Nissan revela primeiras imagens do interior do novo Kicks

São Paulo – A Nissan divulgou as primeiras imagens do interior do novo Kicks, SUV que chegará às revendas nas próximas semanas. O veículo oferece quadro de instrumentos digital unido ao sistema multimídia com uma tela sensível ao toque.

No comunicado divulgado a empresa informou, também, que os alto-falantes do novo Kiscks são da Bose. Parte deles está posicionada no encosto de cabeça dos bancos para aumentar a experiência do motorista e demais ocupantes. Outro ponto relevante é o teto solar panorâmico. 

Segundo a Nissan o espaço interno e o porta-malas do novo Kicks serão diferenciais do SUV na comparação com seus concorrentes.

BMW i7 roda em testes com bateria em estado totalmente sólido

São Paulo – O Grupo BMW está testando nas ruas um i7 equipado com baterias em estado totalmente sólido, tecnologia conhecida globalmente como ASSB. A bateria de grande formato foi desenvolvida em parceria com a Solid Power e oferece benefícios como maior densidade de energia em um sistema de armazenamento mais compacto do que de tecnologias atuais. 

A bateria é a aposta das duas empresas para o futuro dos veículos elétricos, uma vez que a autonomia é maior sem ter que aumentar o espaço de armazenamento. As empresas trabalham juntas desde 2022 no desenvolvimento de baterias para veículos em estado totalmente sólido, após um acordo de transferência de tecnologia.

Enilson Sales assume a presidência da Anef, com novo estatuto

São Paulo – A Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, anunciou que Enílson Sales é o seu novo presidente, sucedendo a Paulo Noman, presidente do Banco GM, que passa a dividir a vice-presidência com Nelson Aguiar, presidente do Banco Yamaha.

Segundo a entidade as mudanças estruturais em sua gestão têm o objetivo de ampliar sua relevância e influência no mercado de crédito automotivo. Outra novidade contemplada no novo estatuto é a possibilidade de outras empresas, além dos bancos de montadoras, serem associados à entidade.

As novas categorias elegíveis incluem instituições financeiras que representem fabricantes de veículos e, ao mesmo tempo, estão ligadas a bancos comerciais, e empresas que mantêm relacionamento com bancos de montadoras, como fornecedoras de produtos ou prestadoras de serviços.

Sales, que também é presidente da Fenauto, permanecerá à frente da entidade que representa os revendedores de veículos usados até novembro, quando acontecerá nova eleição e ele permanecerá no conselho.

Engenheiro mecânico formado pela UFPB, Universidade Federal da Paraíba, graduado em administração de empresas pelo Unipê, Centro Universitário de João Pessoa, e pelo IBMEC, em São Paulo, ele também é bacharel em business administration pela Columbia Business School, nos Estados Unidos.

Ele iniciou sua carreira como operador de crédito no ABN-AMRO, no qual chegou à vice-presidência da área de financiamento ao consumo. Posteriormente assumiu posições de liderança em bancos de montadoras como Peugeot-Citroën, Renault-Nissan e Mitsubishi. E trabalhou como consultor para bancos comerciais como Itaú e C6 Bank.

Honda revisa plano de investimento e direciona esforços para os híbridos

São Paulo – A Honda anunciou que colocará um pé no freio dos investimentos em veículos elétricos e direcionará seus esforços e parte dos recursos para aprimorar os híbridos. A companhia anunciou na terça-feira, 20, uma revisão do seu planejamento estratégico até 2031. Segundo o presidente e CEO, Toshihiro Mibe, a empresa identificou uma desaceleração na demanda global por EVs. Desta forma a projeção da Honda, de que 30% de suas vendas seriam de modelos elétricos até 2030, não deverá ser atingida e serão os híbridos que crescerão mais, com previsão de somar 2,2 milhões de unidades por ano até 2030, de um total de 3,6 milhões que a empresa espera vender em todo o mundo. 

Assim a empresa pretende focar no sistema híbrido de dois motores conhecido como e:HEV, que passará por diversos avanços nos próximos anos, buscando uma eficiência maior, com menos emissões e mais autonomia para modelos de pequeno e médio porte. Uma nova plataforma produtiva será adotada pela Honda para produzir veículos híbridos e elétricos na mesma linha, dotando-os de tração integral. Desta forma a montadora poderá equilibrar a produção de EVs e HEVs de acordo com a demanda.

