São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus realizou conferência anual com importadores em Buenos Aires, Argentina, a fim de reforçar plano de internacionalização e de apresentar seu novo portfólio ao Exterior. Segundo a companhia mais de cem profissionais estiveram presentes.
Foi apresentada a nova geração do Euro 5, ainda predominante na maioria dos seus mercados de exportação, assim como a do Euro 6, que além do México passa a estar disponível também na Colômbia. A empresa está ampliando a oferta de seus serviços internacionais, a exemplo do atendimento ao cliente em rota por meio do VolksAssistance via WhatsApp.
Em busca de fortalecer sua representação fora do Brasil programa especial de incentivo elabora ranking dos que tiveram melhor desempenho, sendo considerados pontos como excelência nos processos de venda e pós-vendas, melhoria contínua e crescimento sustentável.
Na sua terceira edição quem liderou a lista do Alta Performance foi a Diesa, do Paraguai, seguida pela Cemcol, de Honduras, e pela Julio César Lestido, do Uruguai.
São Paulo – Diante dos frequentes atrasos no cronograma da BYD em Camaçari, BA, que prometeu começar a montar seus carros após o Carnaval e postergou, inicialmente, para junho, o Sindicato dos Metalúrgicos local começou a se movimentar. Seu dirigente Júlio Bonfim afirmou temer que, dos 20 mil postos de trabalho prometidos pela companhia, apenas 5%, ou seja, 1 mil vagas, sejam criados. Em audiência na Câmara de Vereadores na segunda-feira, 5, ele levantou a questão: a unidade da BYD em Camaçari de fato fabricará veículos ou o local se tornará centro de distribuição com veículos semi-montados vindos da China?
À Agência AutoData Bonfim relembrou que a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, estimou que metade das 20 mil vagas de emprego seriam criadas ainda em 2025: “Neste ritmo não contratarão nem 1 mil até dezembro. Cada hora dizem uma data diferente para começar a montar os veículos. E acho difícil que o início da operação ocorra em junho”.
Stella Li estimou a geração, até o fim deste ano, de 10 mil postos de trabalho e, em 2026, de 20 mil. Mas, até o momento, há apenas 350 empregados. Foto: Thuane Maria/GOVBA.
O sindicalista contou que, atualmente, 350 profissionais trabalham para a empresa no País, dos quais 80% na área administrativa. Metade deste efetivo é de origem chinesa. Os 20% restantes, do operacional, estão até o momento fazendo treinamentos e aguardando, segundo ele.
O que mais preocupa a entidade são fatores como o aumento da importação, uma vez que a BYD já opera com quatro navios próprios, com capacidade atual de transporte de 26 mil veículos. E a partir deste ano nova rota, batizada de “dourada”, passa a encurtar o tempo de transporte de sessenta para apenas trinta dias da China ao Brasil. Até 2026 serão oito navios, podendo transportar 58 mil veículos.
“Daqui a pouco colocarão doze navios e dobrarão de novo o volume, para mais de 100 mil. Considerando que no ano passado foram emplacados 76 mil veículos da marca no Brasil, entende-se que o volume importado é capaz de suprir a demanda”, afirmou Bonfim. “Sem contar que, ao mesmo tempo, uma de suas três fábricas na China deverá ampliar sua produção dos atuais 545 mil veículos para 1 milhão/ano, ou seja, praticamente dobrará a quantidade. No ano passado foram comercializados, em todo o mundo, 4,2 milhões de unidades. Então, para quê investir em mais capacidade produtiva?”
O sindicato tem reunião marcada com a BYD para tratar dos salários das próximas contratações de operadores, que estão em fase de seleção. Enquanto isso parte da obra segue embargada após escândalos envolvendo trabalho análogo a escravidão, lembrou o sindicalista, ao citar o embargo do Ministério Público e a negociação de indenização por danos morais coletivos que partiu de R$ 250 milhões e que, agora, está em R$ 180 milhões.
“Esperamos que os governos municipal, estadual e federal se unam e façam uma interface com a empresa a fim de não permitir a redução dos empregos que nos foram prometidos para melhorarmos a renda da nossa região.”
Procurada, a BYD manifestou-se dizendo que mantém seu compromisso com a reindustrialização de Camaçari e o desenvolvimento sustentável do local. “Com investimento de R$ 5,5 bilhões, a fábrica terá capacidade inicial para entregar 150 mil veículos por ano.”
A operação terá início com a montagem dos veículos, assegurou a companhia, enquanto a unidade avança para a produção completa, com nacionalização progressiva dos modelos mais vendidos no Brasil. E reafirmou que “a estimativa é que sejam criados 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo do projeto, consolidando a fábrica baiana como o maior polo industrial da BYD fora da China”.
São Paulo – As vendas de veículos importados das dez associadas da Abeifa somaram 38 mil unidades de janeiro a abril, expansão de 28,8% sobre as 29,5 mil unidades de iguais meses do ano passado, de acordo com balanço divulgado pela entidade que representa as marcas importadoras.
