Great Wall mais longe de comprar a FCA

A Great Wall Motor informou, e o site da prestigiosa Automotive News publicou, na terça-feira, 22, que não vê perspectivas de um acordo com a FCA, Fiat Chrysler Automobiles, a respeito de assumir sua divisão Jeep. Um dia, apenas, depois de manifestar seu interesse pela divisão Jeep da FCA a Great Wall disse que existem “grandes incertezas” com relação à sua disposição de continuar a estudar um eventual acordo de compra com a FCA.

Esse padrão de informação consta em comunicado da fabricante chinesa de automóveis, com base em Baoding, enviado à Bolsa de Valores de Xangai. Diz, também, que “os esforços da empresa chinesa não geraram progressos concretos até agora”, e que não estabeleceu, até agora, as conversas necessárias com o conselho de administração da FCA.

O CEO da FCA, Sergio Marchionne, fez uma especulação sobre o acordo no mês passado, quando disse que avaliaria a oportunidade de se desfazer de algumas empresas. A marca Jeep ancora operações automotivas de mercado da FCA e tem sido foco-chave de expansão. Estudo do Morgan Stanley avalia a Jeep em cerca de US $ 24,2 bilhões, US $ 4,7 bilhões a mais do que o valor de mercado do grupo todo.

É improvável que a Fiat pretenda vender a apenas a marca Jeep, dissociada das marcas Dodge, Ram e Chrysler. A Great Wall também poderia encontrar dificuldades para obter a aprovação da regulamentação chinesa devido a restrições recentes sobre a saída de capital, informaram em relatório analistas do Deutsche Bank, Vincent Ha e Fei Sun. Uma aquisição também exigiria a aprovação de órgãos governamentais dos Estados Unidos, EUA, o que poderia ser complicado sob a administração atual, disseram eles em nota: “Não podemos ignorar os potenciais obstáculos políticos envolvidos em uma potencial fusão”.

As ações da Great Wall foram suspensas na negociação em Hong Kong e Xangai na terça-feira, 22, com as bolsas aguardando esclarecimento sobre o assunto.

Consumidor quer carro mais tecnológico

Uma pesquisa com as principais tendência de mobilidade foi apresentada durante a palestra A expectativa do consumidor, realizada por Rogério Monteiro, diretor geral da área automotiva da IPSOS, durante o Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira. O levantamento foi feito com mais de dez mil pessoas de nove países: Brasil, Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha.

O brasileiro ficou em segundo lugar, com 44%, na preferência por condução autônoma, atrás apenas da China, com 57%: “Metade dos brasileiros se mostra disposto a dirigir veículos autônomos, independente da infraestrutura. Pode ser um fator para impulsionar as montadoras a desenvolver a tecnologia dos autônomos”.

Outro dado interessante é que o brasileiro é o mais preocupado com segurança de dados nos carros conectados e com condução automatizada. Segundo a pesquisa, 59% dos brasileiros têm receio de fraudes e roubo de informações, seguidos por 54% dos espanhóis e 53% dos franceses.

Os itens de tecnologia embarcada dos veículos como opções de serviços preferidos pelos brasileiros são localização do veículo, serviço de emergência, recarga inteligente em veículos elétricos, previsão de tráfego e comunicação carro a carro: “A tecnologia pode ser boa, mas ela tem que ser intuitiva, rápida, simples e fácil de ser usada”.

Bosch projeta alta demanda por conectividade

A Bosch projetou crescimento de 25% no volume de veículos conectados até 2025, chegando a 250 milhões de carros em circulação no mundo todo. O cenário traçado estimulou a companhia a investir na oferta de serviços ligados à conectividade. O mais recente esforço foi a construção de um centro de armazenamento de dados, ou datacenter, na cidade de Bremen, na Alemanha.

Segundo Besaliel Botelho, presidente da Bosch do Brasil, serão reunidos nos servidores do local os dados gerados pelos veículos conectados que possuem os sensores da empresa: “O investimento foi de € 1 bilhão no local e mostra como a empresa está se preparando para atender uma demanda que será importante no futuro”. O executivo disse também, durante o Seminário AutoData Os Novos Desafio da Indústria Automotiva Brasileira, que a estratégia faz parte de um novo pacote de serviços ligados à internet com lançamento esperado para 2018.