Os futuros modelos híbridos lançados a partir da nova plataforma têm como objetivo apresentar redução de consumo superior a 10%. Em paralelo a Honda trabalha para reduzir os custos produtivos, principalmente em componentes importantes como baterias e motores, estando próxima de seus fornecedores, incluindo ações de desenvolvimento em conjunto e padronização de mais componentes. 

Por meio dessas iniciativas, junto com o crescimento das vendas de modelos HEVs, a Honda espera reduzir em 50% o custo de produção do seu sistema híbrido na comparação com os veículos lançados em 2018. Quando comparado com os modelos lançados até 2023 o custo deverá ser 30% menor. 

Na segunda metade da década a Honda também pretende desenvolver um sistema híbrido para veículos de grande porte, de olho no mercado estadunidense, que tem uma forte demanda por esse tipo de veículo. A partir de 2027 planeja lançar treze veículos em um período de quatro anos, todos híbridos, com a intenção de expandir seu portfólio eletrificado e conquistar parte da crescente demanda por esse tipo de veículo no mundo.

Elétricos

Mesmo revisando seu cronograma de lançamentos e investimentos de veículos elétricos, por causa da demanda global abaixo do esperado, a companhia seguirá ampliando seu portfólio pois acredita que no futuro de médio e longo prazo ele será o caminho para a descarbonização dos seus produtos.  O Honda 0 Series, que será o principal pilar para futuros desenvolvimentos de veículos elétricos, terá os primeiros modelos lançados até o fim do ano que vem.

Até o fim do ano fiscal de 2031 a Honda reduzirá o seu investimento no desenvolvimento de uma grande cadeia de fornecimento para veículos elétricos no Canadá, assim como para a construção de novas fábricas para produção de EVs. O valor anunciado inicialmente, US$ 69,6 bilhões, caiu para US$ 48,7 bilhões.

Duas rodas

No ano fiscal encerrado em 31 de março a Honda chegou a 20,6 milhões de motocicletas vendidas no mundo, volume que representou quase 40% do mercado global, seu novo recorde de vendas. A expectativa é que este mercado chegue a 60 milhões de unidades até 2030, contra 50 milhões de hoje.

Líder Honda busca acompanhar o crescimento do mercado de motocicletas

São Paulo – Responsável por quase 70% das vendas de motocicletas no mercado brasileiro de janeiro a abril a Honda é fonte obrigatória quando se quer discutir os rumos da indústria de duas rodas do Polo Industrial de Manaus. A operação industrial no Amazonas produz mais de 1 milhão de veículos por ano, uma referência global.

Agência AD Entrevista conversou com Marcos Bento, que em abril assumiu a divisão comercial da Moto Honda, passando a responder por vendas, treinamento, relacionamento com concessionários, dentre outras funções. Ele também é presidente da Abraciclo.

O momento do setor é positivo: o mercado de duas rodas apresentou crescimento de 9% no primeiro quadrimestre e a Honda avançou 5%. 

De acordo com Bento o foco da Honda é a renovação de portfólio e a meta é fechar o ano com  crescimento em linha com o mercado. A princípio o aumento da Selic não preocupa porque existem outros canais, como o consórcio, que ajudam a movimentar as vendas.

Confira os principais momentos da entrevista aqui.

As vendas de motocicletas chegaram perto de 2 milhões de unidades no ano passado. A Fenabrave e a Abraciclo acreditam que deverão superar este volume pela primeira vez na história em 2025. O que vem puxando as vendas da indústria? 

Nos dois últimos anos temos registrado um crescimento sustentável. Em 2024 foi acima da média e os principais fatores estão relacionados com o pós-pandemia: a busca por uma solução de mobilidade mais eficiente e econômica, que é a motocicleta. Houve aumento de habilitados na categoria A, que permite o uso da motocicleta como um modal de geração de renda, e o acesso ao crédito. Acho que estes pilares impulsionaram o crescimento da vendas de motocicletas e continuarão fazendo parte do crescimento neste ano. 

Quais faixas de mercado estão com melhor desempenho?

