Mercado segue em alta na primeira quinzena de fevereiro

São Paulo – Nos primeiros onze dias úteis de fevereiro, correspondentes à primeira quinzena, os emplacamentos de veículos somaram 89 mil unidades, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. O volume superou em 9,5% os 81,3 mil licenciamentos da primeira quinzena de janeiro, somados automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Com relação a fevereiro de 2024 o mercado apresentou leve avanço, de 2,4%, na média diária: em dez dias úteis esta média foi de 7,9 mil unidades no ano passado e, em onze dias, 8,1 mil na primeira quinzena.

No ano passado o feriado do carnaval caiu em fevereiro, justamente na primeira metade, e, em 2025, será no início de março, o que deixa a comparação prejudicada.

Restam ainda nove dias úteis em que, mantida a média da primeira metade, projeta vendas na casa das 162 mil unidades, mas é costume este ritmo acelerar no final do mês. No ano passado fevereiro encerrou com 165,2 mil emplacamentos.

Liderou as vendas, com 5,3 mil emplacamentos, a Fiat Strada, seguida por Volkswagen Polo, 4,3 mil, e VW T-Cross, 3,6 mil.

Schulz adquire participação no Complexo Solar Janaúba

São Paulo – A metalúrgica Schulz, de Joinville, SC, adquiriu participação no Complexo Solar Janaúba, da Elera Renováveis, empresa da gestora canadense Brookfield, localizado no Norte de Minas Gerais. O plano é, a partir de agora, alcançar 100% do consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis ainda este ano.

O compromisso para a neutralização das emissões de CO2 da companhia estava previsto para 2030 mas, com a fatia adquirida do complexo solar, de capacidade total instalada de 48MW, existe a possibilidade de antecipar a meta para 2025.

Com capacidade instalada total de 1 mil 617 MWp, o que equivale ao consumo residencial de energia de 1,2 milhão de pessoas, o empreendimento, considerado o maior projeto do tipo no Hemisfério Sul, contabiliza 2,9 milhões de módulos solares instalados em uma área de mais de 3,8 mil hectares, o mesmo que 5,2 mil campos de futebol.

Presidente da Nissan realizará sessões virtuais de mentorias gratuitas

São Paulo – O presidente da Nissan América Latina e vice-presidente corporativo da Nissan Motor Corporation, Guy Rodríguez, dedicará parte de seu tempo pessoal para realizar três sessões virtuais de mentorias gratuitas. O objetivo é acompanhar grupo exclusivo de grandes pensadores, que estão sempre de olho na próxima oportunidade e costumam identificar tendências, de ONGs ou instituições de ensino para impulsionar ideias que possam transformar positivamente a sociedade.

Segundo Rodríguez não será levado em consideração nem a idade nem o nível hierárquico dos participantes, pois “criaremos espaço para que possamos pensar juntos sobre como amplificar o impacto dos trabalhos. Nós, da Nissan, acreditamos que a sustentabilidade também envolve ouvir, aprender e trabalhar de forma colaborativa com as pessoas que transformam seu entorno e inovam em favor do presente e do futuro”.

Interessados deverão acessar o LinkedIn de Rodríguez https://www.linkedin.com/in/guyrodriguez/, marcar seu nome na postagem correspondente e responder a algumas questões no link.

A iniciativa faz parte da semana de sustentabilidade da Nissan América Latina, que discutirá os avanços nas áreas de responsabilidade ambiental, social e de governança corporativa e trocará ideias sobre como construir conexões duradouras e sustentáveis com as novas gerações de consumidores.

Tramontina entra no segmento de eletropostos

São Paulo – A empresa brasileira Tramontina entrou no negócio de eletropostos com a oferta de quatro modelos. Os equipamentos com capacidade de carga de 7,4 kW e 22 kW são para atender a demandas dos donos de veículos elétricos e híbridos plug-in e de estabelecimentos comerciais e hotéis. 

Para cada capacidade de carga a Tramontina oferece duas opções de carregador, uma mais simples que inicia a recarga do veículo assim que plugado, e outra com mais funções que permitem pausar e iniciar a recarga via aplicativo, controlar o tempo e o limite de potência.

