Ingo Pelikan é reeleito presidente da diretoria executiva do IQA

São Paulo – Ingo Pelikan foi reeleito presidente da diretoria executiva do IQA, Instituto de Qualidade Automotiva, para o período de 2019 a 2021. O executivo atua como gerente sênior de gerenciamento de fornecedores da Mercedes-Benz e também é representante da Anfavea.

 

Dos demais integrantes eleitos à nova diretoria executiva a novidade é Bruno Neri, que atua no Sindipeças e na Bosch. O conselho diretor tem três novidades: Henry Joseph Júnior, da Anfavea, Raul Pereira, do Sindipeças e ElringKlinger, e Sérgio Alvarenga, do Sindirepa. O quadro de integrantes do conselho fiscal não teve alteração nessa eleição.

 

Ao todo 29 dirigentes, todos ligados à cadeia automotiva, serão responsáveis por conduzir o IQA até 2021.

Produção argentina encerra semestre em queda

São Paulo — A produção de veículos na Argentina encerrou o primeiro semestre com queda de 33,6%, chegando a 161 mil 182 unidades. Apenas em junho a produção chegou a 23 mil 916 unidades, volume também negativo, 21% menor do que a registrado em maio. Na comparação com junho do ano passado a queda foi de 39%. Os dados foram divulgados pela Adefa, associação que representa as fabricantes daquele país.

 

Com relação às exportações realizadas pelas fábricas instaladas na Argentina no janeiro-junho foram embarcadas 107 mil 686 unidades, o que representa recuo de 11,4% ante os embarques realizados no primeiro semestre do ano passado. Em junho 17 mil 401 unidades foram exportadas, 33% a menos do que em junho do ano passado.

 

Nas vendas, novamente quadro negativo: até junho 187 mil 67 unidades foram vendidas às concessionárias, 55,6% a menos do que as vendas realizadas no janeiro-junho de 2018. Na comparação junho-junho a queda foi de 34%. Na compração com as vendas realizadas em maio houve alta de 30% em função do Plano Juni0km, estendido para julho.

 

Foto: Divulgação.

XCMG prospecta locais para novos investimentos

Caxias do Sul, RS — Com projetos de expansão em andamento a chinesa XCMG Guindastes está prospectando alternativas para instalação de novas fábricas no Brasil. NA sexta-feira, 6, a diretoria da fabricante de equipamentos pesados reuniu-se no Palácio Piratini, em Porto Alegre, RS, com o governador Eduardo Leite.

 

No encontro o presidente da companhia, Wang Yan Song, e o diretor da fábrica no Brasil, Zhou Tian Lei, informaram que ainda não está definido o tipo de investimento que será feito. Adiantaram que, preliminarmente, a intenção é construir unidades para a fabricação de geradores de energia e máquinas compactadoras de lixo.

 

Uma das vantagens do Rio Grande do Sul para atrair os investimentos, segundo eles, é a proximidade com a Argentina e o Uruguai.

 

A fábrica de Pouso Alegre, MG, tem capacidade anual de produção de 7 mil máquinas. São produzidos caminhões guindaste, carregadeiras, escavadeiras, motoniveladoras e rolos compactadores. A multinacional também conta com centro de distribuição de peças e serviços para América Latina em Guarulhos, SP.

 

A XCMG Guindastes é quinta maior empresa do mundo no segmento de máquinas pesadas e a primeira na China. Atualmente exporta para mais de 180 países. 

 

Foto: Gustavo Mansur/Divulgação.

Neobus fecha negócio em Pernambuco

São Paulo — A Neobus vendeu quatro ônibus para a Coletivos São Cristóvão, empresa de transporte que opera em Garanhuns, PE. Foi o primeiro negócio concluído pelas duas empresas. O modelo escolhido foi o New Mega, com capacidade para transportar 91 pessoas. As quatro unidades serão usadas no transporte púbico da cidade.

 

Para João Paulo Ledur, diretor da Neobus, a negociação foi importante para que a companhia “aumente sua participação nas mais diferentes regiões do País, com produtos competitivos que oferecem vantagens operacionais”.

Schaeffler de olho em demandas da eficiência energética

São Paulo – Políticas setoriais recentes trouxeram à tona a eficiência energética veicular, e as fabricantes de motores e componentes para powertrain passaram a oferecer, ao mercado brasileiro, tecnologias dedicadas ao menor consumo de combustível. Após a onda dos motores três cilindros, durante a vigência do Inovar-Auto, vieram os turbocompressores e, mais recente, com o Rota 2030, os primeiros passos do sistema start-stop. Chegou a vez do VCR, o sistema de variação de taxa de compressão.