A Honda tem uma estratégia bem forte com relação à renovação de portfólio e uma grande rede de concessionárias. São mais de 1,1 mil pontos de vendas espalhados pelo País O destaque são os modelos de entrada: CG, Bis e Bros representam cerca de 60% do nosso volume.

No caso da Honda espera-se crescer em linha com o mercado ou um pouco acima do mercado? 

A projeção é crescer igual o mercado. Apesar de todos os fatores positivos que foram apontados sempre existe a possibilidade de um susto, porque o mercado é assim. Existem fatores na economia, como o aumento da taxa de juros, o tarifaço que ainda põe impacto ao câmbio, ano passado tivemos a seca, então vamos manter a projeção de crescer com o mercado que já é um bom índice. 

Um dos importantes motores do mercado de motocicletas é o financiamento. Com o aumento da Selic, que já chegou a 14,75%, existe algum risco de desaquecimento nas vendas do segmento? Qual poderá ser o impacto sobre os negócios da Honda?

É inegável que faz uma pressão muito forte no varejo, mas até o momento não sofremos impacto. Até o momento. Existe um balanceamento de vendas financiadas, à vista e o consórcio, que tira um pouco da influência do aumento da Selic nas vendas gerais. Existem também outros fatores como o aumento da população empregada, os atributos da motocicleta… Então, por enquanto, podemos dizer que os juros ainda não afetam as nossas previsões para 2025. 

Nos últimos anos a falta de chuvas na região de Manaus, onde está instalado o Polo Industrial de duas rodas brasileiro, chegou a afetar a produção. Como a Honda, a maior fabricante da região, fez para contornar, ou minimizar, a situação? O que está planejado para 2025?

Em 2023 foi registrada a maior seca da história e a partir dali tivemos que passar a tomar medidas de planejamento, logística e mudança de fluxos. Eu acho que o sofrimento em 2023 foi tão grande que nos preparou para que em 2024 fosse menor. Foi grande o esforço das equipes de logística, combinado com a área de planejamento, e não podemos deixar de também enfatizar que houve atuação das autoridades ajudando com infraestrutura, dragagem, ações dos governos federal e estadual, que foram importantes para que não só a Honda, mas todos de Manaus, sofressem menos em 2024. E em 2025 temos este este ensinamento novamente, caso a questão climática volte a ser um problema.

Como está a operação industrial da Honda em Manaus? O que foi feito no último ciclo de investimento, de R$ 500 milhões, encerrado em 2023?

Este ciclo, iniciado em 2019, se encerrou. Durante ele passamos por queda de produção, e usamos este período para nos adaptar, o que nos permitiu nos preparar para o aumento de vendas que chegou. A adequação foi feita no momento certo e hoje, em outro momento, colhemos estes frutos.

Existem mais investimentos no horizonte? Quanto?

Ainda não temos uma definição do novo ciclo de investimento. Fizemos importantes alterações estruturais no último ciclo e agora estamos em uma fase de fortalecimento do portfólio, que é um investimento que nunca para. Existe também constante investimento para manter o parque fabril sempre atualizado.

Nos países vizinhos do Brasil é forte a presença de motocicletas asiáticas, sobretudo das chinesas. Sabemos que a falta de harmonização regulatória é um dos motivos para que o produto brasileiro não seja competitivo na região, pois motos menos seguras e mais poluentes são vendidas em outros mercados, a preços mais baixos, por terem menos tecnologia. Como a Honda tem feito para conseguir exportar? Quais são os mercados alvo?

Tem sido um grande desafio. Mas a Honda não exporta só para países da América do Sul, temos volumes indo para países da América do Norte, da América Central, Austrália e Nova Zelândia. Neste ano o mercado argentino tem apresentado uma melhora, o que é uma boa notícia, estamos exportando para os Estados Unidos. Desta forma conseguimos escoar produtos em uma determinada linha, em determinada faixa adequada a outros mercados.

Qual é a visão de eletrificação da Honda para o segmento de duas rodas no Brasil? Existem planos de motocicletas elétricas para Manaus?

