EX5 EM-i marca a estreia da Geely nos híbridos plug-in no Brasil

São Paulo — O primeiro lote do Geely EX5 EM-i desembarcou no porto de Paranaguá, PR, antecipando a estreia do SUV apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025. O modelo será lançado nas próximas semanas, inicialmente como importado. O plano, no entanto, já prevê produção local no segundo semestre, no Complexo Industrial Ayrton Senna, no Paraná.

Desenvolvido sobre a arquitetura global GEA o EX5 EM-i aposta em eficiência energética, maior aproveitamento de espaço interno e pacote tecnológico como diferenciais para entrar em um segmento cada vez mais competitivo.

A movimentação logística também incluiu o reforço de estoque do EX2. Novos lotes do hatch elétrico desembarcaram junto com o SUV para atender à demanda crescente pelo modelo, que registra forte desempenho em mercados internacionais.

Toyota abre 230 vagas no Brasil e lança novo portal de carreiras

São Paulo — A Toyota abriu 230 vagas no Brasil e colocou no ar uma nova plataforma de carreiras para centralizar o recrutamento e ampliar o alcance das oportunidades. A empresa prevê a criação de seiscentos novos postos até o fim de 2026, movimento atrelado ao ciclo de investimentos de R$ 11,5 bilhões anunciado até 2030.

As vagas estão distribuídas em áreas operacionais e administrativas, com oportunidades em produção, manutenção, comercial, tecnologia da informação, saúde e segurança e qualidade. A abertura acompanha o ritmo de crescimento da operação local que, segundo a Toyota, deve ganhar reforço nos próximos anos.

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Scania vê aumento no interesse de cidades por ônibus a biometano

Goiânia, GO – A chegada dos ônibus movidos a biometano às operações do transporte urbano de Goiânia, GO, colocou outras cidades no radar da tecnologia. Segundo Alex Nucci, diretor de vendas da Scania, o projeto despertou o interesse de algumas capitais que avaliam adotar o combustível como alternativa para descarbonização do transporte público.

De acordo com o executivo além de Goiânia, capitais e polos regionais como São Paulo, Curitiba, PR, Ribeirão Preto, SP, e Rio de Janeiro, RJ, já iniciaram negociações com a empresa visando a projetos semelhantes: “São Paulo está avançando bastante na discussão e buscando viabilidade econômica. Curitiba também já nos procura, assim como Ribeirão Preto, que tem forte vocação na região da cana. No Rio de Janeiro há interesse principalmente por causa da disponibilidade de biometano em Seropédica”.

Embora ainda sem volumes definidos Nucci avaliou que o movimento é consistente e tende a ganhar escala nos próximos anos: “Este ano ainda deve ser de maturação, com projetos sendo estruturados. Mas a partir de 2027 vemos o gás despontando como uma segunda alternativa relevante ao elétrico”.

Trajetória

O avanço atual do biometano no transporte público é resultado de jornada iniciada em 2014, quando a Scania trouxe ao Brasil o primeiro ônibus movido a gás natural e biometano para demonstrações. Desde então a companhia acumulou experiências com testes, lançamentos e operações reais em diferentes regiões.

Em 2016 lançou o primeiro ônibus nacional a gás e, em 2018, introduziu a linha de caminhões movidos ao combustível no mercado brasileiro. A comercialização ganhou escala a partir de 2019, enquanto os testes com ônibus urbanos e rodoviários se intensificaram de 2023 a 2025, incluindo operações reais com biometano em cidades como Curitiba e Londrina, PR.

A entrega dos articulados em Goiânia representa, segundo Nucci, a consolidação deste processo: “O mercado começou a entender que aqui é possível evoluir com o gás. Agora estamos vendo isso se transformar em projetos concretos”.

Escala mais rápida do que o elétrico

Na avaliação do executivo o gás, e em especial o biometano, tem potencial de expansão mais acelerado do que a eletrificação, principalmente por exigir menor complexidade de infraestrutura:

“O elétrico é extremamente eficiente no custo operacional, mas demanda investimento inicial alto e infraestrutura mais complexa. O gás, por ter capex menor e estabelecimento mais simples, permite uma adoção mais rápida”.

Ele ressaltou que, em cenários onde já existe rede de gás ou produção de biometano, a implementação tende a ser ainda mais ágil: “Se você já tem gasoduto ou oferta de biometano a equação fica muito mais simples”.

