Iveco apresenta oportunidades de nacionalização de componentes

São Paulo – Em torno de 40% das peças usadas nos caminhões e ônibus Iveco vendidos na América Latina são importadas, segundo seu diretor comercial Carlos Tavares. Há, portanto, um bom espaço para avançar no processo de nacionalização de peças e componentes, um dos pontos prioritários para a companhia nos próximos anos.

Na segunda-feira, 11, a Iveco e o governo de Minas Gerais anunciaram união de forças para impulsionar a atração de novos fornecedores ao Estado. O governador Romeu Zema esteve em visita oficial à Itália e foi à sede da Iveco, em Turim, na companhia de Márcio Querichelli, presidente da Iveco América do Sul. No dia seguinte, com apoio da Câmara de Comércio Italiana de Minas Gerais, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado e da Invest Minas, foram apresentadas oportunidades de investimento a empresas fornecedoras de componentes automotivos da Itália.

A fábrica da Iveco no Brasil fica em Sete Lagoas, em torno de 70 quilômetros distante da Capital. Naturalmente Minas Gerais surge como local potencial para a instalação de novos fornecedores – e a companhia busca de diversos portes e de diferentes peças.

“Desde eletrônicos a componentes de manutenção básica temos oportunidade em diversas áreas de manutenção”, disse Tavares, durante o 5º Congresso Latino-americano de Negócios da Indústria Automotiva, organizado por AutoData. “Por incrível que pareça ainda importamos algumas peças de manutenção básica. Com exceção de peças estruturais metálicas, temos muitas oportunidades, tanto para o pós-venda como para o fornecimento OEM.”

No ano passado, segundo Tavares, a empresa realizou reunião com 120 empresas na qual foram expostas as janelas de opções: “Esta janela é grande. Nossa área de compras está focada nisso”.

O próprio desempenho da Iveco no mercado brasileiro e sul-americano colabora: nos últimos três anos a empresa dobrou sua participação de mercado no Brasil, atualmente em 10,5%. Na Argentina chega a quase um terço das vendas. E, segundo Tavares anunciou no Congresso Latino-americano, a ideia é mais do que dobrar as exportações aos demais países da região até 2026.

Jeep confirma chegada do Grand Cherokee híbrido plug-in

São Paulo – A Jeep anunciou a importação da quinta geração do SUV Grand Cherokee sobre a plataforma eletrificada 4xe. A versão vendida no mercado brasileiro será a híbrida plug-in, de acordo com a empresa.

Apresentado em 1992 o Grand Cherokee chegou ao Brasil dois anos depois. As quatro gerações foram vendidas no mercado local, sempre importadas.

A data de lançamento ainda não foi informada: segundo a Jeep, será “muito em breve”. Mas um teaser foi divulgado na quarta-feira, 13. Veja:

Volkswagen celebra resultados obtidos no The Town

São Paulo – A Volkswagen celebrou os resultados conquistados como patrocinadora oficial do The Town, festival musical realizado em São Paulo que recebeu cerca de 500 mil pessoas em cinco dias no Autódromo de Interlagos. Nas contas da empresa a marca conquistou 7 mil novos seguidores no Instagram e 98 mil no Tik Tok.

Mais de 150 posts foram realizados nos canais da marca no Instagram, no Tik Tok e no X, que renderam mais de 140 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações. Fisicamente mais de 13 mil pessoas passaram por uma das sete ativações da montadora no festival.

Investindo nos festivais para mostrar a marca para diversos públicos a Volkswagen já confirmou que patrocinará a edição 2024 do Rock in Rio, no Rio de Janeiro, RJ. Será a quinta vez que integrará a lista de patrocinadores do festival, que comemora 40 anos na próxima edição.

Ford confirma para outubro lançamento do Mustang Mach-E

São Paulo – A Ford confirmou o lançamento no Brasil do Mustang Mach-E, SUV elétrico, para outubro. O modelo faz parte das dez novidades que a empresa programou para 2023 – sete modelos já foram apresentados. 

