São Paulo — A eletrificação da mobilidade está começando uma nova fase no Brasil com a proliferação da nacionalização dessa tecnologia. Com as novidades é comum as empresas e entidades apresentarem nomenclaturas que sejam mais atraentes do ponto de vista do marketing, algo que pode confundir o leitor e consumidor. Para que os leitores de AutoData não se confundam na hora de saber qual tecnologia está sendo citada em nossos textos decidimos adotar uma nomenclatura própria, que será padrão a partir de agora em todas as nossas publicações. Com isto esperamos continuar a explicar esta transição de forma que o leitor possa compreender facilmente cada uma das novas tecnologias.
Pode até parecer, em um primeiro momento, um pormenor desimportante o nome da tecnologia X ou da tecnologia Y. Mas não se engane: por trás dessas novas tecnologias há componentes como a tributação do veículo em níveis federal, estadual e até municipal. Definir determinada tecnologia, então, apenas de uma forma pode contribuir para que seja esclarecido até para os formuladores das legislações quais isenções fiscais devem ser concedidas e quais não.
A primeira polêmica que surgiu foi a dos micro híbridos. Afinal, a tecnologia que utiliza apenas um sistema de acionamento e desligamento automático ou outra que tem bateria de baixa voltagem aliado a alternador, mas que não atua diretamente no tracionamento da roda em nenhum momento, devem ser chamados de que forma?
A ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, e a Stellantis, que lançou versões de dois modelos com bateria auxiliar e alternador anabolizado divergem na nomenclatura das tecnologias.
A Stellantis, com base nas normas da WCO, sigla em inglês para a Organização Mundial Alfandegária, classifica eletrificados desta forma:
- Micro híbrido
Veículo a combustão com funções não relacionadas à propulsão, como o start-stop.
- Híbrido leve ou MHEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de 12V a 48V, com 3 kW a 20 kW de potência
Já a ABVE, por sua vez, adotou a seguinte classificação:
- Micro híbrido, híbrido leve ou MHEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de 12V a 48V, com 3 kW a 20 kW de potência
As demais tecnologias de eletrificação têm o mesmo entendimento tanto pela entidade quanto pela fabricante multimarcas:
- Híbrido ou HEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de alta tensão, maior de 150V, com 50 kW de potência
- Híbrido plug-in ou PHEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de alta tensão, de mais de 300V, com 50 kW de potência e que pode ser recarregado na tomada
- Elétrico ou BEV
Veículo 100% elétrico que pode ser recarregado na tomada
Para evitar esses ruídos de comunicação e não confundir o leitor AutoData informa que decidiu não usar em suas reportagens o termo micro híbrido.
Chamaremos os MHEV desta forma ou de híbridos leves, e as outras denominações de acordo com as normas adotadas por Stellantis e ABVE.
- Híbrido leve ou MHEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de 12V a 48V, com 3 kW a 20 kW de potência
- Híbrido ou HEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de alta tensão, maior de 150V, com 50 kW de potência
- Híbrido plug-in ou PHEV
Veículo com motores a combustão e elétrico de alta tensão, de mais de 300V, com 50 kW de potência e que pode ser recarregado na tomada
- Elétrico ou BEV
Veículo 100% elétrico que pode ser recarregado na tomada