Mercado de veículos leves do Peru recua 13% no primeiro semestre

São Paulo – O mercado de veículos, no Peru, somou 75,5 mil vendas de leves no primeiro semestre, volume 13% menor do que o registrado em igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela AAP, Associação Automotiva do Peru.

Segundo a entidade a retração foi puxada pelas incertezas dos consumidores com relação à situação do mercado, assim como pela instabilidade política e econômica no país, por dificuldade de acesso ao crédito dentre outros fatores que estão fazendo com que a população adie suas compras.

Em junho as vendas somaram 10,8 mil unidades, sendo o pior resultado mensal dos últimos trinta e cinco meses. Na comparação com igual mês do ano passado houve queda de 20,9% e com relação a maio a retração foi de 10,7%.

O mercado de caminhões vive momento diferente do de veículos leves e registrou alta de 4,4% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado, com 7,5 mil unidades vendidas. A expansão foi puxada pela construção civil, que tem recebido mais investimentos do governo para obras de infraestrutura, e também pelo setor de mineração.

Em junho as vendas de caminhões somaram 1,1 mil unidades, recuo de 4,5% em relação a junho do ano passado. Na comparação com maio a retração foi ainda maior, de 26,6%.

Os ônibus registraram o maior crescimento no primeiro semestre, com 1,3 mil vendas e alta de 25,5% na comparação com os seis primeiros meses de 2023. Em junho foram vendidos 254 unidades, incremento de 33% sobre junho do ano passado e de 11,9% com relação a maio.

Diego Fernandes é o novo COO da GWM no Brasil

São Paulo – A GWM anunciou Diego Fernandes como seu novo COO, chefe de operações no Brasil. O executivo acumulará as responsabilidades de Oswaldo Ramos, que saiu da montadora nos últimos meses, e terá — além das áreas de vendas, marketing, pós-vendas e desenvolvimento de rede — outras atribuições em logística, experiência do consumidor e da marca, segundo comunicado divulgado pela companhia na terça-feira, 16.

Fernandes assumiu o cargo na segunda-feira, 15, e se reportará diretamente ao presidente internacional da GWM, Parker Shi. O executivo construiu grande parte da sua carreira na Honda Automóveis, onde trabalhou durante 27 anos. Seu último cargo foi o de diretor comercial, diretor de marca corporativa e integrante do board no Brasil, funções que eram acumuladas. 

O novo COO é formado em marketing, com pós-graduação em administração de empresas e marketing e MBA em gestão estratégica e econômica de negócios.

Proporção de eletropostos no Brasil é pior do que na Letônia

São Paulo – Houve, notavelmente, a ampliação da quantidade de eletropostos ativos no território brasileiro em um intervalo de três anos: em março de 2021 existiam apenas 500 pontos de recarga das baterias e, no terceiro mês de 2024, foram contabilizados 7 mil 758 unidades, ou seja, quinze vezes mais. Como os dados mais recentes disponíveis pela ABVE datam de março, o volume de veículos eletrificados plug-in em circulação utilizado é o do mesmo período, ou seja, 111 mil 397 em vez dos 141 mil 131 até junho. Chega-se, portanto, à média de 14,3 carros por eletroposto.

Apesar do avanço na infraestrutura para a eletromobilidade e do fato de a proporção de veículos por eletroposto estar próxima ao que a União Europeia recomenda, de acordo com a ABVE, uma relação de dez veículos por carregador, análise do consultor automotivo Milad Kalume Neto apresentada durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2024 mostra que o segmento ainda tem bastante a evoluir em comparação ao velho continente.

Kalume Neto trouxe comparativo do número de postos públicos e semipúblicos no Brasil com o do país europeu com o pior resultado, a Letônia, ao dividir a oferta pela extensão territorial. A diferença dos dois, neste caso, é de 14,4 vezes. Se os cálculos forem feitos com relação a um país como a Espanha, por exemplo, a assimetria é ainda maior e chega a 66 vezes.

“A Letônia é pequena mas, proporcionalmente, possui 14,4 vezes mais carregadores do que o Brasil. Ou seja: para alcançarmos o pior país europeu precisamos ter 14,4 vezes mais eletropostos do que temos hoje.”