Antes de falar sobre eletrificação preciso expor sobre como a Honda pensa a sua estratégia tecnológica global. Não é segredo para ninguém que a Honda trabalha forte na questão da neutralidade de carbono e, dentro deste contexto, definimos a tecnologia apropriada para cada região onde operamos. Há a questão de infraestrutura, de acessibilidade, os custos para o consumidor. E entendemos que, no momento, a melhor forma de seguir uma política de neutralidade de carbono no Brasil é com constante investimento na tecnologia flex. Então temos trabalhado neste horizonte, mas ressaltando que a Honda detém a tecnologia de eletrificação, que é usada em locais em que julga adequados. No momento entendemos que, para o Brasil, a mais adequada é a flex.

Hoje todo o portfólio Honda é flex? 

A maior parte. Em torno de 65% a 70% das vendas são de motocicletas com tecnologia flex. É um grande número.

Em maré alta de juro SUV nada de braçadas

Até que demorou para o juro alto começar a sabotar o crescimento do mercado de veículos no País, mas segundo apontam os mais recentes números as vendas estão andando de lado, dão seus primeiros sinais de retração após um primeiro quadrimestre razoável. A queda, contudo, atinge especialmente os carros mais baratos, pois os SUVs seguem nadando de braçadas na maré alta dos juros.

Com poucas opções que começam na faixa de R$ 100 mil a R$ 120 mil e muitos modelos que passam dos R$ 150 mil e chegam facilmente aos R$ 200 mil, os SUVs dominam o mercado brasileiro e seguem crescendo porque têm clientes que podem comprá-los, apesar do alto custo dos financiamentos.

No primeiro quadrimestre deste ano as vendas de veículos leves cresceram apenas 3,4% em comparação com o mesmo período de 2024 – e se tirar os utilitários da conta e considerar apenas os automóveis o avanço é ainda mais tímido, de 2%.

Quase toda a tímida expansão do mercado de veículos leves foi puxada por produtos importados, com alta de quase 19% nos primeiros quatro meses do ano, enquanto o desempenho dos modelos nacionais foi de 0%. Não por acaso a maior alta do período, de 28%, foi dos carros importados da China, elétricos e híbridos que em geral custam acima dos R$ 150 mil.

Ou seja: tem mais gente competindo em um mercado que não sai do lugar e está sendo ocupado por produtos de valor relativo alto para os padrões de renda nacional, o que desfavorece o tão almejado aumento da motorização do País.

Só dá SUV

O movimento pendular do mercado para os produtos mais caros fica mais evidente quando se olha para o desempenho dos diversos segmentos. E aí só dá SUV – incluindo principalmente os inventivos modelos nacionais que mais se parecem com hatches compactos anabolizados, projetados para países subdesenvolvidos, caracterizados por sofisticação e capricho nos acabamentos muito abaixo do preço que cobram.

No cenário em que só os mais abastados conseguem comprar um carro zero-quilômetro atualmente os SUVs, mesmo cobrando muito pelo que oferecem, ampliaram ainda mais seu domínio.

Segundo dados do Renavam consolidados pela Fenabrave, de janeiro a abril foram emplacados no País 296,9 mil SUVs de todas as marcas e de todos os tamanhos, o que representou alta de 16,4% sobre igual intervalo de 2024, 13 pontos porcentuais acima da média do mercado e ampliando em 7 pontos, de 47% para 54%, a participação destes modelos nas vendas totais de automóveis no período.

Com este resultado o segmento de SUVs foi o único que cresceu muito acima da média do mercado no primeiro quadrimestre. Dos vinte veículos mais vendidos do Brasil neste período nove são SUVs, número que sobe para doze quando se consideram somente os automóveis, sem colocar na conta os modelos comerciais leves, essencialmente as picapes.

E não são os SUVs mais baratos os mais vendidos: o primeiro da lista – e quarto na classificação geral – é o Volkswagen T-Cross, que começa em R$ 120 mil [para PCDs] e chega a R$ 189 mil no topo da linha. O segundo SUV mais vendido do período foi o Hyundai Creta, seguido por Honda HR-V e Toyota Corolla Cross, todos na mesma faixa de valores e na lista dos dez veículos mais emplacados do País de janeiro a abril.

Hatches e sedãs afundam

As outras duas maiores categorias do mercado brasileiro, hatches e sedãs compactos, anotaram quedas nas vendas no acumulado de quatro meses de 16% e de 8%, respectivamente.

Os hatchbacks estão na categoria que mais perdeu participação, 6,5 pontos, de 37% para 30,5%, e os sedãs compactos cederam 1 ponto, de 11% para 10%.