Do total comercializado no primeiro quadrimestre os veículos eletrificados corresponderam por 35,4 mil unidades. Este volume foi 31,2% maior do que o vendido em iguais meses do ano passado.
Em abril as vendas de veículos importados somaram 10,6 mil unidades, crescimento de 17,1% na comparação com idêntico mês do ano passado e avanço de 5,1% com relação a março.
Até abril a marca mais vendida foi a BYD, com 30,2 mil unidades. Em segundo lugar ficou a Volvo com 2,9 mil, seguida pela Porsche com 1,9 mil.
São Paulo – A Citroën alcançou 1,9% de participação de mercado em abril, o melhor resultado para o ano. O bom resultado foi puxado pelo volume recorde de vendas do SUV Basalt, que somou 2 mil emplacamentos, o décimo modelo mais comercializado no segmento dos B-SUVs.
Vendido em três versões o Basalt já é o modelo mais emplacado da Citroën no Brasil, representando 53% do total vendido pela marca em abril. Somando todos os modelos a Citroën emplacou 3,7 mil veículos no mês passado, e no ano as vendas somaram 12,8 mil unidades, com participação de 2,3%.
São Paulo – A Mercedes-Benz atingiu a marca de 5 milhões de Sprinter produzidas em todo o mundo. A unidade de número 5 milhões foi uma eSprinter elétrica, produzida na fábrica de Charleston, Carolina do Sul. O veículo foi entregue para a FedEx que usará em suas operações de entrega.
A fábrica de Charleston é a única da montadora que produz vans na América do Norte, em operação há quase vinte anos. No ano passado a companhia investiu US$ 50 milhões na unidade para iniciar a produção da van elétrica eSprinter.
Com um dos estandes mais interativos da feira, a ZEN apostou na experiência do visitante para reforçar o comportamento de estar próxima dos públicos de reparadores, distribuidores e parceiros. Entre as atrações estavam um ambiente instagramável para fotos, uma roleta com distribuição de brindes e um carro em acrílico que expunha peças da marca. O destaque ficou por conta da estação de gravação a laser, em que os visitantes podiam personalizar um impulsor com a palavra de sua escolha — nomes próprios foram os mais populares.
A proposta foi criar conexões genuínas com o público e mostrar, de forma acessível e prática, o que a empresa fabrica. “Nosso objetivo foi traduzir a ZEN de hoje: uma indústria que mantém sua excelência técnica, mas que também quer estar próxima, ser acessível e relevante para quem lida com as nossas peças no dia a dia”, explica a gerente de Marketing da empresa, Solange Olimpio.
A abordagem reflete a transformação cultural em curso na companhia, que nos últimos anos vem reposicionando sua marca para além da atuação tradicional. Atualmente, a ZEN busca ampliar sua presença e influência junto aos públicos da ponta, investindo em escuta ativa, canais de relacionamento e ações de presença de marca.
Além das ações voltadas à experiência, a empresa também apresentou seu portfólio de soluções em forjamento e usinagem, com destaque para componentes como impulsores, anéis ABS, relês de partida, alternadores, motores de partida, polias, tensores, correias e rolamentos. As soluções atendem a 18 linhas de produtos voltadas a veículos leves, pesados, motocicletas, além de aplicações agrícolas e náuticas.
A participação na feira ocorre em meio à ampliação da planta fabril da empresa em Brusque (SC), que recebeu um investimento de R$ 150 milhões e ganhou mais 6.000m². A empresa está investindo em equipamentos modernos, como uma prensa horizontal de 1.200 toneladas e seis estágios, o que deve ampliar a capacidade produtiva da companhia.
Fundada em 1960, a ZEN exporta para mais de 60 países e mantém unidades nos Estados Unidos, México, Panamá, Europa e China. No Brasil, além da fábrica em Santa Catarina, a empresa inaugurou recentemente um escritório comercial em São Paulo, como parte da estratégia de aproximação com clientes e mercados.
São Paulo – Com 12% de queda nas vendas de janeiro a abril na comparação com igual período do ano passado a General Motors perdeu em doze meses quase 2 pontos de participação no mercado brasileiro. Segundo dados do Renavam a Chevrolet, que se manteve na terceira posição do mercado, registrou 86,8 mil emplacamentos no primeiro quadrimestre, 10 mil a menos do que um ano atrás.
É a maior queda do mercado nacional. A fábrica de Gravataí, RS, de onde saem o Onix e o Onix Plus, opera em layoff desde o fim de abril para adequar a produção à demanda. O hatch, que chegou a ser o mais vendido do mercado brasileiro, ocupa a quinta posição do ranking no primeiro quadrimestre.
Sem grandes lançamentos previstos para os próximos meses – segundo fontes do setor a renovação do SUV Tracker, que poderá incluir um sistema híbrido flex, deverá ser apresentada apenas no fim do ano – a GM prepara a chegada de modelos importados, elétricos, que não deverão gerar grandes volumes até dezembro. A tendência, portanto, é esta queda se acentuar.