Kalume Neto apontou que ainda que fossem excluídas as regiões da Amazônia e do Pantanal, a fim de reduzir a área considerada, uma vez que o Brasil possui dimensões continentais, a diferença cairia para 5,7 vezes, no caso do primeiro comparativo, e para 26 vezes no segundo. Ou seja: ainda estaria bem atrás destes países quanto à estrutura de recarga sem custo.

“É possível analisar estes dados com o copo cheio ou com o copo vazio. Se eu for pessimista entenderei que faltam carregadores. Se eu for otimista vou analisar a situação como grande oportunidade de investimento no País, tanto para capitalização como para quantidade. É o meio para levar a infraestrutura para todos os lugares.”

Para especialista são necessárias ações conjuntas entre governo e investidores

Especialista em eletromobilidade Paulo Raia, ex-diretor executivo da Zletric, avaliou que este processo faz parte da mudança de mentalidade da população, da mesma forma que três décadas atrás era preciso esperar para acessar a internet, algo que hoje é instantâneo.

“Enxergo cenário promissor para a jornada do usuário brasileiro, que enquanto entende como isto funciona vê empresas e condomínios investindo para expandir a oferta de recarga privada”, afirmou Raia “Isto não diminui a necessidade de ações conjuntas da sociedade civil com governos e investidores, assim como da redução da burocracia, mas temos visto um desenvolvimento tecnológico progressivo.”

Ele lembrou que, cinco anos atrás, a preocupação era a de formar mão de obra para aprender a lidar com a manutenção do carro elétrico. E, hoje, é a de disseminar a cultura do uso. Sobre o fato de haver maior concentração da oferta no Sul e Sudeste Raia vê como algo natural pois estas regiões possuem maior concentração demográfica, maior poder de compra e, claro, maior demanda pelo serviço.

“Vivemos 110 anos acostumados com o veículo a combustão e com o proprietário abastecendo no posto, uma vez por semana. Mas, conforme ele percebe o benefício não só ao meio ambiente como em termos de tecnologia, pois o carro elétrico é mais inteligente, e também por ser silencioso e ter mais torque, e se acostuma com isso, tem-se caminho sem volta. A pergunta, então, não é mais se, mas quando e como.”

Jeep Renegade chega às 500 mil unidades vendidas no Brasil

São Paulo – O Jeep Renegade, produzido na fábrica de Goiana, PE, e lançado em 2015, chegou à marca de 500 mil emplacamentos no Brasil, sem contar as unidades exportadas e vendidas em mais de catorze países. O marco foi atingido no dia em que a Jeep celebra o seu aniversário de 81 anos.

O SUV, equipado na atual geração com motor 1.3 turbo de 185 cv de potência em todas as suas versões, somou 23,5 mil vendas no primeiro semestre de 2024, sendo o décimo-quinto modelo mais vendido no ranking de automóveis e comerciais leves, de acordo com dados divulgados pela Fenabrave.

Locadora WPX projeta crescimento de 50% em 2024

São Paulo – A WPX, locadora de veículos pesados e máquinas, projeta crescimento de 50% para os seus negócios em 2024. Diante deste cenário a empresa está expandindo sua frota e adquiriu vinte caminhões da Volkswagen Caminhões e Ônibus, do modelo Constellation 27.260 6×4, equipados com betoneira da Liebherr, que serão locados para o segmento de construção pesada, mineração e energia.

A WPX avalia que o mercado de locação siga aquecido e pretende expansão de sua frota para chegar a 1,5 mil máquinas e veículos nos próximos três anos: são 486 hoje.

Vendas da HC Hornburg crescem 50% no primeiro semestre

São Paulo – A HC Hornburg, fabricante de implementos rodoviários para o transporte de cargas refrigeradas e congeladas, com sede em Jaraguá do Sul, SC, registrou crescimento de 50% nas vendas no primeiro semestre. A empresa comercializou 456 unidades de janeiro a junho, contra 302 em igual período do ano passado. 

O incremento foi puxado por alguns fatores como a maior demanda por esse tipo de implemento no Nordeste, que está em alta desde o segundo semestre de 2023, e também pelo maior volume de pedidos de empresas que realizam a entrega de alimentos em perímetro urbano.