Goiânia, por exemplo, não possui produção local estruturada e, neste primeiro momento, depende do fornecimento de biometano vindo de outros estados, enquanto avança na criação da infraestrutura necessária para produzir o próprio combustível.

Modelo segue curva dos caminhões

Nucci comparou o momento atual dos ônibus a gás com o início da trajetória dos caminhões movidos ao combustível no Brasil, lançados pela Scania em 2018: “Demoramos de três a quatro anos para estruturar corredores verdes, parcerias com distribuidores e criar um ecossistema viável. Nos primeiros quatro anos vendemos cerca de quinhentos caminhões. Nos dois anos seguintes o número saltou para 1,5 mil. A escala vem depois da maturação”.

Dados da própria companhia mostram que mais de 2 mil caminhões a gás já foram vendidos no Brasil desde 2019, com expectativa de acréscimo de cerca de quinhentas unidades em 2026. A expectativa é que o mesmo comportamento se repita no transporte urbano: “Agora estamos começando com os ônibus, mas já com uma base mais estruturada. Isso deve acelerar a curva”.

Investimentos

Segundo Alex Nucci o plano da Scania não exige aportes adicionais fora do planejamento global da companhia. Os investimentos em novas tecnologias já estão incluídos nos ciclos industriais: “O último ciclo, de 2025 a 2028, prevê cerca de R$ 2 bilhões e contempla, dentre outras coisas, a evolução do portfólio sustentável”. Nos ciclos anteriores a empresa investiu R$ 2,6 bilhões de 2016 e 2020 e mais R$ 1,4 bilhão de 2021 a 2024, direcionados à modernização industrial, linha de produtos e sustentabilidade.

Com isto a operação brasileira passou a assumir papel fundamental dentro da companhia: “Hoje o Brasil é o hub de produção de motores a gás da Scania”.

Ganhos operacionais e evolução técnica

O avanço da tecnologia também passa por melhorias operacionais. Um exemplo citado por Nucci foi a ampliação da capacidade do eixo dianteiro dos caminhões, que permitiu aumento de autonomia: “Saímos de 450 quilômetros para cerca de 650 quilômetros, o que representa uma jornada completa sem necessidade de parada para abastecimento”.

Nos ônibus urbanos a configuração com cilindros de fibra de carbono no teto já permite autonomia superior à demanda diária: “Um veículo que roda de 250 a 300 quilômetros por dia pode atingir mais de 400 quilômetros de autonomia, o que garante viabilidade operacional”.

Apesar dos avanços há restrições importantes no uso do gás, principalmente relacionadas à capacidade de armazenamento: “Existe um limite regulatório. Assim como no diesel há um teto antes de ser considerado carga perigosa, no gás também há um limite equivalente em volume. Isto impede simplesmente aumentar a quantidade de cilindros indefinidamente”.

Segundo ele a indústria avalia alternativas como o uso de cilindros mais leves e eficientes, mas sempre equilibrando custo e legislação: “Os cilindros de fibra de carbono são mais leves, mas também mais caros. É uma equação que precisa fechar”.

Viabilidade econômica no transporte urbano

Para Nucci o biometano se posiciona como uma solução intermediária do diesel ao elétrico, tanto em custo quanto em complexidade: “Se colocarmos numa base 100 para o diesel o elétrico pode chegar a duas vezes e meia este valor, enquanto o gás fica cerca de 40% a 50% acima. Ele ocupa um meio do caminho”.

Além disto a infraestrutura de abastecimento é mais simples: “É muito mais fácil estruturar um ponto de abastecimento dentro da garagem do que adotar uma rede de recarga elétrica”.

O executivo destacou que o avanço do gás também depende da articulação de diferentes agentes, incluindo poder público, operadores e fornecedores: “Não pode ficar tudo na conta da Prefeitura, nem na do fabricante, nem na do fornecedor de energia. Cada parte precisa assumir um papel para tirar o projeto da prancheta”.

Ele citou o modelo de financiamento como um dos pontos-chave: “Hoje se discute muito o financiamento do projeto, que permite estruturar garantias e reduzir o risco para os financiadores, tornando-o mais viável”.

