Omoda Jaecoo quase triplica área de centro logístico em Cajamar

São Paulo – De olho na chegada dos modelos Omoda 5 e Omoda 7 a Omoda Jaecoo, do Grupo Chery, quase triplicou sua estrutura logística em Cajamar, SP, inaugurada em 2024. A área foi ampliada de 600 m² para 1,6 mil m³, suficiente para abrigar mais de 15 mil peças em estoque.

Segundo a empresa a infraestrutura ampliada está pronta para acompanhar o crescimento da rede de concessionárias e o aumento da frota no Brasil. No início do mês a Omoda Jaecoo anunciou que em 29 de outubro serão lançados o Omoda 5 híbrido e o Omoda 7 híbrido plug-in.

A pré-venda dos veículos está aberta por meio de parceria com o Webmotors, e ficará disponível até o fim do mês. Os primeiros clientes do Omoda 5 SHS-H terão acesso ao preço mais baixo, abaixo de R$ 170 mil, além de IPVA grátis.

Para o Omoda 7 SHS-P o preço fica menor do que R$ 260 mil, além de um ano de seguro grátis, wallbox ou um ano de recarga gratuita e IPVA 2025 incluso.

O que a fábrica da Caoa tem em comum com a da BYD?

É difícil acreditar, mesmo testemunhando tudo de dentro do galpão, que a BYD esteja produzindo veículos em Camaçari, BA. Em 27 anos acompanhando o desenvolvimento da indústria automotiva no País e no mundo foi a primeira vez que vi uma operação industrial acontecer ao mesmo tempo em que as obras civis estão a pleno vapor. A fábrica da BYD na Bahia, em terreno que já foi da Ford, é um imenso canteiro de obras.

Estão sendo erguidos outros dois enormes prédios ao lado do que já está pronto. Em volta a máquinas e materiais de construção, buracos no terreno, escombros, terra removida e muitas vigas de aço, estão algumas centenas de veículos, a maioria Dolphin Mini, alguns King e Song Pro, modelos dotados de alta tecnologia e que supostamente não deveriam conviver ao lado de tamanha movimentação de material de construção. para preservar e garantir a qualidade. Imagino que a higiene levada ao extremo em todas as outras fábricas que conheci é para evitar que um grão de areia possa invadir o propulsor elétrico ou o sistema eletrônico de infoentretenimento, prejudicando o funcionamento.

Novo prédio onde é feita a montagem dos modelos BYD. Foto: Leandro Alves.

Os três modelos são montados a partir de kits SKD importados da China no prédio onde foi realizada a inauguração oficial da produção no Brasil.

Estoque em meio a materiais de construção ao fundo, em área que era da operação da Ford. Foto: Iracema Chequer/Divulgação.

Também foi a primeira vez que visitei uma inauguração de fábrica e não foi possível conhecer as linhas de montagem. Jornalistas de AutoData já passaram por isto na fábrica da Honda, que inaugurou sua unidade de Itaripina, SP, levando os convidados a uma sala fechada no complexo. Ou ainda a inauguração da unidade da Caoa, em 2007, com a fábrica parcialmente pronta, que teve que ser inaugurada às pressas para não perder os prazos dos incentivos do Regime Automotivo.

Trabalhadores empurrando carroceria do BYD King em uma fábrica sem transportadores autônomos. Foto Iracema Chequer/Divulgação.

Em Camaçari pude observar, a uma distância segura para não identificar os pormenores, algumas carrocerias dos modelos equilibrados nos transportadores aéreos ao longo das linhas. Fotos oficiais mostraram um processo rústico de montagem dos veículos, sem robôs ou sistemas autônomos de transporte de componentes e de carroceria, tão comum em todas as fábricas que conheci.

Interior da fábrica com carroceria do BYD King suspensa, ao longe. Foto: Leandro Alves.

Foi difícil chegar ao espaço reservado aos convidados e imprensa. Tivemos que caminhar mais de 1 quilômetro, sob o sol do meio-dia da Bahia, porque não havia informação sobre qual a porta que permitia acesso ao evento.

Convidados e imprensa dentro, mas longe das linhas de montagem. Foto: Leandro Alves.

