São Paulo — O Complexo Industrial da Nissan em Resende, RJ, começou a enviar as primeiras unidades do Nissan Kait para mercados da América Latina. O Paraguai é o primeiro destino do novo SUV, que está à venda no Brasil desde dezembro e integra o ciclo recente de investimentos da empresa no país.
O Kait é o segundo utilitário esportivo lançado dentro do plano de R$ 2,8 bilhões aplicado na operação brasileira. O aporte resultou na modernização da fábrica fluminense e na criação de cerca de quatrocentos empregos. Além de atender à demanda interna o modelos será exportado para mais de vinte países.
A unidade de Resende já acumula mais de 100 mil veículos exportados desde o início das operações. O primeiro SUV derivado do atual programa de investimentos foi o Nissan Kicks, apresentado ao mercado brasileiro em julho do ano passado.
São Paulo – A picape Tukan será o primeiro modelo Volkswagen eletrificado produzido no Brasil. Com previsão de sair das linhas de São José dos Pinhais, PR, a partir do ano que vem terá, de início, 76% de suas peças nacionais, informou a empresa. É um índice elevado, ainda mais para um modelo eletrificado: os modelos a combustão têm média de 85% de peças nacionais.
Este ano, informou a Volkswagen, a companhia elevará em 7% suas compras, somando quase R$ 35 bilhões. 80% de seus 750 fornecedores têm operação no Brasil.
“A picape Tukan marcará o início de uma nova era para a Volkswagen do Brasil. Nosso primeiro modelo eletrificado, 100% desenvolvido e produzido aqui, já nasce com 76% de peças nacionais, fortalecendo a indústria nacional e gerando riqueza em toda a cadeia”, afirmou o CEO Ciro Possobom. “Seguimos firmes em um compromisso inegociável: desenvolver e produzir no Brasil, inclusive eletrificados, com alto índice de nacionalização, sustentando empregos, promovendo renda e mobilidade sustentável.”
A Tukan colocará a Volkswagen para competir em um segmento inédito. Seu principal alvo é a Fiat Toro: será, portanto, maior do que a Saveiro e menor do que a Amarok, que também terá novidades a partir de 2027. Quanto ao sistema eletrificado a VW mantém segredo: sabe-se, porém, que será alguma tecnologia de hibridização.
São Paulo – A apresentação do diretor comercial Fábio Lage mostrou uma curva ascendente, cada vez maior mês após mês. Pelo ritmo alcançado no fim do primeiro bimestre, quando a BYD somou 21,2 mil emplacamentos e ficou com 6,4% do mercado brasileiro, à frente da Toyota no ranking, a soma em doze meses alcançaria 187 mil unidades, calculou o executivo. Mas ainda é pouco:
“Nosso objetivo em 2026 é bater as 250 mil unidades vendidas”, afirmou o diretor durante a apresentação do Song Plus com motor turbo e do inédito SUV de sete lugares Atto 8, ambos híbridos. Seria algo em torno de 10% do mercado brasileiro, que, nas suas contas, baterá a casa dos 2,5 milhões de unidades no ano.
“Para romper esta barreira precisamos, além de reforçar nossa estratégia comercial e de ampliar as vendas no canal de pequenos negócios, ter novidades.”
O Atto 8 é uma delas e começa a ser distribuído aos clientes nos próximos dias. Apresentado no Salão do Automóvel o SUV com capacidade para sete pessoas estreia a plataforma DM-P, Dual Mode Performance. Alia dois motores elétricos com um a combustão, de 1,5 litro turbo, que tracionam as quatro rodas. Gera impressionantes 488 cv e alcança 0 a 100 km/h em 4,9 segundos.
Sua autonomia supera os 1,1 mil quilômetros. Tudo por R$ 400 mil.
Outra novidade apresentada é a versão 2027 do Song Plus, agora com o motor 1.5 turbo. Pelos mesmos R$ 250 mil traz, além do novo powertrain, bateria de maior capacidade, que eleva a autonomia do modo 100% elétrico de 63 para 99 quilômetros pelas medições do Inmetro. E passa a ser compatível também com carregador DC.
Internamente a grande novidade é a integração do Google Assistente ao sistema do modelo.
Quatrocentos fornecedores homologados
O vice-presidente Alexandre Baldy afirmou que as novas estruturas que estão sendo erguidas na fábrica de Camaçari, BA, serão inauguradas “em breve”. As máquinas para soldagem, estamparia e pintura já estão no Brasil e os prédios em fase final de construção, confirmou, sem dar prazos.
