Grupo Geely bate recorde de vendas em 2025

São Paulo – As vendas de veículos do Grupo Geely somaram 4,1 milhões de unidades em 2025, seu novo recorde anual. O volume cresceu 26% na comparação com 2024, o quinto ano seguido de crescimento.

Foi a primeira vez que o grupo superou a marca de 4 milhões de veículos vendidos em um ano. Os modelos eletrificados representaram 56% do total, somando 2 milhões 293 mil unidades, volume 58% maior do que o comercializado em 2024, sendo os grandes responsáveis pelo recorde conquistado no ano passado.

Iveco Bus vende 21 ônibus à Rodam Transportes

São Paulo – A Iveco Bus vendeu 21 ônibus para a Rodam Transportes, empresa de fretamento com sede em Bagé, RS, e presente em seis estados. A compra faz parte da renovação de frota da Rodam, que adquiriu dezessete unidades do chassi BUS 17-280 e quatro do Daily Minibus 50-180.

Os dois modelos de chassis são produzidos em Sete Lagoas, MG, sendo que o BUS 17-280 tem capacidade para transportar até 59 passageiros, equipado com motor FPT N67 de 280 cv de potência. Já o Daily Minibus 50-180 tem capacidade para vinte e usa motor FPT F1C de 180 cv.

Patrícia Ajeje retorna à liderança da Chem-Trend no Hemisfério Sul

São Paulo – Patrícia Ajeje foi nomeada vice-presidente e gerente geral da Chem-Trend, responsável pela operação no Hemisfério Sul. Esta é a segunda vez que a executiva assume o cargo: a primeira foi de 2019 a 2023, quando adotou novos programas internos e aproximou a empresa dos clientes. A Chem-Trend faz parte do Grupo Freudenberg.

Nesta segunda passagem Ajeje sucede a Rodrigo Madeira, que esteve à frente da empresa no Hemisfério Sul nos últimos dois anos e assumiu o cargo de vice-presidente e gerente geral da operação Ásia-Pacífico.

Grupo Renault decide encerrar a Ampere

São Paulo – O Grupo Renault decidiu fechar em julho a Ampere, sua divisão de veículos elétricos, segundo o site Automotive News. O movimento faz parte das ações do novo CEO, François Provost, que busca otimizar as operações da companhia. Mas a intenção não é, de forma alguma, encerrar a produção e o desenvolvimento de novos modelos elétricos e, sim, integrar as operações da Ampere ao grupo.

As fábricas da Ampere que produzem motores elétricos e modelos como os Renault 5 e o Scénic, instaladas na França, seguirão funcionando, mas sob o guarda-chuva do grupo. Atualmente a Ampere mantém 11 mil funcionários que não serão demitidos: a intenção é realocar parte deles nas operações, enquanto os mais velhos receberão um plano de aposentadoria. 

Criada em 2023 para reduzir custos e concentrar os desenvolvimentos de veículos elétricos do Grupo Renault a Ampere não avançou como esperado. O IPO, oferta incial de ações, planejado para o final do ano em que foi fundada, foi abandonado no começo de 2024 por causa das condições de mercado.

Volvo apresenta o SUV elétrico EX60

São Paulo – A Volvo Cars apresentou globalmente o EX60, seu novo SUV elétrico que será produzido a partir do segundo trimestre deste ano em Gotemburgo, Suécia, com previsão de chegar ao Brasil até dezembro, segundo comunicado divulgado pela empresa. As expectativas com esse modelo são altas porque ele marca a chegada da Volvo Cars no maior segmento de veículos elétricos do mundo.

O EX60 será o primeiro a ser produzido na plataforma SPA3, a nova arquitetura de veículos elétricos Volvo, que é uma evolução da SPA2. Graças à nova plataforma o modelo chegará ao mercado com autonomia de até 810 quilômetros na versão P12 AWD Electric, de acordo com as medições da União Europeia, enquanto as configurações P10 AWD Electric e P6 Electric com tração traseira entregam têm de 660 e 620 quilômetros.

A nova plataforma utiliza o sistema Hugincore, a nova central de computação da Volvo Cars, que estabelece novos padrões em escalabilidade, modularidade, eficiência de fabricação e custo. A tecnologia que integra a célula de bateria à carroceria do veículo, que chega com novo desenho, os novos motores elétricos desenvolvidos pela engenharia da montadora e a fundição em larga escala contribuem para elevar a autonomia e a eficiência energética dos modelos produzidos na plataforma SPA3.

Com as três configurações a Volvo Cars pretende ofertar um total de sete versões em suas concessionárias espalhadas pelo mundo, mas ainda não confirmou quais serão vendidas no Brasil, movimento que fará ao longo do ano. Ainda haverá o lançamento da configuração Cross Country do EX60, que não foi confirmada para o País.

