Mercedes-Benz vendeu 400 caminhões pelo Move Brasil

São Paulo – A Mercedes-Benz já comercializou quatrocentos caminhões por meio do programa Move Brasil. O dado foi divulgado pela montadora durante visita de Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, à concessionária De Nigris do bairro do Limão, em São Paulo, .

Alckmin comentara anteriormente a iniciativa que busca renovar a frota de caminhões com juros subsidiados de 13% a 14% ao ano com recursos do Tesouro e do BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, financiou, desde 8 de janeiro, quando teve início, valor de R$ 4,2 bilhões.

Significa que 42% do total de R$ 10 bilhões ofertados pelo programa já foram utilizados. O Move Brasil aceitará os últimos pedidos em 25 de maio mas, ao que tudo indica, até lá os recursos já terão sido esgotados. O vice-presidente vem sinalizando que haverá a ampliação da iniciativa, sem pormenores, mas informações de bastidores indicam que o plano do governo é, quando o prazo expirar, anunciar o Renovar, programa permanente de renovação de frota.

Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços de caminhões da Mercedes-Benz, há “muito mais propostas em avaliação, o que traz otimismo ao mercado, fortalecendo um programa que beneficia tanto os grandes, médios e pequenos frotistas, quanto os autônomos”.

O executivo afirmou que a empresa tem trabalhado junto dos concessionários, com agentes financeiros como o Banco Mercedes-Benz, e com clientes para divulgar o potencial do Move Brasil, “que tem funcionado como um verdadeiro estruturador de mercado”.

Mercado anda de lado em fevereiro com carnaval

São Paulo – Com 185,2 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus emplacados o mês passado registrou volume semelhante ao de fevereiro de 2025, quando os licenciamentos somaram 185 mil unidades. A diferença está nos dias úteis: como o carnaval caiu em fevereiro em 2026 foram somente dezenove dias úteis, contra vinte no ano passado, em que o feriado foi comemorado em março.

Portanto a média diária traz uma visão mais clara do mercado brasileiro em fevereiro: foram 9,7 mil veículos licenciados por dia útil no mês passado e 9,2 mil em fevereiro de 2025, um crescimento de 5,3%.

Os dados são preliminares do Renavam. Com relação a janeiro o aumento nas vendas foi de 8,6%.

No primeiro bimestre o mercado somou 355,7 mil emplacamentos, de novo quase empatado com 2025, quando as vendas somaram 356,2 mil unidades.

O segmento de veículos leves registrou crescimento de 1,1% no acumulado, somando 338,1 mil emplacamentos, de acordo com a Bright Consulting. Em fevereiro foram 176 mil unidades licenciadas, alta de 1% sobre fevereiro de 2025 e de 8,5% sobre janeiro.

Quem puxa o mercado para baixo, portanto, é o segmento de comerciais pesados: de acordo com a consultoria K.Lume a queda no acumulado, de caminhões e ônibus, supera os 22,8%.

Muita bioenergia de sobra para queimar

Há cinco décadas o etanol reina sozinho como combustível alternativo e complementar no Brasil, utilizado em 100% de todos os veículos leves equipados com motores ciclo otto, seja puro ou em mistura obrigatória à gasolina – no mínimo de 30% desde 2025. Esta alternativa, sem igual proporção no mundo, foi iniciada em 1975 com o Proálcool, programa criado para amenizar os efeitos da crise mundial do petróleo que encareceu seus derivados a ponto de quebrar países – como foi o caso brasileiro.

Ao longo destes últimos cinquenta anos a produção de etanol em larga escala transformou o País no mais bem-sucedido exemplo global de uso do biocombustível para fornecer energia à sua frota de automóveis e comerciais leves, com o benefício hoje valorizado de quase anular emissões causadoras do aquecimento global.