A confusão já começou antes. O ônibus acessou o complexo pela entrada lateral à portaria principal, pois havia um bloqueio feito por manifestantes. Jornalistas da Bahia que passaram por ali disseram que eram trabalhadores que foram impedidos de participar da festa de inauguração. Também havia profissionais de autoescolas entrincheirados, pedindo ao presidente Lula que volte atrás na proposta do governo de retirar a obrigatoriedade de frequentar autoescolas para a obtenção da CNH.

Portaria principal da BYD com manifestantes. Foto: Leandro Alves.

Na saída, após a inauguração oficial, uma comitiva composta por dezenas de caminhões protestava com um buzinaço a decisão da BYD de não renovar o contrato de distribuição dos seus veículos com o sindicato dos cegonheiros de Camaçari.

Esta talvez tenha sido uma manifestação injusta, pois a BYD tem todo o direito de escolher seus fornecedores.

Mesmo assim o presidente Lula, ele mesmo um manifestante voraz nos tempos de dirigente sindical, ressaltou em seu discurso que reconhece e valoriza qualquer manifestação de trabalhadores. Mas Lula não deve ter visto de perto o que aconteceu na portaria principal da fábrica, na avenida que já foi chamada Henry Ford, devidamente renomeada BYD pelo legislativo baiano esta semana, porque ele chegou e saiu de helicóptero.

Somente autoridades, executivos e trabalhadores da BYD tiveram acesso às linhas de montagem. Foto: Divulgação BYD.

O ambiente de uma fábrica em construção ao lado de um elefante branco, que são as instalações da Ford definhando com o tempo e por falta de manutenção, deixam muitas dúvidas sobre o futuro da operação da BYD no Brasil.

Espera-se que sejam construídos 26 galpões naquele complexo e uma produção altamente verticalizada, com fabricação de baterias de última geração e 600 mil unidades ao ano, a maior operação da BYD fora da China.

A inauguração da primeira fase desse grandioso investimento de R$ 5,5 bilhões até agora, que começa com a promessa de produção de 150 mil unidades ao ano – sabe-se quando – trouxe à memória o comentário dos jornalistas que não puderam entrar na fábrica da Caoa, em Anápolis, GO. Na ocasião, em 2007, os relatos davam conta de que foi inaugurado um galpão com piso ainda de terra batida.

Os que participaram daquele momento, com a presença do presidente Lula em seu segundo mandato, duvidaram de que seria possível produzir veículos lá. Mas a fábrica de Anápolis é uma das mais modernas do País e segue produzindo veículos até hoje.

Espero que este também seja o futuro da BYD no Brasil. E ainda bem que daquela vez eu não estava presente.

Venda de veículos usados caminha para novo recorde em 2025

São Paulo – O mercado brasileiro de veículos seminovos e usados caminha para um novo recorde de vendas em 2025, superando as 15,8 milhões de unidades do ano passado, o recorde atual. A Fenauto, que representa as revendedoras independentes de veículos usados, projeta vendas de 16 milhões a 17 milhões de unidades até dezembro.

Em setembro houve uma pequena desaceleração de 1,3% na comparação com agosto, mas o volume vendido foi de 1,7 milhão de unidades, o que representa um bom ritmo mensal. Com relação ao mesmo mês do ano passado o salto foi de 41,6%.

Até setembro as vendas somaram 13,5 milhões de unidades, avanço de 16,4% sobre o resultado do ano passado.

A expectativa para o último trimestre é de uma aceleração ainda maior na demanda, segundo o presidente Enílson Sales: “O mercado de seminovos vem apresentando desempenho positivo e consistente, o que nos leva a prever um novo recorde. Os meses finais do ano são historicamente mais intensos em termos de vendas e, por isto, acreditamos que esta reta final deve trazer números ainda mais fortes”.

Mais cautela

Marcelo Barros, diretor geral da Autorola no Brasil, empresa que opera uma plataforma online de negociação para revendedores, acredita que as vendas ficarão mais próxima das 16 milhões do que das 17 milhões de unidades:

“Não sei se o mercado terá fôlego para bater as 17 milhões de unidades. Mas com certeza baterá as vendas do ano passado, com grande possibilidade de superar o volume de 16 milhões. Independentemente do resultado final são números absurdos pois trata-se de um mercado gigantesco no Brasil”.

