VWCO vende 140 chassis para carro forte da Protege.

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou na sexta-feira, 26, a venda de 140 unidades de carros fortes montados sobre novo chassi, o 9.160 CE, para a empresa de segurança Protege. Por meio de comunicado a companhia informou que trata-se do único modelo no País com opção de transmissão automática.

 

A caixa automática que integra o veículo é produzida pela Allison, e a ZF é a fornecedora da versão manual. O motor é o Cummins 3.8 de 162 cavalos. Segundo a VWCO a Protege participou de todas as etapas do desenvolvimento do novo chassi e recebeu a primeira unidade para avaliar seu desempenho. A capacidade do veículo é para transportar peso bruto total de 9,5 toneladas.

 

Foto: Divulgação.

Ford Taboão: todos com os olhos no BNDES.

São Paulo – Enquanto a cortina vai se fechando na fábrica da Ford de São Bernardo do Campo, SP, os interessados na compra da unidade – governo do Estado, município e Caoa – estreitam o cerco em torno do BNDES, onde buscam recursos para financiar um novo empreendimento no local que já encerrou a produção do hatch Fiesta e aguarda o fim do estoque de peças para encerrar a produção de caminhões.

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem sido cortejado pelos envolvidos desde maio. João Doria, governador de São Paulo, esteve com o ministro em duas oportunidades em São Paulo, em almoço na Fiesp e durante reunião no escritório do ministério na cidade. Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente da Caoa, se encontrou com o ministro em três oportunidades, uma delas com representantes do BNDES, em junho.

 

Na quarta-feira, 24, foi a vez de Orlando Morando, prefeito de SBC, ir ter com o ministro em Brasília, DF. O prefeito aproveitou reunião de gente do ministério com prefeitos de São Paulo sobre reformas tributária e previdenciária para solicitar o apoio do BNDES no negócio envolvendo a fábrica do Taboão. Segundo Morando, por meio de comunicado, Guedes se mostrou “preocupado com tudo o que envolve a fábrica” e que o banco “tem disposição em ajudar o grupo interessado na compra”.

 

Os encontros estariam sendo realizados como forma de persuadir o Ministério da Economia a tornar viável linha de crédito para o fincanciamento da compra da fábrica da Ford no ABC Paulista. Fonte ouvida pela Agência AutoData disse que Guedes estaria relutante em aceitar os termos estabelecidos pela Caoa porque seguem na contramão daquela que é uma das bandeiras da política econômica do atual governo, que é o corte de gastos por meio, dentre outras coisas, fim aos subsídios.

 

Em reunião recente representantes da Caoa se reuniram com funcionários do BNDES em tono de uma linha de crédito de R$ 3 bilhões, mas, segundo a fonte, as pessoas ligadas à montadora “não sentiram muita firmeza” na contraproposta que ouviram do banco, que se mostrou inclinado a oferecer uma linha de crédito com valores mais modestos do que a Caoa acredita ser ideal para o fechamento do negócio.

 

Ninguém confirma o valor envolvido no negócio Ford, mas é certo que a empresa que comprar a fábrica do Taboão terá de desembolsar mais de R$ 1 bilhão se for conveniente enquadrar-se no IncentivAuto, a política estadual de incentivos ao setor automotivo.

 

O fato de Paulo Guedes reservar tempo para ouvir o que tem a dizer o tripé Estado-município-Caoa sobre a fábrica da Ford mostra que o governo, via BNDES, estaria disposto a colaborar com a realização do empreendimento, e também a colaborar com os assuntos ligados ao setor automotivo, algo que, segundo a fonte ouvida por AutoData, não vinha acontecendo a respeito das pautas setoriais.

 

Com o início dos trabalhos do atual governo, em janeiro, muitas montadoras procuraram o Ministério da Economia para apresentar seus pleitos regionais e as empresas teriam recebido negativas a respeito da concessão de benefícios fiscais. Tanto que a General Motors, dentre outras, teve que recorrer aos estados para solicitar incentivos e, assim, anunciar novos investimentos. Desse movimento, por exemplo, surgiu o IncentivAuto, em março.

 

Em março, ainda, o ministro chegou a receber representantes da Anfavea para tratar das reformas e do acordo comercial com a União Europeia, que viria a ser assinado em junho, e depois desse compromisso as conversas do setor com o ministério minguaram.

 

Em julho, no entanto, houve uma espécie de retomada, e o ministro recebeu em seu gabinete Carlos Zarlenga, presidente da General Motors na América do Sul, e Barry Engle, presidente da montadora para as Américas, para tratar da exportação de veículos e do ajuste no imposto de importação – um pleito setorial encabeçado pela GM em Brasília.