TCO próximo ao diesel é decisivo

Na análise da Scania a viabilidade do gás passa por manter o custo total de operação próximo ao diesel, referência do setor: “O TCO varia muito conforme operação, topografia e gestão, mas o importante é que ele esteja próximo ao diesel. Quanto mais próximo mais fácil tornar viável”. Isto porque alguns fatores, como manutenção e investimento inicial, tendem a ser superiores: “Se o combustível não compensar esta diferença a conta não fecha”.

Nucci afirmou ainda que os custos de manutenção do gás já são mais conhecidos, enquanto o elétrico ainda está em fase inicial de avaliação: “O gás tem custo de manutenção cerca de 10% a 15% maior que o do diesel. Já o elétrico tende a ser mais barato, mas ainda não temos um ciclo completo para afirmar com precisão”.

Projeção de mercado

A Scania projeta crescimento gradual das vendas de veículos a gás no Brasil, somando caminhões e ônibus: “A expectativa é chegar próximo ou até superar 3 mil unidades em 2026”. Para ele o potencial é significativo: “O gás tem capacidade de escalar mais rapidamente. O elétrico também vai crescer, mas em ritmos diferentes, dependendo da infraestrutura disponível”.

Nucci destacou que o principal obstáculo para a expansão da tecnologia no Brasil não foi técnico, mas de mercado: “A Scania já tinha essa tecnologia há mais de quinze anos na Europa. O desafio aqui foi a demanda. Quando o mercado começou a enxergar viabilidade passamos a investir mais fortemente e depois nacionalizamos o motor”.

Especial Yaris Cross: Reter, conquistar e reconquistar.

Expandir horizontes e aumentar participação de mercado, com a retenção, conquista e reconquista de clientes. Em resumo esta é a missão do Yaris Cross no contexto do plano estratégico da Toyota para o Brasil e a América Latina. Por isto o novo SUV compacto, lançado no início de março primeiro para os brasileiros, é considerado pela companhia como “pilar central do ciclo de investimento de R$ 11,5 bilhões” anunciado para desenvolvimento de produtos e ampliação de instalações da fabricante no País até 2030.

Como resumiu Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, ainda na primeira apresentação do modelo, em novembro do ano passado, “o Yaris Cross é um passo importante de nossa história no País que em 2026 completa 70 anos”. 

Ele justificou: “O modelo será a porta de entrada para clientes que querem um Toyota híbrido. Ele é o primeiro híbrido flex [pleno] lançado na categoria [de SUVs compactos]. Nosso sucesso com esta tecnologia no mercado brasileiro evolui ano a ano, com mais de 100 mil Corolla sedã [lançado em 2019] e Corolla Cross [de 2021] já vendidos. E foi este sucesso que justifica o investimento de R$ 11,5 bilhões que estamos fazendo para aumentar a fábrica [de Sorocaba, SP] e lançar dois novos híbridos, sendo o primeiro deles o Yaris Cross” – o segundo modelo deste ciclo, ainda não confirmado pela empresa, deverá ser uma picape média-compacta monobloco, do mesmo segmento da Fiat Toro.

Esta reportagem foi publicada na edição 430 da revista AutoData, de Março de 2026. Para lê-la completa clique aqui.

Caoa Changan Uni-T por R$ 170 mil promete o melhor custo-benefício no segmento premium

Anápolis, GO – A Caoa surpreendeu o mercado brasileiro na quinta-feira, 26. Além do vultoso investimento anunciado com recursos próprios, de R$ 5 bilhões até 2028, para seguir ampliando a fábrica e produzir carros da nova marca Caoa Changan, também foi lançado oficialmente o primeiro modelo produzido no País resultante da parceria das duas empresas: o Uni-T. Mesmo nascendo com quase todos os componentes importados da China, o SUV-cupê chega com preço matador na categoria superior em que pretende competir.

Com visual atraente, cheio de vincos pronunciados e silhueta fluida, o Uni-T começou a ser vendido no mesmo dia por R$ 170 mil, com proporções harmônicas, espaço generoso, acabamento caprichado e pacote completo de tecnologias de segurança e infoentretenimento embarcadas que, nas planilhas preparadas pela Caoa, chega para bater forte na concorrência com o melhor custo-benefício do segmento de automóveis premium.