Preços menores atraem mais gente

Barros citou dois fatores que têm jogado a favor dos veículos seminovos: o primeiro é o alto preço dos veículos 0 KM. Modelos de entrada custam acima de R$ 80 mil em suas versões mais equipadas e as configurações topo de linha dos SUVs compactos passam de R$ 200 mil.

O segundo é a taxa de juros dos financiamentos, que está em patamar muito elevado. Nos veículos seminovos, mais baratos, o impacto acaba sendo menor e a parcela cabe no bolso do brasileiro.

Os dados de vendas da Autorola também mostram aquecimento do mercado. A expectativa da empresa é comercializar 25 mil veículos em 2025, contra 15 mil no ano passado, crescimento de 66,6%. De acordo com o diretor existe uma demanda crescente de lojistas de todo o Brasil que buscam carros com boa procedência para abastecer seus estoques.

Os carros vendidos na plataforma online da Autorola são captados das frotas de grandes empresas, locadoras, bancos e até seguradoras de veículos. Quando eles precisam renovar a frota a Autorola faz a compra de toda, ou de boa parte, dos veículos para revender em seu site depois das revisões, o que garante a boa procedência e boas condições para os revendedores.

Volkswagen abre 50 vagas de estágio em suas fábricas 

São Paulo – A Volkswagen abriu as inscrições para seu programa de estágio com cinquenta oportunidades distribuídas por suas quatro unidades produtivas: São Bernardo do Campo, Taubaté, São Carlos, SP, e São José dos Pinhais, PR.

Podem candidatar-se estudantes de engenharia, administração, tecnologia da informação, logística, direito, ciências contábeis, psicologia, secretariado e marketing, dentre outros. 

Com jornada de trabalho das 8h às 15h, híbrida ou presencial, dependendo da área e da localidade, o programa será iniciado em março de 2026. As inscrições estão abertas até 14 de novembro por meio do link.

Venda financiada de veículos atinge maior patamar em catorze anos

São Paulo – De janeiro a setembro foram financiados 5 milhões 321 mil veículos, novos e usados, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motocicletas. O volume, que supera em 0,6% o total vendido a prazo no mesmo período do ano passado, 5 milhões 290 mil, é o maior desde 2011. 

Foi o que informou a B3, que opera o SNG, Sistema Nacional de Gravames, base privada que reúne o cadastro de restrições financeiras de veículos dados como garantia.  

Segundo Daniel Takatohi, superintendente de produtos de financiamentos na B3, o resultado histórico indica um crescimento consistente: “Este é o terceiro aumento consecutivo no acumulado de janeiro a setembro, o que reforça que a demanda por financiamento de veículos permanece forte este ano, mesmo diante das adversidades macroeconômicas.”

Os veículos seminovos lideram o volume de veículos financiados, com 3,4 milhões de unidades nos nove meses, enquanto os modelos novos somam 1,9 milhão.

Somente em setembro foram comercializados a prazo 653 mil veículos, 8,6% acima do mesmo mês em 2024 e 4,9% superior a agosto, sendo 406 mil usados e 247 mil novos. O CDC foi a principal modalidade adotada, respondendo por 85,2% das vendas, acréscimo de 6,2% com relação a setembro do ano passado.

De acordo com a B3 a taxa média de juros para pessoa física passou de 25,7% ao ano em agosto de 2024 para 27,3% ao ano no oitavo mês deste ano. Para pessoa jurídica aumentou de 16,8% ao ano para 18,7% ao ano no mesmo período. 

Quanto à inadimplência acima de noventa dias cresceu de 4,5% para 5,3% no caso de pessoa física e de 2,4% para 3,5% para pessoa jurídica neste mesmo comparativo. 

Mercedes-Benz usa eActros na logística interna de São Bernardo

São Paulo – Desde o fim de julho dois caminhões elétricos eActros 400 estão sendo utilizados na logística interna da fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP. Os veículos estão a serviço da operação de transporte de materiais para as áreas de produção de motores e eixos.

