São Paulo – A Disal Consórcio encerrou 2025 com R$ 6,7 bilhões em créditos comercializados de veículos. O grupo afirmou que o desempenho ficou 86% acima da média do mercado, que avançou 14,3% segundo a Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio. Ao todo foram vendidas mais de 70 mil cotas, conforme a empresa, 40,7% além do mercado.
O cenário resultou na atração de pessoas com maior poder aquisitivo que, consequentemente, elevaram o tíquete médio de operação da Disal Consórcio, estabelecido em R$ 112,6 mil, valor 60% acima do mercado, segundo a empresa.
Para 2026 a companhia informou, sem pormenores, que projeta dar continuidade ao ciclo de expansão, com investimentos em tecnologia, aprimoramento das jornadas digitais e fortalecimento da rede de concessionários e parceiros.
São Paulo – Sob o conceito que engenheiros de marketing chamam de luxo silencioso e com preço gritante de quase R$ 300 mil – ou, para os mais pobres, R$ 299 mil 990 – a Volkswagen apresentou à imprensa e a seus concessionários a terceira geração do Tiguan, SUV que chega ao mercado brasileiro em versão única, R-Line, para reocupar o topo da pirâmide de cinco SUVs da marca vendidos aqui.
Trazido do México isento de imposto de importação o Tiguan é o décimo-primeiro da lista de 21 lançamentos prometidos pela Volkswagen no Brasil, dentro do programa de investimento de R$ 20 bilhões no período 2022-2028. O SUV já tem dezessete anos de história e é o mais vendido da marca em todo o mundo, com 8 milhões em oitenta países.
“O Tiguan é uma força global da Volkswagen”, resumiu Martin Sanders, membro do board executivo da companhia responsável por vendas e marketing, que veio ao Brasil para acompanhar a apresentação dos planos da fabricante na América do Sul a concessionários e executivos.
No Brasil, desde 2009, já foram vendidos mais de 65 mil Tiguan, que é um dos carros mais lembrados por clientes da marca. Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil, entende que o novo Tiguan chega para consolidar a já bastante ampla liderança da marca no segmento de SUVs no País, com mais de 41 mil unidades, de quatro modelos, emplacadas no primeiro trimestre deste ano: “Queremos continuar nesse passo de sucesso com uma gama completa de SUVs”.
Possobom avaliou que, apesar da concorrência com origem na China com produtos equivalentes mais baratos, a Volkswagen segue sustentando sua posição como marca forte e produtos valorizados pelos clientes e concessionários: “Não vamos entrar em guerra de preços e entregar carros desvalorizados, pois queremos que o cliente continue conosco. Estamos com plano certo e só não vendemos mais porque não temos produto para entregar: em janeiro limpamos o pátio”.
O plano de vendas do novo SUV no mercado brasileiro será o mesmo adotado nos lançamentos da Volkswagen desde o ano passado com o Tera: a abertura simultânea de vendas nas concessionárias, que no caso do Tiguan está marcada para o próximo 7 de maio.
“Começaremos a vender só quando o produto já estiver nas concessionárias. É uma fórmula que está dando certo: vendemos mais de 12 mil Tera no primeiro dia e, este ano, mais de 1,9 mil unidades do Taos.”
O novo Tiguan chega ao Brasil só na versão R-Line, equipada com o mais potente motor 2.0 a gasolina da história da marca, com 275 cv e torque máximo de 250 Nm. Construído sobre a plataforma MQB Evo o modelo é recheado de tecnologias e avançados sistemas de segurança ativa e infoentretenimento.
Contudo só a versão a combustão está disponível no Brasil, porque é a única opção produzida no México, de onde o carro vem isento do imposto de importação. Na Alemanha e na China o SUV também é fabricado em versões híbridas leve, plena e plug-in.
São Paulo – O centro de distribuição da GWM em Cajamar, SP, contabiliza mais de 800 mil peças em estoque, avaliadas em R$ 85 milhões. Em 2025 a empresa informou ter alcançado índice de disponibilidade de peças de 98% para seus seis modelos disponíveis no mercado brasileiro: Haval H6 e H9, ORA 03, Tank 300, Poer P30 e Wey 07.
Neste período a área operacional foi ampliada de menos de 1 mil m² para mais de 8 mil m². Foi possível porque, desde a inauguração, a GWM estruturou modelo logístico escalável, preparado para acompanhar a expansão da linha de veículos da marca. De acordo com a montadora em casos críticos é possível enviar uma peça para Manaus, AM, por exemplo, em até dois dias.
A entrega dos componentes de maior giro é feita por caminhões elétricos com zero emissão de poluentes.
