Espírito Santo abre as portas para a nova fábrica da GWM em Aracruz

São Paulo – Em 26 de janeiro o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, assinou o decreto 125-S, que tornou de utilidade pública um terreno de 1,7 milhão de m² dentro do Parque Industrial de Aracruz, na região de Barra do Riacho. Foi um passo importante em uma negociação iniciada há quase três anos com a GWM e que deverá resultar na segunda fábrica da companhia no Brasil, com capacidade para produzir 200 mil veículos por ano – e estrutura completa: estamparia, soldagem, pintura e montagem final.

Na terça-feira, 25, representantes da montadora e do governo capixaba se reuniram em Vitória, ES, para apresentar pormenores do projeto. Tudo foi alinhado em viagem do vice-governador, Ricardo Ferraço, à China em janeiro, quando assinou um termo de compromisso com a empresa. O projeto integra o plano de investimento de R$ 10 bilhões aplicado pela GWM no País, que inclui a unidade de Iracemápolis, SP, já em operação:

“Este é um projeto de Estado, muito mais do que de governo. A empresa tem um plano de investimento de R$ 10 bilhões para o Brasil e conseguimos atrair para o Espírito Santo uma parte significativa”, afirmou ao portal de notícias do governo local. “Em plena capacidade são até 10 mil empregos de qualidade”.

Vice-governador Ricardo Ferraço. Fotos: governo do ES.

O Estado dará incentivos por meio da Nova ES, Agência de Atração de Investimentos do Estado, segundo o vice-governador. Ela foi criada no ano passado com este objetivo, de atrair indústrias para o Espírito Santo. O município de Aracruz, no Litoral, fica a cerca de 80 quilômetros ao Norte da Capital, Vitória, e tem uma das economias mais fortes do Estado, com vocação industrial. A expectativa de Ferraço é atrair fornecedores para a região.

“Já na fase de chegada a expectativa é de geração de 1,5 mil a 3,5 mil postos de trabalho, principalmente na construção civil”, disse  o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume. “Na fase operacional o projeto poderá alcançar até 10 mil empregos, diretos e indiretos, impulsionando cadeias produtivas e o setor de serviços.”

Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM, afirmou que a escolha do Espírito Santo foi resultado de amplo estudo: “Rodamos por vários estados da federação e encontramos no Espírito Santo as condições ideais de competitividade, que fazem parte do DNA da marca chinesa”.

Ricardo Bastos, da GWM. Fotos: governo do ES.

Afora as 200 mil unidades de capacidade e a expectativa de geração de 10 mil empregos pouco se falou sobre a fábrica: quais serão os modelos e quando as linhas deverão começar a operar. Segundo o governo do Espírito Santo as próximas etapas são levantamentos topográficos e sondagens, licenciamento ambiental e início da terraplanagem para preparação do terreno.

Prestige quase dobra produção da Sprinter na Argentina

Buenos Aires, Argentina – Pouco mais de seis meses após assumir o controle da fábrica da Mercedes-Benz o Grupo Prestige Auto já aumentou o ritmo de produção da van Sprinter de 54 para noventa unidades por dia. No período a fábrica recebeu investimento de US$ 100 milhões em melhorias operacionais, principalmente em novos processos de pintura, e mais duzentos operários foram contratados, somando agora um quadro de 2 mil empregados que trabalham em dois turnos.

A fábrica de Virrey del Pino, na Região Metropolitana da Capital argentina, Buenos Aires, produziu 14 mil unidades da Sprinter em 2025. Com incrementos de produtividade e a introdução de mais versões com câmbio automático da van lançadas este mês – lançadas primeiro no mercado brasileiro – a intenção é terminar 2026 perto das 20 mil unidades fabricadas. A maior parte da produção, cerca de 60%, segue para o Brasil e o restante abastece o próprio mercado argentino e demais países latino-americanos, com exceção do México.

