Clarios nascerá em janeiro no Brasil

São Paulo – A Johnson Controls tornou-se Clarios no mundo em maio, mas aqui a mudança completa, envolvendo identidade visual da fábrica de Sorocaba, SP, e alteração da razão social, ocorrerá a partir de janeiro. No mais pouco mudou na operação da companhia, adquirida pelo grupo de investimento Brookfield Business Partners – seguem os funcionários, o modelo de negócios e a manutenção das marcas Heliar, Varta e Durex.

 

De novo, por ora, existe a projeção da companhia acerca do seu crescimento no mercado doméstico este ano: vendas e faturamento 11% maiores do que o registrado no ano passado, uma base de comparação oculta porque a empresa não divulga resultados regionais, apenas os globais. No ano passado, por exemplo, a operação no mundo faturou US$ 8 bilhões. Segundo o vice-presidente Alex Pacheco a ideia de crescimento se sustenta nas oportunidades de negócios em reposição e no OEM, com os lançamentos da General Motors e Toyota, por exemplo, dois de seus principais clientes nesse segmento:

 

“Ainda há espaço para o desenvolvimento de baterias para veículos equipados com motores a combustão, ou seja, as baterias chumbo-ácido, até 2035. A diversidade de produtos tende a ser aumentada nos próximos anos. Haverá desenvolvimento de baterias avançadas para aumentar a capacidade de carga de forma a acompanhar as novas tecnologias, como o sistema start-stop”.

 

A produção da fábrica instalada de Sorocaba destina dois terços para o mercado de reposição, o maior em termos de volume. É esse segmento que está auxiliando a companhia a compensar perdas em volumes para o OEM em função da atual crise nas exportações, a qual, disse o  vice-presidente, produz reflexos na operação da empresa: “Nosso maior cliente em equipamento original não chega a ter uma demanda de mais de 5% da nossa produção total. Então, redução de demandas pontuais não atingem de forma significativa a produção”.

 

Uma das demandas pontuais foi a diminuição dos embarques da Toyota para a Argentina, o que acarretou o encerramento do segundo turno da unidade de Sorocaba, onde são produzidos os modelos Etios e Yaris.

 

Sustentada, portanto, pelas demandas da reposição, a fábrica da futura Clarios opera com 90% da sua capacidade instalada, que é de 10 milhões de baterias/ano. A atividade produtiva se dá em três turnos de segunda a sábado, com um quadro de 1,2 mil trabalhadores.

 

Com as três marcas a empresa atende ao mercado de automóveis, motocicletas, caminhões, ônibus e veículos fora de estrada. Há também oferta para companhias que optaram por terceirizar a produção de baterias, como é o caso da General Motors, cujas baterias AC Delco, que equipam os seus veículos novos, a Johnson Controls produz desde 2005.

 

Para o futuro Pacheco disse que ainda há espaço, até 2035, para as baterias convencionais feitas da combinação química do chumbo com um ácido. Nesse período o desenvolvimento do componente para demandas do setor automotivo brasileiro será guiado por projetos de redução de tamanho e de aumento da capacidade de carga.

 

Mas existem diferenças no ritmo de desenvolvimento na comparação com países mais desenvolvidos: “A diferença é que aqui a velocidade é mais lenta e as montadoras ainda estão pensando como cumprirão os requisitos do Rota 2030. O portfolio será mais amplo do que nos anos passados, pois antes poucos tipos de baterias atendiam todas as demandas. Hoje a diversificação é maior para atender às mais diferentes demandas elétricas”.

 

Foto: Divulgação.

Receita bruta da Randon avança 27% no semestre

De Caxias do Sul, RS – Por meio de comunicado ao mercado distribuído na segunda-feira, 22, a Randon informou ter apurado receita bruta total de R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre do ano, incremento de 27,6% sobre igual período do ano passado. Junho registrou vendas totais de R$ 607,8 milhões, com alta de 17,5% sobre igual período de 2018 e recuo de 7% com relação a maio, que teve o melhor desempenho do semestre, R$ 652,2 milhões.

 

O resultado da receita líquida teve parâmetros próximos. O valor semestral avançou 25,5%, para mais de R$ 2,4 bilhões. Em junho, somou R$ 425,9 milhões, incremento de 18% sobre igual mês do ano passado, e queda de 5,5% ante maio, também o melhor valor do semestre.

 

A empresa de Caxias do Sul, RS, tem programado para 13 de agosto a divulgação dos resultados pormenorizados do primeiro semestre. A projeção de receita bruta para o ano é de R$ 7 bilhões e a líquida de R$ 5 bilhões.