Embora não tenha sido esta a razão existencial do Proálcool, cujo objetivo era substituir parte do caro petróleo importado por matéria-prima abundante no País – a cana-de-açúcar, até então utilizada havia séculos só para fazer o produto de seu sobrenome e alguma cachaça para beber –, hoje são as mudanças climáticas e a necessidade premente de reduzir emissões de CO2 fóssil que sustentam o protagonismo do etanol como principal biocombustível em uso para veículos leves, e como solução imediata e eficaz de baixíssima pegada de carbono, pois para cada megajoule de energia gerada emite apenas 22,73g de CO2 biogênico, que são 90% reabsorvidos pelas próprias plantações das matérias-primas utilizadas em sua produção. De quebra a maior octanagem do etanol ainda melhora o desempenho dos motores otto.

DA QUEDA AO FLEX

Esta reportagem foi publicada na edição 429 da revista AutoData, de Fevereiro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.

Foto: Freepik

Honda anuncia novo presidente para a América do Sul

São Paulo – A Honda anunciou que Keisuke Tsuruzono será o presidente da Honda na América do Sul a partir de 1º de abril. Ele sucederá a Arata Ichinose, à frente da companhia na região desde abril de 2024. O executivo retornará ao Japão para assumir novas responsabilidades na matriz, com foco nas áreas globais de produtos de força.

Desde 1992 na Honda, Tsuruzono trilhou ampla trajetória internacional, principalmente em gestão corporativa e desenvolvimento de negócios em importantes mercados globais, como Tailândia, Estados Unidos, Europa, Canadá, China e Vietnã. Mais recentemente foi executivo de operações para negócio de produtos de energia na Honda Motor no Japão.

Sob a liderança de Ichinose a Honda realizou dois importantes investimentos para a operação brasileira. Em 2024 a Honda Automóveis anunciou aporte de R$ 4,2 bilhões até 2030 para expandir seus negócios, introduzir tecnologia híbrido-flex, lançar o WR-V e ampliar o volume de produção.

No segmento de motocicletas foi porta-voz da injeção de R$ 1,6 bilhão até 2029, dedicada a fortalecer a liderança da empresa no mercado brasileiro e ampliar a capacidade produtiva da planta de Manaus, AM, para 1,6 milhão de unidades por ano.

Honda Marine chega ao Brasil

A Honda anunciou a criação de nova divisão de negócios no Brasil, a Honda Marine, que trabalhará integrada à estrutura de motores e máquinas e à Honda Motos. A divisão ficará sob a liderança de Anderson Meireles, que construiu parte de sua trajetória na área de pós-venda nos segmentos de motocicletas e automóveis.

A Honda Marine é responsável globalmente pelo desenvolvimento e a comercialização de motores de popa, área em que opera desde 1964, quando ingressou no segmento com motores quatro tempos, seguindo o princípio de que embarcações não deveriam poluir a água.

Honda Energy muda presidência

A Honda Energy terá, a partir de 1º de abril, Douglas Alencar como seu presidente, em sucessão a Maurício Imoto. A operação é responsável pelo parque eólico localizado em Xangri-Lá, RS, que fornece energia elétrica limpa e renovável para as fábricas de Sumaré e Itirapina, SP, e para o escritório administrativo em São Paulo, garantindo que 100% dos automóveis Honda produzidos no Brasil utilizem energia renovável.

Receita líquida da Marcopolo avança 5,4% em 2025

São Paulo – Impulsionada pelo desempenho no mercado externo pelo quarto ano consecutivo a Marcopolo alcançou resultados recordes ao registrar receita líquida de R$ 9,1 bilhões, alta de 5,4% com relação a 2024. Foi o que divulgou a encarroçadora em seu balanço anual. O faturamento das exportações e operações internacionais respondeu por 45,4% do total ao somar R$ 4,1 bilhões, avanço de 36,3% frente ao ano anterior.

A receita das exportações avançou 31,1%, para R$ 1,1 bilhão, e a das unidades fabris no Exterior 32,3%, para R$ 3 bilhões.

A produção consolidada de 2025 totalizou 15 mil 24 unidades, volume 1,7% inferior às 15 mil 289 fabricadas em 2024, diferença de 265. Segundo a empresa reflete a acomodação do mercado interno mas que, ainda assim, manteve a liderança.