O serviço citado é o Bosch Automotive Cloud Suite, anunciado em março deste ano. Em linhas gerais, é uma plataforma de software por meio da qual os clientes desenvolvam serviços de mobilidade, seja diagnóstico preditivo ou estacionamento on-line. A oferta da Bosch é fruto de uma parceria com a TomTom e também com os provedores chineses AutoNavi, Baidu e NavInfo.

Botelho justifica os esforços da companhia na área de serviços de tecnologia com o atual rumo que a arquitetura dos veículos esta tomando, principalmente após a popularização de motores menores e mais eficientes: “Um motor elétrico tem 200 partes. A combustão, mais de mil. Existe uma transformação total do powertrain no que diz respeito à cadeia de fornecedores. A transformação vai acontecer, as montadoras e os sistemistas estão atentos a isso, e no futuro haverá uma combinação nas tecnologias destes dois lados do setor”. De acordo com balanço da companhia do ano passado, as vendas na área de soluções de mobilidade cresceram 7% na comparação com as vendas de 2015.

General Motors conecta 200 mil carros na América Latina

A General Motors atingiu a marca de 200 mil veículos conectados na América Latina por meio do sistema OnStar, a maioria deles no modelo Chevrolet Onix, disse Péricles Mosca, diretor de OnStar e Maven da GM, durante o Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira.

O OnStar surgiu há 20 anos nos Estados Unidos e tem em todo o mundo sete milhões de usuários. No Brasil foi lançado em setembro de 2015 no modelo sedã Cruze. Entram na contabilidade da empresa carros equipados com sistemas de entretenimento e navegação de fábrica. O volume de veículos pode aumentar na região em função das vendas do Onix no Brasil, o mais vendido do País até julho com 98 mil 469 unidades. Outros fatores que podem contribuir são o desempenho das vendas da versão Activ nos países vizinhos e a parceria anunciada recentemente com o aplicativo Waze.

O sistema da General Motors havia atingido a marca de 130 mil em adesões, em março, desde o seu lançamento no Brasil. O sistema oferece conexão do usuário com o veículo tendo as funções de navegação, monitoramento remoto e uma central de atendimento que dá suporte em emergências, na busca de informações úteis e na localização do carro.

O executivo chegou há dois anos na GM com a responsabilidade de expandir a operação da plataforma de conectividade OnStar e o serviço de aluguel e compartilhamento de veículos Maven no Brasil. Este último está em funcionamento aqui apenas nas três fábricas da GM instaladas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, restrito ao uso dos funcionários. Não há previsão, segundo Mosca, de estar disponível para fora dos portões da montadora.

Nos Estados Unidos, no entanto, detém uma fatia de 9% do concorrido mercado de compartilhamento de veículos. A plataforma Maven tem mais de 35 mil usuários em 13 cidades daquele país e iniciou operação em Nova York em maio deste ano.

Veículos comerciais estão de olho na tecnologia

A revolução tecnológica na indústria automotiva envolvendo conectividade, automação, eletrificação e mobilidade foi a tônica do painel sobre o futuro tecnológico dos veículos comerciais realizado no Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira.

Para Alan Holzmann, diretor de planejamento e desenvolvimento de produto caminhões da Volvo, a conectividade terá impactos na gestão da frota, aumentando a produtividade e reduzindo custos, pois serão necessários menos veículos para realizar o mesmo trabalho. Já a automação irá aumentar a segurança e diminuir a manutenção dos veículos: “A tecnologia já existe. A questão é quando estará disponível para caminhões e ônibus”.

Sabendo disso, as montadoras já se preparam para o futuro que está batendo na porta. Na Suécia, a Volvo desenvolve projetos pilotos usando veículos autônomos, como caminhão de lixo em Gotemburgo e caminhão na mina subterrânea em Boliden. Os funcionários apenas inspecionam o carregamento e o transporte da carga. São projetos pilotos para desenvolver tecnologia, estão em fase de testes para serem comercializados.