“Temos 5,7 mil pessoas trabalhando em Camaçari, nas obras civis e na linha de montagem. E estamos contratando.”
Baldy afirmou que a produção da BYD, quando nacionalizada integralmente, será bem verticalizada, mas que conversas com fornecedores externos seguem em curso: “Não faremos tudo embora tenhamos este alto índice de verticalização. Em paralelo seguimos conversando com empresas, são já quatrocentos fornecedores homologados”.
A fábrica monta atualmente, ainda em regime SKD, os modelos Dolphin Mini, Song Pro e King. Ainda em 2026 entra em linha o Song Plus. De acordo com Baldy a estrutura tem capacidade para dez modelos diferentes.
As novidades foram apresentadas na quarta-feira, 4, em evento que marcou, também, a inauguração do BYD Vision Center, na região do bairro de Santo Amaro, em São Paulo. A estrutura, semelhante à que a BYD mantém na China, será usada para lançamentos, eventos e gravações.
São Paulo — A Jeep passou a oferecer blindagem homologada também para seu modelo Commander. O serviço já abrangia a linha Compass e preserva a garantia contratual de fábrica de cinco anos. A proteção é classificada como nível III-A, o mais alto permitido para uso civil no Brasil, conforme regulamentação.
O pacote inclui manta de aramida, vidros blindados e aplicação de aço balístico. Segundo a fabricante o conjunto foi desenvolvido para manter as características originais de desempenho, capacidade estrutural e suspensão dos veículos, respeitando os limites técnicos de cada um.
A blindagem é realizada em parceria com quatro empresas homologadas: Avallon, Evolution, Hi-Tech e Totality. Todas são associadas da Abrablin, Associação Brasileira de Blindagem.
São Paulo — A Audi iniciou a produção da nova geração dos modelos Q3 e Q3 Sportback na fábrica de São José dos Pinhais, PR. Os veículos começam a chegar às concessionárias na segunda quinzena de maio e, segundo a empresa, foram investidos cerca de R$ 50 milhões na unidade para tornar viável este novo ciclo produtivo.
A nova geração do Q3 adota a atual linguagem global de design da Audi, marcada por traços mais limpos e superfícies menos recortadas com relação ao modelo anterior. Na dianteira os faróis passam a ter formato mais estreito, seguindo o padrão já visto em modelos como o Audi Q6 e-tron e o Audi Q5. A grade foi redesenhada, com contornos mais arredondados e nova configuração interna em colmeia. Os anéis da marca adotam acabamento bidimensional.
De perfil o modelo apresenta linha de cintura mais alta e um vinco que percorre as portas até as caixas de roda traseiras. Molduras cromadas contornam as janelas. Na traseira as lanternas são divididas em dois níveis e interligadas pela tampa do porta-malas, e os anéis recebem iluminação em vermelho.
A profecia muitas vezes reproduzida do messiânico Antônio Conselheiro afirmava que o sertão seco e miserável iria virar mar – era uma mensagem metafórica de esperança para seus seguidores amotinados contra a República, cercados em Canudos, BA, no fim do século 19, almejando a migração do poder e da prosperidade do Litoral para o Interior nordestino, repleto de excluídos fustigados por seca, fome e pobreza. Pois a metáfora de Conselheiro nunca esteve tão perto de se tornar realidade – não por obra divina mas pelas mãos da ciência que traz à região uma nova cultura agrícola para produção de bioenergia.
Está em curso a introdução da cultura de agave em larga escala no Semiárido Brasileiro, com forte potencial para transformar parte da região em um grande polo de produção de etanol e biometano até meados da próxima década, o que deverá espalhar desenvolvimento ambiental, social e econômico que por séculos faltou ao Sertão.
“Temos na região um oásis de sol, uma Arábia Saudita da fotossíntese que fornece energia para as plantas o ano inteiro, só não tínhamos tecnologia para aproveitar isto, e agora temos”, aponta Gonçalo Pereira, agrônomo, geneticista, pesquisador e professor titular da Unicamp, onde lidera o LGE, Laboratório de Genômica e Bioenergia – além de ser baiano de nascimento e apaixonado pelo Sertão.
À frente do projeto para adaptar ao Semiárido o primeiro cultivo do mundo de agave dedicado à produção de biocombustíveis o professor é enfático: “Tenho a certeza de que temos capacidade de produzir ali bioenergia para abastecer o Brasil e o mundo todo”.