O desempenho dos dois carros mais baratos do País nos meses iniciais de 2025 demonstra que o público preferencial deles perdeu o poder de comprá-los. No acumulado de janeiro a abril o Fiat Mobi foi apenas o sétimo veículo leve mais vendido do País, perdendo para opções mais caras e até para o muito mais caro VW T-Cross, enquanto o Renault Kwid ficou na décima-sexta posição no quadrimestre, atrás até da Fiat Toro.

Picapes também avançam

As picapes formam a outra única categoria cujas vendas também avançaram no período, mas bem menos do que os SUVs. Os emplacamentos de modelos pequenos, médios e grandes somados cresceram 5,8% de janeiro a abril na comparação com o mesmo período do ano passado.

Picapes são veículos de uso misto comercial-particular que, muitas vezes e dependendo do modelo, ocupam o mesmo espaço de um SUV nos desejos dos consumidores e também trafegam na faixa de preços acima dos R$ 100 mil no caso de modelos compactos e picapes médias passam dos R$ 300 mil.

Crédito caro e mais curto

O custo do crédito favorece a imobilidade social do mercado nacional de veículos, pois os financiamentos com prestações que cabem no bolso sempre foram o principal fator de diluição de preços que impulsiona as vendas de carros novos, principalmente os mais baratos que passam a ser acessíveis à população de menor renda.

Por isto a alta dos juros, elevados aos patamares mais elevados desde o início deste século, sabota as chances de crescimento na base do mercado.

Dados do Banco Central já demonstram a retração do crédito. No primeiro trimestre deste ano – o dado mais recente disponível – as concessões de novos financiamentos para compra de veículos soma R$ 48 bilhões, valor 15,7% menor do que o registrado nos primeiros três meses de 2024.

O juro médio cobrado para compra de veículos, em março passado, alcançou o recorde histórico de 28,6% ao ano, 1,1 ponto porcentual acima do verificado no primeiro trimestre do ano passado, acumulando alta de 3,2 pontos no decorrer de doze meses. Lembrando que esta é uma média, o que significa que há taxas menores e maiores no mercado.

A inadimplência de 4,7%, medida em março, ainda seguia comportada, mas com tendência de alta, subiu 0,5 ponto em relação ao primeiro trimestre de 2024.

Expectativas para baixo

Apesar do cenário de crédito adverso as vendas totais de veículos cresceram 5% no acumulado de janeiro até o fim da primeira quinzena de maio, mas o desempenho parece efêmero, pois maio do ano passado foi severamente afetado pelas enchentes do Rio Grande do Sul, o que prejudicou não só os emplacamentos no Estado mas também a produção de fabricantes de todo o País por causa da falta de peças que vinham de fornecedores alagados e paralisados no Sul.

As duas principais entidades representativas do setor, Anfavea e Fenabrave, ainda sustentam as projeções feitas no início de 2025, de crescimento moderado da vendas de veículos este ano na casa dos 5%. Contudo alguns fabricantes já admitem que estão revisando para baixo suas expectativas.

No varejo muitos concessionárias relatam queda no fluxo de clientes nas lojas e maior resistência dos clientes em fechar negócios, enquanto no atacado as locadoras, segundo a Abla, devem reduzir as compras para cerca de 600 mil a 620 mil, número inferior aos 650 mil do ano passado.

Mas uma previsão parece certa: se houver crescimento ele será, mais uma vez, somente no andar de cima do mercado.

Zen inaugura nova unidade produtiva e amplia verticalização

Brusque, SC – A Zen inaugurou no dia do seu aniversário de 65 anos, 20 de maio, uma nova unidade produtiva, parte do seu atual ciclo de R$ 150 milhões em investimentos. Localizada no mesmo terreno na cidade natal de seus fundadores, Brusque, e ao lado do galpão onde já produz há cinquenta anos, ocupa 6 mil m² e cumpre a função de ampliar a verticalização da produção da fabricante de impulsores de partida, polias de alternador, tensores de correia, motores de partida, alternadores, rolamento, rele de partida, itens que abastecem montadoras, reposição e exportação.