Os dois eActros 400, primeira geração, são seminovos e foram cedidos por empréstimo pela Daimler Truck, que os utilizava na logística de suprimentos em sua fábrica de Wörth, Alemanha.

Com o uso dos dois caminhões a bateria a fábrica do ABC Paulista deixará de emitir, por ano, em torno de 17 toneladas de CO2e na atmosfera. As rotas escolhidas demandam, em conjunto, volume mensal de seiscentas viagens, o que significa uma média de trinta por dia útil em dois turnos.

Os modelos eActros 300 e 400, indicados para operações interurbanas de cargas médias e pesadas, e Fuso eCanter, de caminhões leves, estão em testes nas empresas Braspress Transportes Urgentes, Suzano, AGL, Marimex e Ypê em suas rotinas operacionais.

BYD inicia a produção dobrando a aposta no Brasil

Camaçari, BA – Com a presença de Wang Chuanfu, fundador e presidente executivo da BYD, do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e sua enorme comitiva composta por ministros, senadores e deputados, a empresa deu início oficial à produção no Brasil. Não se tratou, no entanto, de uma cerimônia tradicional, com visita à linha de produção para conhecer as etapas de montagem dos kits SKD de modelos chineses agora nacionalizados.

Todos os convidados, confinados em um canto do enorme galpão que abriga a produção da BYD brasileira, foram informados de que, além do pontapé inicial na produção, um inédito Song Pro híbrido plug-in flex, desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, começa a ser montado em Camaçari. E não é só isso: políticos e executivos da BYD celebraram que a atual capacidade da fábrica recém-inaugurada passará das atuais 150 mil unidades ao ano para 600 mil veículos anuais, quando todo o complexo estiver pronto. O valor investido na ampliação e o prazo não foram mencionados.

“A BYD quer vender na América do Sul, na América Latina, em outros países. Queremos que daqui do Brasil comecem a vender carro para o mundo todo. E mostrar o que é que a Bahia tem!”, afirmou o presidente da República.

A reportagem não teve contato com absolutamente ninguém da direção da BYD para confirmar estas informações mas, por meio de comunicado, e dos discursos que exaltaram o início da operação brasileira, estas novidades foram apresentadas.

Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO para Américas e Europa, disse que um grande grupo de funcionários brasileiros foi à China receber treinamento para se tornarem os “líderes de produção de todas as tecnologias que serão produzidas aqui”.

A BYD informou em comunicado que a fábrica já tem mais 1,5 mil colaboradores.

Tecnologia flex inédita

A BYD produziu a primeira versão híbrido flex no Brasil numa série de trinta unidades que serão utilizadas durante a COP30, em novembro em Belém, PA. De acordo com Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, “foram R$ 80 milhões no desenvolvimento da exclusiva tecnologia híbrido flex plug in”.

O Song Pro conta com a tecnologia DM-i da BYD, que garante tração 100% elétrica e usa o motor 1.5 litro majoritariamente como um gerador de energia para a bateria, mesmo durante o deslocamento no modo híbrido.

Fotos: Ricardo Stuckert/Presidência da República

Chuanfu contou que em uma de suas visitas ao País conheceu a produção de cana-de-açúcar e viu potencial no etanol, um combustível de baixa emissão de CO2.

“A partir desta visita dei a missão aos nossos engenheiros para criar um propulsor híbrido flex. Foram dois anos de esforço para o desenvolvimento, que envolveu cem engenheiros, até o modelo que está aqui hoje.”

O presidente Lula exaltou a retomada da produção automotiva no Estado da Bahia, um importante polo industrial do País, com mão de obra especializada e muita disposição para contribuir e elevar o padrão da indústria nacional: “A vinda da BYD para a Bahia é muito importante pra mim. Eu sei o que é ficar desempregado, fiquei um ano e meio nessa situação. O trabalho traz de volta a dignidade. Essa fabrica representa a retomada da dignidade do trabalhador de Camaçari”.

Além da versão especial Song Pro híbrido plug in flex a nova fábrica já monta os modelos Dolphin Mini e o sedã King.