Titan Internacional anuncia compra das operações da Carlstar

São Paulo – A Titan Internacional, fabricante global de pneus que mantém produção no Brasil, anunciou a aquisição do Grupo Carlstar, que também produz e comercializa pneus e rodas especiais no mundo todo. A negociação envolve as quatro fábricas da Carlstar, três nos Estados Unidos e uma na China, e de doze centros de distribuição global.

Édson Tebaldi, presidente da Titan Internacional na América Latina, disse que a negociação foi importante pois ajudará na ampliação do seu portfólio, incluindo os negócios no Brasil. No mercado local a empresa comercializará pneus da Carlstar para carrinhos de golfe, reboques, UTV’s:

“Esta categoria que vamos começar a trazer ao Brasil foi pensada para aplicações menos severas. Além dos pneus especiais, que são a nossa marca registrada, passamos a oferecer também uma linha de entrada de pneus tradicionais”.

As unidades produtivas da Carlstar se juntam às mais de dez fábricas que a Titan Internacional mantém no mundo.

Stellantis muda a rota de fábrica na Itália após demanda menor por elétricos

São Paulo – A Stellantis mudou os planos para sua fábrica de motores em Termoli, Itália: em vez de unidade produtora de baterias para veículos elétricos, conforme anunciado em 2022, passará a produzir transmissões para veículos híbridos, o câmbio de dupla embreagem eDCT.

A decisão ocorreu após uma gigafábrica de baterias da joint-venture ACC, liderada pela Stellantis, iniciar sua produção da França no momento em que a demanda global por veículos elétricos recua. Diante desse cenário o plano da joint-venture de produzir baterias em outras duas fábricas, uma na Itália e outra na Alemanha, mudou de rumo, de acordo com a Agência Reuters.

A capacidade de produção de transmissões para veículos híbridos da fábrica de Termoli será de 300 mil unidades/ano.

Futuros 100 Anos da GM do Brasil: histórias de quem trabalhou lá.

São Paulo – Não se trata, no básico, de livro sobre os figurões que passaram pela General Motors do Brasil – e a companhia os teve de montão – mas daqueles profissionais que nem sempre tomavam as grandes decisões mas que sustentavam o andamento e a segurança dos negócios no seu nível de quadros médios. Ou seja: gente que carregava o piano, gente que sabia o que significa ter nas mãos as marcas do guatambu da indústria de veículos.

Mas os figurões os há. Pela ordem de entrada Brad Merkel, Rick Wagoner, Grace Lieblein, Isela Constantini, Jaime Ardila, José Eugênio Pinheiro, Luiz Carlos Lacreta, Luiz Moan, Peter Hazl, Ray Young, Ruth Évora, Volker Barth, Warren Browne.

As famílias de André Beer e de Antônio Romeu Neto também enviaram as suas impressões sobre os primeiros 100 anos da GêÊme.

O livro é o resultado de alguma ansiedade de seu coordenador, Pedro Luiz Dias, hoje também bacharel em teologia mas originariamente um profissional de relações públicas surgido em São José dos Campos, como estagiário, em 1978. Pedro se aposentou na condição de diretor do departamento de Relações Públicas em 2015. Sua ansiedade: como demonstrar o imenso prazer que teve ao trabalhar na companhia [geralmente] em tão boa companhia?

Pedro, ansioso, começou a conversar a respeito com outros companheiros e companheiras de jornada. O resultado de centenas de contatos é um livro, na forma de peça física muito bonita com direito a capa dura: belíssima ilustração na capa e lombadas secundárias num azul que se parece, mesmo, com o blue General Motors. A criação e a edição gráfica da capa é de Wagner Montes Clá Dias, que foi… designer da GM e que “se jogou de alma no projeto. Fez um estudo sobre os logos oficiais nos últimos cem anos e se desafiou a compor algo ligado a estas identidades passadas e uma visão de futuro e agilidade”, contou Pedro Luiz Dias.

A leitura do livro é animada desde o começo, com a introdução, pelo próprio ex-estagiário Pedro Luiz Dias, lembrando que “seu objetivo [do livro] é reconhecer grandes profissionais que tornaram a filial brasileira numa grande referência em várias áreas da produção automotiva”.