O esportivo chegará em versão única, a topo de linha GT Performance. A Ford divulgou o primeiro teaser para o mercado nacional na quarta-feira, 13.

O Mustang Mach-E já é conhecido e vendido nos Estados Unidos e na Europa. 

Goodyear equipa Kia Bongo com pneu Cargo Marathon 2

São Paulo – O novo Kia Bongo K2500 4×4 vem equipado de fábrica com o pneu Goodyear Cargo Marathon 2. Parceira da montadora desde 2015 a fornecedora desenvolveu nova medida para atender ao modelo, 195 R15, que possui índice de carga superior com relação ao tamanho de seu antecessor.

Segundo a Goodyear o pneu que equipa o VUC tem melhor distribuição de pressão, desgaste mais equilibrado e maior vida útil, o que é proporcionado pelo fato de ter ombros maiores e mais largos.

Accelera by Cummins anuncia joint venture para produção de células de bateria

São Paulo – De olho na crescente necessidade por células de bateria para veículos comerciais elétricos e aplicações industriais a unidade de negócios de emissão zero da Cummins, Accelera by Cummins, a Daimler Truck e a Paccar uniram-se em joint venture para localizar a produção nos Estados Unidos. A fábrica de 21 GWh receberá investimento total de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões.  

Em um primeiro momento produzirá baterias de LFP, lítio-ferro-fosfato, utilizada em caminhões elétricos. Segundo a joint venture trata-se de produto com maior vida útil, maior segurança e menor custo frente a outras químicas de bateria, uma vez que não requer o uso de elementos como níquel e cobalto.

Cada uma das participantes deterá 30% do negócio e os outros 10% ficarão a cargo da EVE Energy, que será parceira tecnológica e contribuirá com seu conhecimento em design e fabricação de células de bateria.

Agosto foi o melhor mês de produção de motocicletas no ano

São Paulo – Em agosto foram produzidas 164 mil motocicletas no PIM, Polo Industrial de Manaus, o maior volume mensal registrado em 2023, de acordo com dados divulgados pela Abraciclo, entidade que representa o setor nacional de duas rodas.

O resultado também foi o melhor para agosto desde 2012.

Na comparação com agosto do ano passado houve crescimento de 12,4%, e de 33,4% com relação a julho. No acumulado do ano o volume produzido foi de 1 milhão 51 mil unidades, 14% superior sobre os mesmos meses de 2022:

“Esses números estão dentro da estimativa da Abraciclo e apontam para um crescimento constante e consolidado da indústria de motocicletas”, disse o presidente Marcos Bento. “Porém continuamos atentos ao cenário macroeconômico nacional e internacional.”

Os emplacamentos somaram 142,8 mil unidades em agosto, melhor resultado para o mês desde 2011, que resultou em alta de 20,4% sobre agosto do ano passado e de 16% ante julho. Em oito meses o setor de duas rodas somou 1 milhão 45 mil motocicletas vendidas, incremento de 21,3% com relação ao mesmo período de 2022.

O resultado negativo em agosto foi registrado pelas exportações, que somaram 3,4 mil embarques, recuo de 55,9% na comparação com agosto do ano passado e alta de 8,4% sobre julho. No acumulado do ano foram embarcadas 27,2 mil unidades, queda de 28,3% com relação a 2022. 

Mesmo com crise mercado argentino deverá crescer 8% este ano

São Paulo – A Argentina vive um dos momentos mais delicados de sua economia, às vésperas de eleição presidencial, com inflação batendo nos 120% ao ano, escassez de dólares, restrição às importações e a aplicação do imposto PAIS, Para uma Argentina Inclusiva e Solidária, com alíquota de 7,5%, para veículos e autopeças importados, inclusive do Brasil, o que encarece os preços dos 0 KM. A despeito das dificuldades, porém, o mercado automotivo local deverá crescer 8% este ano com relação a 2022, com 440 mil emplacamentos.

Foi o que apontou o presidente da Acara, Associação de Concessionários da República Argentina, Sebastián Beato, durante participação no 5º Congresso Latino-Americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData até a sexta-feira, 15.