Brasil é referência no desenvolvimento de máquinas agrícolas AGCO

São Paulo – O Brasil é referência no desenvolvimento e produção de máquinas agrícolas e de construção, com alguns equipamentos produzidos apenas no País e exportados para todo o mundo. No caso da AGCO a fábrica de Ibirubá, RS, tornou-se referência no desenvolvimento e na produção de plantadeiras, abrigando um centro de engenharia local.

O desenvolvimento de novas plantadeiras é feito em conjunto com a equipe dos Estados Unidos, pois além do Brasil esta linha de equipamentos também é produzida em uma fábrica no Kansas. Vinícius Fior, diretor global de engenharia de plantio e preparo de solo da AGCO, falou um pouco mais sobre esse trabalho:

“Hoje não temos mais desenvolvimentos individual. Nossa equipe no Brasil trabalha junto com o dos Estados Unidos para o desenvolvimento de novas plantadeiras. Quando o equipamento entra em produção o Brasil abastece a América do Sul e a África e nossa fábrica no Kansas abastece toda a América do Norte e a Europa”.

Mesmo trabalhando em conjunto o Brasil é o único país no mundo em que a AGCO mantém Centro de Desenvolvimento apenas de plantadeiras: nos Estados Unidos o local compartilha o desenvolvimento de outras máquinas.

A maior equipe de engenharia dedicada a plantadeiras está na fábrica de Ibirubá, com cerca de cinquenta pessoas trabalhando em novos projetos e auxiliando os trabalhos realizados na América do Norte. Parte das peças usadas na produção estadunidense é feita no Brasil e exportada para a fábrica instalada no Kansas.

Fior disse que no momento a engenharia da AGCO trabalha em atualizações que serão aplicadas na plantadeira Momentum, que é produzida no Brasil, assim como em uma nova geração do equipamento que será produzida, inicialmente, na América do Norte.

O desenvolvimento é feito em conjunto e as fábricas produzem plantadeiras com desenhos diferentes porque os clientes da América do Sul e da África precisam de um equipamento com linhas de plantio diferentes das que os produtores da América do Norte e da Europa. A parte de cabine, tecnologia, motor e chassi seguem o padrão global.

De acordo com o executivo a operação da AGCO no Brasil tornou-se referência em plantadeiras de forma comum, pois a história do plantio passa pela unidade de Ibirubá: foi lá que a empresa realizou os primeiros desenvolvimentos deste tipo de máquina, com a criação de kits para adaptação de equipamentos que eram usadas no plantio.

Grupo Volkswagen corta cargos de alto escalão e reorganiza estrutura diretiva

São Paulo – O Grupo Volkswagen reorganizará profundamente as estruturas do topo do seu grupo de marcas principais – Volkswagen, Volkswagen Veículos Comerciais, Skoda e Seat/Cupra – reduzindo o número de cargos de nível diretivo e transferindo o poder para um conselho de gestão centralizado. Segundo a Automotive News Europe esta reformulação gerará economia de bilhões de euros e criará um novo modelo de governança.

As funções de produção, compras e desenvolvimento das diferentes marcas serão consolidadas para eliminar sobreposições. A estrutura ficará centralizada em Wolfsburg, Alemanha, sob a responsabilidade dos líderes do Conselho de Administração Kai Grünitz, desenvolvimento, Karsten Schnake, compras, e Christian Vollmer, produção.

O diretor financeiro David Powels e os quatros CEOs das marcas, mais os três executivos, formarão um novo conselho de administração, presidido por Thomas Schäfer, CEO da Volkswagen.

Dos atuais 29 integrantes do conselho administrativo em exercício serão mantidos apenas dezenove. Cada marca terá, no futuro, apenas quatro membros na direção: CEO e os executivos responsáveis por finanças, vendas e recursos humanos.

Segundo uma pessoa familiarizada com os planos afirmou à Automotive News “se estamos reduzindo o número de funcionários nos níveis mais baixos, também precisamos dar um sinal na cúpula”.

VW Caminhões e Ônibus amplia em 10% o seu centro de peças em Vinhedo

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus ampliou em 10% o seu centro de peças e acessórios em Vinhedo, SP, no fim do ano passado, aumentando em 5 mil m² a sua área de estoque para atender a demandas do pós-vendas. Com mais espaço a empresa pretende ampliar sua oferta de componentes e elevar a parceria com alguns fornecedores. 

A empresa também está de olho nas demandas de pós-vendas em outros mercados, como o do México, onde tem fábrica instalada em Querétaro. Lá foi inaugurado em 2024 um centro de peças e acessórios no mesmo terreno.