A matéria-prima, que antes era majoritariamente comprada de fornecedores, passa a ter etapas de produção internas, contou Paulo Nunes, presidente do conselho de administração da Zen: “Nossa intenção é ganhar flexibilidade. Poder gerenciar melhor o estoque e atender nossos clientes com mais agilidade”.

Parte do processo da matéria-prima agora é feito internamente. Fotos: André Barros.

O aço continua vindo de fornecedores, mas agora passa a ser trefilado internamente. Dentre os benefícios, elencou Nunes, está o fato de não precisar mais entrar na fila dos fornecedores: “Trefilação é um gargalo. Fazendo aqui conseguimos ter melhor tempo de resposta aos pedidos dos clientes”.

Segundo ele a Zen identificou um movimento de demanda por aumento de localização de produção de peças e componentes. Seus clientes querem reduzir a exposição ao dólar e às intempéries da logística. A decisão de investir veio deste diagnóstico:

“Nossa intenção é ampliar a produção de peças e componentes, ganhar volume com grandes programas de equipamentos originais. Internalizando processos ganhamos flexibilidade para isto. Agora buscaremos ganhar novos contratos e a nossa oferta de produtos”.

André Zen, vice-presidente do conselho, Paulo Nunes, presidente do conselho, e Paulo Zen, presidente da Zen Participações. Fotos: André Barros.

Para ampliar o portfólio ainda chegarão duas novas máquinas, uma conformadora a frio e uma a quente, que serão instaladas na unidade antiga. Já estão a caminho, cruzando o oceano, segundo Nunes. Alguns equipamentos serão realocados para a nova fábrica, em uma reorganização interna.

Nunes disse que o desempenho da Zen vem acompanhando o ritmo de produção da indústria: “Estamos vendo as coisas caminharem para as projeções da Anfavea. Não deverá ser muito diferente disto, pelo que sentimos dos nossos clientes”.

65 anos

A Zen começou suas operações em São Paulo, com a oficina Irmãos Zen dos irmãos Hylário e Nélson Zen. Em 1963 lançou seu primeiro impulsor de partida e no ano seguinte mudou seu nome para Zen.

Impossibilitada de crescer no Real Parque, bairro paulistano tornado residencial, a Zen transferiu sua fábrica para Brusque, cidade natal dos irmãos Zen, em 1975.

Fiat Pulse traz novo visual e teto panorâmico como opcional

São Paulo – A Fiat renovou o visual do Pulse na linha 2026. O SUV tem nova grade frontal com linhas verticais, nova grade inferior e novo para-choque. Outra mudança importante está na versão Impetus T200 Hybrid, que passa a oferecer o pacote Sunroof com teto panorâmico.

Outras mudanças pontuais foram adicionadas ao veículo, como as novas rodas da versão Audace, do novo revestimento de portas em couro da configuração Impetus e do interior escurecido na versão Drive 1.3 MT.

A lista de configurações foi expandida pela Fiat: agora a configuração Drive 1.3 MT, equipada com motor Firefly é a nova opção de entrada e a nova opção inicial com motor turbo T200 de 130 cv de potência é a Turbo 200 AT.

Os preços, segundo a Fiat, serão divulgados mais adiante.

BYD alcança marca de 180 revendas abertas no Brasil

São Paulo –  A BYD informou ter alcançado o número de 180 revendas no Brasil. Somente em abril e maio foram inauguradas quinze unidades. O objetivo da empresa é encerrar o ano com 272 lojas em operação.

Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, a crescente demanda por carros eletrificados puxa a expansão da rede naturalmente: “Nosso plano é estar onde o nosso consumidor está”.

Fiat Scudo ganha novo motor e fica mais potente e econômico

São Paulo – A Fiat anunciou mudanças no furgão Scudo, que agora será vendido com motor 2.2 turbodiesel de 150 cv de potência, aumento de 30 cv na comparação com o anterior. O torque agora é de 37,7 kgfm, avanço de 23,2%.

Mesmo com mais potência e torque o Fiat Scudo ficou mais econômico, de acordo com comunicado da montadora, fazendo 12,4 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada. Com esses números o furgão ficou 4,2% mais econômico no perímetro urbano e 15,1% em rodovias.

O Fiat Scudo segue sendo vendido em duas versões, Cargo e Multi, com preços de R$ 224 mil e R$ 230 mil, respectivamente.