 

A busca por recursos no BNDES correm em paralelo com conversas mantidas por Caoa na Ásia para conseguir capital chinês e, assim, fechar o negócio com a Ford pela fábrica do Taboão. O assunto é considerado chave e a complexidade em torno das negociações levaram o governo de São Paulo a trabalhar com um novo prazo para o desfecho da aquisição: o que era esperado para acontecer em junho acabou sendo protelado para dezembro, com o endosso da Ford, inclusive. A novela segue.

 

Foto: Divulgação.

Exportações da Dana avançam 20 pontos em quatro anos

Caxias do Sul, RS – A crise econômica que se acentuou a partir de 2015 foi determinante para que a Dana do Brasil adotasse política mais consistente para atuar no mercado externo. Como decorrência de nova estratégia a participação das exportações no faturamento saltaram de 10%, em 2015, para atuais 30%. Em 2018 as vendas externas aumentaram 22,5% sobre o ano anterior.

 

Na avaliação de Raul Germany, country leader da organização, o volume de embarques para o exterior seguirá crescendo, mas sem alterar a participação no faturamento, pois projeta recuperação lenta, porém gradual, do mercado doméstico. Dentre as ações para manter o ritmo a empresa expandirá a atuação para novos mercados e ampliará a presença nos já tradicionais.

 

O mercado original absorve praticamente todos os volumes exportados, destacando-se o fornecimento a fabricantes de SUV’s e comerciais acima de 6 toneladas. Os principais países compradores são os Estados Unidos, respondendo por 47% do total, com Argentina na sequência, com 27,5%, e o México com 10,5%. Os demais têm participação inferior a 5%. No total são 21 países, nos cinco continentes, para onde seguem juntas homocinéticas para cardans, componentes para eixos cardans, de vedação e de diferencial, e eixos dianteiros não-tracionados.

 

De acordo com Germany a exportação é tratada, na empresa, com foco estratégico e não apenas como algo pontual, de forma a compensar quedas internas. Neste sentido a busca pela melhoria da eficiência é fundamental para elevar a competitividade. Ainda destacou que oportunidades foram surgindo para novos produtos, como o fornecimento de juntas homocinéticas para os Estados Unidos. Ainda que o câmbio seja um componente sobre o qual as empresas não têm controle o momento atual favorece as exportações, disse Germany. Mas lembrou que é necessário equacionar o Custo Brasil para evitar que o câmbio, de hora para outra, torne-se impeditivo para exportar.

 

Os resultados positivos tiveram reconhecimento com a conquista, pela décima-primeira vez, do Prêmio Exportação RS, concedido anualmente pela ADVB/RS, Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil. Nesta edição a Dana despontou na categoria Trajetória Exportadora Master, em que foram listadas, dentre as cinquenta maiores empresas exportadoras do Rio Grande do Sul, as cinco com melhor desempenho no período 2015 a 2018. Com operações em Gravataí, RS, Campinas, Jundiaí, Limeira e Sorocaba, SP, e 3 mil funcionários, a Dana celebrou, em 11 de julho, 72 anos de atividades no Brasil.

JCB produzirá novas máquinas no Brasil

São Paulo, SP – A JCB anunciou, no começo do mês, investimento de R$ 100 milhões para a sua fábrica de Sorocaba, SP, e que o valor seria usado para aumentar a capacidade produtiva da unidade. Mas, segundo Alisson Brandes, seu diretor de vendas e maketing no Brasil, a companhia também tem outros planos: “Parte desse valor será usado para preparar a fábrica para produzir novos modelos, que serão nacionalizados. Este é um de nossos focos até o fim de 2021 e já temos algumas conversa em andamento”.

 

Brandes acredita que a demanda por máquinas no Brasil terá uma grande expansão nós próximos três anos, assim como em outros mercados da região, e, por isso, a projeção da companhia é ampliar em 50% a capacidade produtiva da fábrica e aumentar a oferta de produtos. A JCB também quer melhorar a infraestrutura da unidade brasileira e modernizar o ferramental usado nas linhas de produção.

 

Atualmente a unidade de Sorocaba opera em dois turnos completos e um terceiro turno específico para a produção de componentes que vai até as 22h00. A partir do ano que vem, porém, quer aumentar o número de funcionários para produzir mais.

 

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As projeções de mercado que a JCB faz apostam na aprovação da reforma da Previdência, que na visão de Brandes já está praticamente aprovada e, depois dela, a reforma tributária, para que o mercado movimente novos investimentos em áreas que demandam por máquinas e melhore a confiança dos empresários, o que resultará no avanço desses setores:

 

“Saindo a reforma da Previdência o mercado poderá até mudar de comportamento, pois o último trimestre, que costuma ser mais fraco, pode ter um ritmo bem acima do normal, com empresas comprando máquinas para apoiar as maiores demandas em 2020”.