 

A Schaeffler finalizou no ano passado o desenvolvimento de componente por meio do qual é possível controlar o percurso do pistão dentro das câmaras de combustão do motor. No sistema convencional utilizado pela indústria automotiva o pistão se desloca sempre no mesmo curso – subindo e descendo –, comprimindo a mistura de ar e combustível. O deslocamento é o mesmo independente da carga do motor. Regulando esse movimento em função da carga, papel do VCR desenvolvido, é possível reduzir o consumo do combustível.

 

O componente foi desenvolvido pela matriz da companhia, na Alemanha, em conjunto com fábricas nos Estados Unidos e no Brasil, que ficou responsável pelos testes eletromagnéticos. Após a fase de desenvolvimento o componente entrou em série nos Estados Unidos para atender demanda de montadora de origem japonesa, disse, sem entrar no pormenor, Cláudio Castro, diretor executivo de pesquisa e desenvolvimento da companhia na América do Sul.

 

No Brasil, por ora, a Schaeffler mantém conversas preliminares com montadoras que possuem no horizonte a produção nacional de novas famílias de propulsores. Isso porque, contou Castro, ainda que o VCR tenha sido desenvolvido para motores convencionais “são necessárias modificações no bloco do motor para a aplicação do componente”.

 

O executivo disse, ainda, que as montadoras deverão prestar atenção à nova tecnologia em fase posterior à inicial do Rota 2030, uma vez que é um recurso de desenvolvimento recente.

 

Foto: Divulgação.

Plano Safra garante financiamentos só até dezembro

São Paulo – Os recursos liberados pelo governo para o Plano Safra 2019-2020 – R$ 225,6 bilhões anunciados no mês passado, disponíveis desde o começo de julho – serão suficientes apenas para as demandas por máquinas agrícolas deste ano. De acordo com os cálculos dos executivos do setor faltará dinheiro a partir do primeiro trimestre de 2020 – e o plano só acaba em 31 de junho.

 

Segundo Alfredo Jobke, diretor de marketing da AGCO para a América do Sul, é possível que o setor encontre dificuldades para financiamentos no ano que vem: “O valor que o governo liberou para o novo Plano Safra é o mesmo de 2018, que já não tinha mais recursos em março. Como a expectativa é a de crescimento nas vendas este ano acredito que o valor disponível acabará em meados de fevereiro de 2020″.

 

Menos mal, de acordo com o diretor da AGCO, que possíveis mudanças nas normas do financiamentos não vieram: o Plano Safra veio com pouquíssimas alterações, o que animou fabricantes e agricultores que seguem encontrando condições atrativas para financiamentos.

 

“O prazo de carência para o Moderfrota foi mantido em catorze meses, umas das regras mais importantes e que nos preocupava, porque sem esse prazo o agricultor não conseguiria plantar, colher, vender e ter o dinheiro para pagar o equipamento que comprou.”

 

Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, acredita que os recursos garantam financiamentos até dezembro e já planeja sentar e negociar com o governo, no começo de 2020, mais recursos para o setor: “Assim como fizemos este ano precisaremos negociar com o governo para realocar recursos de outras linhas de financiamentos que não estão sendo usadas. Já tivemos problemas no começo de 2019 e acho que isso pode acontecer no mesmo período do ano que vem”.

 

O vice-presidente da Anfavea calcula que a aprovação da reforma da Previdência aquecerá a economia e elevará a demanda do setor de máquinas agrícolas no segundo semestre, após apresentar resultados abaixo do esperado até junho.

 

A Anfavea manteve as projeções de alta de 10,9% nas vendas, 0,5% na produção e 2,5% nas exportações, mas Miguel Neto admitiu que a última, das vendas externas, poderá ser revista caso as empresas não consigam compensar a queda nas exportações para Argentina com o aumento de vendas para outros mercados.

 

Fotos: Divulgação.

4Truck prepara expansão em Guarulhos

São Paulo – A fabricante de implementos rodoviários 4Truck aumentará a capacidade de produção de sua fábrica em Guarulhos, SP, no segundo semestre, uma aposta na melhora do mercado e da economia. O CEO Osmar Oliveira afirmou que a intenção é se preparar para atender ao aumento na demanda do mercado doméstico e para começar a exportar, um plano para 2020.

 

“Aumentaremos a capacidade produtiva em torno de 40%, visando ao mercado interno e ao início das exportações a partir de 2020. Estamos finalizando os estudos da expansão.”

 

Oliveira não revelou o valor do investimento. Sua aposta está baseada na aprovação da reforma da Previdência, que avançou esta semana na Câmara dos Deputados e, ele acredita, ajudará na recuperação da economia ao longo do segundo semestre: “Com a aprovação da reforma acredito que o mercado e a economia voltarão a crescer em ritmo mais acelerado, e estaremos prontos para atender aos pedidos. Para 2020 a expectativa é a de um ano ainda melhor”.