Dentre os diferenciais do armazém a GWM cita o estoque de 100% das baterias de alta voltagem de todos os seus veículos híbridos e elétricos. Com a chegada de novos modelos, prevista para este ano, a expectativa da montadora é de que o centro de Cajamar finalize 2026 com números ainda maiores.
São Paulo – A CNH Industrial reuniu parte de sua cadeia de suprimentos na cerimônia de premiação Suppliers Excellence Awards 2026 em Curitiba, PR, a fim de reconhecer as empresas com as melhores práticas e resultados em doze categorias. A Aptiv foi eleita a fornecedora do ano e ainda arrematou outros dois troféus.
A tônica da nona edição do SEA foi o balanço de que 2025 exigiu resiliência, flexibilidade e foco para a entrega de resultados. E que este ano não será diferente, ao exigir dos fornecedores a mesma posição em ambiente de austeridade e volatilidade, considerando os desafios geopolíticos, para seguir melhorando a competitividade da companhia.
O presidente da CNH Industrial para a América Latina, Rafael Miotto, assinalou que os ciclos e as instabilidades continuarão existindo, por isso a necessidade de a cadeia ser cada vez mais eficiente e resiliente:
“Buscamos reunir aqui fornecedores de alto desempenho com execução disciplinada para elevar toda a cadeia em outro patamar”, afirmou. “Rumo ao caminho ousado de transformação que buscamos o primeiro pilar é o de eficiência operacional. Queremos elevar a empresa a um nível de resiliência, simplicidade de processos e competitividade muito superior ao que já tivemos em nosso passado recente”.
Segundo Miotto a qualidade é mentalidade daqui para a frente para os fornecedores da CNH Industrial. E, para tanto, é preciso trabalhar em novos níveis de controles internos, antever situações e garantir que o cliente terá experiência de excelência ao gerar valor para sua experiência: “Fabricamos produtos premium e, até 2030, queremos ser referência em qualidade a nível regional e global e ser melhores antes de ser maiores”.
Conheça os vencedores do Suppliers Excellence Awards 2026 em suas doze categorias:
Excelência Comercial Capex: Heller Excelência Comercial Serviços: Accenture Excelência Operacional Transportes OES: Carvalima Excelência Operacional Transportes OEM: Estrela do Oriente Excelência Operacional Logística e Entregas: Agropertences Iron + Tech Liderança de Produto: Aptiv Qualidade: Jost Excelência Comercial OES: Aptiv Excelência Comercial OEM: Tecparts Sustentabilidade/Responsabilidade Social: Gerdau Geminar Sustentabilidade/Meio Ambiente: SKF Restaura Rolamentos Usados Fornecedor do ano: Aptiv
A companhia não informou o número de empresas participantes desta edição da premiação mas garantiu que foram elegíveis todos os fornecedores com faturamento anual superior a US$ 300 mil.
São Paulo — A BYD já é a responsável por 125 carregadores rápidos em operação pública, distribuídos por concessionárias nas cinco regiões do Brasil. A expectativa da companhia é a de que esta malha chegue a 225 pontos até o fim de 2026.
Hoje concentrada em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia, além de Brasília, DF, a rede segue em crescimento e começa a alcançar novos pontos fora dos grandes centros. Duque de Caxias, RJ, Altamira, PA, Cacoal, RO, e Pelotas, RS, já receberam equipamentos, indicando uma interiorização gradual da infraestrutura.
Os carregadores instalados são do tipo rápido em corrente contínua, DC, com potência de 60 kW a 120 kW. Na prática permitem recuperar cerca de 20 kWh em aproximadamente trinta minutos. O serviço é operado por meio do aplicativo da própria marca, que reúne funções como localização dos pontos e acompanhamento da recarga. O custo médio gira em torno de R$ 2,38 por kWh, com tíquete próximo de R$ 49 por sessão.
O crescimento da rede acompanha a evolução da base de usuários. Dados da empresa mostram que o número de cadastrados saltou de 59,9 mil em meados de 2025 para 166 mil em março deste ano, um avanço de aproximadamente 177% no período.
A próxima etapa envolve a introdução de carregadores ultrarrápidos, capazes de reduzir significativamente o tempo de recarga. Em testes globais, a tecnologia permite levar a bateria de 10% a 70% em poucos minutos. A previsão, segundo a BYD, é iniciar esta operação no Brasil ainda em 2026, com a primeira unidade prevista para Brasília. A meta é ter instalado 1 mil carregadores ultrarrápidos no País até 2027.
São Paulo — A Leapmotor inaugurou em Munique, Alemanha, seu primeiro centro de inovação fora da China. O espaço concentrará atividades de design e engenharia dedicadas ao desenvolvimento de produtos com foco em mercados internacionais.
