São Paulo – A MG Motor anunciou Thiago Marques como novo responsável por marketing e produto. O executivo terá o desafio de consolidar a marca no ano em que a empresa pretende iniciar a montagem de veículos no País.
Com dezoito anos de experiência na indústria automotiva e em grandes empresas, Marques ocupou posições ao longo de sua carreira na Hyundai, Jaguar Land Rover, Renault, Caoa Chery, PSA Peugeot Citroën e Omoda & Jaecoo, além de ter iniciado jornada na Embraer.
Graduado em marketing pela Universidade Paulista o executivo tem especialização em gestão empresarial pela University of Sydney, na Austrália, e MBA em gestão de marketing pela Faculdade Pitágoras.
São Paulo – A Usiquímica, que desde 2018 detém o licenciamento da marca Valvoline e, em 2024, adquiriu a operação da YPF Lubrificantes, incluindo o uso da marca e a criação da fábrica Usiblend, em Diadema, SP, ampliou em 17,5% seu faturamento no ano passado. Embora não tenha aberto números absolutos nem a projeção para 2026, a ideia é que o incremento seja mais expressivo.
Isto porque, em fevereiro do ano passado, a empresa anunciou ciclo de investimentos de R$ 120 milhões para impulsionar o seu crescimento no mercado de lubrificantes, que será concluído em três anos.
A injeção dos recursos tem como objetivo modernizar e ampliar a produção de lubrificantes no ABC Paulista, expandindo a capacidade dos atuais 2 milhões de litros por ano para 6 milhões por ano. Além disso, processos produtivos e logísticos estão sendo automatizados, canais de distribuição e marketing, fortalecidos, e funcionários, capacitados.
Em encontro com a imprensa a diretora de marketing da Usiquímica, Moara Gimenez, assinalou que o ano passado não teve como foco a ampliação do braço de lubrificantes, que responde por 30% a 40% do negócio da companhia:
“2025 foi um ano de faxina em nossa casa. Pegamos uma fábrica de ponta cabeça e tivemos de arrumá-la desde as coisas mais básicas, como a reestruturação da parte de máquinas e da equipe de profissionais, um trabalho focado internamente para garantir maior capacidade de produção”.
O quadro de funcionários de Diadema, de 120 pessoas, foi mantido, mas muitos dos operários foram substituídos, conforme o coordenador de marketing Felipe Almeida. Algumas máquinas também ainda estão sendo adquiridas.
Almeida reforçou que parte do plano foi trabalhar o relacionamento com os distribuidores e estruturá-lo melhor. “Com a Valvoline, por exemplo, somos patrocinadores da Copa do Mundo e da Fórmula 1. Por isso, aliando o ajuste fabril às ações de marketing, o comercial terá de avançar neste sentido.”
A ideia é também expandir o portfólio de lubrificantes, uma vez que a fábrica da Usiblend, chamada de plataforma industrial multimarcas, permitiu obter 100% da produção nacional da Valvoline – hoje 87% do portfólio da marca já é nacionalizado –, deixando de depender de terceiros para a produção e o envase de produtos.
“Esta movimentação posicionou a Usiquímica entre as seis maiores do País, com nosso market share passando de 1% para 3%”, contou Gimenez. Para este ano, assegurou que será diferente e, embora não arrisque um porcentual de crescimento na receita, espera que seja “muito maior” que o de 2025.
Capacidade produtiva de lubrificantes em Diadema será triplicada este ano. Foto: Divulgação.
Vendas de Arla 32 avançaram 18%
A Usiquímica fabrica em Guarulhos, SP, o Arla 32 Ecotec, marca de fluido utilizado em sistemas SCR, Redução Catalítica Seletiva, para o controle das emissões de óxidos de nitrogênio no transporte rodoviário. O faturamento deste pilar da empresa avançou 18% no ano passado e, para este, o plano é ampliar em 15%.
Somados lubrificantes e Arla 32, o peso do setor automotivo no faturamento chega a 60%. O restante provém de produtos químicos, como o hidróxido de amônio e defensivos agrícolas. Ao todo, a receita da empresa avançou 85% no ano passado.
Em torno de 90% da produção de Arla é dedicada ao setor automotivo e, a partir deste ano, parceria com a Enoc, Emirates National Oil Company Limited, empresa global de petróleo e gás controlada pelo Governo de Dubai, permitirá também a fabricação do AUS 40, focado no segmento marítimo.
São Paulo – A linha Hyundai Creta ganhou duas novas opções, uma na base e outra no topo. O SUV agora passa a ter uma versão PcD, a Action, que retorna ao portfólio. Na parte superior a N Line, com motor 1.6 turbo, tem como novidade a opção flex.
Ao público PcD chega em março o Creta Action, por R$ 119 mil 990 que, com os descontos, sai por R$ 104 mil 750. Ele tem como base a versão Comfort e oferece motor 1.0 turbo, transmissão automática e recursos como alerta de presença no banco traseiro, seis airbags, controles de estabilidade, tração e assistente de partida em rampa, smart key, sensor crepuscular e outros itens.