“Nossa intenção nos próximos anos é ir além, ocupar a capacidade de 30 mil unidades/ano e expandir a fábrica com a possível introdução de mais modelos”, assinala Daniel Herrero, experiente executivo da indústria automotiva argentina escolhido pelo empresário Pablo Peralta para ser o presidente e sócio da Prestige Auto, que em junho de 2025 assumiu o controle da fábrica e das operações comerciais da Mercedes-Benz Cars & Vans no país, após vencer licitação aberta pela fabricante.

Linha de produção da Sprinter na Argentina: em expansão. Foto: Divulgação/Prestige Auto

Expansão

Pelo acordo a Prestige Auto adquiriu a fábrica de Virrey del Pino com todos os equipamentos e foi licenciada para produzir veículos da fabricante alemã seguindo os mesmos padrões produtivos e de qualidade. A empresa argentina é responsável pela engenharia de manufatura e a representação comercial de carros e vans a marca no país, enquanto a engenharia de produto segue sob responsabilidade da Mercedes-Benz Cars & Vans.

Herrero admitiu que “após consolidar a produção da Sprinter em níveis mais altos estudaremos a possibilidade de fazer outros modelos Mercedes-Benz aqui”. Uma das possibilidades já aventadas é voltar a produzir na Argentina as vans médias da linha Vito, que foram fabricadas na unidade de 2015 a 2019.

“Temos uma boa e muito próxima relação com a Prestige, que tem capacidade de nos abastecer e atende todos os nossos pedidos”, afirmou Ronald Koning, presidente da Mercedes-Benz Cars & Vans no Brasil. Ao que Herrero respondeu: “Claro, são os nossos maiores clientes, o que quiserem nós faremos”.

Daniel Herrero e Ronald Koning: parceria produtiva da Mercedes-Benz Cars & Vans na Argentina. Foto: Pedro Kutney.

Por ser um veículo produzido no Mercosul, com índice mínimo obrigatório de localização produtiva de 60%, a Sprinter entra no mercado brasileiro sem pagar imposto de importação. Com cerca de 8 mil emplacamentos em 2025 a van representa, sozinha, perto da metade das vendas da Mercedes-Benz Cars & Vans no Brasil, e pouco mais de 60% da produção na Argentina, com tendência de aumentar essas participações.

Novo ciclo

Com a decisão do Grupo Daimler de separar, a partir de 2021, a divisão de carros e vans e a de caminhões e ônibus, as duas empresas tornaram-se independentes e separaram completamente suas operações. No caso da Argentina toda a produção de caminhões foi transferida, este ano, para uma nova linha construída em Zarate, enquanto a fábrica de Virrey del Pino, que antes estava ligada à divisão de veículos pesados, ficou só com a Sprinter e foi vendida à Prestige Auto.

A decisão foi tomada em função de a Mercedes-Benz sempre ter focado sua atuação industrial no Brasil e na Argentina na produção de veículos comerciais. Após a separação a Mercedes-Benz Cars & Vans ficou sem uma equipe de engenharia de manufatura, que segue abrigada na Mercedes-Benz do Brasil, produzindo caminhões e ônibus. Assim vender a operação argentina foi a fórmula encontrada para uma transição mais rápida e eficiente.

Herrero, que trabalhou na Toyota por mais de 25 anos e se aposentou como presidente da empresa na Argentina, também foi presidente da Adefa, a associação dos fabricantes de veículos no país, na gestão 2020-2021. Aos 66 anos o executivo pensava que desaceleraria e dedicaria mais atenção à sua paixão pelas corridas.

Mas ele não resistiu ao novo desafio de conduzir a reestruturação da histórica relação que a marca Mercedes-Benz tem com o país, onde construiu sua primeira fábrica fora da Alemanha, em 1951, que foi batizada Centro Industrial Juan Manuel Fangio em homenagem ao argentino cinco vezes campeão de Fórmula 1, duas delas correndo pela equipe Mercedes-Benz.

Caoa Chery prepara versão híbrida do Tiggo 5X

São Paulo – O Tiggo 5X, SUV de entrada da Caoa Chery no mercado brasileiro, terá uma versão híbrida. E, de acordo com o diretor de marketing Jan Telecki, será um híbrido fechado, com possibilidade de motorização flex. “Planejamos que o Tiggo 5x seja HEV. Estamos justamente fazendo testes para definir qual a melhor forma de chegar no mercado [com a versão híbrida do carro de entrada].”

