AutoData - Veículos comerciais estão de olho na tecnologia
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21/08/2017

Veículos comerciais estão de olho na tecnologia

Por Mônica Cardoso

- 21/08/2017

A revolução tecnológica na indústria automotiva envolvendo conectividade, automação, eletrificação e mobilidade foi a tônica do painel sobre o futuro tecnológico dos veículos comerciais realizado no Seminário AutoData Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira.

Para Alan Holzmann, diretor de planejamento e desenvolvimento de produto caminhões da Volvo, a conectividade terá impactos na gestão da frota, aumentando a produtividade e reduzindo custos, pois serão necessários menos veículos para realizar o mesmo trabalho. Já a automação irá aumentar a segurança e diminuir a manutenção dos veículos: “A tecnologia já existe. A questão é quando estará disponível para caminhões e ônibus”.

Sabendo disso, as montadoras já se preparam para o futuro que está batendo na porta. Na Suécia, a Volvo desenvolve projetos pilotos usando veículos autônomos, como caminhão de lixo em Gotemburgo e caminhão na mina subterrânea em Boliden. Os funcionários apenas inspecionam o carregamento e o transporte da carga. São projetos pilotos para desenvolver tecnologia, estão em fase de testes para serem comercializados.

No centro de desenvolvimento e pesquisa em Curitiba, PR, foi desenvolvido o caminhão autônomo VM para plantações de cana de açúcar. O projeto, realizado por técnicos brasileiros, reduz perdas com o pisoteio nas colheitas em 12%, aumentando a produtividade: “Ele é um protótipo que está em fase de testes. Acredito que poderá ser comercializado em 2019. Apesar de ter sido desenvolvido para a realidade brasileira, o veículo pode ter adaptações e ser exportado”.

Já a MAN lançou uma plataforma de conectividade que permite conexão com veículos de diferentes marcas com o objetivo de fazer gestão logística e da frota. Apesar da rapidez tecnológica, é preciso buscar alternativas locais, de acordo com Leandro Siqueira, diretor de engenharia e desenvolvimento da MAN:

“O Brasil tem grande capacidade de produção de bicombustíveis, que podem ser utilizados para fortalecer nossa indústria. Acredito que os veículos com motores a combustão interna ainda serão utilizados por um tempo, mas serão combinados com outros combustíveis”.

Segundo ele, é necessário garantir alternativas para que a indústria automotiva brasileira acompanhe o ritmo das transformações para ser competitiva em escala mundial. Para tanto, é preciso vencer desafios como qualificação dos motoristas bem como qualidade das estradas e da manutenção dos veículos.


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