Melhor custo-benefício

Enquadrado na categoria de SUVs médios-compactos, o Uni-T tem 4m53 de comprimento, 1m87 de largura, 1m56 de altura e o maior espaço entre-eixos, de 2m71, em comparação com seus principais concorrentes. As dimensão externas são um pouco menores do que a dos SUVs equipados só com motores turboflex – como já é o caso do Uni-T – que mais se aproximam em preço e tamanho, que a Caoa Changan classifica como competidores diretos do seu carro: Honda HR-V 1.5 Touring, Jeep Compass Longitude T270, Toyota Corolla Cross XRX e VW Taos Highline 250 TSI.

Ainda assim todos eles têm potência menor, menos itens de série e preços maiores, acima dos R$ 200 mil, na comparação com o Uni-T. Jan Telecki, diretor de marketing da Caoa Changan, sobe a régua e afirma que o mais novo SUV-cupê do mercado brasileiro tem porte, design, tecnologias e preço para concorrer diretamente em segmento superior de carros de marcas premium como Audi Q3 Sportback, BMW X2 xDrive 20i, Lexus UX 300h e Mercedes-Benz GLA 200, todos com dimensões menores e preços muito maiores, que vão de R$ 300 mil a mais de R$ 400 mil. Mas neste caso, claro, só o tempo e os clientes dirão se o Uni-T terá o mesmo elevado status.

Para tanto o SUV-cupê da Caoa Changan foi lançado em versão única, sem nenhum opcional, e a fabricante fez questão de incluir todos os itens de série possíveis no carro, incluindo até alguns inúteis em países como o Brasil, como aquecimento do volante. Segundo Telecki o Uni-T tem 65% mais valor agregado em itens de série do que o Audi Q3. No futuro poderão ser lançadas versões mais baratas, mas neste início de vendas a estratégia é oferecer o carro completo pelo preço promocional de lançamento. Ainda não foi definida uma data de reajuste: “Vamos sentir como o mercado se comporta para ajustar”.

Oferta completa

“Quisemos incluir tudo, não deixamos nada de fora, para mostrar que temos uma oferta muito superior”, justifica Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, presidente do Grupo Caoa, fundado por seu pai, o Dr. Carlos, falecido em 2021.

“Lançamos primeiro um modelo a combustão com produção nacional e já equipado com motor flex porque entendemos que esta é a opção mais procurada pelos clientes no País”, completa Carlos Philippe de Oliveira Andrade, também filho do fundador, que divide a direção do grupo com o irmão pouco mais velho.

Os dois e o pai começaram a negociar em 2019 a parceria com a Changan, quarta maior fabricante de veículos da China e a mais antiga em operação, a primeira a somar mais de 30 milhões de veículos produzidos desde 1980. Hoje o grupo chinês tem 76 fábricas no mundo, dezoito centros de pesquisa e desenvolvimento e escritórios de design em seis países: China, Japão, Itália, Reino Unidos, Alemanha e Estados Unidos.

Traços ousados e sofisticação

Parte dos ousados traços futuristas dos carros da Changan e de suas outras marcas, como Deepal e Avatr – esta última com modelos já apresentados aos brasileiros no Salão do Automóvel em 2025 e que serão importados para o Brasil –, têm a mão do designer brasileiro Marco Pavone, que trabalhou por muitos anos na Volkswagen, no Brasil e na Alemanha, e agora fica sediado no escritório da Changan em Turim, na Itália.

Pavone, que veio ao Brasil para o lançamento, afirma que já há alguns anos o Grupo Changan investe no design chamativo e futurista de quase todos os carros de suas marcas e o Uni-T segue o mesmo conceito: “Focamos em uma estética tecnológica com design dinâmico, que confere fluidez e proporções harmônicas”.

Assim o Uni-T foi concebido para ser um SUV com perfil mais baixo, estilo cupê, que garante visual mais esportivo ao modelo. A grade dianteira com grande área de entrada de ar é incorporada ao capô em formato de cunha. A estética tecnológica apontada por Pavone se materializa nos dois faróis de LED de longo alcance, formatados em filetes que aumentam a impressão de largura. Nas laterais sobressaem as rodas de liga leve aro 20”, calçadas com pneus Pirelli tala-larga de baixo perfil, 245/45. Na traseira, também desenhada em cunha, as lanternas horizontais de LED também imprimem a sensação de carro largo e baixo, enquanto a esportividade é demonstrada pelos escapamentos quádruplos.