O livro tem dois prefácios. Um deles, do jornalista Silvestre Gorgulho, já lembra ao leitor que “houve um tempo em que a velocidade das estradas brasileiras era controlada pelos buracos”. Coisa de 1925, ano da fundação da companhia aqui. É o seu prefácio, assim, que faz o pano de fundo histórico desta leitura.

Seguem-se os depoimentos, apresentados por ordem alfabética, como convém, e com o uso bastante reduzido de adjetivos – também como convém mas condizente com a sisudez e a seriedade que a própria imagem da companhia refletiu durante tanto tempo, espelho de sua cultura interna.

Chamo a atenção para três depoimentos. Minha História na General Motors, de dom Rogério Augusto das Neves, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Região Sul, conta de seus quase onze anos na companhia, admitido como aprendiz do Senai. Estudou direito, à noite, de 1986 a 1990 e em 1992 pediu demissão e se encaminhou ao Seminário Diocesano de São José dos Campos “para iniciar os estudos e me tornar padre”.

Mais: “O meu trabalho na GM serviu para ajudar a formação do meu caráter e, também, ajudou a formar o meu ministério pastoral, porque tive a oportunidade de estar o mais próximo possível da vida do cidadão médio de nosso povo. Conheci muitas pessoas [de quem] jamais esquecerei. Ser padre é uma missão bem específica, mas ela não pode estar desligada da vida do povo. E eu me senti sempre parte do povo enquanto eu estive na GM”.

Outro depoimento é o de Volker Barth, talvez a melhor descrição à vista da gravura daquilo que o mítico Rick Wagoner encontrou quando voltou ao Brasil em 1991: “Em apenas dois anos a General Motors conseguiu passar de uma posição financeiramente fraca para a de uma força econômica notável”.

O terceiro é o de Warren Browne, que escreveu seu depoimento para que os netos soubessem que, no seu período de Brasil, “fez mais do que apenas dançar no carnaval”. De certa forma seu depoimento complementa o de Barth. Ele descreve as cenas que viveu na General Motors do Brasil acreditando que “um raio caiu três vezes no mesmo lugar”, na pessoa dos três presidentes a quem serviu, Rick Wagoner, Mark Hogan e Fritz Henderson.

E ele conta porque Hogan o chamava de Doutor Morte quando era necessário discutir o equilíbrio de custos e produção.

Serviço
Futuros 100 Anos da GM do Brasil
Obra coletiva, 67 colaboradores, coordenação de Pedro Luiz Dias, processada e impressa pela Ipsis em 2024
168 páginas
R$ 89,90
Pedidos para peterdaias@icloud.com
Pagamento por meio do pix peterdaias@icloud.com

Renault venderá e deverá produzir modelos Geely no Brasil

São Paulo – O Grupo Renault e a Geely oficializaram na segunda-feira, 17, a expansão da sua parceria global com impacto direto na operação brasileira. Como adiantou a Agência AutoData a Renault será a distribuidora de veículos Geely no mercado brasileiro e, futuramente, poderá produzi-los no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, PR, com o emblema Geely ou Renault, a depender do planejamento.

O acordo abrange apenas veículos de zero ou baixa emissão, segundo o comunicado conjunto divulgado pelas duas empresas, ou seja, híbridos e elétricos. A Geely se tornará acionista minoritária da Renault do Brasil, mas a fatia e os pormenores não foram divulgados – no comunicado as empresas destacaram que “o negócio ainda está sujeito à assinatura dos acordos definitivos e aprovações prévias das autoridades regulatórias pertinentes”.

A parceria é semelhante à da Stellantis com a Leapmotor, embora esta seja em âmbito global. O grupo resultante da fusão da FCA com a PSA adquiriu uma fatia da fabricante chinesa e passou a representá-la fora de seu país de origem, já estabelecendo operações na Europa e América do Sul.

Não ficou claro, porém, se os veículos Geely serão vendidos na atual rede concessionária Renault ou se uma nova rede, com a bandeira da chinesa, será criada. Procurada a Renault do Brasil informou que nada pode acrescentar no momento e que, em breve, pormenores da parceria, que ainda depende da aprovação de órgãos do Brasil e da China, serão compartilhados.

