WHB Automotive cresce no mercado externo e é protagonista nos avanços rumo a veículos mais sustentáveis no Brasil

Em um momento de transformação e expansão do setor automotivo, a WHB Automotive dá passos decisivos rumo ao crescimento internacional e à consolidação como fornecedora estratégica para novos players do mercado brasileiro. Com sede em Curitiba (PR) e capital 100% nacional, a companhia acaba de fechar importantes contratos com fabricantes que estão ingressando no País, além de ter sido nomeada para fornecer componentes de alta precisão para motores mais avançados e sustentáveis que chegarão ao mercado nacional a partir de 2026.

A estratégia de aumento da internacionalização também avança em ritmo acelerado. Com investimentos em tecnologia, qualidade e automação, a empresa ampliou significativamente suas exportações para mercados como Estados Unidos e o México, fortalecendo sua presença nestes mercados— especialmente no fornecimento de componentes especiais para veículos leves e pesados.

Mais do que fornecer esses componentes, a WHB entrega soluções industriais completas, por meio de engenharia compartilhada, aliando tradição e inovação. Ao longo de mais de 30 anos, a empresa tornou-se referência em quatro processos fundamentais: usinagem, forjaria, fundição de ferro e fundição de alumínio, atendendo às demandas das mais criteriosas e exigentes montadoras e sistemistas tanto no Brasil como também no exterior.

Fotos: Divulgação/WHB

A usinagem de precisão é um dos pilares da operação, com mais de 900 equipamentos CNC e um dos laboratórios de testes mais avançados da América Latina. A capacidade de atender aos “5 C’s” da indústria automotiva – Cylinder head, Cylinder Block, Connecting rod, Crankshaft e Camshaft (cabeçotes, blocos, bielas, virabrequins e eixos comando) posiciona a WHB entre as poucas empresas aptas a atuar de maneira eficiente, diversificada e competitiva em toda a cadeia produtiva.

Na forjaria, a empresa entrega peças estruturais como bielas, cubos de roda e virabrequins com altíssima resistência, graças a uma linha única no País com possibilidade de forjamento duplo para produção em larga escala.

Já na fundição de ferro, a WHB emprega tecnologia de moldagem em areia verde, com capacidade superior a 100 mil toneladas/ano, para produzir blocos de motor, cabeçotes e carcaças de transmissão com alta resistência mecânica e custo competitivo.

Na fundição de alumínio, a empresa foca em eficiência e competitividade, utilizando processos HPDC com injetoras a partir de 1.600 toneladas, além de linhas de gravidade. Esse diferencial tecnológico tem garantido novos contratos com montadoras que buscam desempenho superior, alta qualidade e sustentabilidade.

A sólida estrutura industrial e a mentalidade voltada para o futuro tornam a WHB uma aliada estratégica na era da nova mobilidade. Unindo tradição e inovação à tecnologia de ponta da Indústria 4.0, a empresa está pronta para atender aos desafios e as transformações da indústria automotiva para as próximas décadas.

Nova rota marítima deverá intensificar importações da China

São Paulo – O crescente movimento de fabricantes chinesas no mercado brasileiro deverá ser beneficiado com uma nova rota marítima que ligará a China ao Brasil, e que reduz o tempo médio de transporte pela metade, de sessenta para trinta dias. Batizada de Serviço Santana, operada pela MSC em parceria com a APM Terminals apelidada de Dourada, configura conexão inédita do Nordeste, por meio do Porto de Pecém, no Ceará, Suape, em Pernambuco, e Salvador, BA, e a Ásia, por Xangai, Ningbo e Qingdao.

O navio sai da China com destino à Coreia do Sul, Panamá, República Dominicana, Pecém, Suape, Salvador, Santos, Índia e Singapura, retornando para a China.

O setor automotivo deverá ser um dos mais beneficiados por causa do intenso comércio exterior dos dois países. Dados do Sindipeças mostram que de janeiro a março a China manteve-se como a principal origem das importações brasileiras, com participação de 20% no total. As aquisições somaram US$ 1,1 bilhão, refletindo aumento expressivo de 30,4% com relação ao mesmo período de 2024, o que contribuiu para a ampliação do déficit comercial.

Na outra mão a China ocupa a sétima posição dos países que mais compram autopeças brasileiras. Foram US$ 46,6 milhões, e ainda assim o volume quase dobrou em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, com avanço de 87%.