Shineray executa forte e planejada expansão no mercado brasileiro

São Paulo – De janeiro a setembro foram emplacadas 94,2 mil motocicletas Shineray no mercado brasileiro, volume que chama atenção não só pelo crescimento de 80% sobre o mesmo período do ano passado como, também, pelo fato de a marca ocupar a terceira posição do ranking, superada apenas por Honda e Yamaha.

São resultados que impressionam e mantêm especialistas à espera de mais crescimento nos próximos anos. A empresa, com sede em Pernambuco, com operação no Porto de Suape, executa plano de expansão de sua rede: só neste ano duzentas lojas foram inauguradas. Para o ano que vem a meta é quase dobrar de tamanho, ampliando o alcance para as regiões Sul e Sudeste, onde ainda não está tão presente – seu forte, por enquanto, é o Norte e o Nordeste.

Wendel Lazko, gerente geral de negócios da Shineray do Brasil conversou com o Agência AD Entrevista sobre o planejamento de expansão e os planos para o portfólio. Acompanhe os principais trechos:

Wendel Lazko

A Shineray está em processo de expansão da sua rede. Até agosto quase duzentas novas lojas foram inauguradas. Por que este processo tão acelerado?

Não diria que o processo está acelerado: ele foi bem estruturado para chegar ao patamar de hoje. A expansão da rede Shineray começou aproximadamente dois anos atrás, com uma reestruturação. Nosso objetivo era que o cliente pudesse ter a segurança de comprar o seu produto e também todo um atendimento pós-venda nas lojas. E agora acabou conciliando, grandes investidores procuram a marca para fazer parte da rede, e muitos deles são do segmento, já têm a expertise de como montar uma loja. Isto acaba potencializando e fazendo com que o processo dê uma falsa impressão de que está acelerado, mas não: ele veio gradativamente nessa crescente e agora acabou ganhando mais destaque por ter estas pessoas com expertise, de estarem já dentro do negócio. Nós recebemos por dia mais de cem solicitações de abertura de loja. Aí fazemos análise do perfil de quem está querendo investir, do perfil da região, do potencial que ela tem… de uma forma muito criteriosa. Se fosse realmente de uma forma acelerada, estaríamos com quase o dobro de revendas abertas em território nacional.

Qual é a meta de revendas para 2025? E para 2026?

Para o fim deste ano colocamos a meta de chegar a cerca de quatrocentas revendas. Estamos com 330, 340 revendas padronizadas e muitos projetos, mais de 150 lojas em vias de serem inauguradas. Então é possível atingir esta meta para o ano. E todas as lojas com estrutura de vendas, pós-vendas e estoque de peças, não temos ainda apenas pontos de venda, como outras marcas. Para 2026 a meta é chegar a em torno de seiscentas a setecentas revendas, já começando a abrir pontos de vendas.

A maior parte das novas lojas está nas regiões Norte e Nordeste. Por que o foco nelas?

Como a Shineray é originária da Região Nordeste acabou impulsionando. Quando veio o processo de reestruturação elas acabaram entrando primeiro, tanto para quem já estava como para os novos. Então demos um pouco mais de foco para onde a marca nasceu. Mas estamos visando aos principais mercados, que são Sul e Sudeste. Se tudo der certo abriremos setenta revendas nas duas regiões até o fim do ano.

Acredito que esta expansão traga junto mais volume de vendas e modelos. Como está o desempenho da Shineray?

Estamos crescendo mês a mês, batendo recorde de vendas. A Shineray emplacava há dois anos em torno de 2 mil, 3 mil motocicletas por mês, e hoje estamos emplacando em torno de 11 mil a 13 mil. A tendência é manter o crescimento. A participação de mercado, que era de 1,4%, agora está na casa dos 6%. Este crescimento, bastante significativo, é decorrente da nossa reestruturação, das revendas com qualidade e profissionalismo.

Qual a projeção para vendas em 2025?

Até o fim do ano 144 mil motocicletas.

E lançamento de modelos, como está? Qual é o portfólio atual da Shineray?