Encarroçadora vê oportunidades de renovação de frotas este ano

Para 2026 a companhia projeta recuperação gradual a partir do segundo semestre, apoiada na expectativa de redução nas taxas de juros. E vê oportunidades na renovação de frotas de ônibus urbanos, para as quais espera ampliar entregas de veículos com propulsões alternativas, e no segmento de micro-ônibus, com a continuidade de programas governamentais como o Caminho da Escola e demandas do Ministério da Saúde.

Quanto ao mercado externo, que segue como pilar estratégico, o destaque é a robusta carteira de pedidos na Austrália, que de acordo com a empresa inclui grande volume de ônibus elétricos: “A companhia continuará investindo em inovação, com a homologação de modelos para o mercado europeu, com o avanço das entregas de micros para a América do Norte e com a consolidação de sua presença em novos segmentos, como o ferroviário”.

Move Brasil ganha tração mas falha no quesito reciclagem

São Paulo – Lançado no início de janeiro para estimular a renovação da frota brasileira de caminhões com foco em eficiência, segurança e sustentabilidade o Move Brasil tem obtido sucesso na oferta de crédito a juros menores. Porém, quando o assunto é reciclabilidade, até o momento, tem sido falho.

Nestes quase dois meses de programa, conforme anunciou o vice-presidente e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na sexta-feira, 28, foram contratados R$ 4,2 bilhões para a compra de caminhões, de um total de R$ 10 bilhões que poderão ser pleiteados até 25 de maio.

A iniciativa propõe carência de seis meses e até cinco anos para pagar pelos veículos 0 KM de fabricação nacional ou seminovos, o que é restrito a transportadores autônomos e cooperados – a quem R$ 1 bilhão do valor total é reservado e que, até agora, tiveram contratados R$ 90 milhões, de acordo com o BNDES, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, em seu mais recente balanço.

Àqueles que endereçarem um caminhão com mais de vinte anos à reciclagem é concedido desconto na taxa de 2,5 pontos porcentuais. Só que quem tem feito a conta constata que não vale a pena: “Nem o MDIC acredita muito no Move Brasil. Ele tem o selo verde, mas é possível contratar o financiamento sem o verde. Sendo pragmático o programa não é verde”, afirmou uma fonte do setor que pediu para não ser identificada.

Na ponta do lápis, considerando o tíquete médio de R$ 1,1 milhão por caminhão, o desconto real para quem manda um caminhão para a reciclagem é de R$ 50 mil, calculou a fonte, “e, por um veículo deste valor, parcelado em cinco anos, as empresas não vão correr atrás de reciclar caminhão ou adquirir um certificado de reciclabilidade”.

Move Brasil falhou ao impulsionar a retirada de circulação de caminhões com mais de vinte anos. Foto: Divulgação.

Expectativa é que Renovar emplaque em maio

Diante dos fatos as apostas de uma ação mais robusta e eficaz na retirada de circulação de caminhões velhos recaem para o resgate da lei 14 440, que cria o Renovar, programa de renovação de frota sancionado desde 2022 mas que até o momento não vingou por esbarrar na escassez de fontes de financiamento.

Circulam nos bastidores de Brasília, DF, que quando Alckmin diz apostar na extensão do Move Brasil refere-se, exatamente, ao Renovar, que deverá voltar com nova roupagem e rebatizado, uma vez que o nome foi dado durante o governo anterior.

“Este, sim, daria desconto mais expressivo na largada do programa e não na parcela, diluído em cinco anos, o que desestimula os compradores. Até porque quem é o consumidor de Finame no Brasil? As grandes empresas de logística, não o caminhoneiro autônomo”, assinalou. “Conversando com grandes bancos eles não registraram, até o momento, nenhum crédito com entrega de veículo para reciclagem.”

A expectativa de fontes ouvidas pela reportagem é que o Renovar seja emplacado em maio, quando expira a medida provisória que criou o Move Brasil.

Roberto Cortes tem o contrato prorrogado por mais dois anos

São Paulo – O Conselho de Supervisão da Traton, dona da VW Caminhões e Ônibus, Scania, MAN e Navistar, prorrogou por mais dois anos o contrato de Roberto Cortes em seu conselho executivo. Ele permanece na cadeira como responsável pela VW Caminhões e Ônibus até 2029.