A Anfavea divulgou em seu último balanço que de janeiro a abril ingressaram no País 105,1 mil veículos importados, 25 mil unidades a mais do que no primeiro quadrimestre de 2024. Embora a maior parte seja da Argentina, com 68,7 mil veículos, volume 21,5% maior que no ano passado, a segunda maior origem é a China, com 44,1 mil unidades, alta de 28%.

E foi este crescimento que impulsionou o mercado brasileiro de veículos nos quatro meses iniciais de 2025, que apresentou avanço de 3,4%, com 760 mil unidades. Enquanto os emplacamentos de unidades produzidas localmente avançaram 0,2% os dos que vieram de outros países expandiram 18,7%.

Conforme Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Internacionais, despachante aduaneio, a nova linha marítima tende a gerar maior agilidade logística, previsibilidade nos prazos e uma série de ganhos operacionais, o que deverá baratear custos operacionais, reduzir estoques e tornar o just-in-time mais eficiente para montadoras e empresas de autopeças.

“O setor automotivo depende de previsibilidade logística e de uma cadeia de suprimentos ágil. Esta nova rota abre novo horizonte para fábricas instaladas no Brasil, sobretudo aquelas que hoje enfrentam gargalos logísticos nos portos do Sudeste.”

Fernandes prefere não arriscar um porcentual de crescimento das importações por entender que, como a operação está em estágio inicial, qualquer número divulgado agora seria especulativo, embora acredite que a expectativa é “bastante positiva”. E é fato que marcas chinesas como BYD, GWM, Omoda Jaecoo, Neta, Zeekr, Jac, GAC e Leapmotor, dentre outras que ainda estudam entrar no País, poderão se beneficiar.

Com a crescente demanda por veículos elétricos, híbridos e componentes tecnológicos, grande parte deles fabricados na Ásia, o especialista entende que a novidade também impulsionará a transição energética do setor automotivo no Brasil: “A perspectiva é que, nos próximos anos, o volume de peças, componentes eletrônicos e até veículos semi-desmontados importados pela nova rota aumente consideravelmente, estimulando novos investimentos, parcerias comerciais e geração de empregos”.

Ceará vem atraindo recursos

No cenário regional o Ceará ganha relevância como hub logístico e investimentos deverão ser dedicados pela indústria automotiva ao Nordeste, aproximando fabricantes de canal mais rápido e direto com fornecedores asiáticos, avaliou o CEO, ao citar que o Estado já possui infraestrutura industrial que pode ser beneficiada, como o próprio Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que abriga zonas industriais e recebe incentivos para atração de novos empreendimentos.

Os custos logísticos atraíram a Comexport, que anunciou a injeção de R$ 400 milhões para a produção de veículos no Ceará. O objetivo é tornar o Pace, Polo Automotivo do Ceará, no primeiro hub automotivo multimarcas do Brasil. O vice-presidente da empresa afirmou, sem pormenores, que no segundo semestre mais uma marca chinesa deverá iniciar produção na antiga fábrica da Troller, em Horizonte e que, no segundo semestre de 2026, outra montadora também passará a fabricar no Estado.

 “A indústria automotiva movimenta cargas complexas, que exigem expertise técnica e cumprimento rigoroso das normas. Estar próximo a um porto com rota direta para a China, maior exportador mundial de autopeças, é um ativo logístico importantíssimo para qualquer polo automotivo.”

Na análise de Jackson Campos, especialista em comércio exterior e diretor de relações institucionais da AGL Cargo, que realiza logística internacional, apesar de ser uma rota nova e beneficiar as regiões de Pecém e Suape, PE ela não deve ser tão influente em outros portos. “A meta desta rota é reduzir o trânsito de sessenta para trinta dias, mas já existem outras que fazem neste tempo. Por exemplo, a rota entre Santos e Shenzhen demora 29 dias, então não haverá um impacto muito grande neste quesito.”

90% dos executivos da indústria automotiva pretendem elevar investimentos em tecnologia

São Paulo – Os principais executivos da indústria automotiva afirmaram que pretendem ampliar em 20% seus investimentos em tecnologia no período de três a cinco anos. Segundo a pesquisa da Infor, empresa de software de gestão empresarial na nuvem, que ouviu quatrocentos funcionários do setor automotivo detentores de cargos relevantes, sendo 38 do Brasil, 33 da América do Sul e o restante de outras regiões, 89,5% deles querem avançar com os aportes em tecnologia.