 

Com essa perspectiva para o segundo semestre a JCB espera crescimento do mercado de até 30% este ano contra 2018, chegando a 15,5 mil máquinas comercializadas, e que as venda da companhia tenham alta de 40%, na mesma base comparativa. Mas Brandes não revelou os números.

 

Fotos: Divulgação.

Pesquisa aponta desejo de compra dos consumidores até dezemebro

São Paulo, SP – A Webmotors divulgou pesquisa sobre a intenção de compra e venda de veículos dos brasileiros no segundo semestre deste ano, depois de ouvir quase 5 mil usuários da sua plataforma online.

 

De acordo com a pesquisa 68% dos ouvidos já têm carro e, destes, 79% têm interesse em trocar de veículo até dezembro. 32% dos entrevistados não têm carro mas 71% deles planejam comprar um veículo até o fim do ano. Em ambos os casos mais de 70% dos entrevistados disseram que não fazem questão de comprar um veículo 0 KM.

Cesvi Brasil registra avanço na produção de pneus

São Paulo, SP – O Cesvi Brasil, Centro de Experimentação e Segurança Viária, relatou algumas soluções e tecnologias que a indústria nacional de pneus está aplicando em seus produtos para que sejam cada vez mais seguros e ofereçam melhor dirigibilidade e conforto.

 

De acordo com o Cesvi uma das medidas mais relevantes é o pneu verde, que ajuda o carro a ser mais econômico por usar novas misturas em seus compostos: suas estruturas foram criadas para reduzir o esforço de rolagem do veículo.

 

Outra novidade é o pneu run flat, já usado por algumas montadoras como item de série, que consegue rodar a até 80 km/h mesmo furado até que o motorista tenha um lugar seguro para fazer troca ou reparo. Isso é possível porque o pneu tem lateral reforçada e estrutura que suporta o peso do veículo mesmo sem ar.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo projeta alta de 10%

São Paulo, SP – A Marcopolo vendeu, este ano, 3 mil 3 ônibus até junho e registrou alta de 7,4% no primeiro semestre ante igual período de 2018, mas de acordo com Rodrigo Pikussa, diretor do negócio ônibus da companhia, a projeção para o segundo semestre é crescer ainda mais: “A expectativa é de crescer 10% em 2019, superando um pouco os volume consolidados até o primeiro semestre”.

 

Para que isso aconteça ele acredita que a Marcopolo tem boas oportunidades em alguns segmentos como o de ônibus urbanos — e algumas negociações já estão em andamento –, assim como no de veículos rodoviários, no qual projeta grandes entregas até dezembro. Por outro lado nem todos os segmentos poderão ajudar a empresa a crescer no segundo semestre:

 

“A grande diferença de um período para o outro é que agora não teremos mais as vendas para o programa do governo Caminho da Escola, porque grande parte das entregas foi feita até junho. Existe a expectativa de que o governo faça outra licitação do programa até dezembro, mesmo em um período de restrições no orçamento. Mas, caso isso aconteça, refletirá nos números de 2020”.

 

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De janeiro a junho os negócios da Marcopolo foram impulsionados pelo programa governamental, mas também por outros segmentos, como o de urbanos, que teve demanda maior por causa da renovação de frota feita em algumas cidades, como Curitiba, PR, São Paulo, Recife, PE, e Rio de Janeiro, RJ. Segundo Pikussa 47,6% dos negócios da companhia no semestre foram realizados no segmento de urbanos.

 

Exportações
A Marcopolo vendeu 1 mil 320 unidades para outros países até junho, volume menor do que o registrado no primeiro semestre do ano passado. A queda foi causada pela crise economica na Argentina e por demanda menor de mercados importantes na América do Sul, mas o executivo espera a recuperação nas vendas externas até dezembro para que a empresa aumente suas exportações na comparação com 2018:

 

“O primeiro semestre do ano passado foi puxado por grandes negócios fechados na África e a nossa expectativa é a de que isso também aconteça no segundo semestre deste ano, ajudando a companhia a conquistar o crescimento esperado. Também esperamos maiores demandas de mercados importantes na América do Sul, como Chile, Peru e Paraguai”.

 

Fotos: Júio Soares/Douglas Melo.

Cummins não abandonará o diesel

São Paulo – Quem passa pela Rodovia Presidente Dutra na altura do quilômetro 360, em Guarulhos, SP, vê, na fábrica da Cummins, um muro vermelho que mostra, em grandes letras brancas, o que é produzido ali: motores diesel e grupos geradores. A palavra diesel, segundo o presidente Luís Pasquotto, permancerá na fachada ainda por muitas décadas, ainda que demandas ambientais levem a empresa a desenvolver propulsores para veículos e geradores movidos a outros combustíveis.