O amplo teto panorâmico garante muita luminosidade a bordo e o design tecnológico futurista se expressa no painel, que abriga em uma tela integrada de 25 polegadas – a maior do mercado – o quadro de instrumentos 100% digital colorido e configurável e o sistema multimídia, que reúne as funções de infoentretenimento, como mapa de navegação, espelhamento do smartphone sem fio via Android Auto ou Apple Car Play, e muitos comandos do veículo. O sistema de som Pioneer tem onze alto-falantes, inclusive acoplados aos encostos de cabeça.

O largo console incorpora carregar de smartphones por indução, sem fio, a alavanca eletrônica do câmbio automático, o botão liga-desliga, a tecla do freio eletrônico de estacionamento e o seletor de modos de condução, a escolher dentre Eco, Normal e Sport.

Os dois bancos dianteiros têm ajustes elétricos – seis para o motorista e quatro para o passageiro – e contam com ventilação e aquecimento. O acabamento todo em preto da cabine é sóbrio e elegante, com uso caprichado de revestimentos suaves. O ar sofisticado da cabine também pode ser perfumado com aromaterapia de três fragrâncias a escolher: Fresh, Botanical e Citrus.

Condução comportada e segura

Apesar do estilo esportivo e do bem-disposto powertrain com motor turboflex 1.5, com injeção direta de 180 cv e torque máximo de 29,2 kgfm, associado a transmissão automática de dupla embreagem banhada a óleo, o Uni-T apresenta condução bastante bem-comportada, com acelerações que demoram a responder o pé afundado no acelerador.

É algo que a engenharia da Caoa deveria ter notado e possivelmente corrigido nos últimos dois anos de testes que diz ter realizado com mais de cem carros da Changan, em 12 milhões de quilômetros rodados no Brasil.

A mesma crítica vale para a falta de botões para comandar boa parte das funções do carro, muitas deles concentradas no menu de funções da tela multimídia, uma tendência adotada pela maioria dos carros chineses atuais que incomoda e gera certa insegurança associada à irritação de não encontrar com facilidade certos ajustes, como o posicionamento dos retrovisores externos.

Com dezoito funções ADAS, de sistemas avançados de assistências ao motorista, o pacote de segurança é bastante completo, incluindo seis airbags, frenagem automática de emergência, assistência ativa no volante de centralização de faixa, controle adaptativo de velocidade de cruzeiro ACC, controle eletrônico de estabilidade e tração, câmera 360° com visão panorâmica, detector de fadiga do motorista, sensor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro, dentre outras funcionalidades.

A fabricante oferece o Uni-T com sete anos de garantia ou 150 mil quilômetros e diz ter o pacote de revisões mais barato da categoria, que soma R$ 6,6 mil em seis anos. Até fim do ano os modelos Caoa Changan serão vendidos e revisados em sessenta concessionárias da nova marca sino-brasileira.

Scania e Marcopolo entregam primeiros ônibus articulados a biometano para Goiânia

Goiânia, GO – A Scania e a Marcopolo entregaram na sexta-feira, 27, os primeiros oito ônibus urbanos articulados movidos a biometano para integrarem a operação do sistema BRTde Goiânia, GO. A ideia do projeto é que até o fim de 2027 a frota cresça para 501 veículos do segmento incorporados ao transporte público da RMTC, Rede Metropolitana de Transporte Coletivo, que dispõe de investimento superior a R$ 2,5 bilhões.

Os veículos Viale Express Articulado, com chassi Scania K 340C ACX2/2 NB Euro 6, oferecem até 450 quilômetros de autonomia e atenderão a demanda de 2,5 milhões de passageiros por mês. Para isto Goiânia desenvolveu o Bioposto Novo Mundo, ainda em fase final de instalação, com capacidade para abastecer dezesseis ônibus a cada 20 minutos.

Para Alex Nucci, diretor de vendas da Scania, o projeto reposiciona o papel do transporte coletivo na agenda climática.

“Estamos falando de uma solução já madura, com desempenho equivalente ao diesel, mas com potencial de redução de emissões de até 90% quando abastecida com biometano. É uma alternativa concreta para descarbonizar sistemas de alta capacidade sem comprometer a operação.”

Do lado da operação Laércio Ávila, diretor executivo do Consórcio BRT, destacou que a introdução da nova tecnologia foi desenhada para atender às características do sistema metropolitano, que integra 21 municípios: “É um projeto executado a várias mãos para conformar uma operação confiável. A autonomia de cerca de 400 quilômetros garante segurança operacional em uma rede de grande escala”.