 

O executivo acredita que, após a aprovação da reforma aumentará a liberação de crédito do BNDES para linhas de financiamentos, principalmente para pequenas e médias empresas, que no primeiro semestre tiveram dificuldades para financiar seus implementos. Segundo ele em alguns casos estas empresas adiaram as compras, porque as condições oferecidas por bancos privados não são tão atrativas quanto as do banco de fomento público.

 

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Com o aumento da produção no segundo semestre Oliveira também espera conseguir preços melhores com seus fornecedores, pois terá uma escala produtiva maior e demandará mais componentes, o que ajudará a empresa nas negociações. Durante o primeiro semestre deste ano a 4Truck registrou crescimento de 72% no faturamento na comparação com o mesmo período de 2018 . Para o CEO essa alta foi impulsionado pelo desempenho da empresa e do mercado no primeiro trimestre:

 

“O ano começou com bastante otimismo no mercado e, até março, registramos bons números de vendas. Depois as dúvidas sobre a aprovação da reforma da Pprevidência começaram a gerar impacto nos negócios, que foram menores de abril a junho”.

 

Os segmentos que representaram a maior demanda por implementos da 4Truck foram o e-commerce e o ramo farmacêutico, junto com o segmento de unidades móveis: “Grandes empresas estão encomendando unidades móveis para divulgar seus produtos em eventos e pequenos empreendedores estão comprando implementos para usarem como academia móvel, petshop, quitanda e loja de doces”.

 

Para o ano, como o segundo semestre de 2018 foi melhor do que o primeiro, a expectativa de Osmar Oliveira é a de que o crescimento da 4Truck seja um pouco menor, encerrando 2019 com alta de 35% a 40% com relação ao ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Tanquinho de gasolina é coisa do passado

Desenvolvidos no Centro Tecnológico da Delphi Technologies, em Piracicaba, SP, os bicos injetores aquecidos da marca estão no mercado nacional desde 2012. “Nossa tecnologia traz benefícios para as montadoras e para o usuário final. O aquecimento do combustível pode acontecer antes, durante e depois da partida do motor, dependendo das condições ambientais e do veículo, permitindo a diminuição da quantidade a ser injetada, economizando e poluindo menos”, conta Marcos Passos, Supervisor de Engenharia de Sistemas da Delphi Technologies.

 

O equipamento permite a eliminação do reservatório auxiliar de gasolina. “Como o ‘tanquinho’ já tem se mostrado ‘coisa do passado’, os desafios agora são outros, e as futuras legislações de emissões têm se mostrado as principais demandas da engenharia automotiva brasileira relacionadas ao powertrain”, explica Passos.

 

As legislações de emissões Proconve L7 e Proconve L8, previstas para entrarem em vigência em 2022 e 2025, respectivamente, demandam soluções como a redução significativa do etanol que não é queimado durante as combustões do motor, em especial para a partida do veículo em baixas temperaturas. “Neste ponto, os bicos injetores aquecidos da Delphi trazem uma vantagem em relação aos outros produtos e soluções disponíveis no mercado, pois o combustível é aquecido (ou vaporizado) desde as primeiras injeções”, afirma o engenheiro.

 

Em veículos com motores flex se fazia necessário – e ainda se faz, em alguns modelos – um reservatório auxiliar de gasolina, também conhecido como “tanquinho”, usado para ajudar na partida do motor quando abastecido com etanol em temperaturas por volta de 15°C ou mais baixas, situação comum nas regiões Sul e Sudeste do Brasil durante o outono e o inverno.

 

Isso ocorre porque a combustão do etanol é mais difícil em baixas temperaturas, pois só produz vapores apenas acima dos 12°C. É neste momento que acontece o aquecimento do combustível  a partir do aquecimento das paredes dos bicos injetores, o que faz com que ele se vaporize e permita combustões robustas, garantindo a partida do motor e dirigibilidade estável do veículo.

 

A determinação do uso do aquecimento de combustível é feita pelo módulo eletrônico de gerenciamento do motor (ECU), em conjunto com o módulo eletrônico de controle dos bicos injetores aquecidos, que trocam informações entre si pelas redes de comunicação disponíveis no veículo (ex: CAN, LIN).

 

Segundo a fabricante, a peça não necessita de manutenção, a não ser diante do funcionamento irregular do motor. No sistema de aquecimento do combustível desenvolvido pela Delphi Technologies, o módulo controla o aquecimento dos injetores individualmente e diagnostica falhas também individualmente. “Se houver problema em um dos injetores, os outros continuam funcionando normalmente. Além disso, uma lâmpada específica acende no painel, e o motorista será avisado caso algo esteja errado com algum dos componentes do sistema”, conclui o especialista.  