Outra curiosidade é que, justamente pela maior dificuldade em dispor de dólares e comprar veículos importados, de 2019 a 2023 a participação dos importados na venda de 0 KM caiu pela metade, de 71% para 35% – sendo que 85% dos veículos estrangeiros são brasileiros. No fim do ano passado esta participação era de 43%, somando 173,3 mil unidades, sendo a Toyota a marca com maior número de importados, 59,3 mil ou 34,2%, seguido por Ford, com 15,5 mil ou 9%, e de Chevrolet, com 14,9 mil ou 8,6%.

Nesse mesmo período, de 2019 para cá, os preços aumentaram até 86%, caso dos modelos Fiat, 82% os da Volkswagen e 78% os da Jeep. E o mercado argentino encolheu pela metade, destacou Beato, ao citar que em 2018 foram emplacadas 802,6 mil unidades. Neste cenário o trabalhador de empresas privadas teve de desembolsar nove salários a mais para adquirir um carro novo:

“No começo de 2020, quando teve início a pandemia, eram necessários em torno de dezessete salários médios e, hoje, são precisos 26 salários, o que gira em torno de 310 mil pesos argentinos.”

Na conversão para o real a média salarial é de R$ 4.376,65 que, multiplicada por 26, resulta em R$ 113,8 mil. Entretanto, multiplicado por dezessete, significa R$ 74,4 mil, uma diferença de R$ 39,4 mil.

E a perspectiva para o cenário a seguir, segundo o dirigente da Acara, é que a crise se aprofunde um pouco mais até que haja a eleição do novo presidente – cuja aposta é a de que seja escolhido representante de partido distinto do que está no poder hoje.

“Devemos ter um choque no primeiro trimestre do ano que vem, precisaremos nos preparar para uma recessão. Somente no segundo trimestre é que deverá ter início o período de recuperação da economia. Tanto que nossa projeção é conservadora para o mercado automotivo em 2024, de alta de 4%, totalizando 450 mil unidades.”

Beato ponderou que em uma situação menos otimista é possível que o setor praticamente empate com 2023, com volume um pouco inferior, de 430 mil unidades. Assim como num cenário mais otimista sejam alcançadas 520 mil unidades, incremento de 15%.

Para o presidente da Acara é preciso haver uma redução de impostos a fim de onerar menos os preços dos veículos e permitir que a frota argentina seja renovada: “Quanto mais impostos houver mais longe ficará a compra de um carro 0 KM”.

Meta da VW Caminhões e Ônibus é dobrar vendas no Exterior

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus segue firme na disposição de ampliar sua presença internacional, seja com exportações ou por meio de produção local, a exemplo da Argentina, que iniciará no começo de 2024 a montagem de veículos em CKD. Em torno de 15% de suas vendas, hoje, provêm do mercado internacional, e o objetivo é, no mínimo, dobrar este porcentual.  

Foi o que afirmou o presidente da VWCO, Roberto Cortes, durante participação no segundo dia do 5º Congresso Latino-Americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData até a sexta-feira, 15: “Queremos crescer no Sudeste da África e na Ásia e liderar o mercado em países em que já estamos presentes e onde temos base de produção, como a Argentina e o México”.

O primeiro passo no mercado asiático foi dado nas Filipinas, onde desde janeiro do ano passado é feita a montagem de veículos em CKD, da mesma forma em que começou sua presença no Brasil 43 anos atrás.

De 1981 a 2022 foram exportadas desde sua fábrica de Resende, RJ, 172,8 mil caminhões e ônibus para países da América Latina e África. O Oriente Médio também está na mira da VWCO: a companhia começou a exportar para a Jordânia há cerca de um ano e, em março, ingressou no Catar.

“A estrada para a expansão internacional é longa, mas estamos determinados a trilhá-la.”

Cortes ponderou que, apesar do advento do Euro 6 no mercado brasileiro a partir deste ano, é preciso continuar produzindo outras versões de motores que atendam às legislações do Euro 5 e do Euro 3 se quiser manter a fábrica brasileira como base de exportação.