Hoje os híbridos do portfólio Caoa Chery são importados da China. Segundo o executivo em uma eventual nacionalização os eletrificados serão montados também na linha de produção em Anápolis, GO. Em 2025 a Caoa Chery concluiu na fábrica investimento de R$ 3 bilhões, iniciado em 2023, para modernizar e expandir sua capacidade produtiva em 150%.

Anápolis hoje produz os modelos Tiggo 5x, agora remodelado, Tiggo 7 e Tiggo 8, que no ano passado somaram 72 mil unidades vendidas.

A Dürr, por exemplo, acabou de concluir a primeira etapa da modernização da pintura da fábrica, dobrando sua capacidade de produção e o aumento do uso de robótica: “Isto passa pelo aumento da qualidade da entrega, da produtividade e de aplicar técnicas para obter maior satisfação do cliente”.

Anápolis receberá novo investimento 

E agora, segundo Telecki, a unidade prepara-se para anunciar novo ciclo de investimento que incluirá a produção de uma segunda marca em Anápolis, a Changan. A parceria com a empresa, hoje uma das quatro maiores fabricantes de veículos da China, foi anunciada durante o Salão do Automóvel de São Paulo.  

“Estamos ajustando a fábrica para acomodar as duas marcas. O plano é, no terceiro ou quarto trimestre, introduzir os produtos Changan”, assinalou Telecki, durante entrevista coletiva à imprensa de lançamento do Tiggo 5X 2027 no Centro de Distribuição da Caoa Chery. “Já temos algumas peças Changan chegando aqui.” 

Segundo o executivo a nova injeção de recursos inclui parte dedicada à Changan, à modernização da planta e a melhorias no centro de distribuição, na logística e em pontos de venda. “E ao longo dos anos vemos que a decisão de crescer precisa abranger todas as áreas, industrial, comercial e distribuição”.

Mercedes-Benz Sprinter ganha impulso com câmbio automático

Buenos Aires, Argentina – A Mercedes-Benz acrescentou este ano a opção que faltava à sua extensa linha Sprinter: 26 versões da van, para transporte de passageiros e de carga, passam a contar com transmissão automática de nove marchas, a 9G-Tronic, produzida pela própria fabricante na Alemanha desde 2013 – primeiro para equipar um carro, o sedã E 350.

O Brasil é o primeiro mercado sul-americano a receber a Sprinter G9-Tronic. O primeiro lote chegou esta semana e já começou a ser distribuído às 156 concessionárias que vendem o modelo no País.

Ronald Koning, presidente da Mercedes-Benz Cars & Vans no Brasil, aponta que a nova opção é uma tendência de mercado para este segmento, pois já domina a grande maioria das vendas da Sprinter em países da Europa, Estados Unidos e Canadá, e há tempos os clientes brasileiros também pediam versões automáticas.

Nas contas do executivo a oferta do câmbio automático deve acrescentar – e não substituir – vendas para a van: “Deveremos conquistar mais clientes porque temos uma oferta competitiva de preço e o uso de transmissão automática está crescendo rápido neste segmento também no Brasil, porque traz vantagens. Vamos aproveitar esta oportunidade e crescer junto”.

Os preços da Sprinter automática são cerca de 5% mais caros do que das versões com câmbio manual de seis marchas. A linha começa em R$ 274,3 mil – caso da opção chassi-cabine para instalação de carrocerias de carga – e vai até R$ 500 mil – o maior modelo de passageiros. A empresa trabalha com a projeção de que 30% a 35% das vendas da Sprinter, já neste primeiro ano de oferta, serão de versões automáticas.

Retomada de desempenho

O segmento de vans grandes está em crescimento no Brasil, avançou 15% no ano passado, de 34,1 mil emplacamentos em 2024 para 39,2 mil. A expectativa da Mercedes-Benz é de novo avanço este ano, cerca de 6%, para 41,7 mil.