 

Foto: Divulgação

Produção de chassis de ônibus recuou no semestre

São Paulo – A produção de chassis de ônibus recuou 6,2% no primeiro semestre deste ano na comparação com o volume que saiu da linhas instaladas no País no mesmo período do ano passado, apontou balanço da Anfavea divulgado na quinta-feira, 4. Até junho a produção somou 14 mil 23 unidades.

 

A queda maior foi observada na produção de modelos rodoviários, com 3 mil 74 unidades até junho, o que representa volume 13,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. A queda na produção dos modelos urbanos foi de 3,6%, com 10 mil 949 unidades.

 

Já as vendas  fecharam o semestre com alta de 72,7%, chegando a 9 mil 623 unidades licenciadas. Em junho 1 mil 515 unidades foram emplacadas, queda de 11,6% na comparação com o resultado de junho do ano passado e 66,7% a mais do que o volume licenciado em maio.

 

Foto: Divulgação.

Sistema inteligente e ambientalmente correto

No inverno de 2003, quem comprou um Gol zero quilômetro notou grande vantagem do carro em relação aos mesmos modelos anteriores da marca alemã: abastecido com álcool, mesmo nos dias mais gelados, o Gol mantinha o mesmo comportamento dinâmico que quando abastecido com gasolina.

 

Para melhorar a performance do Gol, em 2003, a Volkswagen o equipou com o sistema inteligente SFS (Software Flexfuel Sensor), da Marelli. Trata-se de um avançado programa de computador inserido no módulo de comando da injeção eletrônica, também conhecido como centralina. O programa identifica e quantifica a mistura entre álcool e gasolina do tanque, utilizando informações recebidas de sensores instalados em todo o sistema de injeção de combustível, entre eles a sonda lambda, localizada no escapamento, sensores de detonação, rotação, velocidade e temperatura.

 

Com essas informações, o software determina a quantidade exata de combustível que será injetada no motor e, também, o instante da faísca que vai saltar da vela para efetuar a queima dessa mistura. Inteligente e eficiente, o sistema assegura um desempenho ideal em termos de potência, torque, consumo e emissões, fazendo com que o motor funcione com diferentes combustíveis, misturado em qualquer proporção de 0 a 100%.

 

Atualmente são mais de 12 milhões de automóveis fabricados no Brasil equipados com esta tecnologia. A Marelli é líder no segmento de bicombustíveis no mercado nacional e fornece o SFS, além da Volkswagen, para as montadoras Chery, FCA e Mitsubishi.

 

“O sistema SFS foi um grande acerto porque deixa o consumidor livre para escolher qual tipo de combustível deseja usar e veio para ficar, principalmente, porque se adapta perfeitamente às novas matrizes energéticas, como os veículos híbridos”, explica Gino Montanari, diretor de P&D da Magneti Marelli Powertrain e Sistemas Eletrônicos.

 

Já o sistema responsável pelo aquecimento do combustível é o ECS (Ethanol Cold System), que complementa o SFS. O ECS permite que o motor do veículo flexfuel funcione perfeitamente, mesmo em baixas temperaturas, quando o motor é alimentado com etanol puro. O sistema realiza o aquecimento através de duas resistências posicionados no interior da galeria de combustível, dotadas de uma geometria interna especial.

 

Ao utilizar o SFS, as montadoras não precisam mais equipar os automóveis Flexfuel com sensores físicos, normalmente equipamentos mais pesados e de alto custo. Outra vantagem é ambiental. O sistema SFS está integrado na unidade eletrônica de controle do motor que permite a otimização da mistura de gasolina/etanol, garantindo um desempenho ideal em termos de emissões.

 

A Marelli produz o sistema completo para motores Flexfuel, que inclui desde a unidade eletrônica de controle do motor, o coletor de admissão, a galeria de combustível, os injetores até o sistema de partida a frio ECS.

 

A empresa também foi a primeira sistemista a montar linha de produção de bicos injetores, conhecido como Pico Eco, específicos para atender aos modelos bicombustível. A sua principal função é melhorar o desempenho dos motores multicombustíveis, pois, além de otimizar a combustão, proporciona redução dos níveis de emissões, atualmente um dos fatores primordiais para as montadoras diante da busca por atender novas leis e eliminar agressões ao meio ambiente.

 

A MARELLI combina dois fornecedores automotivos globais de sucesso, um italiano e outro japonês, ambos reconhecidos internacionalmente pela inovação e excelência em fabricação (Monozukuri). A MARELLI conta com cerca de 170 fábricas e centros de pesquisa e desenvolvimento na Europa, Japão, América e Ásia-Pacífico, com escritórios operacionais em Saitama (Japão) e Corbetta (Itália).

 

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