A PLANTA FORTE DO SERTÃO
Esta reportagem foi publicada na edição 429 da revista AutoData, de Fevereiro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.
São Paulo – Fabricantes de chassis de ônibus e encarroçadores terão de lidar, a partir de 1º de abril, com a volta de impostos que não incidem em suas operações industriais há quase duas décadas. A determinação da União de suspender benefícios e incentivos fiscais implica a retomada da cobrança de IPI e PIS/Cofins e traz, como efeito colateral, a cobrança do ICMS nestas atividades, isenta desde 2007.
Diante desta reviravolta tributária, que assustou as empresas do setor, houve reflexo também na licitação do Caminho da Escola, cujo edital que prevê a compra de 7 mil 470 ônibus foi suspenso, mais uma vez. Aguardado desde o fim do ano passado o leilão chegou a ser marcado, mas por causa de discordâncias em torno da retomada da cobrança de impostos ao setor foi postergado, sem uma nova data.
A nova edição do programa do governo federal começou a embolar no último trimestre. Após trocas na equipe que trabalha diretamente com a iniciativa, e ajustes de questões administrativas, houve alterações no edital com relação aos modelos a serem licitados por demanda das próprias prefeituras, solicitando mudanças nas quantidades que não estavam previstas.
Por fim, em 26 de dezembro, foi publicado o decreto de lei complementar 224/2025 que reduziu linearmente em 10% os benefícios e incentivos federais de natureza tributária, financeira ou creditícia, estabelecendo o corte de subsídios ao setor de ônibus a partir de 1º de abril. Desta forma as empresas, que eram isentas de IPI, terão de recolher alíquota de 1,63%, além de 1,16% de PIS/Cofins.
Efeito colateral desta decisão é que deixará de valer o Convênio 53 de 16 de maio de 2007, celebrado pelo Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária, que reduz a zero o ICMS nas operações de ônibus, quando adquiridos por municípios e estados por meio do pregão do FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, e frente ao IPI isento.
Ou seja: com a volta do IPI outro imposto é retomado: o ICMS. E, como o porcentual incidente varia conforme o Estado, de 7% a 23%, é possível afirmar, segundo fontes do setor, que os preços dos veículos poderão ser elevados em até 30%.
A questão, segundo estas fontes, é que o benefício da isenção dos referidos tributos não se encaixaria como subsídio às companhias mas, sim, como medida que beneficia setores estratégicos da economia, como o de ônibus, o que pode refletir, inclusive, nos valores das tarifas públicas.
Nova licitação do Caminho da Escola é aguardada desde o último trimestre de 2025. Foto: Divulgação/Volare.
Fabus ingressa com ação no Confaz
A Fabus, Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, ingressou com ação no Confaz pedindo a retirada da cobrança do ICMS, que é o que mais pesará sobre os custos dos veículos. Era aguardada a apreciação desta questão na semana passada e, no início de março, o novo edital de licitação do Caminho da Escola seria publicado.
Procurado, o presidente da Fabus, Ruben Bisi, disse que a entidade redigiu também carta de alerta de definição dos preços: “O ideal seria que o edital do FNDE fosse feito e, os ganhadores, divulgados, pois foi solicitada lista de valores com e sem os impostos adicionais. Caso conseguíssemos a retirada do tributo estaria vigente o custo sem o tributo”.
O dirigente afirmou que o trimestre está ruim para a indústria de ônibus por causa, principalmente, das postergações do Caminho da Escola, embora decisão como esta, de retomar impostos, impacte todo o setor, inclusive o de ônibus urbanos e suas tarifas: “Lamentamos mais este atraso na licitação, o que prejudica a entrega e o faturamento tanto dos fabricantes de chassi quanto de carrocerias”.
Alckmin foi cobrado na Festa da Uva
Duas semanas atrás, durante a abertura da Festa Nacional da Uva e Feira Agroindustrial realizada em Caxias do Sul, RS, que contou com a presença do vice-presidente e ministro do MDIC, Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, Bisi contou que cobrou medida do governo, ainda mais em um momento em que se tem um foco direcionado ao Move Brasil, para impulsionar a indústria de caminhões, mas não há nada para os ônibus.
