Abraciclo espera que sejam fabricadas 2 milhões 70 mil unidades este ano, emplacadas 2,3 milhões e, exportadas, 45 mil
São Paulo – Há dezessete anos as empresas fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus, AM, não viam demanda tão elevada para um início de ano. Saíram das linhas de montagem 184,4 mil unidades em janeiro, maior volume para o mês desde 2008, segundo a Abraciclo.
Em comparação com o mesmo período de 2025 janeiro mostrou crescimento de 11% e, frente a dezembro, período marcado por férias coletivas, de 42,2%.
Otimista com a demanda crescent a Abraciclo estima que a produção das montadoras encerre 2026 com 2 milhões 70 mil unidades, acréscimo de 4,5% com relação ao ano passado.
Na análise do presidente da entidade, Marcos Bento, o cenário é impulsionado, principalmente, pela mobilidade urbana e pelo uso profissional: “A indústria segue investindo em tecnologia, na melhoria contínua dos processos produtivos e no desenvolvimento de novos modelos, acompanhando a evolução das necessidades do consumidor”.
Emplacamentos batem recorde
As vendas de motocicletas bateram recorde em janeiro, com 178,5 mil unidades, 17,5% acima do primeiro mês de 2025. Frente a dezembro houve retração de 7,6%, o que já era esperado. A média diária de emplacamentos foi de 8,5 mil unidades, considerando os 21 dias úteis de janeiro.
A Abraciclo espera a comercialização de 2,3 milhões de motos em 2026, 4,6% acima do ano passado. Para Bento o baixo custo de manutenção, a economia de combustível e a agilidade nos deslocamentos são preponderantes na hora de optar pela moto.
Com relação às exportações: foram 3,2 mil unidades no mês passado, alta de 16,4% na comparação anual e recuo de 6,5% na mensal. A projeção da entidade é a de que sejam exportadas 45 mil motocicletas durante o ano, incremento de 4,4% sobre 2025.