As vendas da Sprinter no mercado brasileiro, no entanto, não tiveram o mesmo desempenho, caíram 17,5%, para 8 mil unidades, reduzindo sua participação no segmento de 28% para 20% de um ano para outro.

A retração ocorreu, principalmente, por causa de ajustes na operação da Argentina: a fábrica de Virrey del Pino foi vendida ao Grupo Prestige Auto, desde junho de 2025 responsável pela produção, sob licença Mercedes-Benz.

“A Sprinter é um veículo versátil com as mais variadas versões de carga e passageiros que atendem a diversos setores da economia. Com a opção automática ampliaremos ainda mais nossa penetração.”

A fábrica argentina está elevando o ritmo de produção e espera por um salto de 14 mil unidades, em 2025, para 20 mil este ano, o que faz Koning, como maior cliente da planta, projetar aumento de vendas da Sprinter, no Brasil, para além das 10 mil.

Tarde, mas no momento certo

Prestes a completar trinta anos no mercado brasileiro a Sprinter produzida na Argentina esteve dentre as primeiras vans a diesel a desembarcar no Brasil, mas a opção automática, já vendida há cinco anos na Europa e América do Norte, tardou mais a dar as caras na América do Sul, pois o preço era impeditivo para a maioria dos frotistas e motoristas autônomos que usam a van.

Isto responde por que a Mercedes-Benz somente agora decidiu introduzir a Sprinter automática nos mercados sul-americanos – principalmente o Brasil, que consome mais de 60% da produção argentina. Hoje os ganhos de escala produtiva e a redução de impostos de importação sobre componentes sem produção equivalente na região ajustaram os custos para baixo e permitiram uma oferta de preço razoável para o modelo automático.

“As condições de mercado mudaram ao longo do tempo e o momento certo de lançar foi agora.”

Koning avaliou que, com as vantagens trazidas pela opção automática, com redução de custos operacionais, “no fim das contas a Sprinter automática pode até ser mais barata”.

Vantagens operacionais

Embora ainda não tenha números de redução de custo total de propriedade – o que deve acontecer nos primeiros seis meses de experiência real de uso da van sob as condições brasileiras – a aposta da fabricante é que muito cedo os clientes perceberão as vantagens operacionais do modelo automático.

Aline Rapasse, diretora de produto vans da Mercedes-Benz no Brasil, observou que a primeira percepção de vantagem será no consumo: “O câmbio automático faz as trocas de marchas na rotação certa, mantém o giro do motor mais baixo, o que tira o fator humano dessa variante, pois cada motorista tem uma maneira diferente de conduzir o veículo e isto pode provocar grandes variações no consumo”.

A executiva acrescentou que este fator, inclusive, deve reduzir o custo de treinamento que transportadores têm com seus motoristas, pois o câmbio automático torna a direção da Sprinter G9-Tronic mais fácil e homogênea: “Também garante mais conforto no trânsito, já que a Sprinter é um veículo de ambiente urbano. Com menos esforço físico e condução mais fluida o motorista fica mais atento e produtivo”.

Por experiência nos mercados onde a Sprinter G9-Tronic já é vendida Aline Rapasse afirmou que os custos de manutenção das versões automáticas também são menores, o que reduz o TCO, o custo total de propriedade: “A transmissão automática com conversor de torque tem menos desgaste, não há gastos com trocas de embreagem, por exemplo”.

Ela acrescentou que, pelo maior conforto que traz, a transmissão automática deverá ser um item ainda mais valorizado nas versões para o transporte de passageiros, que representa cerca de metade das vendas de vans no País. Também cai bem em modelos de motor home, principalmente os alugados, pois torna o veículo nada muito diferente do que um automóvel, requer menos habilidade do motorista.

E assim como nos carros automáticos a Sprinter G9-Tronic também traz confortos como apoio de braço, controle manual de trocas de marcha nas borboletas atrás do volante e função Hold – que mantém os freios do veículo acionados nas paradas do trânsito mesmo se o motorista tirar o pé do pedal.