O cronograma prevê expansão gradual da frota. Após os oito primeiros veículos a expectativa é chegar a 79 ônibus articulados movidos a biometano até setembro, além de modelos padrão para linhas alimentadoras. Em 2026 devem ser incorporados 101 veículos, com crescimento progressivo até alcançar os 501 previstos em 2027.

Além do apelo ambiental o biometano é visto como peça estratégica na economia local. Produzido a partir de resíduos da agroindústria o combustível pode transformar um passivo ambiental em insumo energético, segundo Ávila: “Estamos fomentando uma política pública que impulsiona a economia do Estado, com forte vocação agroindustrial”. 

Ele acrescentou que, com a futura usina em Guapó e a construção de um gasoduto dedicado, o custo do combustível tende a se tornar competitivo com relação ao diesel e ao elétrico.

Na prática, segundo o executivo, Goiânia aposta em uma matriz energética diversificada. O sistema já conta com ônibus Euro 6 e elétricos, e agora incorpora o biometano como alternativa intermediária: “São tecnologias complementares. O diesel ainda garante robustez e capilaridade, o elétrico tem custo energético estável e o biometano combina autonomia elevada com menor impacto ambiental”.

Do ponto de vista da indústria o desenvolvimento dos articulados exigiu adaptações específicas. Segundo Alexandre Cervelin, gerente comercial de mercado interno da Marcopolo, o principal desafio foi alcançar a autonomia necessária sem comprometer a capacidade de transporte:

“A instalação dos cilindros de gás no teto exige um rearranjo estrutural e equilíbrio de peso dentro da legislação. Foi um trabalho de sintonia fina com a Scania”.

Os ônibus têm 19m22 de comprimento, capacidade para até 145 passageiros e contam com itens como ar-condicionado, iluminação em LED, entradas USB e acessibilidade ampliada. Outro diferencial é o uso de cilindros de armazenamento do tipo 4, em fibra de carbono, mais leves e com maior capacidade, o que contribui diretamente para o desempenho operacional.

Os ônibus operarão em cerca de 108 quilômetros de extensão do BRT Leste-Oeste, considerado o principal corredor da Capital goiana, e incorporam a nova tecnologia em um momento de modernização do sistema, que inclui a renovação de terminais e a ampliação da infraestrutura energética.

Primeiro lote do Renault Koleos híbrido chega ao Brasil

São Paulo – O primeiro lote comercial do Renault Koleos híbrido desembarcou no Brasil. Fabricado na Coreia do Sul o SUV do segmento D tem pré-venda aberta em 1º de abril, com entregas a partir da sexta-feira, 17.

O preço do modelo, apresentado pela montadora à imprensa no início de março, ainda não foi divulgado. 

Ele terá versão única, a esprit Alpine full hybrid E-Tech, que combina motor turbo de 1,5 litro e injeção direta, com dois motores elétricos acoplados à transmissão automática DHT, Dual Hybrid Transmission, com uma bateria de íons de lítio de 1,64 kWh.

O SUV oferece 245 cv associando um motor a combustão de 144 cv e 230 Nm e dois motores elétricos que somam 136 cv e 320 Nm, de acordo com a Renault com sensação de condução similar a de um veículo elétrico, principalmente em uso urbano.

Vendas financiadas de veículos crescem 3,3% no primeiro bimestre

São Paulo – No primeiro bimestre do ano foram financiadas as vendas de 1 milhão 165 mil automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas, novos e usados. De acordo com a Trillia, nova linha de negócios da B3 dedicada a dados, o volume supera em 3,3% o acumulado do ano passado.

Somente em fevereiro foram pagas a prazo 575 mil unidades, 2% acima do mesmo mês em 2025. Em comparação com janeiro, no entanto, quando o comércio a prazo alcançou o melhor resultado para o mês desde 2008 e somou 616 mil unidades, houve redução de 6,1%.

A maior parte dos financiamentos do mês passado foi de veículos usados, que cresceram 2,1% frente a fevereiro de 2025, enquanto que o de novos avançou 1,9%. Com relação a janeiro houve queda de 10,2% nos usados, ao passo que os novos aumentaram 0,8%.