Segundo a empresa a estrutura na Europa busca aproximar o desenvolvimento de veículos das demandas locais, incorporando tendências e preferências de consumidores fora do seu mercado de origem.
A unidade está instalada no distrito de Schwabing-Freimann, região que reúne empresas e profissionais ligados à indústria automotiva e à tecnologia. A estratégia inclui integrar equipes e competências globais para adaptar projetos e ampliar a competitividade da marca em diferentes regiões.
São Paulo — A Volvo passou a oferecer no Brasil escavadeira elétrica de médio porte, ampliando sua linha de máquinas sem emissões. A EC230 Electric, na faixa de 23 toneladas, é indicada para operações como movimentação de terra, resíduos e sucata, especialmente em ambientes que exigem menos ruído e corte de CO₂.
O modelo combina motor elétrico com desempenho equivalente ao de versões a diesel da mesma categoria. A potência contínua é de 110 kW, com pico de 160 kW, suficiente para manter produtividade em aplicações mais exigentes.
A autonomia chega a até nove horas, com baterias de fosfato de ferro-lítio, LFP, de 423 kWh. Em operações menos severas a máquina pode cumprir uma jornada completa com recarga fora do turno.
Já em aplicações mais intensas, como movimentação contínua de materiais, a operação tende a exigir recargas intermediárias ao longo do dia, realizadas em paradas programadas, como intervalos de turno, para manter a disponibilidade do equipamento. Com carregador rápido de 240 kW o nível de bateria pode ir de 5% a 95% em cerca de noventa minutos, permitindo recuperar carga suficiente em janelas curtas e sustentar ciclos contínuos de trabalho.
Campinas, SP — A John Deere ampliou o escopo dos lançamentos no Brasil com um pacote que avança sobre eficiência operacional, conectividade e redução direta de custos. Este novo portfólio com mais de vinte novidades apresentado na Casa John Deere na segunda-feira, 23, no que foi considerado o maior evento de lançamentos da empresa no Brasil, pretende atender às demandas dos agricultores sobretudo em duas etapas críticas: plantio e pulverização.
Em entrevista à Agência AutoData Cristiano Correia, vice-presidente de sistemas de produção para a América Latina, lembrou que esta frente responde diretamente à estrutura de custos do campo: “No Brasil plantio e pulverização são dos maiores custos da produção de soja e milho. Todo o desenvolvimento parte desta premissa: reduzir gastos e aumentar produtividade”.
Como resume Correia o critério central é o retorno financeiro para o produtor pois “tudo o que a gente desenvolve precisa ter impacto real. Não é tecnologia por tecnologia: é resultado no campo”.
Durante o evento na Casa John Deere gerentes das áreas técnicas apresentaram à imprensa algumas das novidades, como a escavadeira Dex, o pulverizador 440R, as colheitadeiras S4 e S7 e o trator 8R.
Pulverização com mais precisão
O principal salto tecnológico está na linha de pulverizadores 400R, que passa por reformulação completa. Além de ganhos operacionais, como redução de até 10% no tempo de abastecimento e até 50% no tempo de ajustes, o foco está na aplicação inteligente.
O sistema See & Spray é o centro deste projeto e foi equipado com câmaras e sensores. Ele identifica plantas daninhas em tempo real e aplica herbicida apenas nos pontos necessários. A empresa indica economia média de 50% no seu uso, podendo chegar a mais de 90% em cenários específicos, além de maior precisão em comparação a métodos convencionais.
Esse tipo de tecnologia também altera a lógica da operação e, em vez de aplicações uniformes, o produtor passa a trabalhar com doses variáveis e intervenções pontuais, reduzindo desperdícios e impacto ambiental.
Plantio e logística
No plantio os lançamentos combinam potência e soluções para mobilidade, sendo considerado um ponto crítico em fazendas de grande extensão e uma demanda apresentada por agricultores.
A nova série 8R, com modelos que chegam a mais de 600 cv, traz sistemas que ajustam automaticamente a potência conforme a carga de trabalho, mantendo ritmo constante e reduzindo consumo desnecessário. Outro destaque é a transmissão elétrica que permite alimentar implementos diretamente, eliminando equipamentos adicionais no campo.
Já a plantadeira DB transportável atua em um problema operacional clássico: o deslocamento por áreas. O equipamento reduz de dias para poucas horas o tempo necessário para transporte e preparação, diminuindo o risco de perda da janela ideal de plantio.
Para propriedades menores a empresa também reforça seus projetos com máquinas mais compactas mas ainda equipadas com sistemas de precisão e de controle de plantio.
Digitalização e monitoramento
Outro eixo relevante apresentado na Casa John Deere é a incorporação de sistemas digitais embarcados. Tecnologias como visão computacional e sensores passam a acompanhar operações linha a linha, identificando falhas e permitindo correções imediatas.