No centro de desenvolvimento e pesquisa em Curitiba, PR, foi desenvolvido o caminhão autônomo VM para plantações de cana de açúcar. O projeto, realizado por técnicos brasileiros, reduz perdas com o pisoteio nas colheitas em 12%, aumentando a produtividade: “Ele é um protótipo que está em fase de testes. Acredito que poderá ser comercializado em 2019. Apesar de ter sido desenvolvido para a realidade brasileira, o veículo pode ter adaptações e ser exportado”.

Já a MAN lançou uma plataforma de conectividade que permite conexão com veículos de diferentes marcas com o objetivo de fazer gestão logística e da frota. Apesar da rapidez tecnológica, é preciso buscar alternativas locais, de acordo com Leandro Siqueira, diretor de engenharia e desenvolvimento da MAN:

“O Brasil tem grande capacidade de produção de bicombustíveis, que podem ser utilizados para fortalecer nossa indústria. Acredito que os veículos com motores a combustão interna ainda serão utilizados por um tempo, mas serão combinados com outros combustíveis”.

Segundo ele, é necessário garantir alternativas para que a indústria automotiva brasileira acompanhe o ritmo das transformações para ser competitiva em escala mundial. Para tanto, é preciso vencer desafios como qualificação dos motoristas bem como qualidade das estradas e da manutenção dos veículos.

Aprovada compra da NXP pela Qualcomm

Foi aprovada nos Estados Unidos a compra da empresa de semicondutores NXP pela Qualcomm no valor de US$ 38 bilhões. Com o negócio a Qualcomm aumentará sua participação no segmento automotivo – a NXP tem onze montadoras como clientes e dez sistemistas – e, globalmente, passa a concentrar mais seus esforços no segmento de conectividade de veículos.

Há três anos, quando foi criada, a divisão de negócios para a indústria automobilística da Qualcomm estava abaixo das demais em termos de faturamento. À época, com o mercado de smartphones em alta, o segmento de chips para dispositivos móveis era o que mais gerava receita – a empresa é a principal fornecedora do componente para o iPhone, da Apple. Hoje, o setor automotivo é a terceira área de atuação da companhia e se prepara para ser, com o aumento da demanda por conectividade nos veículos, a principal.

De acordo com Marcos Lacerda, vice-presidente da Qualcomm no Brasil, o negócio vai aumentar o número de funcionários da empresa no mundo todo. O quadro saltará dos atuais 30 mil para 70 mil com os funcionários da NXP: “Atualmente está sendo estruturada a nova composição de executivos com a chegada de novos diretores, é cedo para dimensionarmos os impactos da aquisição no Brasil”.

O que se sabe, disse Lacerda na segunda-feira, 21, durante o Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Brasileira, é que a Qualcomm manterá a marca NXP nos chips vendidos a partir do momento em que for finalizado o processo de integração das duas empresas, que deverá ser finalizado até 2019.

Afora a participação em clientes importantes com a aquisição, o negócio vai imprimir uma nova dinâmica à gestão da Qualcomm. Conhecida no mercado como a única empresa de semicondutores do mundo que não tinha fábricas, agora a empresa passa a contar com unidades de produção nos seus ativos. São 33 unidades de produção no mundo todo.

No Brasil, a NXP produz componentes na área de conectividade desde 1997 na cidade de Campinas, SP. A unidade também funciona como centro comercial da empresa na América do Sul. A atuação no País, no entanto, começou em 1967 por meio de uma operação local da Motorola.

O setor automotivo é o segundo maior mercado de atuação da NXP. No segundo trimestre deste ano, o desempenho com a venda de chips para este mercado foi recorde e atingiu US$ 938 milhões, um aumento de 9% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do último balanço divulgado pela empresa, que é listada na bolsa de valores de tecnologia Nasdaq.
A NXP tem em carteira a Audi, BMW, Daimler, Ford, GM, Honda, Hyundai, Renault Nissan, Tesla, Toyota e Volkswagen. Nas sistemistas, Autoliv, Bosch, Brose, Continental, Delphi, Denso, Fujitsu, TRW, Valeo e Visteon.