Já a N Line, com visual esportivo, sobe um degrau e passa a ser a topo de linha, por R$ 206 mil 990, com motor 1.6 TGDI atualizado para bicombustível. Ele também está na Ultimate, que agora passa a ser a segunda mais cara.
Veja como ficou o portfólio
Creta Action 1.0 TGDI Flex AT – R$ 119 mil 990 Creta Comfort 1.0 TGDI Flex AT – R$ 156 mil 590 Creta Limited 1.0 TGDI Flex AT – R$ 173 mil 390 Creta Platinum 1.0 TGDI Flex AT – R$ 188 mil 990 Creta Ultimate 1.6 TGDI Flex DCT– R$ 201 mil 590 Creta N LIne 1.6 TGDI Flex DCT – R$ 206 mil 990
São Paulo – A General Motors confirmou o lançamento do Chevrolet Sonic para o segundo trimestre. O SUV cupê será produzido em Gravataí, RS, que já está passando por mudanças para que ele entre em linha.
Mais de 1 mil robôs foram integrados a sistemas inteligentes e câmaras de alta precisão, dedicadas ao controle de qualidade, e soluções baseadas em IA elevam produtividade e eficiência a um novo patamar, segundo a companhia.
O Sonic é a grande aposta da Chevrolet para 2026. Suas vendas, depois de caírem no ano passado, recuaram 17,8% em janeiro.
São Paulo – A Localiza&Co fechou acordo para comprar 10 mil veículos híbridos e elétricos da BYD nos próximos dois anos. Eles serão ofertados no portfólio de aluguel diário e mensal, no de frotas corporativas e no de carros por assinatura.
A frota da Localiza atualmente supera os 630 mil veículos. O acordo permite que os seus clientes possam escolher mais modelos eletrificados.
Do lado da BYD existe um esforço para aumentar sua presença nas vendas diretas e a locação é vetor importante neste segmento. Em comunicado foram destacados os modelos Dolphin, Dolphin Mini, Song Pro e Song Plus, todos montados em Camaçari, BA.
São Paulo – Há dezessete anos as empresas fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus, AM, não viam demanda tão elevada para um início de ano. Saíram das linhas de montagem 184,4 mil unidades em janeiro, maior volume para o mês desde 2008, segundo a Abraciclo.
Em comparação com o mesmo período de 2025 janeiro mostrou crescimento de 11% e, frente a dezembro, período marcado por férias coletivas, de 42,2%.
Otimista com a demanda crescent a Abraciclo estima que a produção das montadoras encerre 2026 com 2 milhões 70 mil unidades, acréscimo de 4,5% com relação ao ano passado.
Na análise do presidente da entidade, Marcos Bento, o cenário é impulsionado, principalmente, pela mobilidade urbana e pelo uso profissional: “A indústria segue investindo em tecnologia, na melhoria contínua dos processos produtivos e no desenvolvimento de novos modelos, acompanhando a evolução das necessidades do consumidor”.
Emplacamentos batem recorde
As vendas de motocicletas bateram recorde em janeiro, com 178,5 mil unidades, 17,5% acima do primeiro mês de 2025. Frente a dezembro houve retração de 7,6%, o que já era esperado. A média diária de emplacamentos foi de 8,5 mil unidades, considerando os 21 dias úteis de janeiro.
A Abraciclo espera a comercialização de 2,3 milhões de motos em 2026, 4,6% acima do ano passado. Para Bento o baixo custo de manutenção, a economia de combustível e a agilidade nos deslocamentos são preponderantes na hora de optar pela moto.
Com relação às exportações: foram 3,2 mil unidades no mês passado, alta de 16,4% na comparação anual e recuo de 6,5% na mensal. A projeção da entidade é a de que sejam exportadas 45 mil motocicletas durante o ano, incremento de 4,4% sobre 2025.
São Paulo – A Green Cargo faz sua estreia no mercado como representante exclusiva da JAC Motors. Sua proposta envolve a locação e/ou a venda de veículos a gás natural e biometano, a sua manutenção, o fornecimento de peças e o apoio técnico para estruturar a melhor forma de abastecimento.
O foco inicial da companhia está nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A expectativa é a de que, nos próximos doze meses, de 150 a duzentos caminhões a gás estejam em operação no País e, em cinco anos, mais de 2 mil.
Os caminhões oferecidos pela Green Cargo têm 560 cv, 2,6 mil Nm de torque e autonomia de até 900 quilômetros com o GNV e mais de 2 mil quilômetros com o GNL, nas configurações 6×2 e 6×4. Exemplo é o JAC Q7-560, com capacidade de tração de 74 toneladas.
A empresa já assinou parcerias com grandes empresas, como JBS, Suzano, Veracel e Eldorado, que estão participando de testes operacionais e validações técnicas dos produtos em suas frotas.