É o caso do ExactStand, dedicado ao plantio de cana-de-açúcar, que monitora a distribuição de mudas e alerta o operador em tempo real. Segundo a fabricante a proposta é reduzir desperdícios e garantir maior uniformidade da lavoura, um fator diretamente ligado à produtividade .
Além disso a conectividade via satélite e plataformas de gestão permitem que dados das máquinas sejam analisados remotamente, ampliando o controle da operação.
Colheita
Na colheita os lançamentos seguem a mesma linha de automação. A nova plataforma de milho CR automatiza ajustes que antes eram manuais, adaptando-se às condições da lavoura em tempo real. Já a colheitadeira S4 incorpora recursos de sincronização das máquinas e monitoramento contínuo para reduzir perdas.
Estas soluções se conectam com máquinas de plantio e pulverização, formando um sistema integrado.
São Paulo – Em fevereiro foram comercializados 865,4 mil veículos de passeio na União Europeia, volume 1,4% superior ao do mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Acea, que representa as montadoras instaladas no bloco. Cresceram as vendas de híbridos plug-in, 32,1%, híbridos fechados, 10,1%, e 100% elétricos, 20,6%, enquanto caíram as de gasolina, 17,8%, e diesel, 12,8%.
O desempenho positivo do segundo mês não foi suficiente para reduzir a queda de janeiro e as vendas, no primeiro bimestre, fecharam com saldo 1,2% inferior ao do mesmo período de 2025, somando 1,6 milhão de unidades. De novo alta dos PHEV, 30,6%, HEV, 8,3%, BEV, 22,3%, e queda na venda dos modelos a combustão, 23,3% gasolina e 17,7% diesel.
Os veículos híbridos representaram 38,7% das vendas do bimestre, os a gasolina 22,4%, os elétricos 18,8% e os híbridos plug-in 9,8%. Os carros a diesel são apenas 8,1% do mercado.
Campinas, SP — O mercado de máquinas agrícolas deve seguir em ritmo moderado em 2026, com produtores mais cautelosos diante do custo elevado do crédito e de preços ainda pressionados das commodities. A leitura é de Rodrigo Bonato, vice-presidente de vendas e marketing da John Deere para a América Latina, ao analisar as demandas dos clientes em feiras e eventos, como ExpoAgro, Show Rural e até ExpoActiva, na Argentina.
Segundo ele, apesar das dificuldades recentes o clima no campo é mais positivo do que nos últimos anos: “É unânime que a produtividade este ano está melhor. O produtor do Paraná está bastante satisfeito, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu muito com o clima nos últimos anos. Mesmo assim o ânimo é muito mais otimista olhando para frente.”
Bonato destacou que este otimismo, no entanto, não tem se traduzido diretamente em compras de máquinas: “Os produtores estão vindo em busca de tecnologia, e não necessariamente em busca da compra do equipamento. É atualização, conexão da frota, uso de dados para tomar decisão mais rápida. O movimento hoje é muito mais de planejamento e de aperfeiçoamento do uso dos dados”.
Na avaliação do executivo o principal fator que limita uma retomada mais forte é o custo do financiamento. “Com a Selic neste patamar, você chega facilmente a taxas de 18% a 20% ao ano. Isto traz um desafio muito grande para o tempo de pagamento do investimento. O produtor precisa pensar muito antes de fazer uma compra”.
Esse cenário também tem impacto direto sobre a operação industrial. A companhia adotou ajustes pontuais na produção, como na fábrica de Horizontina, RS, que lançou mão de férias coletivas e layoffs: “É um movimento normal de mercado. Em anos de alta ou de baixa a gente precisa ajustar a capacidade. Não podemos ter a rede de concessionários estocada com este nível de juros porque gera peso financeiro muito grande”.
Os números do início do ano refletem esta mudança no comportamento de compra: “Quando você olha colheitadeiras, que são investimentos mais altos, o primeiro trimestre veio um pouco menor. Já em tratores o mercado está mais neutro, mas com uma troca de perfil”, disse. “Hoje há mais demanda por tratores de menor potência, ligados à pecuária e ao café, que vivem um momento melhor”.
Para Bonato o produtor tem adotado uma postura mais estratégica diante do cenário: “Ele precisa conhecer bem o preço pelo qual vende, ter controle de custos e usar tecnologia para tomar decisão, não só no campo mas, também, na compra e na venda. Com produtividade boa, mesmo com preço mais baixo, ainda é possível manter a atividade”.
Apesar das incertezas no curto prazo o executivo reforçou a importância da visão de longo prazo no agronegócio: “A agricultura é feita de ciclos. Nem só de alta, nem só de baixa. Tanto nós quanto o produtor pensamos sempre no longo prazo”.