Rota 2030 aproxima Brasil e Argentina

A nova política industrial para o setor automotivo pode aproximar ainda mais o Brasil e a Argentina. Foi o que o presidente da Anfavea, Antônio Megale, disse durante o Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira, nesta segunda-feira, 21. Ele afirmou que no âmbito do Rota 2030 os governos estão discutindo a harmonização das legislações técnicas para o setor automotivo de cada país:

“Este é o primeiro passo. Nesta semana haverá uma reunião de representantes do governo argentino e do setor automotivo de lá com os grupos de estudo do Rota 2030. Pensar uma indústria regional é importante até para as negociações do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia. Precisamos estar afinados para podermos competir no mercado global”.

Megale afirmou que o segundo passo acontece de forma natural, pois as empresas já usam os dois países como bases produtoras para a região: “Mas o custo ainda é alto, pois há diferenças na legislação que impedem o ganho de competitividade regional. Equacionando esse e outros pontos as empresas poderão usar o parque fabril dos países até para a regulação dos seus estoques e fazer da região base de exportação global”.

Segundo ele, uma política regional poderia aumentar a capacidade de produção e, assim, tornar o Mercosul um jogador importante no mercado mundial: “Poderemos fabricar de 6 a 7 milhões de veículos por ano. Poderíamos ser um dos maiores fabricantes no mundo. Mas, para isso, precisamos pensar primeiro o regional”.

Medida provisória – Megale esclareceu que o Rota 2030 deverá ser criado por meio de uma medida provisória até novembro: “Temos seis grupos de trabalho e muitos já concluíram os estudos. O arcabouço do programa estará pronto para substituir o Inovar-Auto já em janeiro do próximo ano”.

No último dia 14, o ministro do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, disse, durante um evento na fábrica de Volkswagen, em São Bernardo do Campo, SP, que em até três meses, o Rota 2030 estará lançado. Neste mesmo dia, o presidente da VW, David Powels, afirmou não acreditar nesse prazo, pois há muitas divergências nas discussões do novo programa.

Megale, mais otimista, disse que algumas diretrizes podem ser aprovadas nesse período: “O que causa discussão é a questão tributária. Ainda não está definido se haverá mudança nas regras do IPI, e, se isso ocorrer, o Rota 2030 tem que ser apresentado até o dia 3 de outubro para começar a vigorar no primeiro dia de janeiro”.

Sempre quando há mudança nas regras tributárias é necessário 90 dias para as empresas e o governo se adaptarem às normas. “As discussões têm evoluído. Estamos agora na fase final, por isso acredito que a MP esteja publicada a tempo. Até porque, o governo pode depois publicar os decretos para pormenorizar a medida provisória”.

O que deve ser publicado até novembro, segundo Megale, são as metas de eficiência energética para os próximos 15 anos, e quais as suas etapas, as regras para segurança veicular para até 10 anos, a simplificação tributária, as medidas para o fortalecimento da cadeia de autopeças: “Com previsibilidade poderemos aumentar a competitividade e sermos um jogador importante no cenário mundial. O Rota 2030 nos dará isso”.

O campeão da Volvo está de volta

A Volvo Cars é diferente das outras marcas. Nessa nova fase controlada pela holding chinesa Geely, retomou identidade e postura particular. Vamos chamar de um jeito escandinavo de fazer carros, muito especial em termos de produto e de posicionamento institucional. “Fazemos carros pensando nas pessoas, para as pessoas e com as pessoas”, foi um dos mantras repetidos durante a apresentação da segunda geração do XC60, o SUV de luxo mais vendido na história da marca no Brasil.

Ele é o segundo dessa nova era da Volvo a desembarcar no Brasil. Chega com a missão de retomar a liderança entre os SUV de luxo, aqueles que custam mais de R$ 200 mil, como o Land Rover Discovery Sport, o Audi Q5, o Mercedes-Benz GLC e o BMW X3. O presidente da empresa, Luis Rezende, resume a importância dessa nova geração: “Já vendemos 20 mil XC60 no Brasil. Por conta do sucesso, dobramos nossa rede no País e aumentamos nosso faturamento em doze vezes”.