Cortes soma mais de 55 anos de carreira, dos quais mais de 45 no Grupo Volkswagen. Participou da criação da Autolatina e em 2000 assumiu a VW Caminhões e Ônibus.

SKF separa a divisão automotiva e cria a SKF Vertevo

São Paulo – A SKF é mais uma empresa a separar sua divisão automotiva em uma nova empresa: para criar duas empresas fortes, focadas e independentes, a fornecedora de rolamentos, vedações e sistemas de lubrificação criou a SKF Vertevo. O objetivo é listar a nova empresa na Nasdaq Estocolmo, na Suécia, no quarto trimestre.

“O nome SKF Vertevo destaca nossa herança e combina duas ideias poderosas: vertere, do latim virar ou transformar, e evo, abreviação de evolução”, disse Kerstin Enochsson, presidente da divisão automotiva da SKF. “Juntas elas expressam movimento, progresso e mudança. É curto, ousado e memorável, um nome que funciona em diferentes culturas e captura nossa história.”

A SKF Vertevo continuará integrando o Grupo SKF e será uma subsidiária da AB SKF. O nome começará a ser usado com a abertura de capital, segundo o presidente e CEO da SKF, Rickard Gustafson: “A separação da nossa divisão automotiva decorre conforme o planejado. Hoje marca mais um passo importante nesta jornada e na nossa transformação numa empresa independente, com a revelação do nome”.

Adesões a consórcios crescem 7,4% em janeiro

São Paulo – Em janeiro as adesões a grupos de consórcio de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas cresceram 7,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 328,2 mil cotas. Quanto ao volume de créditos comercializados no período, R$ 18,6 bilhões, houve acréscimo de 10,1%.

Os dados, divulgados pela Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, apontam ainda que o número de consorciados aumentou 7,9%, totalizando 9,5 milhões de pessoas.

Destes 56,3% participavam dos grupos de veículos leves, 34,1% nos de motocicletas e 9,6% nos de veículos pesados.

Quanto às contemplações houve retração de 7,2%, para 138,3 mil. E o volume de créditos recuou 2,3%, para R$ 7,9 bilhões. 

A participação dos consórcios em créditos concedidos ao longo de 2025, no total incluídos financiamentos e leasing, passou de 22,1% em 2024 para 24,4%, somando R$ 91,6 bilhões sobre R$ 375 bilhões. 

Um a cada dois veículos leves foi adquirido por consórcio

Considerando apenas os veículos leves novos, o maior segmento em número de consorciados ativos no sistema, foram registradas 182 mil adesões em janeiro, alta de 6,8% com relação ao primeiro mês do ano passado, e mais de R$ 13 bilhões em negócios, acréscimo de 12,5%.

Em paralelo os créditos concedidos nas contemplações somaram quase R$ 5 bilhões, potencialmente inseridos no mercado interno do País, alta de 8,1%. O tíquete médio dos veículos leves, neste período, avançou 5,4%, para R$ 71,5 mil.

Os quase 70 mil consorciados contemplados com automóveis e comerciais leves injetaram créditos no mercado que propiciaram 42,4% de participação nas comercializações internas, cujo total chegou a 162,4 mil unidades, um a cada dois veículos vendidos, considerada a divulgação da Fenabrave. 

Angie Stelzer é a nova diretora de RH da Volkswagen

São Paulo – Com a ida de Douglas Pereira para a Itália, onde assumirá posição na Lamborghini, Angie Stelzer, atual diretora de recursos humanos do Grupo Volkswagen Argentina, passa a vice-presidente de recursos humanos do Brasil e da região América do Sul. Ela se reporta a Ciro Possobom, presidente da VW Brasil, e a Alexander Seitz, chairman da região.

Stelzer entrou no Grupo Volkswagen em 1999, passando por posições nas áreas jurídica, corporativa e de relações governamentais. Em 2015 assumiu a diretoria de assuntos corporativos, jurídicos e públicos da VW Argentina, incluindo a área de imprensa, e em 2023 acumulou a liderança de RH.

Douglas Pereira será chefe de pessoas, cultura e organização da Lamborghini, que integra o Grupo Volkswagen.