Segundo James Barroso, diretor de estratégia da Infor no Brasil, os executivos do setor automotivo entendem que é necessário investir em mais tecnologia para manter o faturamento saudável das empresas, assim como a margem de lucro, que na indústria automotiva está cada vez mais apertada:

“Atualmente o setor automotivo está passando por uma grande revolução, seja pela chegada dos veículos semiautônomos e, em breve, dos autônomos, ou pelas metas de descarbonização que as montadoras têm que alcançar. Desta forma é necessário investir mais para seguir com o desenvolvimento de novas tecnologias produtivas e de gestão”.

James Barroso, diretor de estratégia da Infor no Brasil

As empresas precisam investir em tecnologia para manter sua competitividade global, assim como o pioneirismo em alguns casos. Atualmente sai na frente quem aposta primeiro em novas tecnologias e em novos desenvolvimentos, enquanto quem aguarda para ver se vai dar certo pode perder espaço no mercado, de acordo com o executivo.

Segundo Barroso, no caso da indústria automotiva ainda existe muito espaço para investir da porta para dentro, na produção das fábricas, com o avanço da inteligência artificial e dos robôs que interagem com os humanos nas estações de trabalho, mas também em outras áreas:

“As novas tecnologias vão além das linhas de montagem, passando por novos processos mais modernos na administração, no financeiro e, principalmente, na logística. Qual consumidor não gosta de retirar o seu carro 0 KM na concessionária antes do prazo previsto?”.

O espaço para investimentos da porta para fora é ainda maior, pois as montadoras precisam avançar na experiência dos clientes, área que deverá receber fortes investimentos nos próximos anos. Os compradores querem ter experiências novas e completas na rede de concessionárias desde o primeiro contato com o veículo até o pós-vendas, depois que já comprou o carro, pois sem isto eles migram para outras marcas. 

A chegada de novas tecnologias embarcadas nos veículos, que podem ser ofertadas como um serviço pago depois de um determinado período de experiência, gerando novas receitas para as montadoras, ponto considerado importante pelo diretor, também deverão ganhar mais espaço no Brasil e no mundo. Alguns exemplos são o OnStar, da General Motors, e o Wi-Fi da Claro que está presente no seu sistema multimídia.

Itamaracá incorpora 53 Volksbus ao transporte urbano de Recife

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus informou que a Itamaracá Transportes, empresa integrante do Consórcio Conorte, colocou em circulação 53 chassis Volksbus no transporte público de passageiros da Região Metropolitana de Recife, composta pela Capital e quatorze municípios.

Os veículos são todos do modelo VW 17.230, equipados com motor de 4,6 litros, de 230 cv de potência e 850 Nm de torque, e transmissão manual de seis velocidades de série ou a opcional automática de oito velocidades. Podendo receber carrocerias de até 13m20 o 17.230 S transporta até 42 passageiros na versão urbana.

Vendas de veículos crescem 20% na Colômbia

São Paulo – As vendas de veículos somaram 67,3 mil unidades de janeiro a abril na Colômbia, expansão de 20,4% sobre iguais meses do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Andemos, entidade que representa o mercado automotivo local. 

Em abril as vendas somaram 17,4 mil unidades, o segundo melhor resultado do ano, com alta de 13,8% na comparação com idêntico mês do ano passado e queda de 5,4% com relação a março, que foi o melhor mês de vendas no país até agora.

No primeiro quadrimestre a Renault liderou as vendas, com 9,3 mil unidades. A Kia ficou na segunda colocação com quase 9 mil e a Toyota ficou na terceira, com 6,9 mil. 

De janeiro a abril os SUVs foram os modelos mais vendidos no mercado colombiano, com 36,4 mil unidades, e hatches, sedãs e minivans somaram 17,2 mil. Em terceiro lugar ficaram as picapes com 4,8 mil vendas.

Fuchs anuncia investimento de R$ 220 milhões em nova fábrica em Sorocaba

São Paulo – A Fuchs anunciou investimento de R$ 220 milhões em nova fábrica de lubrificantes em Sorocaba, SP. A valor será aplicado na primeira fase do projeto, sendo que R$ 70 milhões já foram injetados e outros R$ 150 milhões serão aportados até a conclusão desta etapa. O início da produção, em que as primeiras células responsáveis por envase e rotulagem entrarão em operação, é previsto para o primeiro semestre.