A expectativa da Volvo é que a partir de setembro sejam negociadas 250 unidades do novo XC60 por mês. A meta é fechar 2017 com 1 mil unidades vendidas, mas a campanha de pré-venda pode melhorar esses números, de acordo com o diretor comercial João Oliveira: “Foram 200 unidades na pré-venda e já estamos com a produção destinada ao Brasil comprometida até outubro”. Ainda sem projetar o desempenho em 2018 para o XC60, a Volvo conta muito com um ritmo mensal um pouco acima das 250 unidades mensais.

Visão 2020 – Antes de apresentar o novo XC60 vamos tratar do posicionamento global da marca, que explica as razões da Volvo trazer tantos recursos interessantes em seus produtos.

A Volvo é conhecida pela obsessão por segurança. Essa característica vem lá de 1959, quando a empresa criou o cinto de segurança de três pontos e não patenteou a invenção para que outras pudessem usar em seus projetos. Em 2017, a Volvo coloca no centro da sua estratégia as pessoas. Não importa a tecnologia mais avançada ou o design mais bonito se não for para um bem maior: o das pessoas. Veja os vídeos Moments (http://www.volvoca.rs/01Q4uy) com o novo XC60 e o da campanha Visão 2020 (https://youtu.be/fbQ6ye2Wy2s) para compreender como a Volvo quer ser reconhecida.

É um jeito um tanto óbvio de encarar a missão de fazer e vender carros. Mas encanta justamente na simplicidade do conceito “para as pessoas” e, claro, pela qualidade e eficiência dos veículos.

O XC60 compartilha o DNA escandinavo do XC90, um SUV grande que trouxe para o Brasil em 2015 as novas soluções e tecnologias, como a plataforma modular SPA, os sistemas semiautônomo e de segurança avançada. Todos os novos produtos da marca sueca passarão por esse banho de estilo e de tecnologia até todo o portfólio global entregar, em 2020, a chance de ninguém se ferir gravemente ou vir a óbito dentro e ao redor de um Volvo.

Mas o campeão de vendas dos suecos no Brasil tem personalidade própria. Um design marcante, sobretudo na traseira, a principal diferença em relação ao já conhecido XC90. Na dianteira, o destaque é o conjunto ótico apelidado de martelo de Thor e a enorme grade frontal, nova identidade global da Volvo.

Por dentro, a qualidade dos materiais, o acabamento primoroso e o minimalismo do painel frontal contrastam com a central de entretenimento e conectividade Sensus Connect. Acessível pela tela de nove polegadas de LCD antirreflexo e sensível ao toque, é uma peça que se destaca. Por ali é possível configurar praticamente tudo, inclusive conectar o smartphone pelos sistemas Apple Car Play e Android Auto.

Ao volante, o motor T5 Drive-E 2.0 litros de 254 cv acoplado em transmissão automática de oito velocidades é coadjuvante. Esse powertrain entrega desempenho, eficiência e baixo nível de emissão de poluentes exigidos nesse segmento de alto padrão. Mas o pacote City Safety de segurança ativa toma as atenções do condutor. São diversos sistemas que monitoram, alertam e atuam em situações como mudança de faixa, colisão frontal e traseira, em cruzamentos, entre outras, evitando colisões contra veículos, ciclistas, pedestres e até animais de grande porte.

O ponto alto dessa tecnologia é o Pilot Assist, ou assistente de direção semiautônoma, capaz de conduzir sozinho o XC60 na cidade ou na estrada, até a 130 km/l. Mas para isso são necessárias pistas bem sinalizadas, condição essencial para o sistema executar as manobras sem a ajuda do condutor.

Com uma receita que teve avaliação positiva da crítica na Europa, o XC60 vai encarar o não menos exigente consumidor de alto luxo no Brasil. Seu posicionamento de preços nesse restrito e concorrido segmento vai mostrar se todos esses atributos farão tanto sucesso por aqui também. Nessa nova fase da Volvo no Brasil e no mundo, o jeito escandinavo de fazer carros vai mostrando como pretende superar as expectativas das pessoas. Simplesmente pensando nelas. Na Suécia eles chamam isso de luxo inteligente.