“Disse a ele que, diferentemente desta iniciativa, o pleito não é para oferecer crédito, mas liberar a licitação para auxiliar nosso setor. Esperamos que possa ajudar a solucionar, pois o processo é longo. Após a divulgação dos vencedores são mais trinta dias para apresentar os protótipos e, só então, faturar os pedidos e providenciar a produção e entrega.”
O FNDE confirmou as informações mas não divulgou nova data para o pregão. Segundo o órgão a licitação foi suspensa “para avaliação da conveniência e oportunidade quanto ao melhor momento para republicação do certame, em razão das recentes alterações legislativas”, ou seja, da retomada dos impostos.
A Anfavea também foi procurada e afirmou que se manifestará apenas durante a entrevista coletiva de imprensa a ser realizada na sexta-feira, 6.
São Paulo — A Suzuki anunciou o lançamento do e Vitara no mercado brasileiro. O SUV 100% elétrico chegará ao país em versão única 4Style 4×4, com preço ainda não divulgado, e tem início das vendas previsto para o primeiro trimestre. Nova geração de modelo presente no Brasil desde 1991 o e Vitara adota motorização elétrica com dois propulsores: um dianteiro de 174 cv e 19,6 kgfm e outro traseiro de 65 cv e 11,6 kgfm. A potência combinada é de 184 cv, com torque máximo de 31,2 kgfm.
Segundo nota da Suzuki acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos.
A bateria de íons de lítio tem 61 kWh de capacidade e autonomia declarada de 293 quilômetros, conforme padrão do Inmetro. O carregamento pode ser feito em corrente alternada AC tipo 2 de 7 kW, com recarga de 10% a 100% em cerca de nove horas, ou em corrente contínua DC padrão CCS2 de até 150 kW, que permite carga de 10% a 80% em aproximadamente 45 minutos.
O modelo utiliza a plataforma Heartect-e e tem 2m700 mm de entre-eixos. A tração integral é garantida pelo sistema AllGrip-e, com modos Auto e Trail. No modo Trail o sistema redistribui automaticamente o torque ao identificar perda de aderência, atuando também no controle de frenagem das rodas.
No interior o SUV traz duas telas integradas: uma central multimídia de 10,1 polegadas com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, e um painel digital de 10,25 polegadas. O modelo inclui ainda teto de vidro, freio de estacionamento eletrônico com auto hold e banco traseiro com ajuste longitudinal. O porta-malas tem até 310 litros conforme a posição dos bancos.
Em segurança o e Vitara oferece câmaras 360º, frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, ACC, alerta de ponto cego, BSW, assistente de permanência em faixa, LKA, alerta de tráfego traseiro, RCTA e farol alto adaptativo, AHS.
São Paulo – Os SUVs são o maior volume mas o topo do ranking brasileiro de automóveis e comerciais leves ainda está dominado por hatches. Dos cinco modelos mais emplacados em fevereiro quatro são do segmento que passou a segundo mais volumoso do mercado: Volkswagen Polo, Fiat Mobi, Fiat Argo e Chevrolet Onix.
O primeiro SUV é apenas o sexto mais vendido, o Volkswagen T-Cross. Seguido de perto pelo Volkswagen Tera, outro SUV, mas compacto.
A liderança ficou mais uma vez com a picape Fiat Strada, somando 11,2 mil emplacamentos no mês. Dos dez mais vendidos seis foram hatches, três SUVs e uma picape.
Em décimo-primeiro lugar, já brigando por um posto no Top 10, ficou o BYD Dolphin Mini, o elétrico mais vendido do mercado brasileiro.
São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus lançou o Delivery 14.180, novo caminhão médio com PBT, peso bruto total, de 14 mil kg — 800 kg acima do 13.180. O modelo amplia a capacidade de carga da linha para operações urbanas que exigem maior volume por viagem, com potencial redução do custo por tonelada transportada.
Equipado com motor Cummins ISF 3.8 de 175 cv e 600 Nm de torque o veículo trabalha com transmissão manual Eaton de seis marchas. De série traz freios a tambor nas quatro rodas, ABS, EBD, controle de tração, ATC, assistente de partida em rampa, HSA, e controle eletrônico de estabilidade, ESC.
O Delivery 14.180 será oferecido em três entre-eixos de 2m955 mm, 3m305 mm e 4m400 mm, com plataforma de carga que pode chegar a 7m200 mm na versão maior, permitindo aplicações como baú refrigerado e carga seca. A cabine mantém o padrão da família, com pacote Prime de série e opção do pacote Highline, que inclui central multimídia, painel digital e sistema VolksConnect.