De acordo com o diretor geral da Fuchs do Brasil, Antônio Oliveira, a nova unidade será fundamental para que a empresa amplie sua capacidade produtiva e dobre sua participação no mercado brasileiro, estimado em 1,4 milhão de m³ de lubrificantes por ano. Do total a empresa detém fatia de 1,2%.

Oliveira afirmou que a América Latina também é estratégica para o grupo, e o plano é fortalecer a presença especialmente em segmentos como indústria de alimentos, mineração, agricultura e aftermarket, onde ainda há espaço significativo para expansão.

Situada em terreno de 88,7 mil m² a nova unidade contará com área construída de 19,5 mil m². O primeiro prédio, que hoje abriga armazém, escritório e área de envase, entrou em funcionamento em junho de 2022, dando início ao centro de distribuição.

Um segundo edifício dedicado à produção de lubrificantes industriais e automotivos entrará em operação até o fim de 2026, juntamente com o parque de tancagem e laboratório de controle de qualidade.

Posteriormente será construído um terceiro edifício para a fabricação de graxas, produtos Food Grade, para a indústria alimentícia, e desmoldantes para forjaria, além de prédio específico para inflamáveis. Estas etapas garantirão transferência completa e gradual das operações atualmente realizadas em Barueri, SP. A nova unidade será cinco vezes maior que a atual.

No fim de 2024 a empresa contava com 120 colaboradores diretos e trinta indiretos. Até a conclusão da primeira fase da expansão o número de colaboradores diretos deve ultrapassar 150. Quando estiver em pleno funcionamento, em 2030, a unidade terá capacidade produtiva superior a 50 mil toneladas anuais.

Fábrica da Caio em Barra Bonita completa 10 anos de operação

São Paulo – A encarroçadora de ônibus Caio celebrou os 10 anos de operação da sua fábrica de Barra Bonita, SP. A linha de produção começou a operar em maio de 2015 e, desde então, atende a diversas demandas do programa Caminho da Escola, que tem participação relevante nas vendas de ônibus no País.

Na unidade a empresa também oferece cursos para a população da cidade e região, como o programa de orientação profissional, que é realizado em parceria com o Senai de Jaú, SP, e tem foco no desenvolvimento de jovens talentos para o mercado de trabalho.

Correios começam a testar o BYD Dolphin Mini Cargo

São Paulo – Os Correios testarão por noventa dias um Dolphin Mini Cargo, versão do elétrico compacto importado pela BYD da China adaptada para entregas em áreas urbanas. É o mesmo design do Dolphin Mini de passeio com o banco traseiro removido, o que amplia a capacidade de carga.

O Dolphin Mini Cargo alcança 280 quilômetros de autonomia e oferece 2,1 m³ de volume útil. A unidade em testes pelos Correios percorrerá as ruas de Guarulhos, SP, como parte da iniciativa da empresa de renovar e eletrificar sua frota. A expectativa é que, a partir dos resultados dos testes, novas unidades do modelo sejam adquiridas.

Osram ressalta importância do mercado brasileiro mas descarta retomar produção local

São Paulo – Não faz parte dos planos da Ams Osram voltar a produzir no Brasil mas, como quarto maior mercado de reposição do mundo e oitavo no ranking de produção de veículos, o País segue no foco da companhia.

“Não planejamos construir fábrica no momento e investiremos em atividades de marketing e vendas, na melhora das relações com os clientes. Nós temos tido muitas conversas sobre formas de expandir nosso negócio, como podemos melhorar”, afirmou a Agência AutoData durante visita ao Brasil o CEO global da divisão automotiva da Osram, Adam Wu, de origem chinesa e baseado em Munique, Alemanha.

Antes de falar sobre os planos locais, Wu disse que é preciso olhar um pouco para trás na história, uma vez que a empresa está no Brasil há mais de um século: “Somos líder global para a nossa indústria, duas vezes maior do que o segundo colocado. Neste sentido também queremos, definitivamente, fortalecer nossa liderança no mercado no Brasil, uma vez que não somos competidores regionais e o País é o mais importante da América Latina”.

Wu desculpou-se por não fornecer números, pelo fato de representar empresa publicamente listada, mas assegurou haver grande equilíbrio das regiões considerando o PIB, a produção e a frota de veículos, contexto em que o Brasil está bem posicionado: “Não é o maior mercado nem o menor, está no meio. E é muito importante para nós”.