O presidente da VWCO ressaltou que, para atender à demanda em outros países é fundamental ter parceria com fornecedores que atendam volumes menores: “Cada lugar tem uma legislação, mas o fato de a maioria dos nossos fornecedores estar no Consórcio Modular nos ajuda muito”.

Quanto à decisão de iniciar a produção em outros países, ainda que em CKD, Cortes assinalou que esse caminho, muitas vezes, elimina o imposto de importação, e o fato de muitos fornecedores serem multinacionais facilita a montagem dos veículos:

“Faz parte da nossa filosofia produzir nos lugares. E ter uma base de fornecimento local é a chave para isso. Nossa prioridade é ir com eles para os países e, aos poucos, também desenvolver rede de parceiros locais. Conforme vamos ganhando mais mercados desta forma todos se tornam mais competitivos”.

Convergência regulatória na América do Sul aumentaria exportações da indústria, diz Fiesp

São Paulo – Um estudo da Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, com foco na convergência regulatória dos países da América do Sul, ponto considerado importante para alavancar os negócios localmente, foi apresentado por Gustavo Bonini, diretor da entidade, durante o segundo dia do 5º Congresso Latino-Americano de Negócios do Setor Automotivo, realizado por AutoData até a sexta-feira, 15. De acordo com o estudo existe muito espaço para avançar e pouca coisa, ou quase nenhuma, melhorou nos últimos anos.

Bonini acredita que existem pontos para unificar as especificações veiculares, o que reduziria o custo produtivo e elevaria o volume exportado. Ele citou itens como de iluminação, de segurança, os para-choques, a numeração do veículo, dentre outros, como potenciais convergências. 

“Seria uma grande saída para a indústria instalada no Brasil e região”, disse o executivo. Mas as reuniões com os governos, realizadas por meio da Aladi, Associação Latino-Americana de Integração, e do Mercosul são raras, marcadas poucas vezes por ano e sem a participação do setor privado, apenas com representantes de cada país. Por isto Bonini acredita ser necessário municiar o governo brasileiro de informações relevantes para estes encontros e trabalhar para que o número de reuniões aumente.

A comissão técnica da indústria automotiva produziu 51 regulamentos harmonizados de 1991 a 2022, mas nenhum foi aprovado desde 2000, de acordo com o diretor da Fiesp. “Depois de aprovado nas reuniões cada país deve internalizar devidamente as medidas acordadas, o que não ocorreu. Pode até ter sido feito por algum país, mas o acordo só vale após todos aprovarem internamente em seus parlamentos”. 

Alternativas para este cenário também foram apresentadas por Bonini, como o aprofundamento da cooperação regulatória no âmbito bilateral ou regional, com adoção complementar de mecanismos flexíveis de compatibilização ou reconhecimento mútuo de exigências. Como exemplo foi citado o acordo Brasil-Argentina de homologação veicular.

Também a ampliação do diálogo pelos órgãos reguladores da região, e da transparência quanto à internalização e implementação das medidas acordadas, asseguraria uma incorporação mais rápida e coordenada das exigências.

As exportações do setor automotivo brasileiro em 2011 foram comparadas com as de 2021, mostrando comportamento um pouco melhor do que a indústria nacional em geral, mas com quedas importantes em alguns mercados, como na Argentina, um país de bom volume de vendas de veículos que viu suas exportações recuarem 6,1 pontos porcentuais no período, seguido por Chile com queda de 2 pp, Paraguai 2 pp, Guiana Francesa 1,1 pp.

Na média houve avanço de 0,6 ponto porcentual, aumento puxado pelos embarques maiores em 6,9 pp para Colômbia, 5,8 pp para Bolívia, 1,7 pp para Equador.

De maneira geral a indústria instalada no Brasil perdeu 11 pp na América do Sul na comparação de 2011 com 2021, com a maior queda registrada no Paraguai, 21 pp. Em segundo lugar aparece a Argentina, com retração de 14,4 pp, Bolívia com recuo de 13,8% pp e Uruguai com embarques 13,2 pp menores, sendo estes os países com queda acima da média.