 

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Librelato comemora resultados

São Paulo, SP – A Librelato vendeu 4,8 mil implementos para o segmento de pesados no primeiro semestre do ano, um crescimento de 61% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o presidente José Carlos Sprícigo o resultado consolidado no período é motivo de comemoração: “Depois de anos tão complicados, como foram os últimos para o setor de implementos, registrar uma alta acima de 60% até junho nos deixou muito feliz, assim como pelo desempenho do setor no período. Foi um primeiro semestre digno de placa”.

 

Para ele o período teve uma demanda muito forte por causa da chegada do novo governo, que trouxe mais confiança e ânimo para o mercado, e, junto com isso, ocorreu a renovação de frota que estava represada nos últimos anos por causa da crise, com as empresas esperando tempos melhores para investir: “O tabelamento do frete também trouxe uma movimentação maior para o mercado e essa soma de fatores positivos fez com que empresas investissem em novos caminhões e implementos no primeiro semestre”.

 

No setor de implementos pesados os dois segmentos que demandaram mais implementos da companhia foram o de grãos e o de basculantes, que juntos somaram mais de 50% das vendas — mas outras áreas também tiveram participação importante: “As vendas de tanques para transporte de líquidos e o segmento florestal também foram importantes para o crescimento no primeiro semestre”.

 

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Para o resto do ano a projeção do executivo é a de que as vendas da empresa fiquem em torno de 8 mil unidades, o que representa alta acima de 50% ante 2018. A receita da Librelato deverá crescer ainda mais, segundo Sprícigo, porque agora os implementos têm que ser vendidos já com os pneus, o que aumenta o preço dos produtos.

 

Com relação ao mercado ele acredita que as vendas de implementos para pesados chegarão a 54 mil unidades, crescendo 20% no ano, com um segundo semestre um pouco mais fraco do que o primeiro. Sprícigo ressalta que uma possível aprovação da reforma da Previdência no segundo semestre poderá trazer um novo ânimo para o mercado e, com isso, impulsionar ainda mais as vendas, superando a projeção da empresa. Mas, independente do que aconteça, o presidente acredita que já é hora de olhar para 2020:

 

“Teremos um segundo semestre bom que poderá ser ainda melhor caso a reforma seja aprovada, mas acho que já é hora de olhar para 2020, começar a nos programar, analisar as previsões de algumas entidades do mercado, avaliar se estão otimistas. Faremos isso a partir de setembro, mas eu projeto que 2020 seja ainda mais forte, entrando de vez na retomada do crescimento”.

 

Exportações em queda – As vendas da Librelato para outros países, mesmo sendo pouco afetadas pela crise na Argentina, que é um mercado pouco acessado por causa do longo prazo de homologação de produtos, deverão cair de 30% a 40%, segundo Sprícigo: “Nossos quatro principais mercados são Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, que não foram tão bem no primeiro semestre. Até dezembro trabalharemos forte para chegar a US$ 10 milhões exportados, ante os US$ 14 milhões registrados em 2018”.

 

Novas máquinas – A Librelato anunciou no começo do ano investimento de R$ 25 milhões para sua fábrica de Guarulhos, SP, que marcará a chegada, ali, das tecnologias da indústria 4.0. De acordo com o presidente Sprícigo equipamentos como a nova cabine de pintura, os novos robôs, dentre outros, já estão no Brasil: “Esperamos que até outubro tudo já esteja instalado e pronto para operar pois com isso, teremos mais produtividade e qualidade na produção dos nossos implementos”.

 

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BYD e Toyota: acordo por veículos elétricos e bateria.

São Paulo – BYD e Toyota anunciaram na sexta-feira, 19, parceria para o desenvolvimento conjunto de veículos elétricos e de baterias. Segundo o comunicado as empresas desenvolverão modelos sedãs e SUVs para o mercado chinês até o primeiro semestre de 2020.

 

No Brasil a BYD iniciou produção em Campinas, SP, de ônibus elétricos, e com a comercialização de veículos e empilhadeiras. Em abril de 2017 passou a fabricar também módulos fotovoltaicos. Trabalham na unidade mais de 250 funcionários.

 

Foto: Divulgação.

Jaguar Land Rover e Basf se unem em projeto de reciclagem

São Paulo, SP – A Jaguar Land Rover e a Basf se uniram em um projeto-piloto de pesquisa para desenvolver novidades de reciclagem para resíduos plásticos. Segundo a montadora está em teste um novo processo de reciclagem que converte resíduo plástico em um novo material de alta qualidade que pode ser usado em modelos que serão produzidos.