As versões automáticas da Sprinter são equipadas com os mesmos motores de 170 cv e mantêm os mesmos dois anos de garantia, sem limite de quilometragem. Os intervalos de manutenção, que podem ser executados em 170 pontos de atendimento no País, também são iguais aos modelos manuais: 30 mil quilômetros para a Sprinter 317 e 20 mil quilômetros para as 417 e 517.

Caoa Chery atualiza Tiggo 5X para dobrar as vendas

Franco da Rocha, SP – Para fazer frente a concorrentes como Volkswagen T-Cross e Nivus, Chevrolet Tracker, Fiat Fastback, Jeep Renegade, Nissan Kicks e Hyundai Creta a Caoa Chery remodelou completamente seu SUV de entrada Tiggo 5x. A empresa buscou reforçar não somente o design como também a oferta de itens de segurança, como o sétimo airbag e o EPB, freio de estacionamento eletrônico, e tecnológicos, como o painel integrado de 20,5 polegadas, a conectividade sem fio e o carregador rápido por indução.

A ferramenta de vendas ganha tom agressivo quando divulgado seu preço promocional, de R$ 119 mil 990 para a versão Sport, de entrada, e de R$ 132 mil 990 para a Pro, topo de linha. A garantia do veículo, assim como de toda a linha Tiggo, foi ampliada de cinco para sete anos, ou até 150 mil quilômetros, o que vale para todos os carros ano/modelo 2026/2027.

Dados da Fenabrave apontam que no ano passado foram emplacadas 13,7 mil unidades do Tiggo 5x. O diretor de marketing da Caoa Chery, Jan Telecki, ressaltou que a base de comparação é fraca por causa da eliminação gradual da versão antiga, que ganharia nova roupagem este ano. Justifica com o resultado de 2024, quando as vendas alcançaram 20 mil 159 unidades.

“Entramos em período de transição do modelo antigo para o novo, fomos tirando pressão para fazer uma transição mais tranquila, por isso talvez não seja comparação justa.”

Pois bem: diante dos novos fatos arriscou dizer que o volume comercializado pelos menos duplicará este ano e, quem sabe, triplicará: “A ideia é que o Tiggo 5x emplaque quantidade semelhante de veículos que o Tiggo 7”.

Em 2025 foram vendidas 38 mil 438 unidades do modelo maior.

“Temos a expectativa de que o Tiggo 5x volte a ser um protagonista no nosso portfólio. Em 2025 o Tiggo 7 foi o grande impulsionador das vendas, mas queremos equilibrar este jogo para que ambos sejam molas propulsoras”, afirmou Telecki. “São dois carros que estão em segmentos de R$ 120 mil a R$ 180 mil, de alta demanda no mercado brasileiro, e que em 2026 deverá ter um crescimento ainda maior frente aos outros anos.”

Modelo deverá representar de 40% a 45% das vendas da marca

Dentro do portfólio da Caoa Chery em Anápolis, GO, de onde saem, além destes dois modelos, também o Tiggo 8, a ideia é que o Tiggo 5X represente em torno de 40% a 45% das vendas, assim como o Tiggo 7. No ano passado a marca beliscou 2,8% de participação, em décimo-primeiro lugar no ranking de automóveis e comerciais leves, com 71,4 mil veículos emplacados. O diretor de marketing assegurou que está trabalhando para galgar posições, sem estimar fatia.

Em ação promocional até sábado, 28, o preço da versão Sport é R$ 119 mil 990. Em março vai para R$ 124 mil 990, como valor especial de lançamento e, depois, o custo da tabela será R$ 132 mil 990. A versão topo de linha, Pro, custa R$ 134 mil 990 até o dia 28, em março parte para R$ 144 mil 990 e, passado o lançamento, R$ 154 mil 990. A expectativa da Caoa Chery é vender 5 mil Tiggo 5x em cinco dias.

Mudanças imprimem ar premium

Telecki ressaltou que as principais mudanças buscaram trazer o que o cliente mais estava procurando, ao agregar, principalmente, tecnologia e segurança. Embora o motor continue o mesmo, o 1.5 TCI Turbo Flex, com 150 cv de potência e transmissão CVT com nove marchas simuladas, ele recebeu nova calibração e maior torque, 22,8kgmf, o que o deixou mais rápido.