São Paulo — A Be8, desenvolvedora do biocombustível Bevant, assinou parceria com a Copa Truck para abastecer os caminhões da competição com o combustível sustentável durante a temporada 2026. Todos os quarenta veículos que compõem o grid rodarão com o biocombustível, nas nove corridas do ano, e a competição passa a ser denominada Copa Truck Be8 Bevant.
Erasmo Battistella, presidente da Be8, ressaltou que a substituição do diesel comum pelo Be8, que é produzido a partir de óleos vegetais, gorduras animais e óleo reciclado, reduz em até 99% as emissões dos GEE dos caminhões.
“Não haverá, mais, fumaça preta saindo dos escapamentos dos caminhões. E, a pedido da organização da Copa Truck, usaremos mais óleo reciclado no combustível fornecido à competição, o que fará com que a redução de emissão na cadeia como um todo supere os 90%.”
A Copa Truck é uma categoria de corrida de caminhões preparados disputada desde 2017. Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Volvo participam da competição anual, que tem corridas em Interlagos, na Capital paulista, Campo Grande, MS, Santa Cruz do Sul, RS, Cascavel, PR, Cuiabá, MT, Goiânia, GO, Curvelo, MG, Chapecó, SC, e Brasília, DF.
O Bevant é um biodiesel produzido a partir de matérias-primas animais e vegetais, 100% sustentável. Sua diferença é o processo produtivo, que lhe confere características singulares, e o preço, 10% superior ao biodiesel e 50% inferior ao HVO. Ele pode ser abastecido em caminhões que circulam no País sem necessidade de adaptação.
Segundo Carlos Col, CEO da Copa Truck, os caminhões da competição terão a mesma eficiência e desempenho do ano passado, quando usavam diesel da Petrobras.
São Paulo – A Ferrari revelou o nome de seu carro esportivo 100% elétrico: Luce, que significa luz em italiano. Em outubro a montadora apresentou a tecnologia do novo modelo, agora o nome e algumas fotos do seu interior. Em maio será apresentado seu design exterior.
A apresentação foi feita em São Francisco, Califórnia, pela Ferrari com a LoveFrom, coletivo criativo fundado por Sir Jony Ive com o designer Marc Newson, que colabora com a fabricante há cinco anos em todas as dimensões do design do novo carro.
Os materiais foram escolhidos pela sua durabilidade e integridade. E os designers optaram pelo alumínio 100% reciclado devido à sua adequação para usinagem de precisão, com componentes projetados para valorizar a qualidade e a beleza do material.
Contrariando a ideia convencional de que carros elétricos devem ser dominados por grandes telas sensíveis ao toque muitos dos controles do Ferrari Luce são mecânicos e projetados com precisão para serem intuitivos e satisfatórios, tornando cada interação mais simples e direta. Inspirada em carros esportivos clássicos e monopostos de Fórmula 1 a interface é organizada de forma clara e reduzida às funções essenciais.
São Paulo – Após o tombo de 11% nas vendas de caminhões superiores a 16 toneladas no mercado brasileiro no ano passado a Volvo espera mais um ano difícil, com recuo de 5% a 10% nas vendas dos segmentos semipesado e pesado. A principal razão, de acordo com o seu presidente para a América Latina, Wílson Lirmann, é o crédito com custo elevado, impulsionado pela taxa básica de juros de 15%.
“Existem outros desafios, como a baixa rentabilidade do agronegócio e o fato de que 2026 é ano eleitoral”, afirmou o presidente, que também elencou pontos positivos: “O baixo desemprego estimula a atividade econômica, a safra de grãos terá bom resultado e a inflação está controlada, o que estimula corte nos juros”.
Lirmann afirmou, também, que torce para errar sua projeção: “Sempre torcemos para as projeções mais otimistas. Se alguns dos nossos competidores acertar uma queda menor, ou até um resultado melhor, não ficaremos chateados”.
No ano passado a Volvo negociou 20,1 mil caminhões no País, recuo de 13,6% com relação a 2024. Foi o segundo maior volume de entregas da companhia no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A marca ficou na liderança dos segmentos acima de 16 toneladas e teve o caminhão mais vendido do ano, o FH 540.
América Latina
Na região as vendas da Volvo recuaram 6%, para 25,7 mil caminhões. Lirmann destacou o bom desempenho no Peru, segundo maior mercado da região, e o México, para onde a fábrica brasileira passou a exportar no ano passado e registrou oitenta unidades. Este ano o volume deverá crescer, segundo o presidente, com o início das vendas da linha VM.
Move Brasil ajuda
O diretor executivo da Volvo Caminhões, Alcides Cavalcanti, afirmou que em pouco mais de um mês foram negociadas cerca de trezentas unidades por meio do Move Brasil, programa de financiamento lançado pelo governo federal com taxas mais atrativas. Ele acredita que a tendência agora é que comece a ganhar tração:
“Demorou algumas semanas para que tudo fosse efetivamente operacionalizado no BNDES e no Volvo Financial Services. Foram quase duas semanas para isto, mas agora o programa começa a ganhar tração. Acredito que após o Carnaval pegue mais velocidade”.