 

O material reciclado durante os testes, fruto do projeto ChemCycling, está sendo usado em um protótipo do Jaguar I-Pace, SUV elétrico da empresa, mas antes vai para as linhas de produção da Basf como um substituto de material fóssil, que no fim do processo se torna uma liga que replica as características de plásticos novos usados nos veículos.

IncentivAuto: onze emendas no texto sem prazo para aprovação.

São Paulo – O decreto que estabelece a criação do IncentivAuto, a política estadual de incentivo ao setor automotivo, seguiu para a apreciação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na segunda semana de junho, há mais de mês, e, até agora, o texto recebeu onze emendas de autoria de três deputados. Ainda não há prazos para que o texto retorne ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para ser sancionado e tornar-se lei. A matéria está desde  28 de junho no gabinete do deputado Gilmaci Santos, PRB-SP, de onde não saiu mais.

 

As emendas sugeridas para inclusão no texto do projeto de lei tratam, principalmente, das garantias dos investimentos feitos pelas montadoras no Estado – para que tenham acesso aos benefícios do programa de estímulo à indústria – e, também, do estabelecimento de contrapartidas na esfera ambiental e a extensão dos benefícios do programa a outros setores da economia que mantém atividade produtiva em São Paulo.

 

A emenda número 11, de autoria do deputado Teonílio Barba, PT-SP, sugere a concessão de benefícios também para os setores farmacêutico, metalúrgico, máquinas e equipamentos, químico, petroquímico, biocombustíveis, alimentos, bebidas, têxtil, tecnologia e ecoflorestal. Há outra emenda sua que sugere que os benefício não sejam maiores do que 40% do patrimônio do Funac, o Fundo de Apoio a Contribuintes do Estado de São Paulo, de onde sairão os recursos para o IncentivAuto.

 

O deputado sugeriu, ainda, a inclusão de emenda que trata de contrapartidas ambientais das empresas que se homologarem no programa estadual: “As empresas beneficiadas com financiamentos deverão garantir aplicação mínima de 5% dos recursos para projetos de reciclagem e sustentabilidade, para economia solidária, cultura criativa, inovação, pesquisas, tecnologia, novas plataformas de produção, ferramentaria e assistencial social”

 

Professora Bebel, PT-SP, também pede transparência nos processos relacionados ao meio ambiente, na emenda número 8: “Somente serão concedidos financiamentos a empresas que demonstrem de forma clara e comprovável que os novos projetos não terão impactos no meio ambiente que estejam em desacordo com as leis ambientais e com as convenções internacionais.”

 

Thiago Auricchio, PL-SP, propôs emendas que tratam das garantias concedidas por parte das montadoras. Na emenda número 9, por exemplo, pede que o financiamento seja condicionado à apresentação, por parte das empresas interessadas, de plano de geração de empregos resultantes dos novos investimentos, e que seja fiscalizado pelo conselho de orientação do Funac. Para se credenciarem ao IncentivAuto as companhias devem gerar, no mínimo, quatrocentas novas vagas.

 

Auricchio sugere, ainda, em outras emendas, que sejam inseridos no texto do projeto de lei do IncentivAuto os três principais termos do programa: investimento superior a R$ 1 bilhão, geração de, no mínimo, quatrocentos empregos, e aplicação integral do investimento em território paulista. Os termos integram o texto do decreto e, segundo o deputado, devem ser inseridos no texto da lei para que não exista margem para interpretações:

 

“O decreto possui natureza jurídica de norma secundária, de competência do chefe do Poder Executivo, emanado sem discussão e votação pelo Poder Legislativo. Aprovar o projeto, nos moldes em que se encontra atualmente, significa dar autorização ao financiamento sem a certeza de que os atuais parâmetros se manteriam, uma vez que estes poderiam ser alterados unilateralmente pelo governador, a qualquer momento, inclusive após a votação nessa Casa de Leis”.

 

Segundo o site da Alesp o texto do PL do IncentivAuto tinha prazo até 24 de junho para ser votado, o que não aconteceu. Procurada pela reportagem da Agência AutoData a assessoria do deputado Gilmaci Santos informou que, até o fechamento desta reportagem, não poderia informar o status da tramitação do texto na Alesp.

 

Foto: Divulgação.