De fato, em test drive realizado pela reportagem da Agência AutoData em trajeto da Rodovia Fernão Dias o veículo na versão Pro demonstrou-se bastante estável, mesmo com a pista molhada, e com respostas rápidas na aceleração – foi de zero a 100 km/h em quase 10 segundos. Apesar de trechos de forte chuva o isolamento acústico demonstrou-se bastante eficaz, sendo a borracha das palhetas do pára-brisa o que mais produziam ruído interno.

Com acabamentos em couro, câmbio pequeno e freio de estacionamento automático o interior do carro ficava mais iluminado por causa do amplo teto panorâmico, estendido até os assentos traseiros, exclusivo para o mercado brasileiro, o que está presente somente na versão Pro. O mesmo vale para o sétimo airbag e o pacote completo Adas 2.0 Max Drive, que também tem alerta de colisão frontal, auto hold, drive mode, visão panorâmica 360º em alta definição, assistente e alerta de permanência em faixa e monitoramento de ponto cego.  

O painel integrado de 25 polegadas é bonito e facilita ao condutor acompanhar o caminho sem ter de desviar o olhar para a tela. A condução torna-se ainda mais agradável pelo fato de o banco elétrico, em couro, com design esportivo, ter seis funções elétricas e quatro posições de ajuste para a lombar herdados do Tiggo 8. O carregador de celular por indução ultrarrápido de 50W em alguns momentos falhou.

Por fora do veículo destaque para a nova dianteira com faróis e DRL em full led e nova grade frontal tridimensional inspirada na joalheria italiana Bucellati Design. As rodas 18” reforçam a intenção do banho de loja para tornar o modelo premium. Na traseira o conjunto óptico em led interligado por barra iluminada amplia a percepção de largura e sofisticação e lembra as linhas do rival Hyundai Creta.

Nova Strada alcança 850 mil unidades produzidas

São Paulo – Após ser o veículo mais vendido do Brasil pelo quinto ano consecutivo a Fiat Strada alcança mais um marco importante em sua história: a geração atual do modelo da Stellantis somou 850 mil unidades produzidas.

No mercado desde 2020, a nova Stada é montada sobre a plataforma MPP, e compartilha itens com modelos atuais da Fiat como Mobi, Argo e Pulse.  A Strada, lançada em 1998, é uma das últimas remanescentes do segmento de picapes derivadas de veículos hatches. Atualmente ela é a única da categoria a oferecer cabine dupla e câmbio CVT.

O modelo foi o mais vendido na América do Sul nos segmentos de carros de passeio, picapes e comerciais leves no ano passado.

Mercado de veículos da União Europeia recua 3,9%

São Paulo – As vendas de veículos leves recuaram 3,9% na União Europeia em janeiro com relação ao mesmo mês do ano anterior, somando 799,6 mil unidades. Segundo a Acea, que representa as fabricantes do bloco, o ano inicia de forma desafiadora, mais uma vez, para a região, que em janeiro do ano passado também apresentou retração, de 2,6%.

Os veículos eletrificados representaram 67,7% das vendas, com destaque para o crescimento dos 100% elétricos, com 19,3% do total – e encostando nos modelos a bateria, com 22% de participação em janeiro. Há um ano eles detinham 29,5% do mercado.

Os híbridos fechados foram maioria, 38,6% das vendas, e os híbridos plug-in representaram 9,8% do mercado.

Rodrigo Pikussa assume a diretoria da Farizon do Brasil

São Paulo – A Farizon do Brasil, divisão de veículos comerciais do Grupo Geely que é representada pelo Grupo Timber, contratou Rodrigo Pikussa para sua diretoria executiva de veículos elétricos. Ele será responsável pela liderança da fase de estruturação operacional, anunciada no ano passado.

Pikussa tem passagens por Busscar e Marcopolo, em seus mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, com cargos no Brasil e no Exterior. Engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal do Paraná tem MBA executivo em gestão de negócios internacionais pela FGV.

