma fiscal – é o de diminuir o número de encargos que incidem sobre a folha de pagamentos:

“No México são três os encargos, enquanto no Brasil são dez. Desonerar a folha foi uma das primeiras medidas adotadas pelos países com quem competimos nas exportações, e hoje vemos que são mercados mais desenvolvidos e que seguem dentro dos ciclos de investimentos”.

Foto: Christian Castanho.