GWM lança comercial 100% feito com inteligência artificial

São Paulo – A GWM lançou seu primeiro comercial produzido integralmente com inteligência artificial – e, segundo a companhia, trata-se do primeiro feito desta maneira por empresa do setor no País. Com a ideia de mostrar que a tecnologia está a serviço da experiência humana a iniciativa marca a estreia da nova campanha do Haval H6.

Desenvolvido em parceria com a Jellyfish o filme foi criado utilizando o VEO3, modelo avançado do Google para geração de vídeos com qualidade cinematográfica. O plano é apresentar o novo GWM Haval H6 sob o mote de “o carro que conhece você”, proposta que traduz a evolução tecnológica do modelo e sua capacidade de se adaptar ao perfil, às preferências e à rotina do motorista: o carro tem trezentos comandos de voz com IA avançada e reconhecimento facial com ajuste automático do banco, além de sistemas de conectividade e assistência que elevam os padrões de conforto, segurança e personalização.

Embora produzido por IA ao todo 37 profissionais participaram do processo criativo, orientando a tecnologia para servir à narrativa e à emoção da história. Realizado pela Drift Works o filme envolveu mais de setecentas horas de trabalho.  O desenvolvimento completo da campanha, que já está no ar, consumiu 56 dias.

Parlamento europeu judicializa e complica acordo com o Mercosul

São Paulo – Em votação apertada, com diferença de apenas dez votos, o Parlamento Europeu decidiu submeter ao Tribunal de Justiça da União Europeia a revisão do acordo comercial do bloco com o Mercosul, assinado na semana passada. Desta forma torna-se mais complicada ainda a entrada em vigor do tratado, que já demandaria algum tempo pela necessidade de ratificação pelos parlamentos dos países envolvidos.

O parecer jurídico da Corte europeia poderá demorar até dois anos, estimam especialistas. O acordo já está em discussão há 26 anos. Mas existe a possibilidade, em discussão dentro do Conselho, de que parte das regras entre em vigor imediatamente, de forma provisória, enquanto a Justiça examina o pedido do Parlamento.

De toda forma a expectativa é de mais paciência para que o livre-comércio dos dois blocos comece de forma efetiva. Os prazos estipulados para desgravação tarifária variam até quinze anos, ou mais no caso do automotivo, desde a sua entrada em vigência.

O que muda para o setor automotivo?

Segundo José Pimenta, diretor de relações governamentais e comércio internacional da BMJ Consultoria, os primeiros efeitos práticos para o comércio dos dois blocos é a criação de uma cota de 50 mil veículos, 32 mil para o Brasil, livres de impostos para os primeiros sete anos de vigência do acordo.

Estes veículos, destacou o diretor da BMJ, precisam ter ao menos 55% de conteúdo originário das partes, ou seja, peças, componentes e sistemas produzidos em países da União Europeia ou do Mercosul.

Nos primeiros seis anos os veículos que extrapolarem, ou não se enquadrarem, nesta cota pagarão 35% de imposto de importação, não importando seu powertrain. A partir do sétimo ano as alíquotas começam a cair, gradativamente.

No caso de veículos a combustão reduzem para 28,3% no sétimo ano, 21,6% no oitavo, 15% no nono, 12,4% no décimo, 10% no décimo-primeiro, 7,4% no décimo-segundo, 5% no décimo-terceiro, 2,4% no décimo-quarto e só então, no décimo-quinto, vai a zero.

Em híbridos e elétricos, e a hidrogênio, a desgravação tem ritmo diferente. No caso dos eletrificados a tarifa-base usada foi 25%, que é a atualmente aplicada, mas subirá a 35% no meio do ano. Neste caso, destacou Pimenta, o cronograma deverá mudar um pouco.

Mas o atualmente estabelecido, com base na alíquota em vigor, é: 20% a partir do sexto ano, 15% do nono, 10% do décimo-segundo, 5% do décimo-quinto e zera no décimo-oitavo. 

Os movidos a hidrogênio têm prazo maior, de 25 anos, para zerar a alíquota. Começa em 35% e a partir do sétimo ano cai para 25%, depois 20% no décimo-terceiro, 15% no décimo-sexto, 10% no décimo-nono e 5% no vigésimo-segundo.

Salvaguardas

O cronograma segue caso tudo corra bem e o mercado brasileiro não sofra uma invasão de carros europeus pelo imposto menor. O acordo prevê salvaguardas automotivas, que permitem ao Mercosul suspender a desgravação e retornar à alíquota de 35% a qualquer momento, por um período de três a cinco anos.

A indústria tem, portanto, quase vinte anos para se preparar para a alíquota zero de carros europeus. Em contrapartida, com a virada de chave do continente para a eletrificação, há espaço para crescimento de exportação de tecnologias a combustão para o mercado de reposição europeu.