 

“Não queremos abandonar o diesel, e está é uma meta não apenas para o Brasil, mas para toda a operação global”, disse o executivo na quinta-feira, 25. “Mesmo que a companhia esteja desenvolvendo outras tecnologias, muitas baseadas em eletrificação, nosso principal negócio, por décadas, ainda será os motores diesel”.

 

Balanço referente ao ano passado mostra em números o que Pasquotto exprimiu com palavras – até dezembro 35% da receita global da companhia, US$ 23,8 bilhões, correspondeu aos negócios envolvendo motores diesel, configurando a maior fatia no mix de produtos e serviços que compõem a oferta da Cummins no mundo. O executivo informou que motores diesel também são o principal negócio na América Latina, que respondeu por 6% do faturamento global do ano passado.

 

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Apostar em suas tradições no mercado dos motores indica que ainda há muito a ser desenvolvido com o diesel nos segmentos de caminhões e de ônibus, de máquinas agrícolas e de construção, que hoje desfrutam de momentos diferentes em termos de volumes de vendas – aprovação de reformas e taxa baixa de juros favorecem a aquisição de veículos, e o prognóstico da safra brasileira para o ano que vem anima os departamentos comerciais das montadoras, e o da Cummins também.

 

A empresa estima que neste ano produzirá volume menor de motores, chegando a algo próximo às 35 mil unidades, contra 42 mil no ano passado. É um reflexo da saída da Ford Caminhões dos negócios na América do Sul, o que diminuiu o fluxo na linha de Guarulhos — mas não as oportunidades, segundo Pasquotto: “Nossa equipe de vendas está agressiva em busca de novos clientes no segmento de caminhões, algo que deverá acontecer em breve”.

 

Apesar da queda projetada outras empresas devem absorver as demandas que eram da Ford Caminhões, como é o caso da Volkswagen Caminhões e Ônibus, segundo o executivo: “A empresa aumentou sua participação nos espaços em que a Ford atuava, e isso manteve os pedidos após a saída da empresa do mercado”.

 

A projeção de crescimento no mercado de motores diesel para os próximos anos leva em consideração novos negócios no campo da geração de energia, para o qual a empresa produz geradores equipados com propulsores a diesel. A diversificação rumo a este mercado deve gerar demanda incremental, disse o executivo, que manterá a fábrica de Guarulhos operando “em patamar próximo da capacidade instalada”.

 

A produção de geradores cresceu, ali, nos últimos anos, chegando hoje a duas linhas que empregam 22 funcionários que produzem, por dia e em um turno, cerca de dezessete geradores para os mercados doméstico e de exportação. Paulo Nielsen, o novo diretor de vendas de geradores para a América Latina, tem como base o México mas, nos últimos meses, disse ter viajado ao Brasil com frequência para cuidar do planejamento comercial.

 

O motivo, ele contou, apresentado na quarta-feira aos jornalistas, são as oportunidades de geração de energia em pequenas propriedades agrícolas no País, e em empresas de tecnologia cuja estrutura demanda geradores para manter sistemas em funcionamento.

 

Foto: Divulgação.

Bosch e Daimler criam estacionamento autônomo na Alemanha

São Paulo, SP – A Bosch e a Daimler, que trabalham juntas no desenvolvimento de tecnologias autônomas, receberam aprovação das autoridades na Alemanha para usar o sistema de estacionamento autônomo na garagem do Museu da Mercedes-Benz, em Stuttgart.

 

Com a liberação, o sistema de estacionamento totalmente autônomo torna-se o primeiro do mundo a ser aprovado para uso diário. Markus Heyn, que integra a direção mundial do Grupo Bosch, disse que o sistema comprova que é possível avançar nessa área: “A direção e o estacionamento autônomo são importantes pilares para a mobilidade do futuro. Além disso o sistema mostra o quão longe já avançamos neste caminho de desenvolvimento”.

Protótipo da F-150 elétrica reboca mais de 560 toneladas

São Paulo, SP – A Ford apresentou ao mercado o primeiro protótipo da picape F-150 elétrica depois de anunciar o projeto de desenvolvimento no ano passado. Para demonstar a força do veículo a companhia usou o modelo para rebocar dez vagões de trem carregados com 42 picapes F-150, com peso total acima de 560 toneladas.

 

A apresentação foi feita para um grupo de proprietários da F-150 e Linda Zhang, engenheira chefe da Ford F-150, contou o motivo de a empresa rebocar 42 unidades da picape: “Elas representam os 42 anos de mercado da F-150”.

 

Foto: Divulgação.