Outras marcas ganham espaço perdido pela Chevrolet. Honda e BYD, por exemplo, cresceram mais de 30% de janeiro a abril. A chinesa passou a Nissan e ocupa, agora, a nona posição do ranking de marcas.
A liderança continua com a Fiat, que cresceu acima da média do mercado. A Volkswagen manteve a segunda posição.
Na evolução da relação dos consumidores com o varejo de veículos, as concessionárias, os processos digitais de venda avançam cada vez mais fundo, de acordo com a vontade dos clientes e a criatividade da indústria e sua rede franqueada. Segundo recente estudo da Decoupling os compradores de veículos buscam cada vez mais conveniência e digitalização, o que muda a experiência física com os produtos.
Leandro Guissoni, cofundador da Decoupling BR, resume o cenário: “A indústria de automóveis observou uma queda nas visitas às concessionárias [por comprador], de uma média de dez, em 2017, para 1,3, em 2024. Ou seja, as empresas tradicionais do setor precisam entender que os consumidores buscam tudo o que for em benefício da conveniência e da transparência, porque este é um setor que ainda sofre muito com variações de preços e assimetria de informações, algo que o ambiente digital ajuda a romper”.
O test drive ainda permanece como experiência presencial valiosa e satisfatória, apesar da diminuição da importância das outras experiências físicas no ato de se comprar um carro. Em contrapartida o financiamento de veículos nas concessionárias torna-se menos relevante devido à facilidade de comparação de taxas em plataformas digitais.
Os desafios atuais do varejo de veículos para atrair consumidores vão além da competição dos fabricantes, segundo Guissoni. Agora abrangem outros fatores no setor de mobilidade como um todo. A mudança nos hábitos dos consumidores, como maior idade média para tirar a primeira CNH e a ascensão de novos modelos de negócios, como aplicativos de transporte e locadoras que oferecem carros por assinatura, fragmentou a cadeia de valor. “Todo esse processo foi fatiado. Antes você tinha grandes empresas que dominavam todos esses elos das atividades do cliente na venda de automóveis. E hoje, o que eu vejo mais e mais, são mais empresas que passam a fazer parte dessas atividades”, pontua Guissoni.
As grandes empresas, avalia, precisam entender em quais atividades podem se especializar e inovar para melhorar a experiência do cliente, especialmente em etapas críticas, como a avaliação de carros usados, uma área em que a satisfação é mais baixa.
Iniciativas como o marketplace de seminovos da Chevrolet e a startup Instacarro, que facilita a negociação de veículos usados por meio de um leilão virtual de proprietários com lojistas, exemplificam como atender às dores dos consumidores. Além disso há oportunidades para melhorar a experiência do cliente, reduzindo a necessidade de visitas à concessionária e colaborando com empresas que oferecem serviços complementares, resultando em maior satisfação e atração de novos clientes.
Uma inovação destacada pelo fundador da Decoupling é o lançamento da Amazon Autos nos Estados Unidos, uma plataforma digital de venda de carros em parceria com concessionárias, permitindo que os consumidores escolham e comprem veículos on-line, mantendo a entrega pelas lojas. Guissoni avalia que essa abordagem híbrida equilibra a força da Amazon no e-commerce com a dinâmica das concessionárias, representando uma mudança significativa no negócio que deve se expandir para o Brasil nos próximos anos, com outros marketplaces digitais interessados pelo setor.
JORNADA DE COMPRA DIGITAL
Esta reportagem foi publicada na edição 420 da revista AutoData, de abril de 2025. Para ler sua íntegra clique aqui.
São Paulo – A fábrica do Grupo BMW em Manaus, AM, iniciou a produção do novo scooter C 400 X. É o terceiro modelo a ter fabricação iniciada este ano, de um total de seis aguardados.
Segundo o diretor da fábrica de Manaus, Alex Donatti, o ritmo acelerado demonstra a relevância da fábrica no ecossistema global da BMW Motorrad, além da confiança na demanda do mercado brasileiro.
São Paulo – Como plano de marketing a Audi usou o dia 5 do quinto mês do ano para iniciar a pré-venda no Brasil do novo A5, em versão única de R$ 380 mil. É o primeiro modelo produzido sobre a nova plataforma PPC, plataforma premium a combustão, que oferece uma melhor condução, segundo a montadora, a chegar ao mercado brasileiro.
O novo Audi A5 ficou maior, mais moderno e mais potente com o motor TFSI 2.0 turbo de 272 cv de potência, acoplado a câmbio automático S tronic de sete marchas. Por fora o modelo traz novos faróis mais finos, grade frontal e capô redesenhados. Na traseira a novidade fica por conta das lanternas redesenhadas que também ficaram mais finas e se conectam pela tampa do porta-malas.
O quadro de instrumentos é digital de 11,9 polegadas e o kit multimídia tem tela de 14,5 polegadas sensível ao toque. A lista de itens de série ainda oferece ar-condicionado digital e automático de zona dupla, piloto automático adaptativo, diversos assistentes de condução, como de manutenção de faixa e de frenagem, alerta de atenção caso o motorista aparente sinais de sonolência ao volante.