Crédito para a compra de veículos cresce 3,5% em 2025, diz Anef

São Paulo – Em período de juros elevados, com a Selic em 15% ao ano, foram liberados para o financiamento de veículos R$ 283,4 bilhões em 2025, alta de 3,5% com relação ao volume do ano anterior, de R$ 273,7 bilhões. Foi o que divulgou a Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras. O resultado ficou abaixo da projeção da entidade, que no meio do ano passado a mantivera em alta de 8,5%.

A maior parte dos recursos foi emprestada para pessoas físicas por meio do CDC. A modalidade concedeu R$ 281,4 bilhões, sendo que R$ 222,7 bilhões refletiram o consumo financiado pelas famílias, alta de 5,6% frente a 2024.

O total de recursos liberados pelo leasing, R$ 1,9 bilhão, avançou 39,1%. Os principais tomadores de crédito desta modalidade foram pessoas jurídicas.

O saldo total do financiamento de veículos, R$ 544,4 bilhões, representou crescimento de 12% em 2025 frente ao ano anterior, quando a carteira alcançou R$ 486,2 bilhões. De acordo com a entidade, em termos porcentuais, o incremento superou a expansão do crédito total do SFN, Sistema Financeiro Nacional de 10,2% no período, conforme divulgado pelo Banco Central em dezembro. 

O presidente da Anef, Enílson Sales, salientou que a taxa de juros do financiamento de veículos diminuiu de 24,4% no início de 2025 para 21,5% no fim do ano, mesmo em cenário de Selic em 15% ao ano. Para ele esta redução deve-se às campanhas comerciais lideradas pelos bancos das montadoras, que ofereceram taxas mais atrativas e reduziram seus spreads. 

“O movimento reflete a dinâmica competitiva do mercado que, por meio de incentivos, atraiu compradores com perfis de menor risco.”

Em 2025 a inadimplência avançou 1,4 ponto porcentual, para 5,6%.

Vendas à vista caem para 48% em 2025

As vendas à vista, que chegaram a atingir patamar de 64% em 2022, em meio à pandemia, continuaram a decrescer. Caíram de 50% em 2024 para 48% em 2025. O financiamento também reduziu sua participação, em 3 pontos porcentuais, de 46% para 43%. Já o consórcio subiu de 4% para 9%.

No segmento de pesados o leasing voltou a ganhar espaço, com avanço de 2 pontos porcentuais. O consórcio dobrou sua participação, de 4% para 8%. O CDC manteve-se estável em 31% e o Finame recuou de 31% para 22%.

Para 2026 alta moderada

Para este ano a Anef projeta crescimento de 3,9% nos recursos liberados para financiamento de veículos: “Após a resiliência demonstrada em 2025, mesmo com juros elevados, o setor deve avançar com cautela, apoiado na gradual melhora das condições de crédito, mas ainda sob um cenário macroeconômico desafiador.”

O presidente da Anef ressaltou que a seletividade dos bancos na concessão do crédito deve se manter: “Haverá, porém, a maior competitividade das modalidades de financiamento, uma vez que o consórcio e o leasing vêm aumentando sua participação”.

Sean Green será o novo vice-presidente da Mini Américas

São Paulo – O Grupo BMW anunciou Sean Green como o novo vice-presidente da Mini região Américas. O executivo sucede, a partir de 1º de maio, a Mike Peyton, que optou por buscar novas oportunidades fora da empresa. Green trabalha para o Grupo BMW há 35 anos.

Aos 16 ingressou na BMW no Reino Unido como técnico aprendiz. E ao longo deste tempo passou pelas áreas de pós-vendas, marketing de produto e vendas, tanto para as marcas BMW quanto Mini.

Sua trajetória inclui quatro anos na sede central em Munique, Alemanha, e três anos e meio liderando o grupo em Dublin, Irlanda. Durante mais de uma década desempenhou funções de alta liderança em Pequim e, recentemente, ocupou a posição de chefe do Grupo BMW China, em que supervisionou todas as atividades na região. Peyton deixa o grupo após liderar as operações da BMW Motorrad e Mini na Região Américas.