Para Thiago Gaspar, superintendente de relacionamento com clientes e relações institucionais na Trillia, mesmo com oscilações na comparação mês a mês a redução observada em fevereiro frente a janeiro está relacionada principalmente ao menor número de dias úteis no período. 

“Quando olhamos a comparação por dia útil o mercado segue em trajetória de crescimento e o acumulado do ano permanece em terreno positivo, o que indica um ambiente de crédito funcional e espaço para a continuidade da atividade de financiamento ao longo de 2026.”

Preços recuam em fevereiro

De acordo com o monitoramento mensal da Tabela Auto B3, ferramenta de precificação de veículos desenvolvida pela B3 em parceria com a Bright Consulting, que lança mão de inteligência artificial para calcular valores mais próximos dos preços praticados no mercado, os preços dos 0 KM baixaram 1,4%, com recuo em praticamente todos os segmentos analisados.

As reduções mais intensas foram observadas em sedãs, com queda de 3,1%, e picapes compactas e derivadas de automóveis, 1,7% e 1,8%, respectivamente, enquanto que SUVs, crossovers e picapes médias tiveram retrações menores, de 0,9%, 0,7% e 0,2%.

No mercado de usados o recuo médio foi de 1%. A desvalorização ocorreu na maior parte dos segmentos, com maior impacto em sedãs, SUVs e picapes derivadas de automóveis, respectivamente 1,4%, 1,1% e 1,9%. Hatchbacks e picapes compactas apresentaram ajustes menores, de 0,4% e de 0,5%

Stellantis cortará um turno de produção da fábrica de El Palomar

São Paulo – A Stellantis abrirá um PDV, plano de demissão voluntária, na fábrica de El Palomar, Argentina, onde são produzidos os Peugeot 208, 2008 e Partner e o Citroën Berlingo. A unidade, que também abastece o mercado brasileiro, terá um dos turnos de produção cortado, segundo informações do Autoblog, citando o sindicato de metalúrgicos local.

À publicação argentina a Stellantis informou que a unidade passa por “um processo gradual de reajuste da atividade produtiva com base na dinâmica dos mercados argentino e, sobretudo, brasileiro”. Citou “desafios significativos de competitividade” e necessidade de “alinhar o processo produtivo ao contexto e às projeções”.

Desde o início do ano, informa o Autoblog, cortes de produção vêm sendo realizados na fábrica. O PDV será comunicado em abril e começará a ser efetivado em maio. A meta de cortes não foi informada.

A produção argentina caiu 30,1% nos primeiros dois meses do ano e acumulou oito meses consecutivos de declínio na comparação anual – o último crescimento foi em junho passado. De acordo com o Autoblog o aumento das importações em um mercado estável e a perda de mercados de exportação vem afetando as linhas locais.

Além de El Palomar, que fica próximo à Capital, Buenos Aires, a Stellantis mantém fábrica em Córdoba, onde são fabricados os Fiat Cronos e Titano e a Ram Dakota.

Hyundai reconhece seus melhores fornecedores em Piracicaba

São Paulo – A Hyundai organizou na quinta-feira, 26, em Piracicaba, SP, encontro com seus principais fornecedores e premiou aqueles que registraram melhor desempenho e qualidade na entrega dos produtos em 2025. Nove empresas foram premiadas, em nove categorias, na décima-quarta edição do Partnership Day.

O presidente e CEO Airton Cousseau destacou o recorde de produção batido no ano passado em Piracicaba, que resultou em 214 mil veículos entregues.

“Não seria possível sem o apoio, agilidade e qualidade de nossos fornecedores. Em 2026 novos desafios se aproximam: teremos um novo modelo sendo produzido na fábrica, o que, consequentemente, exigirá ainda mais presença positiva de nossos parceiros.”

Foi também celebrado o marco de 2,5 milhões de veículos produzidos pela Hyundai aqui. Em catorze anos de operação foi outro recorde: a fabricante que mais rápido alcançou a marca no País.

Veja os premiados:

Matérias-primas Diretas: Quaker Houghton
Materiais e Serviços Indiretos: Dürr
Serviços de Comércio Exterior: Libraport
Localização: Tenneco DRiV e HL Mando Corp
Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Iochpe-Maxion
Desenvolvimento de Novos Produtos: Gestamp
Otimização de Produtos: Forvia
Qualidade: Phinia
ESG: Hyundai Transys

Fotos: Divulgação.