Temos linhas de motocicletas a combustão e elétricas. Nosso foco, hoje, é 80% nos modelos a combustão e 20% nos elétricos. E os carros-chefe são os scooters, que começam pela Jet 50, passam pelos Phoenix, Rio, Urban, Shi. Depois temos modelos Jet com 750 cc, os Storm, os modelos custom. Cada modelo tem seu potencial de venda. Na Região Nordeste os scooters e as motocicletas de entrada de sobressaem, mas na região Sudeste as 150, 250 e até a Urban saem um pouco mais.

E esse portfólio está consolidado ou vocês estão com lançamento na manga?

Neste ano o grande lançamento foi a linha SBM, com a qual entramos no segmento premium. Agora os planos são de atualização dos modelos atuais, sem grandes alterações. Talvez em 2026. No momento estamos negociando com a China, fazendo levantamentos de potenciais.

SBM

Deste portfólio quanto é de produção nacional e quanto é importado?

Todos os modelos são trazidos da China. Eles passam por um processo de adequação para o mercado brasileiro e são comercializados. Não existe uma nacionalização, vamos dizer assim, como grande parte das outras marcas: nós compramos os produtos da Shineray China, eles chegam via navio e recebemos no Porto de Suape, onde está a nossa operação. Lá é feito todo o processo de separação dos modelos e sua desmontagem, colocados no CKD e distribuídos. Quando chega nas concessionárias é que é feita a montagem, vamos dizer assim, final das motos.

Por que a Shineray é a única fabricante de motocicletas a produzir fora de Manaus?

Todos os diretores são da região. Eles possuem outros negócios e, em 2005, apareceu a oportunidade da Shineray, que foi testada na região. Em meados de 2014, 2015, veio o grande boom: quando nasceu Suape vieram as isenções fiscais para algumas empresas e os fundadores acabaram por juntar o útil ao agradável. Fizeram o investimento aproveitando os incentivos e foi criada a estrutura.

Qual a projeção da Shineray para o mercado de motocicletas em 2025?

A Fenabrave projeta mais de 2 milhões de unidades e pelo momento atual do mercado acreditamos que ficará neste patamar. O financiamento está bem aquecido, o que nos ajuda. Não vejo impacto negativo no radar.

Os juros altos não podem ser um problema?

O financiamento está caro em todos os setores mas não estamos vendo impacto, o mercado está comprador. O segmento imobiliário, por exemplo, está bem aquecido e as taxas de juros estão altíssimas. Existe crédito no mercado e as pessoas estão comprando. O último trimestre deve ser mais aquecido, porque costuma ser assim, tem aquela crescente natural movida pela emoção.

GWM abre reservas para o SUV de seis lugares Wey 07

São Paulo – A GWM abriu a pré-venda do Wey 07, seu SUV híbrido plug-in de seis lugares. Os interessados podem reservar o modelo por meio de seu site oficial, loja no Mercado Livre e em todas as concessionárias, pagando R$ 9 mil.

O preço final do veículo será divulgado apenas em 23 de outubro.

O sistema híbrido, que combina um motor elétrico com um 1.5 turbo, gera potência combinada de 517 cv. Internamente o modelo possui quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas e kit multimídia com tela sensível ao toque de 14,6 polegadas.

Todos os demais pormenores do veículo serão revelados em seu lançamento oficial

Audi amplia portfólio do Q5 com a versão S Line quattro

São Paulo – A Audi anunciou uma nova versão do Q5, a S Line quattro, que chega para ser a nova opção topo de linha nas configurações SUV e Sportback. Os preços são de R$ 485 mil e R$ 500 mil, respectivamente, e os clientes já encontram o modelo nas quarenta concessionárias da marca.

Alguns diferenciais da versão topo de linha do Q5 são faróis Led Matrix, câmara 360º, bancos dianteiros esportivos com ajustes elétricos, quadro de instrumentos digital de 11,9 polegadas e kit multimídia com duas telas: uma centralizada de 14,5 polegadas e outra de 10,9 polegadas na frente do passageiro.

Audi Q5 SUV S line quattro

O motor da nova versão topo de linha é o mesmo das demais, o evo5 em sua nova geração, que é 2.0 e tem 272 cv de potência, acoplado a câmbio automático de sete marchas.