Transporte de bebidas e furgões puxam alta da Truckvan

São Paulo, SP – A Truckvan, fabricante de implementos rodoviários, registrou crescimento de 32% nas suas vendas do primeiro semestre do ano com relação ao mesmo período do ano passado, quando vendeu 365 unidades, de acordo com Luiz Carlos Cunha Júnior, seu diretor comercial: “Esse crescimento foi puxado pela alta na demanda de carrocerias e semirreboques para o transporte de bebidas, furgões e siders”.

 

Para o ano, segundo Cunha Júnior, a expectativa da empresa é manter essa taxa de expansão, chegando a até 40%, o dobro do projetado para o mercado, mesmo depois de um semestre bastante aquecido com a volta da confiança dos empresários e da possível aprovação das reformas. Essa projeção é baseada no aumento da capacidade produtiva da fábrica de Guarulhos, SP, que chegará a 170 implementos: “Atualmente a produção está em 60% do esperado com o investimento que fizemos, e a maior parte do maquinário já está em funcionamento”. O diretor também disse que alguns processos e dispositivos estão sendo instalados e tudo deve ser finalizado até dezembro.

 

O investimento de R$ 3 milhões anunciado no começo do ano faz parte de projeto de expansão da Truckvan no País que começou em 2018, com a unificação de suas três fábricas, com área construída de 17,5 mil m², que já trouxe resultados para o faturamento da companhia, que cresceu 38% no ano passado.

 

O setor de implementos registrou alta de 45% no primeiro semestre ante igual período de 2018, com 56 mil 187 unidades vendidas, de acordo com a Anfir, entidade que representa os fabricantes de implementos rodoviários e que revisou sua projeção para o ano depois do bons resultados.

 

Exportações paradas
A companhia já exportou unidades móveis para Nigéria, Angola e Costa Rica, mas no primeiro semestre não vendeu nenhuma unidade para o mercado externo. Sobre isto Cunha Júnior disse “que diversas negociações estão em andamento”.

 

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New Holland Construction trata 100% dos resíduos em Contagem

São Paulo, SP – Em busca de evolução aliada ao desenvolvimento de produtos e sustentabilidade, no Brasil, a New Holland Construction apresentou alguns resultados já conquistados em 2019, como a meta alcançada de tratar 100% dos resíduos gerados na sua fábrica de Contagem, MG, com o projeto Aterro Zero, estabelecido em 2016 como parte do programa WCM, World Class Manufacturing, da CNH Industrial.

 

Na área de produto a empresa apresentou a retroescavadeira B95B acessível, projetada para oferecer aos operadores com mobilidade reduzida as mesma condições de trabalho de uma retroescavadeira convencional, equipada com uma plataforma de elevação para embarque e desembarque. Para Giovanni Borgonovo, gerente de marketing da companhia, essa máquina representa um marco para o setor e para a sociedade.

 

Outra novidade, ainda conceito, é o sistema que permite acessar a cabine e ligar a máquina com o uso de biometria cadastrada em um tablet ou smartphone.

Oliver Zipse é o novo presidente do Conselho da BMW

São Paulo, SP – Oliver Zipse é o novo presidente do Conselho de Administração da BMW e assumirá o cargo em 16 de agosto, depois da supervisão do conselho decidir pelo seu nome durante reunião realizada em Spartanburg, Carolina do Sul, na quinta-feira, 18.

 

Zipse sucederá a Harald Krüger, que informou ao supervisor do Conselho de Administração, em julho, que não aceitaria um segundo mandato e que deixaria o conselho em 15 de agosto. O novo presidente já fazia parte do comitê desde 2015, sendo responsável pela divisão de produção.

 

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Nissan cogita produção de modelo híbrido em Resende

São Paulo – A Nissan articula a produção de um veículo híbrido em Resende, RJ, onde hoje são produzidos o compacto March, o sedã Versa e o SUV Kicks. Marco Silva, presidente da companhia no Brasil, disse na quinta-feira, 18, que o início de produção está previsto para 2022.

 

Ele evitou os pormenores a respeito do modelo que será fabricado aqui, mas antecipou que a operação envolverá componentes importados do Japão. Ainda que o modelo esteja oculto há pistas: a empresa desenvolve uma versão híbrida do Kicks, que foi apresentada nos Estados Unidos e no Japão no ano passado.

 

O veículo tem a tecnologia e-Power, sistema que impulsiona as rodas do carro por meio de motores elétricos e dispõe de um motor a combustão apenas para gerar eletricidade para recarga da bateria. A empresa, no momento, estuda a aplicação do etanol no motor que equipa o veículo, tanto que, na Unicamp, em Campinas, SP, conduz pesquisa acerca da utilização do etanol de segunda geração.

 

Foto: Divulgação.