Vendas caminham para o melhor mês desde dezembro de 2015

Até sexta-feira, 18, foram emplacados em agosto 113,3 mil unidades de veículos no País, de acordo com dados do Renavam, Registro Nacional de Veículos Automotores, apresentados à AutoData por uma fonte do mercado. Caso mantenha este ritmo nos próximos nove dias úteis até o fechamento do mês de agosto, no dia 31, os emplacamentos chegarão a 207 mil unidades, o melhor desempenho desde dezembro de 2015. O volume envolve também os emplacamentos de caminhões e ônibus.

De 2015 pra cá, o mês em que mais houve licenciamentos foi dezembro do ano passado, quando foram registrados 204 mil 329 emplacamentos. Apesar de mostrar uma recuperação das vendas no mercado nacional – que vinha abaixo da casa dos 200 mil desde então –, o volume segue distante do patamar observado no ano de 2013, quando os licenciamentos mensais superavam as 300 mil unidades.

De janeiro a julho deste ano foram emplacados 1 milhão 204 mil 260 veículos no País, a uma média diária de pouco menos de nove mil veículos, apontaram dados da Anfavea divulgados no início deste mês. A quantidade de licenciamentos foi 3,4% maior do que a verificada no mesmo período em 2016. Para a entidade, o desempenho traduz a confirmação da retomada das vendas de automóveis e diminuição das perdas no segmento de caminhões.

Ao contrário do anunciado para produção e exportações, a Anfavea ainda não reviu projeções de vendas internas para o ano. A entidade manteve em julho, em seu último balanço do setor, a expectativa de crescimento de 4% no mercado brasileiro. Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a entidade ainda não tem confiança para alterar os cálculos. Para ele, o crescimento no semestre está ainda abaixo do projetado para o ano.

Ford abre PDV e readmite 80 funcionários

Os funcionários da Ford no ABC Paulista aceitaram a proposta da empresa para equacionar as demissões de 364 empregados ocorridas no dia 13 de agosto. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em assembleia realizada nesta sexta-feira, 18, ficou acordado que retornarão à fábrica 80 funcionários do total de demitidos.

Ao restante será oferecido um PDV, Programa de Demissão Voluntária, que pagará o valor referente a 83% do salário por ano trabalhado, com acréscimo de R$ 30 mil àqueles metalúrgicos com até 10 anos de fábrica. Aos trabalhadores que possuem restrição médica, o valor pago será referente a 140% do salário por ano trabalhado, mais R$ 7,5 mil.

Como os trabalhadores tinham estabilidade até janeiro de 2018, garantida pelo acordo coletivo firmado em 2016, àqueles que não aderirem ao PDV a montadora pagará o valor de cinco salários referentes a esse período, de agosto a dezembro de 2017. José Quixabeira de Anchieta, coordenador do Comitê Sindical na Ford, disse que a empresa foi irredutível e informou que haverá mais um corte no volume produzido em setembro: “Foi um processo muito difícil e o resultado não atende a tudo, mas entendemos que foi o possível de construir. Com muito esforço conseguimos o retorno dos 80 trabalhadores”.

Em 2015, á época do acordo de estabilidade, a Ford alegava que tinha cerca de 800 empregados a mais em seu quadro de funcionários, contando os que tralhavam na produção e no administrativo. Nos últimos dois anos, ela abriu um programa de demissão voluntária e muitos se aposentaram. Hoje, a Ford tem cerca de 3 mil funcionários, contando com os 364 demitidos. Alexandre Colombo, diretor executivo do sindicato e funcionário da Ford, disse que para este ano a montadora programou uma produção de até 12 mil caminhões e 36 mil carros: “Com um turno de trabalho a empresa pode fabricar até 110 mil veículos. A produção caiu muito este ano, por isso, estamos com essa tática de parar áreas essenciais e assim paralisar todo o processo”.

No ano passado, de acordo com a Anfavea, a Ford produziu, em todas as fábricas no País, 219 mil 519 veículos. Em 2015 foram 240,5 mil unidades. Em São Bernardo do Campo, ela fabrica caminhões e o New Fiesta nas versões hatch e sedã.