Maior adoção de LED estimulou alta de 36% na receita em 2024

Sobre o fornecimento OEM o executivo afirmou que o movimento de migração para a tecnologia LED tem puxado para cima o desempenho local da Osram. Ressaltou que os módulos XLS, extendable light source ou fonte de luz extensível, têm sido adotados de forma crescente por fabricantes de lanternas e faróis, principalmente o grupo NAL, que fornece à Toyota.

“Nós estamos cada vez com número maior de modelos de veículos que utilizam esta tecnologia por aqui. O crescimento exponencial nos ajudou, porque o valor agregado desta linha é muito diferente.”

O resultado contribuiu com a expansão de 36% na receita gerada por OEM em 2024 no País, superando a previsão de alta de 30%. Para este ano a expectativa recuou um pouco, de 20% para 15%, mas ainda segue em dois dígitos. A justificativa dada pelo CEO da Ams Osram para o Brasil, a América Latina e a Península Ibérica, Ricardo Leptich, é que a alta superou a projeção e agora é necessário crescer em uma base maior e que, assim, a empresa optou por manter-se mais conservadora.

Leptich mencionou que a entrada de carros importados também pode afetar, em alguma medida, a produção local, o que respingaria em sua demanda, assim como o cenário de juros em trajetória ascendente na economia brasileira.

CEO da ams Osram para o Brasil, a América Latina e a Península Ibérica, Ricardo Leptich. Foto: Divulgação.

Tanto que no aftermarket, apesar de a expectativa do ano passado ter sido cumprida, com o crescimento de 5%, para este ano a projeção inicial de avançar de 12% a 15% foi ajustada para 5%. O CEO para o Brasil afirmou que o momento é de extensão de portfólio, com acessórios de bateria, tanto a parte de carregadores, como auxiliares de partida, compressores de ar e a linha de bicicletas.

“Estamos introduzindo novos produtos justamente para melhorar e aumentar a participação em segmentos nos quais não somos líderes ainda, como acontece com a parte de iluminação.”

Hoje a reposição responde por 55%, equilibrando a balança com o OEM, com 45%. 

Tecnologia premiada da Osram está presente no Brasil

Ao definir a Osram como “empresa bastante inovadora”, Adam Wu ressaltou a necessidade de tornar viável o acesso a novas tecnologias como o LED de 25 mil pixels, endereçados individualmente, que podem compor um farol inteligente. Ele fica sempre ligado, mas possui sensores que, ao identificar veículo na direção contrária, automaticamente diminui a iluminação para não ofuscar o motorista. Também pode ser usado para projetar imagens como o logo da montadora ou saudar o condutor ao entrar no veículo.

“Com este LED é possível projetar e direcionar a luz de acordo com a necessidade. Um veículo, no Brasil, que conta com os faróis dinâmicos é o Volkswagen Tiguan R-Line”, contou Leptich. “Além disto existem projetos com a Mercedes-Benz que contam, ainda, com a projeção de imagens.”

O CEO global da divisão automotiva observou que, nos últimos dez anos, o conteúdo de iluminação nos veículos tem sido crescente. E, com isto, a busca por homologação de conteúdo e a adição de novas tecnologias, igualmente, não param.

GM terá baterias com mais manganês a partir de 2028

São Paulo – Uma inovadora, embora não tão nova, tecnologia de bateria está em vias de se tornar viável pelas mãos das equipes de desenvolvimento da General Motors e da LG, por meio da joint-venture Ultium Cells. Segundo comunicado divulgado pela montadora as baterias LMR com formato prismático deverão equipar as próximas gerações de veículos elétricos, a partir de 2028, nos Estados Unidos.

LMR é a sigla em inglês para lítio com alto teor de manganês. Essas baterias são compostas por aproximadamente 35% de níquel, 65% de manganês e quase nada de cobalto. Por ser abundante e mais barato, o aumento do manganês na composição – as baterias tradicionais são compostas por 85% de níquel, 10% de manganês e 5% de cobalto – reduz os custos e permite a fabricação de células maiores, segundo a GM.

O formato prismático, retangular, em vez dos tipo pouch, parecido com um sachê, é mais eficiente segundo a GM, pois reduz em 75% o número de peças do módulo da bateria e em 50% os componentes do sistema como um todo.

As baterias com essa composição são estudadas desde os anos 1990, mas esbarravam em limitações técnicas como menor longevidade e perda progressiva de capacidade de armazenamento de energia. Mas a GM e a LG conseguiram superar essas limitações e as novas células LMR apresentaram vida útil e desempenho semelhantes à com alto teor de níquel, a custo muito mais baixo.