Mercedes-Benz vende 36 caminhões para operação florestal da VDA

São Paulo – A Mercedes-Benz fechou a venda de 36 caminhões para a transportadora VDA, que iniciou uma nova operação florestal no Interior de São Paulo. A negociação foi conduzida pelo concessionário Rodobens Veículos Comerciais, segundo comunicado divulgado pela montadora.

O lote é composto 36 unidades do caminhão extrapesado Arocs 3351 6×4, que estão sendo usados para transportar eucalipto na região de Jacareí, SP, até as fábricas responsáveis pela produção de celulose. Com essa negociação a frota de veículos Mercedes-Benz da VDA ultrapassou a marca de cem unidades.

Pesquisa da equipe Nissan de Fórmula E mostra o grande interesse dos jovens pelo carro elétrico

São Paulo – A equipe Nissan de Fórmula E divulgou resultado de pesquisa global, realizada em parceria com o instituto OnePoll, que contou com a participação de 6 mil crianças e jovens com idade de 8 a 16 anos do Brasil, da Itália, do Japão, do México, do Reino Unido e dos Estados Unidos. Os participantes mostraram bastante interesse pelos veículos elétricos e em ajudar o meio ambiente no futuro, sendo que os brasileiros mostraram grande engajamento no tema. 

Mais da metade dos entrevistados responderam que deseja dirigir um carro elétrico no futuro para ajudar o meio ambiente, sendo que nos brasileiros este porcentual chegou a 78%, sendo que 74% afirmaram que gostariam que o seu primeiro carro já fosse elétrico. 98% dos brasileiros afirmaram que é importante que todos trabalhem em conjunto para ajudar o meio ambiente, e 89% acreditam que os jovens podem ajudar muito o planeta e 81% garantiram que tentarão ajudar o planeta no futuro.

Produção de veículos no México cresce 5% no primeiro semestre

São Paulo – A produção de veículos leves, no México, somou 2 milhões de unidades de janeiro a junho, aumento de 5,2% na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Amia, entidade que representa a indústria local. 

Junho foi mais um mês positivo de produção, com 344,2 mil unidades, alta de 3,8% sobre igual mês do ano passado e queda de 5,8% com relação a maio. 

A Amia ressaltou o bom desempenho da capacidade fabril utilizada em 2024, que de janeiro a abril atingiu o maior porcentual desde 2019, ano pré-pandemia, chegando a 88,7%, sendo o melhor resultado dos últimos cinco anos. Em igual período do ano passado o uso da capacidade instalada chegou a 85,3% e em 2019 a ocupação foi de 83,3%.

A maior parte da produção mexicana é dedicada às exportações e, no primeiro semestre, 1,7 milhão de unidades seguiram para outros países, crescimento de 10,7% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado. Em junho foram exportados 295,7 mil unidades de veículos leves, alta de 3,3% sobre junho de 2023 e queda de 4,8% na comparação com maio. 

No primeiro semestre o principal destino dos veículos mexicanos foram os Estados Unidos, 1,4 milhão de unidades. Em segundo lugar aparece o Canadá, 142,3 mil, em terceiro a Alemanha, 56,2 mil, e em quarto lugar o Brasil com 18,3 mil. 

As vendas de veículos leves ao mercado interno no primeiro semestre somaram 708,6 mil unidades, avanço de 8,3% na comparação com os seis primeiros meses de 2023. No período a Nissan liderou com 17,2% de market share, seguida pela General Motors com 14,1% e pela Volkswagen com 11,7%.

Em junho as vendas no mercado interno somaram 122,9 mil veículos leves, incremento de 8,3% sobre junho do ano passado e de 2,4% na comparação com maio.

VW Caminhões e Ônibus vende 40 caminhões à Loc Construções

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus vendeu quarenta caminhões para a Loc Construções. A empresa investiu cerca de R$ 40 milhões para comprar os veículos e a negociação foi conduzida pelo concessionário Transrio, de Sergipe, com a entrega dividida em dois lotes, um no fim de 2023 e outro em 2024.

Todos os veículos são do modelo Meteor 28.480 6×2 e já estão em operação no Porto de Itaqui, em São Luís, MA, prestando serviços para a importação de produtos a granel.