Geely e Renault já são parceiras na Horse, a divisão do Grupo Renault focada no desenvolvimento de powertrain térmico, e em uma joint-venture na Coreia do Sul. A Horse mantém uma fábrica no Brasil, instalada dentro do Complexo Ayrton Senna, no Paraná.

Criado pelo Mover, FNDIT entra em operação

São Paulo – Entrou em operação na segunda-feira, 17, o FNDIT, Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, que captará recursos de políticas industriais para aplicar em projetos prioritários de desenvolvimento industrial, científico e tecnológico. Criado pelo Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, será gerido pelo BNDES e tem recursos estimados de R$ 1 bilhão.

Segundo o ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a entrada em operação do FNDIT permitirá apoiar financeiramente programas que visam à descarbonização e à mobilidade verde. Os recursos poderão ser aplicados em apoios reembolsáveis e não reembolsáveis. As empresas que hoje aportam os 2% de ex-tarifário sobre importação de produtos automotivos em instituições coordenadoras deverão fazer os depósitos exclusivamente ao fundo, por meio do BNDES.

O próximo passo será definir áreas prioritárias e estruturar chamadas públicas para a seleção de projetos: “As áreas prioritárias devem estar adequadas às missões da Nova Indústria Brasil a fim de que os projetos contribuam para a sintonia do desenvolvimento econômico-industrial com o plano de transição energética do país”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, que preside o conselho e que conta ainda com a participação de representantes de outros ministérios do setor produtivo e de trabalhadores.

A ideia, de acordo com Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, é mais à frente alocar também recursos do Padis, Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays.

Nova arquitetura eletrônica permite mais tecnologia à Ford Transit

São Paulo – As concessionárias Ford já estão recebendo encomendas da Transit 2026, com promessa das primeiras entregas para março. Produzido na fábrica da Nordex, no Uruguai, o veículo chega ao mercado com nova arquitetura eletrônica que permitiu agregar mais tecnologia, segundo Daniel Santos, gerente de desenvolvimento de produto da Ford América do Sul:

“Investimos muito na nova arquitetura eletrônica da Transit para garantir que todas as suas tecnologias funcionem da maneira correta, sem deixar o sistema sobrecarregado por ter muita tecnologia embarcada”.

Ele afirmou que, agora, os sistemas da nova Transit funcionarão de forma mais rápida, com maior capacidade para suportar os novos itens. A Transit uruguaia segue os padrões de produção da Europa ou de qualquer outro lugar do mundo onde a Ford mantém fábrica, com o mesmo nível ou até melhor, afirmou Santos.

O visual foi renovado, alinhado à identidade que a empresa utiliza em outros mercados. A identidade do veículo que foi reposicionada na carroceria, e o utilirário ganhou duas novas versões para o mercado brasileiro: a L3H3 Cargo, com foco em demandas de governos, que pode usar o modelo como ambulância, e a configuração vidrada longa que é baseada na 17+1 e pode ser usada como uma van de luxo, com seis lugares, ou como van escolar para 29 crianças. 

A lista de novidades da Transit é grande, começando pelo novo quadro de instrumentos de 8 polegadas 100% digital, da linha do que é usado na picape Ranger, e pela nova central multimídia com sistema Sync 4 e tela de 12 polegadas sensível ao toque. Novos assistentes de condução também chegaram ao veículo, como assistência de frenagem de emergência, piloto automático adaptativo, assistência de permanência em faixa e de ponto cego.

A Ford Transit 2026 é equipada com motor 2.0 turbodiesel de 165 cv de potência e o câmbio pode ser manual de seis marchas ou automático de dez, dependendo da configuração. No caso da E-Transit, que é importada da Turquia, o seu motor elétrico gera 269 cv de potência e sua autonomia é de 193 quilômetros, segundo os dados do Inmetro.

Confira abaixo os preços iniciais de cada versão da Transit:

Ford Transit Chassi – R$ 282,9 mil
Ford Transit Furgão – R$ 297,9 mil
Ford Transit Minibus – R$ 354,9 mil
Ford E-Transit – R$ 549,9 mil